Posts Tagueados ‘Brasília’
Opinião do Estadão: A podridão no Distrito Federal
Manifestantes distribuem panetone na frente da casa oficial de Arruda, o chefe da gangue: É muita lama!
Sempre pode ficar pior. Quando se pensava que as denúncias de corrupção no Distrito Federal (DF) tinham alcançado o seu pico nos sucessivos governos de Joaquim Roriz, eis que a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), destampa um dos mais bem documentados escândalos do gênero no País. O governador José Roberto Arruda, o único eleito pelo DEM em 2006, é acusado de chefiar um esquema de pagamento sistemático de propinas a auxiliares diretos, membros do seu secretariado e deputados distritais, perfazendo R$ 600 mil mensais. A dinheirama vinha do caixa 2 de empresas fornecedoras do governo. Desde os tempos de Roriz, elas vinham pagando pedágio para fechar contratos, não raro superfaturados, com a administração local.
Um vídeo arrasador mostra Arruda recebendo R$ 50 mil das mãos do seu então secretário de Relações Institucionais – o título é uma preciosidade -, Durval Barbosa. Ex-policial civil, ele dirigiu no governo Roriz a Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) e depois, apropriadamente, foi caixa de campanha de Arruda. Os negócios da estatal chamaram a atenção do Ministério Público e motivaram a abertura de mais de 20 processos contra Barbosa. Em troca de uma condenação mais branda, ele aceitou trabalhar para a Polícia Federal, no sistema de delação premiada. Especialista em gravações clandestinas, ele ajudou a registrar a entrega da bolada a Arruda – e o desconforto deste.
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Opinião do Estadão: Cartão vermelho
Suplicy no Senado: Segundo Heráclito Fortes o cartão deve ser mostrado também para o presidente Lula
O golpe de cena do senador petista Eduardo Suplicy, de sacar de um cartão vermelho para dramatizar, da tribuna onde discursava, a sua posição pela renúncia de José Sarney à presidência da Casa, foi apenas a expressão mais vistosa da persistência de uma crise que os parceiros do cacique maranhense supunham superada quando, com a inestimável contribuição do presidente Lula, impediram na semana passada o desengavetamento de qualquer das 11 denúncias e representações contra Sarney no Conselho de Ética. A realidade é que o Senado travou e não se imagina como conseguirá se recuperar sem o afastamento do seu dirigente. A tropa de choque do governismo pode intimidar os adversários no grito. Lula pode impor a sua vontade aos senadores do seu partido desconfortáveis com a operação-abafa dos pedidos de investigação das malfeitorias de Sarney. Mas nem as milícias da maioria nem, muito menos, a descarada intromissão do Planalto para assegurar a impunidade do seu aliado podem deter o esvaecimento do Senado como instituição legislativa.
"A crise não está no Senado", resumiu com propriedade o tucano Sérgio Guerra, de Pernambuco. "É o Senado." Isso porque, embora o repúdio da opinião pública ao descalabro ético encarnado na figura do obsoleto oligarca não tenha levado multidões às ruas, os senadores continuam a receber mensagens de protesto em volume tal que não os deixa resvalar para a acomodação, na proverbial paz dos cemitérios. (Segundo uma recente pesquisa, 74% dos brasileiros querem que Sarney se vá.) Obrigados, portanto, a dar um mínimo de satisfação à sociedade, ou fazem como Suplicy – que simbolizou com o lance do cartão o fato de que "o País não suporta mais tantas denúncias sem respostas à altura", como afirmou – ou fazem como os 9 membros do PSDB e do DEM no desmoralizado Conselho de Ética, renunciando aos seus cargos. Ou fazem como os integrantes oposicionistas – e do PT – no colégio de líderes da Casa. Eles boicotaram na terça-feira a primeira reunião convocada por Sarney desde a farsa no Conselho para definir a pauta dos próximos trabalhos parlamentares.
Foto: Geraldo Magela: Agência Senado
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A zona do Senado : Flávio Arns diz que PT ‘rasgou a página da ética’
Flávio Arns, ontem, para quem o PT tem de buscar outra bandeira, porque a da ética foi jogada no lixo
Ao felicitar a postura e a coerência do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o senador Flávio Arns (PT-PR) disse estar envergonhado por ser filiado ao Partido dos Trabalhadores. O senador disse que o PT "rasgou a página fundamental de sua constituição, que é a ética", ao votar a favor do arquivamento, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, das denúncias apresentadas contra o presidente da Casa, senador José Sarney.
Abaixo discurso feito pelo senador na data de ontem:
O PT tem de buscar outra bandeira, porque a ética deixou de existir, foi jogada no lixo.
Eu me envergonho de estar no PT, com esse direcionamento que o partido está fazendo. Quero dizer isso de maneira muito clara para todos os meus eleitores. Houve um equívoco. Quando entrei no partido, achava que bandeiras eram pra valer, não eram de mentira. As bandeiras que hoje movem o PT são bandeiras eleitorais, bandeiras visando a eleição do ano que vem.
Peço [a esses senadores – Ideli Salvatti, Delcício Amaral e João Pedro] que prestem conta a seus eleitores para dizer por que se posicionaram de uma maneira em um documento discutido por todos e divulgado por escrito e votaram de outra maneira no Conselho de Ética – afirmou Flávio Arns, perguntando como se pode confiar em pessoas que tomam um posicionamento em um documento e depois tomam outro na prática.
Foto: José Cruz – Agência Brasil
A zona do Senado: Ideli Salvatti trai os catarinenses e enterra o PT
Hoje, no Conselho de Ética do Senado, Ideli Salvado (PT/SC), traiu mais uma vez a confiança do povo de Santa Catarina e ajudou jogar a pá de cal no desfigurado Partido dos Trabalhadores, votando pelo arquivamento da representações e denúncias contra José Sarney.
Que os cararinenses se lembrem desse dia. Que os catarineses guardem bem a fuça dessa senadora metida a besta que só faz envergonhar ainda mais o nome de nossa terra por onde quer que passe.
Ideli Salvatti não merece a confiança da nossa gente. Chega de aturar desaforo dessa desqualificada!
Fora Ideli!
A zona do Senado: Interpelação de Simon a Collor chega à Corregedoria
Collor ataca Simon: Os olhos de ódio não escondem o rancor e a sede de vinçança. Collor é um bandido!
A Mesa do Senado encaminhou hoje ao corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), requerimento do senador Pedro Simon (PMDB-ES) para que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) seja interpelado e explique sua ameaça de "relembrar alguns fatos e momentos incômodos" para o peemedebista. A Mesa deu andamento ao requerimento exatos oito dias depois de Simon ter desafiado Collor, em plenário, a explicar a ameaça feita na segunda-feira da semana passada. Foi um dos momentos em que confrontos verbais entre aliados e adversários do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), atingiu altas temperaturas. Pressionado por Simon a explicar a que se referia, Collor respondeu que falará "quando quiser e achar oportuno."
Simon argumenta, em seu requerimento, que "um senador não tem o direito de ocultar dados e fatos que afetam a vida e a conduta dos representantes do povo no Senado" nem tampouco de fazer uso dessas informações apenas quando julgar oportuno, de acordo com conveniências pessoais. O senador do PMDB cobra o esclarecimento e diz que Collor, se não explicar suas frases, corre "risco de parecer omisso diante de irregularidades ou leniente perante malfeitos conhecidos." A resolução que trata do funcionamento da Corregedoria do Senado não fixa prazo para exame do requerimento. Tuma só deverá se manifestar sobre o assunto na próxima semana. Estadão Online
Foto: Geraldo Magela – Agência Senado (editada)
A zona do Senado: Virgílio quer vetar senador com "ficha suja" no Conselho de Ética
Virgílio em coletiva: A providência é interessante e necesaária, mas se gritar "pega ladrão" será fica algum?
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou nesta quinta-feira requerimento na Mesa Diretora da Casa que proíbe a eleição de senadores para o Conselho de Ética que respondam a processos judiciais, em qualquer instância, por crimes contra o patrimônio, a administração e as finanças públicas. O tucano argumenta que os integrantes do conselho devem ter lisura ética para julgarem os colegas.
"É imperioso que os membros do conselho, titulares ou suplentes, tenham a isenção necessária para avaliar a conduta ética de seus pares. O projeto dá transparência e segurança às ações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, bem como transmite para a sociedade um padrão de isenção quanto ao julgamento dos seus representantes legitimamente eleitos", afirmou.
Atualmente, não há restrições para a indicação de parlamentares ao Conselho de Ética. As vagas são divididas de acordo com o tamanho das bancadas partidárias na Casa. Cada líder de partido com assento no colegiado indica os seus representantes. Folha Online
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Opinião do Estadão: Mais um escorregão de Dilma
Lula é mentiroso: Um governo de mentira e corrupção, quer eleger uma mentirosa. O Brasil é uma mentira
A ofensiva do presidente Lula em defesa de José Sarney não começou quando o foco dos escândalos no Senado passou a se concentrar no seu nome, em junho último. Começou antes mesmo que o senador pelo Amapá se lançasse candidato a presidente da instituição pela terceira vez, em janeiro, contra um pretendente petista que parecia ter o apoio do Planalto. E não se limitou a apelos do tipo do político que "tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". É a dedução inevitável a tirar da revelação da ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira de que, no final de 2008, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, lhe pediu para "agilizar" a auditoria do Fisco nas empresas da família Sarney, iniciada em 2007 e intensificada havia pouco por ordem judicial. Os negócios do clã são conduzidos pelo primogênito do senador, Fernando Sarney, indiciado pela Polícia Federal por diversos delitos penais. A Receita responde ao Ministério da Fazenda.
Lina Maria, demitida no mês passado do cargo que exercia há 11 meses, depois de considerar irregular uma operação contábil da Petrobrás endossada pelo governo, disse à Folha de S.Paulo que, numa conversa rápida para a qual tinha sido chamada pela chefe do gabinete da ministra, Erenice Guerra, Dilma lhe perguntou "se podia agilizar a fiscalização do filho de Sarney". A secretária, que teria se limitado a responder que ignorava a auditoria e iria verificar, entendeu que Dilma lhe pedira para "encerrar" a devassa. A ministra nega não apenas ter feito a solicitação, mas que o próprio encontro tivesse ocorrido. O duplo desmentido parece tão crível como a sua alegação de que não tinha conhecimento da inclusão de um fictício doutorado em economia pela Unicamp no seu currículo oficial. Ou a sua versão, contra todas as evidências, de que a Casa Civil não vinha preparando um dossiê sobre os gastos com cartão corporativo da Presidência da República, no período Fernando Henrique, depois da divulgação do formidável crescimento dessas despesas no governo Lula.
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A piada do ano: Senado suspende visitas para prevenir contra a gripe suína
Senadores em atividade: A coisa mais salutar que fazem é fechar esse chiqueiro pra sempre. O povo agradece
O Senado decidiu suspender temporariamente as visitas na Casa por causa da gripe suína –a gripe A (H1N1). Uma nota assinada pelo diretor-geral Haroldo Tajra foi enviada a todos os funcionários informando a suspensão do programa "Tour do Senado". Não há previsão de quando será restabelecido o serviço.
"Diante da situação epidemiológica atual da gripe Influenza A (H1N1) no Brasil, e seguindo orientações disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde, esta Diretoria-Geral decidiu suspender, temporariamente, o programa ‘Tour do Senado’", diz o texto.
A nota afirma que a medida pretende evitar o contágio da gripe na Casa e ressalta as medidas de prevenção divulgadas pelo Ministério da Saúde. Folha Online
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A zona do Senado: Renan comanda resistência à renúncia de Sarney
Decidido a comandar a resistência à possível renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao cargo, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu esticar a corda e partir para cima da oposição. A estratégia é pôr a tropa de choque do PMDB para se revezar na tribuna do Senado, a partir desta segunda-feira, quando acaba o recesso parlamentar, denunciando ininterruptamente erros da oposição, em particular do líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM). No início da semana, o PMDB promete entrar com até quatro representações contra o tucano no Conselho de Ética do Senado.
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) foi escolhido como porta-voz do clima de beligerância que tomará conta da Casa na volta do recesso. "Na atual conjuntura, não tem ninguém limpo no Senado. A ética que era praticada pelos senadores não é mais aceita pela sociedade. Isso tem de mudar. Agora, o que não pode é encontrarem apenas um boi de piranha para isso, um boi com bigode", afirmou Salgado, um dos integrantes da tropa de choque de Sarney e do líder do PMDB.
Renan adianta que vai se reunir com os líderes partidários para definir os próximos passos. "Licença ou renúncia não estão nas intenções do presidente Sarney. Isso interessa apenas a setores da oposição e a um pequeno segmento da mídia", disse o líder do PMDB. Agência Estado
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Recuo de Lula ao defender Sarney ocorre após pesquisa
O Brasil precisa ser desratizado urgentemente. Alguém tem que começar essa limpeza antes que seja tarde
A mudança de discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), começou a ser ensaiada na semana passada, quando o Palácio do Planalto recebeu uma pesquisa mostrando os efeitos da crise política sobre o governo. A consulta revelou que a blindagem de Sarney não era bem assimilada pela opinião pública e, pior, estava "pegando mal" tanto para Lula como para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, em 2010.
Convencido de que a situação do aliado está cada vez mais difícil, Lula pretende ter uma conversa com ele na segunda-feira, apesar de negar publicamente o encontro. Sarney está deprimido com a avalanche de denúncias que também atingem sua família e disse ao presidente, por telefone, que a saída política para pôr fim à guerra no Senado pode ser a renúncia.
— Eu estou vivendo um calvário, um inferno astral — afirmou Sarney a dois interlocutores que estiveram com ele nos últimos dias, um do PT e outro do PSDB. ClicRBS
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