Posts Tagueados ‘Dinheiro público’
Florianópolis: O natal da canalhada!
Mário Roberto Cavallazzi, secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Florianópolis – Fonte: Site Tijoladas
Reproduzo abaixo matéria publicada no site Tijoladas do Mosquito que trata sobre a contratação, por parte da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte (Setur), de empresa para “levantar” uma árvore que deverá decorar o natal de Florianópolis.
Não tenho qualquer comentário a fazer sobre o que o Mosquito mostrou, mas acredito que o Ministério Público deveria tomar alguma providência com o objetivo de esclarecer a situação, já que a Palco Sul Eventos, de Tubarão, aparece envolvida em outra história rumorosa chamada “Arena Jurerê”.
“Escândalo – Palco Sul – Empresa de Tubarão que atuou na treta ‘Arena Jurerê’ vai levar R$ 3.700.000,00 para montar árvore de natal na Av. Beira Mar Norte em Florianópolis
3 milhões por uma árvore de natal? Na Capital toda arrombada, suja e engarrafada? – Vai o roubar assim na casa do caraglio, sô!
Palcosul e a parceria Knaesel – Cavallazzi
A empresa Palco Sul Eventos Ltda – ME de Tubarão (SC) que alugou palco, camarotes e arquibancadas para o evento falcatrua “Arena Jurerê”, está recebendo sem licitação da Prefeitura de Florianópolis (via SETUR) , a bagatela de R$ 3.700.000,00 para montar a árvore de natal da Capital.
Essa empresa não pode ter faturamento gigantesco, sendo uma micro-empresa. Suspeita-se que suas notas fiscais são calçadas. Isso é caso de polícia. Alguém tem de fazer alguma coisa.
A Palco Sul está presente em diversos eventos com prestação de contas rejeitada ou mesmo não apresentadas à Secretaria de Organização e Lazer de SC. No caso da “Arena Jurerê” recebeu R$ 470.000,00 em duas notas emitidas no mesmo dia (17/12/2008) – notas 0483 e 0485 (a de número 0484 devem ter rasurado).
Eventos como o carnaval de Florianópolis 2009 e a Fenaostra desse ano, teve a participação da Palco Sul. Essa empresa parece uma fazenda de cítricos.
ÁRVORE DE NATAL DE R$ 3.700.000,00 – Cadê a polícia?
Olhem com atenção o extrato do Contrato Setur 1056/2009
A raíz da treta
O que menciona o artigo 25 da Lei 8.666/93
ISSO É ROUBO DE DINHEIRO PÚBLICO
É a metade do preço do prédio do Pró-Cidadão, que foi vendido pela Prefeitura no calçadão da Felipe Schmidt.Atentem para as notas calçadas da Palco Sul, emitidas para Rogério Zanetti de Souza na falcatrua “Arena Jurerê”:
A cidade de São Paulo vai gastar R$ 5,9 milhões, com apoio da iniciativa privada, para fazer toda sua decoração de natal.”
Mosquito solta o verbo e diz o que todo mundo gostaria de dizer mas ninguém tem coragem de fazer
Saco sem fundo: Juiz no RS avalia como ‘deboche’ ação do Incra
Rolf Hackbart (Incra) e Guilherme Cassel (MDA): Bandidos a espera de condenação por um juíz com aquilo roxo!
Ao julgar uma ação de desapropriação de terras, para fins da reforma agrária, no Rio Grande do Sul, o juiz federal Belmiro Krieger, de Santana do Livramento, ficou espantado com a forma como são conduzidas as vistorias de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em sua sentença sobre o caso, o juiz chegou a classificar o procedimento da autarquia federal como "um deboche à moralidade administrativa e um descalabro no trato da coisa pública". A ação que provocou a indignação do juiz deu entrada na Justiça em junho. O Incra pedia a desapropriação de uma área de 7 mil hectares, formada por quatro fazendas, da família Antoniazzi, no município de São Gabriel.
Foram anexados ao pedido laudos agronômicos, elaborados em 2008 por especialistas do Incra, segundo os quais "os imóveis rurais em consideração revelam-se extremamente viáveis para a implantação de um assentamento rural, considerando seus potenciais agropecuários". Para essas terras, os técnicos do Incra propunham pagar R$ 39,8 milhões, ou R$ 5,6 mil por hectare. Por se tratar de um valor alto para os cofres públicos, o juiz federal solicitou uma segunda perícia a fim de apurar o valor de mercado das terras. Os advogados do Incra protestaram, mas ele não recuou.
E foi aí que o caso teve uma reviravolta: o Incra desistiu da ação. Motivo? Os imóveis em questão eram completamente inadequados para a reforma agrária. De acordo com um novo relatório entregue ao juiz, as terras ali eram rochosas e com solos superficiais. Krieger aceitou o pedido de desistência e mandou devolver os R$ 39,8 milhões aos cofres públicos. No texto da sentença, porém, fez questão de manifestar sua estranheza quanto às conclusões totalmente opostas dos dois relatórios, salientando que o último deles foi preparado às pressas, em três dias, após o pedido da nova perícia. Agência Estado
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Congresso confirma criação de CPI para investigar MST
Lula, o amigo do MST: O presidente mentiroso e populista que apóia a bandidagem no campo
A criação da CPI mista do MST foi oficializada nesta quinta-feira no Congresso. A comissão que pretende investigar repasse de verbas públicas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Até a 0h, os parlamentares poderiam retirar suas assinaturas do requerimento, mas maioria das adesões foi de parlamentares da oposição e a base não pode evitar a instalação.
De acordo com a Secretaria da Mesa do Congresso, embora tenham sido retiradas 23 assinaturas de deputados às 23h58 desta quarta-feira, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou em seguida outras 60 adesões ao requerimento, o que garante a criação da CPI mista.
A CPI foi criada apenas na segunda tentativa. Na primeira, há cerca de um mês, houve retirada de assinaturas. De acordo com a oposição, que recolheu as assinaturas, recursos federais são dirigidos a organizações não-governamentais (ONGs) que os transferem para o MST.
Ao todo, foram colhidas 185 assinaturas de deputados, 14 a mais que o mínimo necessário e de 35 senadores, oito além do mínimo. Por temer a retirada em massa de assinaturas, como ocorreu da primeira vez, a oposição só protocolou o requerimento depois de ouvir do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) um compromisso de que haveria sessão do Congresso impreterivelmente na quarta-feira. Notícias Terra
Opinião do Estadão: Vandalismo sem limites
Laranjal da Cutrale destruído pelo MST: Vandalismo financiado com dinheiro público
Absolutamente seguro, como sempre, de sua impunidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) perpetrou novo ato de vandalismo, passados quatro dias do engavetamento da proposta de CPI para investigar o repasse de recursos federais à organização, por intermédio de cooperativas e ONGs. A iniciativa caiu quando, a pedido do Planalto, deputados retiraram o seu apoio à investigação – o comércio de assinaturas em projetos do gênero, por sinal, é uma conhecida prática desmoralizante no Congresso. Segunda-feira, na Fazenda Santo Henrique, da multinacional brasileira Cutrale, em Borebi, no interior paulista, ocupada desde 28 de setembro por 350 invasores, os sem-lei literalmente tratoraram 7 mil pés de laranja.
O espetáculo, que o próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o principal interlocutor do movimento no governo, considerou "grotesco", foi filmado por um cinegrafista da Polícia Militar a bordo de um helicóptero. As imagens da violência levaram por sua vez o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a se declarar "indignado" e a afirmar que "condena com veemência" mais esse ato criminoso. É como se eles tivessem descoberto subitamente o que pretende e a que meios recorre – há longos anos – essa que é o que de mais parecido existe no Brasil com uma organização terrorista. E como se tais autoridades não a amparassem, por ação ou omissão.
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Santa Catarina: Irmãos Berger são réus em processo que apura irregularidades em obra
A bicha feia da filha do Lula e os irmãos cara de pau (Dário e Djalma). Tamos bem pra caramba!
Os prefeitos de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), e de São José, Djalma Berger (PSB), tornaram-se réus em processo que apura irregularidades na construção da Avenida Beira-Mar de São José, iniciada há 10 anos quando Dário administrava a cidade.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal foi aceita pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), na última quinta-feira. O processo está nas mãos do procurador Flávio Augusto de Andrade Strapason.
Outras sete pessoas também foram denunciadas: Aurélio Remor, engenheiro responsável pela obra, Pedro Roberto Bartucheski, presidente da comissão de licitação da prefeitura de São José, e os outros membros da comissão: Cícero Camargo Vieira, Isomar Maria Lopes, Lúcia Maria de Oliveira, Magaly Dias Cordeiro, Maguidar Dutra Beher e Sanderson Almeci de Jesus. À época, Djalma Berger era secretário de Obras de São José.
Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, os administradores dividiram a obra em inúmeras parcelas, o que frustrou a participação de empresas de maior porte nas licitações, já que os produtos e serviços a serem contratados eram considerados de baixo valor.
A manobra teria beneficiado principalmente a empresa Radial Engenharia, Construções e Barragens Ltda, e causou prejuízo de R$ 330 mil aos cofres públicos. Outra irregularidade apontada foi a dispensa indevida de licitação. ClicRBS
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Ideli mete a mão no baleiro com consultoria e curso em família
Ideli: A simpatia em sua plenitude. Quem tem telhado de vidro e rabo de palha não pode apedrejar nem brincar com fogo
Uma rede de relações familiares envolve a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), e a New Field Consulting. A empresa de consultoria, segundo reportagem publicada ontem pela Folha de S. Paulo, recebeu R$ 70 mil do Senado para que a petista e o assessor Paulo André Argenta participassem de um curso para executivos no México, Argentina e Espanha. A mesma empresa contratou a nora de Ideli para prestar serviços à Eletrosul, estatal federal que tem sede em Florianópolis e é presidida por Eurides Mescolotto, ex-marido da senadora.
Com operações em países como Estados Unidos, Venezuela e Argentina, a Newfield atua no Brasil a partir de Florianópolis. Para atender à Eletrosul na área de planejamento e gestão, a empresa subcontratou a consultora Maria Solange Fonseca, casada com Filipe Mescolotto, filho da senadora com o presidente da estatal.
A contratação foi confirmada ao DC na tarde de ontem pela diretora executiva da Newfield no Brasil, Marcia Serra Gomes da Silva. De acordo com Marcia, a consultoria na estatal teria encerrado em agosto deste ano.
– Trabalhamos em rede, temos consultorias que trabalham com o mesmo conteúdo nosso. Contratamos pessoas para fazer o trabalho de que necessitamos – disse Márcia.
A diretora-executiva afirma que sabia que Maria Solange é mulher do filho da senadora Ideli e do presidente da Eletrosul – e, portanto, nora dos dois – mas não viu empecilho.
– Qual o problema? Ela prestou serviços para a Newfield, que assessorou a Eletrosul em consultoria. Foi isso aí que aconteceu.
No seu site, a Newfield é apresentada como uma empresa fundada no Brasil por Luiz Sergio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto, ex-assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e filiado ao Partido dos Trabalhadores.
Ontem à tarde, a equipe do DC foi até a sede da empresa, no endereço que aparece no site, na Rua Rui Barbosa 100, em Florianópolis. O endereço não foi encontrado. Segundo Márcia, as informações do site estão erradas. Ela afirmou que a empresa funciona em seu apartamento, no oitavo andar de um edifício no Bairro Agronômica.
A empresa New Field Consulting "deveria" funcionar nesse endereço. Mas isso é som um detalhe
Tìtulo original da matéria do DC: “Consultoria e curso em família”
Diário Catarinense
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Senado gastou R$ 70 mil em curso de Ideli em três países
O ogro Ideli: A representante de Santa Catarina que defende José Sarney é mais uma aloprada que mete a mão no baleiro
O Senado gastou pelo menos R$ 70 mil para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um assessor participarem de um curso voltado para a capacitação de executivos realizado em três etapas, no México, na Argentina e na Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008.
O evento foi promovido pela empresa Newfield Consulting, cujo fundador no Brasil é Luiz Sérgio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto e ex-assessor da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e filiado ao PT.
Gomes da Silva afirmou que o curso é mais voltado para executivos de empresas privadas, com técnicas e estratégias para capacitá-los a liderar equipes. "O principal cliente nosso é o gerente da grande empresa privada, em nível nacional e internacional. São os grandes executivos", disse.
Para os dois participarem do curso, o Senado desembolsou R$ 35.530 com as inscrições. Com diárias, a senadora gastou R$ 11.837,40 nas cidades onde o curso ocorreu: Cidade do México, Buenos Aires e Sevilha.
Paulo André Argenta, assessor de Ideli, disse que ele e a senadora também tiveram as passagens aéreas pagas pelo Senado. A Folha fez uma estimativa e os dois teriam gasto, em valores atualizados, ao menos R$ 7.500 para comprar os bilhetes. Folha Online
A zona do Senado: Polícia Federal indicia Zoghbi por três crimes
Zoghbi: Cria de Agaciel, que é cria de Sarney, que é conselheiro de Lula, que é o chefe da quadrilha
A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira (10) o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi por três crimes no caso das irregularidades nos contratos de crédito consignado da Casa. Zoghbi já tinha sido indiciado pela Polícia do Senado em investigação relativa ao mesmo tema.
O pedido para que a PF abrisse inquérito para investigar o ex-diretor de Recursos Humanos foi feito pelo Ministério Público Federal no início de julho. De acordo com a PF, Zoghbi foi indiciado pelos crimes de concussão, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha. Somados, os crimes podem render uma pena máxima de 23 anos de prisão.
O inquérito deve ser concluído até o final do mês pela PF e Zoghbi é o primeiro indiciado. Ele depôs por três hora na manhã desta segunda-feira. Segundo a PF, outras cinco pessoas devem ser indiciadas no mesmo caso. Portal G1
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Opinião do Estadão: Lula e o golpe no Codefat
Carlos Lupi e Lula: Qual dos dois é mais caco? Quando é que essa gente cumpre com a palavra?
Mais uma crise com toda a aparência de escândalo estoura no governo e mais uma vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procura tirar o corpo, evitando intervir diretamente no problema e na sua solução. Desta vez a crise envolve o FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, com patrimônio de R$ 158 bilhões e orçamento de R$ 43 bilhões para 2010, ano de eleições. O problema, como já expusemos aqui, surgiu quando o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, rompeu o acordo de rodízio e fez eleger para a chefia do Codefat, o Conselho Deliberativo do FAT, o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese. Pela regra seguida até a manobra do ministro, a presidência caberia a uma pessoa indicada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Diante do golpe, os dirigentes da CNA e das confederações nacionais da Indústria, do Comércio e das Instituições Financeiras decidiram abandonar o colegiado. Depois disso, encaminharam ao Palácio do Planalto um documento para confirmar e explicar sua decisão. O presidente Lula enviou o texto para análise jurídica na Casa Civil e na Advocacia-Geral da União, mas, segundo seus auxiliares, seu envolvimento na questão não irá além disso. A solução do problema, acrescentam, continuará entregue ao ministro do Trabalho.
Mas o presidente Lula não pode simplesmente fugir da responsabilidade. Se adotar essa política, aprovará implicitamente qualquer deliberação do ministro Carlos Lupi, a começar pela intervenção na escolha do presidente do Codefat, com o rompimento da regra de alternância. Os três grupos componentes do colegiado – representantes de trabalhadores, de empregadores e do governo – vinham seguindo sem problema a norma de alternância, até o surgimento de um ministro empenhado em controlar a aplicação dos bilhões do FAT.
Os três grupos se alternavam no comando do conselho e o rodízio era observado também entre as entidades de cada grupo. A presidência deveria agora caber a uma pessoa indicada pela CNA, mas o ministro Carlos Lupi decidiu mudar a regra do jogo e manobrar a favor da eleição do representante da Confederação Nacional de Serviços. Essa confederação existe há pouco mais de sete meses. Foi reconhecida em dezembro de 2008 pelo Ministério do Trabalho e pouco depois incluída no Codefat.
Em março deste ano, Luigi Nese entregou ao ministro uma placa de agradecimento e atribuiu-lhe o título de patrono da CNS. O ministro soube responder à gentileza com rapidez ainda mais notável, facilitando a uma entidade recém-criada o acesso à presidência do Codefat. Se nada mudar, caberá ao presidente da CNS comandar nominalmente o colegiado responsável pela gestão de um patrimônio de R$ 158 bilhões. Se exercer um comando de fato, e não só nominal, causará uma enorme surpresa, pois com certeza não foi eleito para isso.
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Opinião do Estadão: Situação insustentável
Sarney, que para Lula não é uma pessoa comum, transformou o Senado no pior puteiro do Brasil. Relho nele!
O senador José Sarney transformou-se em um fardo para um número crescente de colegas – a começar da bancada do PT. A ampla divulgação das fitas em que se ouve o presidente do Senado tratando com o filho da nomeação do namorado da neta para uma vaga de assessor parlamentar, consumada por ato secreto, agravou o desconforto dos senadores petistas com a exigência do presidente Lula para imitá-lo no apoio ao oligarca cercado de denúncias por todos os lados. No começo do mês, chamados à ordem por Lula, eles passaram pelo constrangimento de recuar da decisão de pedir que Sarney se licenciasse do comando da Casa pelo tempo que durassem as investigações sobre os escândalos destampados na instituição. Silenciaram, enquanto Lula reincidia nas suas especiosas declarações em favor do aliado de quem já dissera que não era "uma pessoa comum", o que presumivelmente deveria absolvê-lo.
Mas o flagrante do envolvimento de Sarney no episódio do namorado da neta, exposto na semana passada pelo Estado, abriu uma fratura entre o presidente e os senadores de seu partido. São os respectivos interesses que passaram a se contrapor. Lula, como se sabe, considera Sarney essencial para a CPI da Petrobrás não desandar; para o governo ver aprovados os seus principais projetos neste que é efetivamente o último ano útil do seu mandato, na esfera legislativa; e, sobretudo, para garantir a adesão do PMDB à candidatura Dilma Rousseff em 2010.
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