Posts Tagueados ‘Polícia’
Opinião do Estadão: A podridão no Distrito Federal
Manifestantes distribuem panetone na frente da casa oficial de Arruda, o chefe da gangue: É muita lama!
Sempre pode ficar pior. Quando se pensava que as denúncias de corrupção no Distrito Federal (DF) tinham alcançado o seu pico nos sucessivos governos de Joaquim Roriz, eis que a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), destampa um dos mais bem documentados escândalos do gênero no País. O governador José Roberto Arruda, o único eleito pelo DEM em 2006, é acusado de chefiar um esquema de pagamento sistemático de propinas a auxiliares diretos, membros do seu secretariado e deputados distritais, perfazendo R$ 600 mil mensais. A dinheirama vinha do caixa 2 de empresas fornecedoras do governo. Desde os tempos de Roriz, elas vinham pagando pedágio para fechar contratos, não raro superfaturados, com a administração local.
Um vídeo arrasador mostra Arruda recebendo R$ 50 mil das mãos do seu então secretário de Relações Institucionais – o título é uma preciosidade -, Durval Barbosa. Ex-policial civil, ele dirigiu no governo Roriz a Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) e depois, apropriadamente, foi caixa de campanha de Arruda. Os negócios da estatal chamaram a atenção do Ministério Público e motivaram a abertura de mais de 20 processos contra Barbosa. Em troca de uma condenação mais branda, ele aceitou trabalhar para a Polícia Federal, no sistema de delação premiada. Especialista em gravações clandestinas, ele ajudou a registrar a entrega da bolada a Arruda – e o desconforto deste.
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Congresso confirma criação de CPI para investigar MST
Lula, o amigo do MST: O presidente mentiroso e populista que apóia a bandidagem no campo
A criação da CPI mista do MST foi oficializada nesta quinta-feira no Congresso. A comissão que pretende investigar repasse de verbas públicas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Até a 0h, os parlamentares poderiam retirar suas assinaturas do requerimento, mas maioria das adesões foi de parlamentares da oposição e a base não pode evitar a instalação.
De acordo com a Secretaria da Mesa do Congresso, embora tenham sido retiradas 23 assinaturas de deputados às 23h58 desta quarta-feira, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou em seguida outras 60 adesões ao requerimento, o que garante a criação da CPI mista.
A CPI foi criada apenas na segunda tentativa. Na primeira, há cerca de um mês, houve retirada de assinaturas. De acordo com a oposição, que recolheu as assinaturas, recursos federais são dirigidos a organizações não-governamentais (ONGs) que os transferem para o MST.
Ao todo, foram colhidas 185 assinaturas de deputados, 14 a mais que o mínimo necessário e de 35 senadores, oito além do mínimo. Por temer a retirada em massa de assinaturas, como ocorreu da primeira vez, a oposição só protocolou o requerimento depois de ouvir do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) um compromisso de que haveria sessão do Congresso impreterivelmente na quarta-feira. Notícias Terra
Congresso cria CPI para investigar repasses de verbas ao MST
Ivan Valente: Em sessão do Congresso o "valente" do PSOL votou contra a criação da CPMI do MST
O requerimento que pede a instalação da segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi lido na manhã desta quarta-feira no plenário do Congresso Nacional.
De acordo com o requerimento, o foco da investigação será o repasse de recursos que seriam feitos pelo governo federal a entidades ligadas ao movimento.
Para que a investigação realmente aconteça, será necessária a manutenção das assinaturas de pelo menos 171 deputados e de 27 senadores. Os parlamentares têm até a meia-noite para aderir ou desistir da iniciativa. Para ela, foram recolhidas 185 assinaturas na Câmara e 35 no Senado.
No final de setembro, um requerimento com os mesmos moldes foi protocolado e lido na Casa. Foram recolhidas 183 assinaturas na Câmara e 34 no Senado. Um movimento [de governistas], no entanto, resultou na desistência de 15 deputados e inviabilizou a investigação.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a instalação da comissão é uma maneira de criminalizar os movimentos sociais e será em vão. “O que está acontecendo de verdade é a criação de uma CPI contra a reforma agrária no Brasil, a favor do agronegócio, a favor da monocultura”, defendeu.
O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), classificou o discurso de Valente como ultrapassado e afirmou que ele não condiz com o perfil do setor primário. Caiado comparou a tentativa de boicotar a instalação da comissão a uma “busca de defender o indefensável”. Portal G1
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Florianópolis: Presos da Central de Polícia serão encaminhados ao Cadeião do Estreito
Rolo na Central de Polícia do Centro: Enquanto isso o Secretário Ronaldo Benedet faz turismo
Os presos que estão na Central de Polícia de Florianópolis serão encaminhados ao Centro de Triagem do Estreito, conhecido como Cadeião, a partir das 15h desta quinta-feira. A decisão foi anunciada pelo diretor de polícia da Grande Florianópolis, Nivaldo Claudino Rodrigues, após reunião geral com delegados da Capital.
De acordo com Rodrigues, as delegacias vão cumprir a determinação judicial de não manter presos em delegacias, e sim, em unidades prisionais. A mobilização começa pela Capital e deve se estender a todo Estado.
Ao todo, 26 presos serão encaminhados ao Cadeião. Pelo menos 15 viaturas já estão em frente à Central de Polícia para levarem os presos.
O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Benedet, não está em Santa Catarina.
Sem espaço
O diretor do Departamento de Ações Prisionais (Deap), Hudson Queiroz, afirma que não vai receber os presos da Central de Polícia, pois não há espaço no Cadeião do Estreito.
Multa
O delegado Rodrigues diz que os presos não podem retornar à delegacia, pois a Justiça determinou multa diária de R$ 10 mil caso mantenham os detentos na Central. ClicRBS
Foto: Maurício Vieira – DC
Opinião do Estadão: Vandalismo sem limites
Laranjal da Cutrale destruído pelo MST: Vandalismo financiado com dinheiro público
Absolutamente seguro, como sempre, de sua impunidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) perpetrou novo ato de vandalismo, passados quatro dias do engavetamento da proposta de CPI para investigar o repasse de recursos federais à organização, por intermédio de cooperativas e ONGs. A iniciativa caiu quando, a pedido do Planalto, deputados retiraram o seu apoio à investigação – o comércio de assinaturas em projetos do gênero, por sinal, é uma conhecida prática desmoralizante no Congresso. Segunda-feira, na Fazenda Santo Henrique, da multinacional brasileira Cutrale, em Borebi, no interior paulista, ocupada desde 28 de setembro por 350 invasores, os sem-lei literalmente tratoraram 7 mil pés de laranja.
O espetáculo, que o próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o principal interlocutor do movimento no governo, considerou "grotesco", foi filmado por um cinegrafista da Polícia Militar a bordo de um helicóptero. As imagens da violência levaram por sua vez o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a se declarar "indignado" e a afirmar que "condena com veemência" mais esse ato criminoso. É como se eles tivessem descoberto subitamente o que pretende e a que meios recorre – há longos anos – essa que é o que de mais parecido existe no Brasil com uma organização terrorista. E como se tais autoridades não a amparassem, por ação ou omissão.
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Félix minimiza destruição de laranjal por MST
Jorge Félix: O boneco de Olinda tem muita explicação para dar. Abin, dossiê Dilma, Lina Vieira…
O ministro Jorge Armando Félix (Gabinete de Segurança Institucional) minimizou nesta quarta-feira a destruição de parte do laranjal da fazenda Santo Henrique, em São Paulo, por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). O general disse que essas ações "ocorrem sempre" e que a Justiça corrige os excessos.
Segundo o ministro, o GSI tem feito a monitoração dessas áreas e informado o governo. "Essa é uma situação que vem acontecendo sempre. O problema é que alguns grupos se excedem, mas isso a Justiça corrige. [...] O nosso papel de gabinete de segurança institucional é manter o governo informado e isso nós fazemos. A partir daí não é problema do gabinete de segurança institucional", disse. Folha Online
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Veja também: Para Stephanes, ação do MST em São Paulo é caso de polícia
Santa Catarina: Novo caso de falso estupro é registrado no Sul do Estado
Uma nova ocorrência de falso estupro foi registrada na Central de Polícia de Criciúma, no Sul do Estado, nesta terça-feira. Um dia antes, na segunda, uma mulher de 28 anos esteve na Delegacia de Proteção à Mulher e alegou ter sido vítima de estupro e mantida em cárcere privado durante o fim de semana.
Em depoimento, ela afirmou que teria sido capturada por dois homens de carro na sexta-feira e liberada somente na madrugada de segunda-feira. Porém, na manhã desta terça, a mulher retornou à Central de Polícia para desmentir o fato.
Conforme o delegado André Milanese, ela contou que estaria em crise conjugal do casamento de 12 anos e, por isso, resolveu passar uns dias na casa de uma amiga em Içara, no Sul do Estado.
Para justificar sua ausência, a moça fez uma falsa comunicação de crime. Ela responderá a um termo circunstanciado.
Em menos de 15 dias este é o segundo registro de falsa comunicação de violência sexual. No dia 24 de setembro, uma jovem de 19 anos mentiu ter sido estuprada por um policial militar para acobertar uma relação extraconjugal. ClicRBS
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Ideli mete a mão no baleiro com consultoria e curso em família
Ideli: A simpatia em sua plenitude. Quem tem telhado de vidro e rabo de palha não pode apedrejar nem brincar com fogo
Uma rede de relações familiares envolve a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), e a New Field Consulting. A empresa de consultoria, segundo reportagem publicada ontem pela Folha de S. Paulo, recebeu R$ 70 mil do Senado para que a petista e o assessor Paulo André Argenta participassem de um curso para executivos no México, Argentina e Espanha. A mesma empresa contratou a nora de Ideli para prestar serviços à Eletrosul, estatal federal que tem sede em Florianópolis e é presidida por Eurides Mescolotto, ex-marido da senadora.
Com operações em países como Estados Unidos, Venezuela e Argentina, a Newfield atua no Brasil a partir de Florianópolis. Para atender à Eletrosul na área de planejamento e gestão, a empresa subcontratou a consultora Maria Solange Fonseca, casada com Filipe Mescolotto, filho da senadora com o presidente da estatal.
A contratação foi confirmada ao DC na tarde de ontem pela diretora executiva da Newfield no Brasil, Marcia Serra Gomes da Silva. De acordo com Marcia, a consultoria na estatal teria encerrado em agosto deste ano.
– Trabalhamos em rede, temos consultorias que trabalham com o mesmo conteúdo nosso. Contratamos pessoas para fazer o trabalho de que necessitamos – disse Márcia.
A diretora-executiva afirma que sabia que Maria Solange é mulher do filho da senadora Ideli e do presidente da Eletrosul – e, portanto, nora dos dois – mas não viu empecilho.
– Qual o problema? Ela prestou serviços para a Newfield, que assessorou a Eletrosul em consultoria. Foi isso aí que aconteceu.
No seu site, a Newfield é apresentada como uma empresa fundada no Brasil por Luiz Sergio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto, ex-assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e filiado ao Partido dos Trabalhadores.
Ontem à tarde, a equipe do DC foi até a sede da empresa, no endereço que aparece no site, na Rua Rui Barbosa 100, em Florianópolis. O endereço não foi encontrado. Segundo Márcia, as informações do site estão erradas. Ela afirmou que a empresa funciona em seu apartamento, no oitavo andar de um edifício no Bairro Agronômica.
A empresa New Field Consulting "deveria" funcionar nesse endereço. Mas isso é som um detalhe
Tìtulo original da matéria do DC: “Consultoria e curso em família”
Diário Catarinense
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Mensalão: Lula vai testemunhar em ação penal
Querendo ou não, Lula, o chefe do Mensalão, vai ter que engolir Roberto Jefferson por muito tempo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para testemunhar em defesa do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e do ex-líder do PP na Câmara, José Janene, em ação penal do mensalão, nome pelo qual ficou conhecido o esquema de compra de apoio político no Congresso Nacional.
Na última sexta-feira, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, enviou ofício convocando o presidente a prestar testemunho pessoal ou por escrito, de acordo com sua disponibilidade. Como presidente da República, Lula tem a prerrogativa de escolher local, dia e hora do depoimento. A assessoria da Presidência informou que Lula ainda não se manifestou a respeito.
Jefferson e Janene respondem na ação por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O ex-líder do PP é também acusado pela Justiça por formação de quadrilha em denúncia acolhida pelo STF em 2007.
Denúncia do Ministério Público Federal (MPF) classificou o mensalão de "operação especializada em desviar dinheiro público e comprar apoio político", com o objetivo de "garantir a continuidade do projeto de poder" da legenda do presidente, o PT. Lula negou diversas vezes durante o episódio ter informações sobre a existência do esquema. Estadão Online
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Senado gastou R$ 70 mil em curso de Ideli em três países
O ogro Ideli: A representante de Santa Catarina que defende José Sarney é mais uma aloprada que mete a mão no baleiro
O Senado gastou pelo menos R$ 70 mil para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um assessor participarem de um curso voltado para a capacitação de executivos realizado em três etapas, no México, na Argentina e na Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008.
O evento foi promovido pela empresa Newfield Consulting, cujo fundador no Brasil é Luiz Sérgio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto e ex-assessor da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e filiado ao PT.
Gomes da Silva afirmou que o curso é mais voltado para executivos de empresas privadas, com técnicas e estratégias para capacitá-los a liderar equipes. "O principal cliente nosso é o gerente da grande empresa privada, em nível nacional e internacional. São os grandes executivos", disse.
Para os dois participarem do curso, o Senado desembolsou R$ 35.530 com as inscrições. Com diárias, a senadora gastou R$ 11.837,40 nas cidades onde o curso ocorreu: Cidade do México, Buenos Aires e Sevilha.
Paulo André Argenta, assessor de Ideli, disse que ele e a senadora também tiveram as passagens aéreas pagas pelo Senado. A Folha fez uma estimativa e os dois teriam gasto, em valores atualizados, ao menos R$ 7.500 para comprar os bilhetes. Folha Online




