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Opinião do Estadão: Acordo em Honduras
Zelaya e o embaixador americano Thomas Shannon: Acordo para o zumbi terminar o mandato
Em pouco mais de 48 horas de negociações, a missão norte-americana em Honduras, chefiada pelo secretário-assistente de Estado para Assuntos Hemisféricos, Thomas Shannon, que é o embaixador designado para o Brasil, conseguiu o que as organizações multilaterais, inclusive a OEA, não obtiveram em quatro meses. O acordo mediado por Shannon e assinado pelos representantes do presidente de facto Roberto Micheletti e do presidente deposto Manuel Zelaya estabelece as bases para o retorno à democracia naquele país e, de tal forma, que nenhum dos lados poderá dizer que saiu vitorioso. Micheletti teve de admitir que a volta de Zelaya à presidência seja decidida pelo Congresso – onde as probabilidades favorecem o presidente deposto – e não pela Suprema Corte – que provavelmente mandaria Zelaya para a cadeia. Mas tem a seu favor o fato de ter liderado um movimento que impediu que Zelaya violasse dispositivos pétreos da Constituição numa tentativa de permanecer no poder. Observe-se que os chamados "golpistas" agiram dentro da lei, até que os militares encarregados de cumprir o mandado de prisão emitido pela Suprema Corte contra Zelaya exorbitaram e o expulsaram do país.
Zelaya, por sua vez, deverá ser reinvestido no cargo, mas apenas para concluir o seu mandato. Manterá suas funções cerimoniais, mas o poder de fato será exercido por um gabinete de união e conciliação nacional. Além disso, Zelaya foi obrigado a se comprometer a não tentar, de novo, mudar as cláusulas pétreas da constituição que proíbem a reeleição.
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Lula diz que EUA usam medidas protecionistas para recuperar economia
A cacalhada reunida naquele Fórum Social chulé em Belém do Pará (Jonas Pereira – Ag. Senado)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje a restrição ao aço estrangeiro incluída entre as medidas do Governo americano para recuperar a economia.
"Eu li ontem que o presidente (dos Estados Unidos) Barack Obama decidiu que, nos novos investimentos deles, devem usar só aço da siderúrgica americana. Se isso for verdade, é um equívoco. O protecionismo nesse momento vai agravar a crise, não resolvê-la", disse.
"É importante que os países ricos não esqueçam nunca que foram eles que inventaram essa história de que o comércio poderia fluir livremente pelo mundo. Não é justo que agora, que eles entraram em crise, esqueçam o discurso do livre comércio e passem a ser os protecionistas que nos acusavam de ser", acrescentou Lula no Fórum Social Mundial, em Belém.
O plano de estímulo econômico elaborado pelos americanos exige o uso exclusivo de aço e ferro americano em projetos de infraestrutura.
Lula afirmou que espera que Obama tome as medidas necessárias para recuperar a economia e "não permita que os países pobres paguem por uma crise que não criaram". Agência EFE
Obama convida Lula para encontro na capital americana em março
Barack Obama esperando para ouvir as piadinhas do nosso grande estadista
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um encontro em Washington, no mês de março, e disse que já orientou sua equipe econômica para conversar com o Brasil sobre posições na próxima reunião do G20”, marcada para abril, em Londres. O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, informou que a reunião foi acertada no fim da tarde de hoje, em telefonema de Obama a Lula.
Em março, o presidente brasileiro irá a Nova York para um seminário com investidores estrangeiros e se encontrará com Obama em Washington. Lula também convidou Obama para visitar o Brasil.
De acordo com o porta-voz, na conversa com Obma, Lula elencou os assuntos prioritários do governo brasileiro com os Estados Unidos: paz mundial, mudanças climáticas, biocombustíveis, G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais) e relações com a América Latina e África.
Obama não citou temas, mas disse que quer estabelecer parceria com o Brasil para a paz na região. Lula também não mencionou sua posição pelo fim do embargo norte-americano a Cuba, disse o porta-voz. Segundo ele, depois do telefonema, que durou cerca de 25 minutos, Lula disse que a eleição do democrata influenciará de forma positiva a imagem que o mundo tem dos norte-americanos. Agência Brasil
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BC dos EUA reduz taxa de juros para menor nível histórico
Veja as taxas de juros em vários países e regiões do mundo – Arte G1
O Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) decidiu nesta terça-feira (16) reduzir a taxa de juros para o menor nível histórico do país.
Com a decisão, a taxa praticada nos EUA agora passa para um patamar flutuante de zero a 0,25% ao ano. Antes desse corte de no mínimo 0,75 ponto, a taxa do país era de 1% ao ano. O Fed também sinalizou que vai manter as taxas "excepcionalmente baixas" por mais tempo.
A redução é mais uma na sequência de baixa que já derrubou a taxa básica dos EUA em quase cinco pontos percentuais em pouco mais de um ano, desde o nível de 5,25% ao ano que prevalecia antes do início da crise financeira no ano passado.
Panorama
No comunicado onde explica sua decisão, o Fed disse "irá empregar todas as ferramentas disponíveis" para promover a volta do crescimento econômico, mantendo a estabilidade dos preços. Entre essas ferramentas, o órgão cita a compra de papéis da dívida hipotecária para desbloquear empréstimos.
O comitê também ressalta que desde o último encontro os dados apontam para uma deterioração nos gastos do consumidor, investimentos e produção. Além disso, os mercados financeiros permaneceram restritos assim como as condições de crédito. "De maneira geral, o cenário para a atividade econômica enfraqueceu ainda mais."
Por outro lado, o Fed nota que a inflação caiu de forma notável. E a expectativa do comitê é de preços ainda menores em função da baixa no valor das matérias-primas e da menor atividade. Portal G1
Comentário: É vergonhoso para o Brasil sustentar uma taxa de juros como esta. E o nosso ilustrado presidente ainda tem a coragem de mandar as pessoas comprarem e se pendurarem no crediário. Baita cara de pau!
Como funcionam as eleições presidenciais americanas?
Prévias
Esta primeira etapa das eleições americanas vai determinar a escolha dos candidatos dos principais partidos, indicados formalmente nas convenções de cada agremiação, que acontecem entre agosto e setembro. Na maioria dos estados, os partidos usam o sitema das primárias, em que os eleitores podem votar diretamente no candidato de sua preferência. Mas em alguns deles, como Iowa, o sistema usado será o chamado caucus. São encontros públicos em que as regras também variam de estado para estado.
Nos caucus são eleitos os delegados que se comprometem a votar em um detrminado presidenciável na convenção de seu partido. O nome vitorioso pode ser connhecido antes das convenções por meio da soma de delegados conquistados por cada pré-candidato nos diferentes estados. Os estados maiores têm mais delegados.
Eleição
Diferentemente do Brasil, nos EUA não é o número de votos de eleitores que determina o resultado do pleito. Em última análise, a escolha do presidente é conseqüência dos votos obtidos em cada estado e do peso destes estados segundo o sistema eleitoral do país. Isso porque a eleição é decidida pelo Colégio Eleitoral – um conjunto de representantes escolhidos em cada estado, de acordo com sua população.
A Califórnia, que com 36 milhões de habitantes é o estado mais populoso dos EUA, tem 55 votos, o maior peso no colégio eleitoral. A legislação determina um número mínimo de três delegados por estado, caso de Delaware, por exemplo, que tem 853 mil habitantes. A participação na eleição não é obrigatória.
Colégio eleitoral
Ao todo, são 538 representantes, escolhidos em cada estado, de formas diferentes. Eles se reúnem em dezembro, depois das eleições. No final, vence o candidato que conseguir pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral.
Em geral, todos os representantes costumam seguir o resultado geral de seus estados, mesmo que o candidato vitorioso tenha ganhado por uma margem mínima. Assim, o sistema de Colégio Eleitoral pode provocar distorções, levando à eleição de um presidente que tenha conquistado a maioria dos estados, mas não a maioria absoluta do voto popular. Foi o que aconteceu em 2000, quando George W. Bush venceu Al Gore, mas teve um número menor de votos.
Caucus
Nos Estados Unidos da América designa-se por caucus o sistema de eleger delegados em dois estados (Iowa e Nevada), na etapa das eleições primárias ou preliminares na qual cada partido decide quem irá receber a nomeação desse partido para a presidência.
Cada partido político reúne os apoiantes ou militantes dos diferentes candidatos. Nesta reunião, o número de delegados é atribuído dependendo da quantidade de pessoas que residem no círculo eleitoral; há uma fórmula matemática que determina o número de votos que é preciso obter na eleição primária (caucus), e os delegados são eleitos por representação proporcional.
A partir de 2004, os eleitores do estado de Nevada participaram de uma eleição primária (caucus), sendo o de 2008 realizado em 19 de Janeiro.
Contados os resultados das votações nos estados, fica nomeado por cada partido o candidato à presidência. O presidente será escolhido em eleições indiretas por um colégio eleitoral, às quais se apresenta o candidato de cada partido.
Folha de S.Paulo
Que Deus proteja o mundo…
E o povo que se ferre – Estados Unidos querem suspender preferências comerciais concedidas à Bolívia
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer suspender as preferências tarifárias oferecidas a produtos bolivianos sob a justificativa de que o governo da Bolívia não está colaborando com a luta contra o narcotráfico. A decisão foi anunciada ontem pela Representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, 16 dias após a expulsão do embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, acusado de conspiração contra o governo de Evo Morales.
“O fracasso da administração de Evo Morales para cooperar nos esforços antinarcóticos nos últimos 12 meses indica que a Bolívia não está cumprindo com os requisitos para beneficiar-se da Lei de Preferências Tarifárias Andinas (ATPDEA)”, justificou Schwab, segundo a Agência Boliviana de Informação.
A ATPDEA prevê tarifa zero para a entrada de 6 mil produtos no mercado americano em troca da erradicação de drogas na Comunidade Andina. O programa foi implementado em 1991, como um reconhecimento dos Estados Unidos ao combate às drogas do Peru, Colômbia, Bolívia e Equador.
O governo boliviano garante que está cumprindo sua parte. Segundo a Agência Boliviana, entre janeiro e setembro deste ano foram erradicados 4,1 mil hectares de coca ilegal no país – a meta anual é de 5 mil hectares. Também foram apreendidas 23 toneladas de cocaína e maconha.
Em coletiva à imprensa em La Paz, ontem (25), o ministro boliviano de Relações Exteriores e Culto, David Choquehuanca (foto), avaliou o corte dos benefícios à Bolívia como “vingança” pela expulsão do embaixador americano e assegurou que continuará negociando com os Estados Unidos e com a Comunidade Andina para que a proposta não seja levada adiante. A suspensão da Bolívia da ATPDEA ainda precisa passar pelo Congresso americano.
Segundo dados da Câmara de Exportadores de La Paz, divulgados pela BBC Brasil, a Bolívia exportou US$ 377 milhões para o mercado americano em 2007. Os produtos com preferências representado por produtos com preferências tarifárias. Agência Brasil
Bush, McCain e Obama se reúnem na Casa Branca; debate é incerto
Os candidatos à Casa Branca, democrata Barack Obama e o republicano John McCain, continuam reunidos com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Casa Branca, no final da tarde desta quinta-feira. "O nosso objetivo é unir os três maiores líderes políticos do país para debater a urgência de fazer algo que leve ao fim da crise, afirmou a assessora de imprensa Dana Perino.
O encontro acontece horas depois de congressistas de ambos os partidos terem anunciado um acordo a respeito do plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões proposto por Bush.
O jornal americano "New York Times" ressalta que McCain ainda não confirmou presença no primeiro debate entre os presidenciáveis na TV, que está marcado para amanhã (26). "’Nós temos que ver’, disse o conselheiro mais próximo de McCain, Mark Saltar, aos repórteres, ao deixar o gabinete de McCain no Senado", descreve o jornal.
"Com tantas coisas em jogo para a América e para o mundo, o debate que mais importa é o que está ocorrendo no Capitólio dos EUA. E eu espero participar", disse McCain pela manhã. Ontem (24), o candidato republicano suspendeu toda a agenda de campanha para estar em Washington nesta quinta-feira e pediu o adiamento do debate.
Pouco depois, o rival democrata fez um pronunciamento concordando com a necessidade de estar em Washington, mas insistindo na realização do debate.
Um dos mais experientes conselheiros de Obama, Robert Gibbs, disse acreditar que McCain irá ao debate. "Eu acho que ele [McCain] vai ver que um presidente é capaz de fazer mais de uma coisa por vez", disse Gibbs ao "NY Times". Gibbs afirmou ainda que os organizadores do debate, a Comissão de Debates Presidenciais, não informou o que poderá acontecer caso McCain desista mesmo do debate.
Pela manhã, o governador do Mississippi, Haley Barbour, que é republicano, afirmou esperar que o debate aconteça na Universidade do Mississippi, conforme o planejado. "Eu espero que haja um debate amanhã à noite e eu estou ansioso para ele."
Imagem
Nesta quinta-feira, apenas seis semanas antes da eleição do próximo dia 4 de novembro, uma pesquisa do instituto Pew Research mostra que as campanhas de Obama e de McCain não conseguiram transformar o que os eleitores viam de pior neles. Obama mantém imagem de inexperiente e McCain, de velho.
Quanto aos candidatos a vice, o democrata Joe Biden foi descrito pela maioria dos eleitores como experiente enquanto a republicana Sarah Palin recebeu o oposto – inexperiente. Folha Online
Opinião do Estadão: Enquanto o socorro não chega

Passado o entusiasmo inicial, o mercado financeiro descobriu que o mundo ainda não está salvo e que a aprovação do plano de US$ 700 bilhões apresentado sexta-feira pelo governo americano vai envolver negociações complicadas. O Executivo pede urgência ao Congresso, mas senadores e deputados, assim como os candidatos à presidência dos Estados Unidos, tentam faturar politicamente com a crise e também com a operação de socorro proposta pelo presidente George W. Bush e pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson. Nenhum político importante se opõe ao uso de dinheiro público se for para evitar o pior, mas não faltam palpites sobre como executar a intervenção. O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, fez circular um projeto de 44 páginas com uma porção de exigências. A proposta original do governo tinha duas páginas e meia.
Nos demais países do mundo rico, nenhum governo se mostra disposto a adotar plano semelhante ao apresentado por Bush e Paulson. Todos os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais parecem contentar-se com as formas de cooperação adotadas até agora – basicamente, ações concertadas para prover dinheiro às instituições em busca de financiamento.
Nessa segunda-feira, uma teleconferência entre autoridades financeiras do Grupo dos 7 (G-7), formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália, produziu apenas uma promessa de mais cooperação. Os governos do G-7, segundo um comunicado conjunto, continuarão a trabalhar pela estabilidade financeira internacional. Mas não é preciso seguir o exemplo do Tesouro americano, disseram os ministros de Finanças da Alemanha e do Japão. Seu colega britânico, Alistair Darling, anunciou planos de regulamentação mais eficientes do setor financeiro e defendeu a melhora da supervisão internacional.
Mas essa supervisão é quase nula. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco de Compensações Internacionais (BIS) têm emitido, ocasionalmente, sinais de alerta, mas sem efeito sobre a operação das instituições financeiras. A avaliação de risco é feita por agências famosas por sua capacidade de errar e de apontar os problemas com atraso. Além disso, nem sempre há segurança quanto à isenção dos avaliadores de riscos.
A supervisão tem dependido quase exclusivamente de instituições como os bancos centrais, as comissões de valores mobiliários e as agências de regulamentação de seguros. Nos Estados Unidos, os bancos de investimento não eram sujeitos ao controle do Federal Reserve (Fed) e isso facilitou a formação da bolha de crédito. Já o Banco Central (BC) do Brasil tem sido especialmente eficaz na definição e na aplicação de regras ao setor financeiro, com poder de controle sobre bancos comerciais e outras instituições. Já adotava padrões mais severos que os seguidos em vários países desenvolvidos e em janeiro deste ano anunciou planos de imposição de regras ainda mais estritas. Como parte desse trabalho, acaba de pôr em discussão uma proposta de novas normas de avaliação de risco pelos bancos.
Os controles brasileiros melhoraram muito desde a quebra de alguns grandes bancos nos anos 90 e da adoção do Proer, um programa de saneamento do setor financeiro. Os Estados Unidos também tiveram episódios importantes de insolvência no sistema financeiro. A diferença é que as autoridades brasileiras parecem ter aproveitado a lição das crises.
O Banco Central do Brasil continua, portanto, trabalhando para elevar os padrões de segurança dos bancos e de outros intermediários financeiros, enquanto as autoridades americanas ainda tentam descobrir como vão executar o plano de socorro apresentado pelo Executivo na semana passada. Até ontem, havia dúvidas até sobre como serão fixados os preços dos ativos podres que o governo americano comprará.
O Brasil está bem, mas não se deve subestimar a crise, observou nesta segunda-feira o presidente do BC, Henrique Meirelles. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova York, disse não trabalhar com a hipótese de contaminação do Brasil. Graças a Deus, disse Lula, a crise dos Estados Unidos até agora “não atravessou o Atlântico”. De fato, não é fácil vir dos Estados Unidos ao Brasil por esse caminho.
Bush declara Texas área federal de desastre
O presidente americano George W. Bush declarou oficialmente o Texas como uma área federal de desastre, liberando milhões de dólares em ajuda do governo para as vítimas do furacão Ike. O furacão chegou ao Estado do Texas, nos Estados Unidos, com ventos de 175 quilômetros por hora, inundando a região costeira, arrancando o telhado das casas e deixando milhões de pessoas sem eletricidade.
Equipes de resgate na cidade de Galveston, que fica na região costeira e por onde o Ike entrou no Estado americano, estão verificando a situação de milhares de pessoas que permaneceram no local apesar das ordens de evacuação.
O furacão Ike foi rebaixado para categoria de tempestade tropical e também danificou a cidade de Houston, a quarta maior dos Estados Unidos. Falando em Washington, Bush afirmou que o Ike é uma "enorme tempestade que está causando muitos danos. Não apenas no Texas, mas em partes da Louisiana".
"A tempestade ainda não passou. Sei que muitas pessoas temem por suas vidas. Algumas pessoas não deixaram suas casas quando receberam os pedidos (de evacuação da área)."
"Recebi informações sobre as equipes de resgate lá. Eles estão prontos para agir assim que as condições permitirem", afirmou o presidente.
Estima-se que mais de 3,5 milhões de pessoas tenham ficado sem energia no Texas. Mais de um milhão abandonaram a costa do Estado, mas 23 mil residentes ignoraram as recomendações de evacuação.
Refinarias
Um correspondente da BBC em Houston descreveu como os ventos fortes causados pelo Ike arrancaram vidros de muitos dos prédios da cidade. A produção foi suspensa em 14 refinarias de petróleo e 28 usinas de processamento de gás natural que estão no caminho previsto para a passagem do Ike.
O secretário para Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, afirmou que recebeu informações a respeito de algumas mortes causadas pelo Ike, mas ainda não tinha confirmação. "Haverá muita chuva e a chuva vai continuar causando problemas de inundações", disse ele em Washington. "O impacto… não foi tão ruim como as piores expectativas, mas ainda é considerável."
Mortes
Em sua passagem pelo Caribe, o furacão Ike causou a morte de 70 pessoas – 66 só no Haiti, e o restante em Cuba. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o custo da reparação dos danos fique entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. O Haiti sofreu quatro tempestades tropicais em apenas três semanas, deixando um total de 550 mortos.
A ONU apelou por mais de US$ 100 milhões para ajudar o povo haitiano. O coordenador de ajuda de emergência da ONU, John Holmes, disse que cerca de 10% da população haitiana necessita de ajuda, e muitas pessoas não possuem nem alimentos e nem abrigo. BBC Brasil






