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Santa Catarina: Irmãos Berger são réus em processo que apura irregularidades em obra
A bicha feia da filha do Lula e os irmãos cara de pau (Dário e Djalma). Tamos bem pra caramba!
Os prefeitos de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), e de São José, Djalma Berger (PSB), tornaram-se réus em processo que apura irregularidades na construção da Avenida Beira-Mar de São José, iniciada há 10 anos quando Dário administrava a cidade.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal foi aceita pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), na última quinta-feira. O processo está nas mãos do procurador Flávio Augusto de Andrade Strapason.
Outras sete pessoas também foram denunciadas: Aurélio Remor, engenheiro responsável pela obra, Pedro Roberto Bartucheski, presidente da comissão de licitação da prefeitura de São José, e os outros membros da comissão: Cícero Camargo Vieira, Isomar Maria Lopes, Lúcia Maria de Oliveira, Magaly Dias Cordeiro, Maguidar Dutra Beher e Sanderson Almeci de Jesus. À época, Djalma Berger era secretário de Obras de São José.
Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, os administradores dividiram a obra em inúmeras parcelas, o que frustrou a participação de empresas de maior porte nas licitações, já que os produtos e serviços a serem contratados eram considerados de baixo valor.
A manobra teria beneficiado principalmente a empresa Radial Engenharia, Construções e Barragens Ltda, e causou prejuízo de R$ 330 mil aos cofres públicos. Outra irregularidade apontada foi a dispensa indevida de licitação. ClicRBS
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Florianópolis: Fim da greve deve ser definido em assembléia da categoria na manhã desta sexta. Ônibus devem voltar a circular
Dário e o vice João Batista: A indicação é de que a greve dos ônibus termine nesta sexta pela manhã. Trabalhadores decidirão
Trabalhadores querem quatro meses sem demissão
O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) e a prefeitura de Florianópolis fecharam um acordo para o fim da greve sem intervenção. Mas a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que querem quatro meses de estabilidade depois que acabar a greve.
Os empresários dizem que não vão garantir o emprego de nenhum funcionário e aí voltaram à discussão. A reunião na prefeitura continua até que uma decisão seja tomada.
Dário informou ao repórter da CBN/Diário que a questão será analisada em assembléia dos trabalhadores (Sintraturb) que será realizada as 7 horas da manhã desta sexta-feira. “Os coletivos devem voltar a circular”, foi a garantia dada pelo prefeito da Capital.
Com informações do Blog da Rua – ClicRBS
Florianópolis: Fim da greve depende de acordo entre empregados e prefeitura
Greve no transporte não tem hora para terminar. Prefeito negocia intervenção diretamente com empregados
Sei que vocês estão esperando alguma notícia sobre a continuação da greve dos empregados no transporte coletivo de Florianópolis.
A informação que tenho é a que segue abaixo:
O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, estava reunido com o procurador geral do município, Jaime de Souza, discutindo a possível intervenção nas empresas de transporte urbano.
O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte (Sintraturb) apresentou a sugestão de intervenção em assembleia da categoria na noite desta quinta-feira.
Dário deu um prazo até a meia-noite para que o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) recue e aceite a proposta do município. Caso não haja acordo, Berger assinará o decreto-lei que promove a intervenção nas concessionárias, encerrando a greve.
Dário saiu da reunião com o procurador geral do município, Jaime de Souza, com o decreto-lei redigido e com o nome do interventor geral escolhido. O nome, no entanto, ainda não foi divulgado. Se o Setuf não ceder, a intervenção passa a valer a partir desta sexta-feira.
Neste momento, Dário está reunido com o Sintraturb para decidir a participação da categoria na intervenção.
Assim que tiver definição a respeito dessa bandalheira que está acontecendo na cidade, repassarei para vocês.
Aguardem.
Informações: Blog da Rua – ClicRBS
Foto: Hermínio Nunes – DC
Florianópolis: Greve dos ônibus continua nesta quinta
Greve de ônibus em Florianópolis: Até que ponto a população vai aturar tanto desaforo, descaso e abandono?
Depois de um dia inteiro de negociações, o secretário de Transportes e vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes, recebeu na noite desta quarta-feira uma proposta do Sindicato dos Empresas de Transporte Urbano (Setuf), que, segundo ele, não tem aprovação da prefeitura.
Portanto, a proposta sequer será entregue aos trabalhadores, o que faz com que o fim de greve esteja longe do fim.
Na proposta, o Setuf concorda com o reajuste de 7% no salário dos trabalhadores se a tarifa for reajustada em R$ 0,15. Também condiciona o aumento em R$ 310 no vale-alimentação ao subsídio pago pela prefeitura (hoje R$ 0,12 por passageiro, o que significa cerca de R$ 550 mil por mês).
A proposta também determina que se o aumento for retroativo a maio (mês da data-base da categoria) deverá ser pago pela prefeitura.
— O prefeito não assinará essa proposta. Não vamos dar aumento na tarifa que signifique ganho real aos empresários, porque eles já o tiveram no início do ano. Só daremos o aumento na tarifa que for proporcional ao impacto do reajuste salarial — disse João Batista, perto das 22 horas.
Segundo o vice-prefeito, a prefeitura não tem de onde tirar o pagamento do reajuste retroativo a maio e, mesmo que fizesse isto, teria que passar por uma aprovação na Câmara de Vereadores, o que demoraria ainda mais.
Os trabalhadores já frisaram que não vão concordar com um reajuste a partir de agora, já que a data base da categoria venceu em maio. ClicRBS
Foto: Herminio Nunes – DC
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Comentário meu: Esse filme nós já estamos cansados de assistir. O jogo de cena é sempre o mesmo e o final nada surpreendente, porém doloroso para os espectadores, no caso, a população. Todo mundo sabe que vai haver aumento da tarifa dos ônibus. De forma direta ou através de subsídio, o usuário e o contribuinte é que irão arcar com o custo da greve.
Passou da hora de alguém com culhão propor a criação de uma empresa púbica de transporte coletivo, onde o usuário estaria pagando para si próprio a tarifa para a utilização dos ônibus em Florianópolis e poderia usufruir de um serviço com melhor qualidade.
O que não pode continuar acontecendo é essa verdadeira sacanagem que fazem com que a população se torne refém tanto dos empregados quanto dos empregadores das empresas de transporte urbano da cidade.
Tá na hora de reagir. Chega de aturar desaforo dessa cacalhada!
Florianópolis: Dário Berger é absolvido em processo de cassação no TRE/SC
Dário Berger e Bita Pereira: Processos mal conduzidos e sustentação fraca fortalecem a situação do prefeito
O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), foi absolvido nesta quarta-feira no processo que pedia sua cassação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Quatro juízes votaram a favor da absolvição e dois contra.
A coligação Amo Florianópolis (PP/PTB), que entrou com a ação, insistirá na cassação de Dário junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília.
Dário foi julgado por ter sido eleito pela quarta vez consecutiva prefeito — duas vezes em São José e duas vezes em Florianópolis.
Novo entendimento, estabelecido inicialmente pela Justiça Eleitoral de Alagoas, está se baseando no parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição, que determina que o presidente, governadores e prefeitos eleitos podem ser reeleitos para um "único período subsequente". Os prefeitos que se reelegeram em um município e mudaram de domicílio eleitoral estão sendo caracterizados como "itinerantes". ClicRBS
Foto: Daniel Conzi – DC
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Florianópolis: Greve no transporte coletivo continua na quarta
A greve dos motoristas e cobradores de ônibus na Capital, que também atinge a Grande Florianópolis, vai continuar nesta quarta-feira e poderá se arrastar pelos próximos dias.
A negociação entre os trabalhadores, as empresas e a prefeitura é considerada a mais difícil dos últimos anos pelas partes que travam uma típica queda-de-braço.
Para agravar o prejuízo aos usuários, a determinação judicial de frota mínima de ônibus nas ruas não foi cumprida na íntegra, nesta terça-feira, deixando pelo menos 200 mil usuários sem o transporte coletivo.
Na terça-feira à noite, na Câmara de Vereadores, enquanto o trânsito de veículos pequenos ficava ainda mais congestionado nas principais avenidas e nas pontes, o prefeito Dário Berger (PMDB) sinalizava com a notícia ainda mais preocupante para quem depende dos ônibus na Capital: o aumento da tarifa será um dos reflexos inevitáveis para bancar o tão esperado acordo entre os empregados e as empresas.
— A prefeitura nunca encerra as negociações, mas tem limites. É evidente (o aumento da tarifa), que dependerá do acordo entre patrões e empregados. Mas já temos prejuízos imensos além do comercial, psicológicos e de auto-estima da população numa intransigência incomparável — declarou o prefeito após um dia em que houve tentativas de negociação, mas sem reuniões físicas e conjuntas entre as partes. ClicRBS
Greve dos ônibus em Florianópolis: A culpa é nossa!
Ônibus parados na Capital: Passou da hora de Florianópolis ter uma empresa pública de transporte coletivo
Cesar Valente
As empresas de ônibus, por intermédio de seus prepostos motoristas e cobradores, deixarão a população a pé nesta terça, a partir das 7h da manhã.
A quem responsabilizar?
Ao prefeito ausente, é claro que não. Ele nem tem cabeça pra isso, envolvido com a defesa de seu processo no TRE e os muitos projetos políticos, entre os quais a estadualização do nome. Incluam-no fora disso.
O prefeito de fato, pobre João Batista, também não pode ser chamado às falas, porque pouco sabe da tal caixa preta. E, na verdade, sabe muita coisa de quase nada. Ou nada de quase tudo. Apesar do transporte público ser uma concessão municipal, ao longo dos anos ficou claro que a prefeitura e a Câmara de Vereadores é que são concessões da iniciativa privada. Portanto nem um, nem os outros, podem fazer qualquer coisa contra o que os verdadeiros donos da cidade decidirem.
Ah, quem sabe a culpa seja dos motoristas e cobradores e do seu sindicato, dirigido com o pragmatismo próprio da era lulista? Ora, para isso era preciso que alguém acreditasse que há uma negociação entre patrões e empregados e que o impasse se deu por justas questões trabalhistas. Não sei vocês, mas eu estou ainda aguardando algum sinal divino que me mostre que não estão todos, patrões e empregados, no mesmo ônibus, tentando tirar o máximo proveito dos otários que pagam impostos e votam sem pensar.
A culpa disso tudo, portanto, é nossa. De todos nós, contribuintes/eleitores, que temos o governo que merecemos. Que somos feitos de gato e sapato porque não nos damos ao respeito. E o pior é que nem adianta reclamar para a Polícia, porque o comandante obedece a ordens do prefeito e de mais ninguém. Não está ali para defender a Constituição, obedecer os regulamentos, fazer cumprir a lei ou defender os contribuintes: está ali porque o seu amado chefe civil o promoveu e sua função é dar apoio armado ao que seu idolatrado líder achar de fazer (cheguei a essas conclusões ouvindo o próprio comandante falar à tropa, numa gravação que consta de processo que corre na Justiça Militar).
Só não direi “bem feito”, porque ninguém merece tamanho desrespeito. Nem mesmo os que ainda continuam achando o Dário o máximo. De Olho na Capital
1 x 0 pro boi: Termina a greve de ônibus em Florianópolis
Ponte Colombo Salles, único acesso em direção ao centro de Florianópolis, antes do fim da greve
Os trabalhadores do transporte coletivo de Florianópolis decidiram, em assembleia no fim da tarde desta quarta-feira no Centro, encerrar a paralisação dos ônibus, que começou às 9h30min de terça-feira.
Toda a frota de veículos deve voltar a circular a partir das 18h30min. Apesar disso, de acordo com Ricardo Freitas, assessor do sindicato dos trabalhadores (Sintraturb), o estado de greve continua. Novas paralisações estão descartadas durante essa semana.
Segundo Freitas, a campanha salarial da categoria não terminou.
— Interrompemos a greve nesse momento para que não haja um julgamento precipitado do Tribunal Regional do Trabalho. Nossa concepção é que não cabe ao estado cumprir regras da relação de trabalhadores e patrões. A categoria está retornando ao trabalho, em estado de greve, ainda em campanha salarial, com a garantia da permanência dos cobradores, que era o nosso principal objetivo — disse Freitas.
De acordo com o prefeito Dário Berger (PMDB), a volta ao trabalho mostra maturidade dos trabalhadores. ClicRBS
Foto: Hermínio Nunes (DC)
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Florianópolis 283 anos – O prefeito fala o que quer
Clique aqui para ouvir a entrevista do prefeito Dário Berger
Segue a íntegra da entrevista que o prefeito Dário Berger concedeu ontem (23) ao apresentador Mário Motta no programa Notícias na Manhã, transmitido pela rádio CBN/Diário, por ocasião da comemoração do 283° Aniversário da Cidade de Florianópolis.
A entrevista, como bem salientou o apresentador Mário Motta, não teve o objetivo de tratar dos problemas da cidade, mas sim o de levar a mensagem do prefeito com relação aos 283 anos da Capital Catarinense. Fica para a próxima!
Sobre a moratória da Bacia do Itacorubi:
- Esse projeto da moratória da Bacia do Itacorubi tem um objetivo pedagógico, ou seja, não é a moratória pela moratória, mas sim o despertar da consciência que cada um de nós tem que ter de que a cidade não pode continuar crescendo sem a infraestrutura necessária. E aí também tem o “filtro social” que nós queremos introduzir que é o Estudo de Impacto de Vizinhança que é um projeto de muita importância.
Sobre a sustentabilidade da cidade:
- Nós não podemos ficar do jeito que estamos. Precisamos avançar. No conjunto geral da sustentabilidade de uma cidade nós temos que ampliar a fiscalização, temos que ter consciência da ocupação de uma forma diferente porque uma cidade não se constrói única e exclusivamente com as ações do prefeito. Uma verdadeira cidade se constrói com todos os agentes. Cada um tem a sua responsabilidade para construir a cidade dos nossos sonhos. Mas muitas vezes fazemos a nossa parte como deveríamos. Temos entraves burocráticos com outras instituições que dificultam as ações de fazer as coisas que precisamos. É evidente que a cidade também carece de estrutura, [...] mas Florianópolis gradativamente vai melhorar.
Sobre o trânsito da capital:
- Florianópolis ao longo da história dos seus 283 anos cresceu acima da média das cidades brasileiras, e na medida em que cresce no número de pessoas, cresce também a quantidade de problemas. Quando a infraestrutura não acompanha o crescimento da cidade em pessoas, nós acabamos por observar um distanciamento na qualidade de locomoção como acontece atualmente em Florianópolis. A verdade é que todas as cidades brasileiras, inclusive cidades internacionais… Se você vai à Paris no horário de pico não se anda; se vai em Nova Iorque também não anda. Por mais investimento que se faça (e Florianópolis é uma cidade com características próprias) só temos duas pontes para a ligação da ilha com o continente. Nós estamos estudando uma nova travessia, seja ela por uma nova ponte, seja por um túnel subterrâneo, como existe lá no Canal na Mancha [Eurotúnel]. Mas lá são 30 e poucos quilômetros de extensão e aqui seria um túnel com menos de um quilômetro se sair da Beira-Mar Norte ligando com a Beira-Mar Continental, o que provocaria uma nova alternativa, um novo eixo de deslocamento bastante importante e fundamental para que as pessoas possam se deslocar com mais tranquilidade. Alguns pontos pontuais [sic] a nossa administração acabou por realizar. Por exemplo, o elevado do Itacorubi é uma obra importante. Eu fico imaginando se a cidade não tivesse essa obra do elevado do Itacorubi a confusão que seria aquele entroncamento extremamente perigoso. Na primeira semana de abril nos vamos dar a ordem de serviço para o elevado do Rita Maria pra terminar com essas intermináveis filas de quem vem do Continente para o centro da cidade e desemboca direto na Beira-Mar; nós vamos assinar a licitação do elevado do Trevo da Seta, nós já estamos construindo a terceira pista da SC-405 e também nós vamos dar a ordem de serviço, aliás, já está em licitação a arena de multiuso que será construída em Canasvieiras. São obras importantes; são medidas importantes! Aliás, essa questão do Trevo da Seta, de acesso ao Aeroporto, isso é uma obra que começou há 20 anos e as questões ambientais acabaram por atravancar a continuidade dessa obra que foi feita em etapas e que até hoje não foi concluída. Por isso nós temos que fazer emergencialmente o elevado do Trevo da Seta porque hoje está praticamente impossível as pessoas, em horário de pico, irem para o Sul da Ilha. E aí é que vem a questão ambiental. Eu sou ecologista, eu defendo a natureza. Mas em primeiro lugar está a espécie humana; nós temos que pensar em como é que vamos resolver esses problemas [do trânsito] com o mínimo de impacto à natureza, mas que a gente desimpacte [sic] os transtornos causados pelas dificuldades de as pessoas se deslocarem até as suas propriedades.
Sobre a construção de marinas:
- Nós temos que fazer uma análise geopolítica e histórica de Florianópolis. Em Balneário Camboriú, quando o [Leonardo] Pavan fez a Interpraias ele quase foi preso, algemado e deve ter algumas ações na justiça respondendo por aquela obra. Mas isso foi numa outra época. Talvez se fosse agora ele nem faria mais. Na verdade, Balneário Camboriú é um pouco diferente de Florianópolis, porque foi uma cidade dominada muito tempo pelo período autoritário, os prefeitos foram nomeados, depois vieram as oligarquias, os coronéis… Nós, verdadeiramente, democratizamos a cidade a partir do governo do Edison Andrino, porque até então os prefeitos eram todos nomeados pelo governador na época da ditadura. O que existe é uma espécie de dominação da cidade já que o sistema era “imperialista”; a cidade gravitava por uma sociedade elitizada, prova disso é que nós temos várias cidades ao mesmo tempo em Florianópolis; temos o centro da cidade, onde morava a elite, altamente desenvolvida, urbanizada e humanizada, enquanto que o interior da cidade ficava completamente abandonado e desasistido [sic]. Essa cidade foi construída desordenadamente ao longo de sua história. Houve muito exagero na ocupação do solo; nós destruímos muitas belezas naturais, muitos recantos e encantos e chegou um ponto que a sociedade foi se democratizando, se organizando e que hoje, a princípio, a pessoa não conhece o projeto, mas já é contra o projeto. Isso é resultado dessa ocupação sistêmica que aconteceu na cidade, de forma desordenada, completamente irregular, inconsequente, fruto da ganância imobiliária e que hoje nós estamos pagando um preço alto. Se você for à Canasvieiras, se você for à Ingleses (eu tenho casa em Ingleses), é um absurdo. As pessoas fizeram prédio em cima da praia. Seria necessário, na época, construir o prédio em cima da praia? Não podia dar um recuo de 50, 100, 200 metros e fazer na frente um jardim, alguma coisa que tivesse sustentabilidade, que a gente pudesse construir hoje, quem sabe, uma via de acesso como acontece em Balneário Camboriú? A cidade gravitou única e exclusivamente através da indústria da construção civil. Nós temos duas atividades econômicas importantes em Florianópolis: uma é a construção civil e a outra é o turismo. Turismo há 20 anos era de farofeiro, o cara ia com uma sacola pra praia. Hoje o turismo já começa a se qualificar com empreendimentos gerando oportunidades de emprego e renda e destacando a cidade como um pólo turístico bastante importante e interessante. E agora nós temos a indústria da tecnologia, do conhecimento, a indústria da inteligência, porque Florianópolis não pode ter indústria de chaminé. O que aconteceu sempre para gerar emprego e oportunidade e renda: indústria da construção civil. Dá-lhe construir prédio, dá-lhe construir apartamento. Não interessava e não interessa até hoje e você sabe disso [Mário Motta], você tem acompanhado, você conhece a cidade melhor do que eu; você discute os problemas da cidade muito mais do que eu aqui no dia a dia. Não interessa pro empresário da construção civil se vai ter água, se vai ter energia, se vai ter tratamento de esgoto. O negócio dele é construir prédio quanto mais alto melhor e depois a Prefeitura que se lixe. Quem é que vai dar creche, saúde pra esse pessoal; quem é que vai fazer os acessos, quem vai fazer o esgoto. Eu, inclusive, sou empresário da construção civil, mas a análise… Há que se reconhecer que a minha tese deve ser levada em consideração.
Sobre a Hora do Planeta:
- Fiquei surpreso que eles [os organizadores da Hora do Planeta] estão querendo falar comigo há um mês, mas eu estou com a minha agenda na cidade. Isso me lembra aquela história do oficial de justiça querendo me citar… Eu também não posso sair correndo atrás das pessoas para entrar em contato comigo. Até hoje eles não entrarem em contato nem comigo nem com minha assessoria. Não existe nenhum impedimento de nossa parte. Vamos apagar as luzes, só não podemos apagar muito. Chega de apagão! Terça ou quarta-feira estou à disposição deles através da minha assessoria para atendê-los, pra ver o que podemos fazer.
Sobre marinas e ocupação da orla:
- O problema é a insegurança jurídica. Nós estamos com o Plano de Gerenciamento Costeiro na Câmara de Vereadores desde novembro de 2007. O primeiro ponto para se construir uma marina aqui em Florianópolis será a aprovação desse plano, que representa única e exclusivamente uma tendência do que se imagina que deva ser ocupado, que tipo de equipamento deve ser feito dentro da nossa orla, dentro do nosso sistema. Este Plano de Gerenciamento Costeiro não aprova nada. Ele só dá as diretrizes básicas de ocupação da nossa orla, que é pressuposto, pré-requisito para a aprovação de qualquer projeto de marina, de trapiche ou de qualquer outro empreendimento que se queira fazer na orla. É por isso que não sai. Sai em Balneário Camboriú e não sai em Florianópolis. Esse projeto depende da aprovação dos vereadores e ficou dormindo no mandato passado inteiro na Câmara onde não tínhamos maioria e passamos muita dificuldade. A vereadora [Angela Albino] que era presidente da Comissão de Justiça acabou por engavetar esse projeto e não o trouxe à luz da discussão. O atual presidente da Câmara [Jean Loureiro] estabeleceu o projeto como prioridade. A partir daí começa a clarear a possibilidade de fazermos empreendimento turístico sustentável. Eu não me preocupo em fazer marina porque tem que ter aprovação do Ibama, da Fatma, da Floram, do povo de Florianópolis, ou seja, será uma obra fiscalizada.
Sobre o trapiche da Beira-Mar Norte:
- Ali existem questões ambientais que precisam ser aprovadas novamente. E como está dentro da orla existe conflito de competência para a aprovação de qualquer trabalho naquele trapiche. Como é o Ibama que licencia, a Fatma que licencia a dificuldade permanece.
A notícia boa que eu tenho para a Beira-Mar Norte. Nós já conseguimos a licença ambiental e vamos reformular completamente a avenida. Será uma parceria com a Celesc que irá passar os cabos da subestação da Agronômica sob a ciclovia [cabo subterrâneo] e em contrapartida a Celesc vai reformular toda a orla, inclusive as calçadas serão ampliadas e remodeladas, o trapiche será reconstruído e também iremos fazer decks de madeira onde o pessoal costuma pescar. Vamos repavimentar, urbanizar, humanizar toda a orla.
Sobre o aniversário de Florianópolis:
- Eu acho que nós temos muito a comemorar. A cidade passa por uma grande transformação principalmente na área da Saúde que é nítida. Na área da Educação a cidade se transformou em referência nacional com projetos como o de reuso [sic] da água. O maciço do Morro da Cruz, que é um dos grandes problemas que nós temos, está passando por uma grande transformação, urbanização, humanização com o atendimento de cerca de 25 mil pessoas que vivem ali e que estavam completamente desassistidas. Estamos fazendo o maior mutirão de saneamento da história. Quando iniciei [o mandato] tínhamos 30% de esgoto tratado; quando terminar o meu mandato quero entregar com 75, 80% de esgoto tratado; estamos fazendo os elevados, estamos investindo na operação Tapete Preto, na pavimentação de ruas, na área social. Essa grande transformação da cidade foi observada nas últimas eleições.
Sobre a revitalização dos balneários:
- Quem vai a Cacupé hoje sabe muito bem como está ficando aquele bairro. O mesmo acontece com Sambaqui, Santo Antônio, Ingleses, Canasvieiras. Está tudo remodelado. No Abrão também, está tudo diferente.
Sobre a oposição:
- Tem um segmento da oposição sistêmico que tende a desqualificar a nossa cidade, que é tão querida, tão atraente e adorável que todos aqueles que aqui não moram gostariam de morar. Nós que moramos aqui temos uma paixão proibida pela cidade o que faz com que ao invés de resolvermos os problemas, acabamos estabelecendo uma série de conflitos existenciais de opinião, filosófica e de posicionamento político partidário que ao invés de ajudar a cidade só atrapalha. O ideal seria que nós fizéssemos como o McCain fez com o Obama, quando declarou que tinha perdido a eleição disse o seguinte: “Até agora éramos adversários. De hoje em diante você será o meu presidente. Então eu vou lhe ajudar a implantar os programas e os projetos”. Só que aqui em Florianópolis a oposição é raivosa, é rancorosa, é difícil de a gente avançar, tem muita gente que aposta no quanto pior melhor, mas mesmo assim eu não vou perder o entusiasmo, a resistência e a insistência para continuar com os nossos projetos.
Sobre o período quando foi oposição:
- Para cada ação existe uma reação. No meu entendimento Florianópolis é uma cidade que se redemocratizou um pouco mais tarde. Em função de ser uma ilha oceânica os prefeitos eram nomeados. Os políticos sofriam a opressão permanente pela resistência do poder central na mão de poucas pessoas. A oposição se torna importante desde que seja construtiva e propositiva. O que tenho sofrido aqui em Florianópolis é uma oposição destrutiva. Até hoje eu ganhei [todas] na Justiça. A questão é que a política de Florianópolis foi judicializada [sic].
Sobre processos de cassação:
- Estou respondendo novamente a um processo de cassação do meu mandato. Antes de ser candidato por Florianópolis fiz uma consulta ao TRE. O Tribunal me deu os passos que eu deveria seguir, fui candidato, me elegi, fui reeleito, tinha um processo de cassação no primeiro mandato, enfim, isso gera uma insegurança na equipe, uma insatisfação geral porque isso demanda muito tempo, inclusive recursos para pagar advogados para ficar defendendo essas questões que só atrapalham a cidade.
Não sou contra a oposição e nunca reclamei de oposição. Mas tem o seguinte: faz a crítica e aponte a solução! A oposição judicializada [sic], a perseguição permanente é um negócio que deixa a gente realmente insatisfeito e é o que, nos tempos atuais, infelizmente acontece em Florianópolis. Não sei como foi antes, mas passei por muitas dificuldades. E isso não tira o meu entusiasmo. As coisas para mim nunca foram fáceis e penso que Florianópolis, nos seus 283 anos, tem muito a comemorar. Parabéns a todos nós!
Santa Catarina – Deputado denuncia que comandante da PM fez campanha eleitoral dentro do batalhão
Newton Ramlow que é acusado de ter feito campanha para Dário Berger dentro do batalhão
O deputado estadual Sargento Amauri Soares [PDT] apresentou denúncia na tribuna da Assembléia Legislativa, na qual o tenente-coronel Newton Ramlow, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, pede votos ao prefeito Dário Berger [Florianópolis] para duas guarnições que estavam de serviço nas dependências do quartel. Na gravação, o oficial diz: “Não sou PMDB e não sou 15, eu sou Dário Berger. Mas hoje eu estou pedindo votos para Dário Berger aos senhores”. Em outro trecho, ele destaca que está fazendo isso justamente em horário de trabalho: “É por isso que eu peguei entrada e saída. Não tem ninguém de folga aqui não, né?”. Aprasc
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Assista ao vídeo do deputado Soares em pronunciamento feito ontem no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.
Para ouvir ou baixar o áudio completo do diálogo do comandante Newton Ramlow, clique aqui.
O meu comentário:
O deputado Sargento Soares tem toda razão ao denunciar esse tipo de situação. A nossa valorosa Polícia Militar realmente não merece se tornar palanque para nenhum candidato, muito menos para ele próprio.
O que o Sargento Soares não disse e ninguém também se preocupou em publicar foi o inteiro teor do diálogo que o tenente-coronel Newton Ramlow travou dentro das dependências do 4° Batalhão.
Transcrevo abaixo alguns trechos que foram deliberadamente omitidos pelo deputado Sargento Soares e pela maioria dos blogs que deram repercussão à matéria, onde o oficial denunciado manifesta o seu carinho pela população da Capital e pelos seus comandados:
“Esse carisma da população de Florianópolis é o que me motiva a trabalhar.”
“Não fui eu quem resgatou a personalidade do 4° Batalhão, mas os senhores que resgataram porque eu valorizei os homens. O Batalhão ficou valorizado, criou respeito. Apesar de ser um batalhão injustiçado a gente conseguiu muita coisa. Eu sempre sonhei em comandar o 4° Batalhão, e por incrível que pareça o 4° Batalhão me abriu as portas. Vocês me deram um respeito tão grande que eu tenho o mesmo respeito pelos senhores e pela população de Florianópolis, que reconhece o meu serviço. “
“Quando acontece um assalto no centro eu fico maluco, porque não pode acontecer. Eu sou uma pessoa em que tudo tem que dar certo. Vamos nos dedicar, vamos observar.”
“Eu não tô pedindo voto para o 15, não tô pedindo voto para o Dário Berger. Quem quiser votar no 15, vota; quem quiser votar no Dário Berger, vota; quem não quiser votar em nenhum dos dois, vota pela permanência do major Newton no 4° Batalhão.”
“Queriam lançar minha candidatura para vereador de Florianópolis, mas como vereador eu não vou fazer nada. Afinal, o que um vereador faz pela Polícia Militar no município? Não faz nada! Você consegue fazer alguma coisa pela Polícia Militar como deputado estadual que nós temos, o Sargento Soares, como deputado federal, lá no Congresso, pra olhar aquelas coisas pra não deixar acabar com a Polícia Militar, como senador, mas como vereador não adianta de nada!”
“Não, eu nunca pensei em ser vereador. O meu sonho é comandar a Polícia Militar de Santa Catarina, ser comandante-geral da Polícia de Santa Catarina. Esse é meu sonho.”
Aliás, cabe aqui a pergunta: O que o Sargento Soares fez pela população de Florianópolis, a não ser se eleger deputado e ainda apoiar veladamente o governador do Estado?
O tenente-coronel Newton Ramlow errou, é evidente, e merece ser alvo de investigação por parte da Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina.
A população de Florianópolis reconhece o trabalho desse valoroso oficial.
Por este motivo, antes de tirarem conclusões precipitadas, ouçam o inteiro teor do áudio onde o então major Newton Ramlow conversa com seus subordinados, providência esta que deveria ser adotada por qualquer pessoa que se interesse pela verdade dos fatos.




