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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for setembro 13th, 2008

Forças Armadas bolivianas fizeram ‘greve’, diz Chávez

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O presidente da Venezuela Hugo Chávez acusou as Forças Armadas da Bolívia de fazerem "greve" o que teria permitido, na opinião do presidente, "um massacre do povo boliviano" na escalada de violência dos últimos dias na Bolívia que já deixou pelo menos 16 mortos.

As afirmações de Chávez são uma resposta às críticas do comandante das Forças Armadas, general Luis Trigo, que na sexta-feira rejeitou as declarações do presidente venezuelano. Na véspera, Chávez advertiu que apoiaria uma rebelião armada no país, caso a oposição tente "derrubar" ou "matar" o presidente da Bolívia, Evo Morales.

"Eu sei que esse general e outros generais têm uma espécie de greve de braços caídos que permitiu que os fascistas e paramilitares massacrassem ao povo da Bolívia", disse Chávez. "E se estou equivocado general, me demonstre o contrário, apóie ao presidente da Bolívia e não aos paramilitares (…) me demonstre o contrário general e terás minha mão de soldado, falo de soldado a soldado", acrescentou.

O presidente venezuelano diz ter informações de que "capangas" estrangeiros estão sendo contratados para assassinar aos simpatizantes de Morales nos enfrentamentos com os grupos de oposição.

Ingerência

Na sexta-feira, o general Luis Trigo, defendeu a "independência" dos militares bolivianos e a "não intromissão" estrangeira na Bolívia, fazendo referência direta à Chávez. O presidente venezuelano disse que a resposta do general "não foi consultada" com Morales, seu principal aliado na América do Sul.

"General Trigo, o senhor tem razão, eu não devo me meter nas coisas internas da Bolívia, mas que bom seria escutar o senhor dizer algo sobre a ingerência grosseira e terrível do império americano no seu país", afirmou o presidente venezuelano diante de militares das Forças Armadas da Venezuela. Chávez disse que na reunião extraordinária da Unasul, convocada para esta segunda-feira em Santiago do Chile, os países deverão tomar ações "para frear o fascismo" na Bolívia.

"Eu disse a um presidente amigo: estão derrubando Evo (Morales) diante de nossos narizes e (…) vamos ficar de braços cruzados?", disse Chávez.

‘Braços cruzados’

O líder venezuelano voltou a dizer que "não cruzará os braços" no caso de um golpe de Estado. "Não queremos meter-nos na situação interna de nenhum país, mas se derrubam ou matam a Evo (Morales), não ficarei de braços cruzados", acrescentou.

O presidente venezuelano disse se a oposição conseguir manter os bloqueios e sabotagens às instalações de gás, haverá uma "crise" no Cone Sul. "Brasil, Argentina, Chile (…) para poder acender as luzes e acionar os motores das fábricas e indústrias dependem do gás da Bolívia. Os ianques estão machucando o coração da América do Sul, alguém não se deu conta?", disse. BBC Brasil

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13 de setembro de 2008 at 22:02

Bolívia confirma 16 mortos em protestos e Morales cogita rever Constituição

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou neste sábado disposto a rever seu projeto de Constituição para conseguir um acordo com seus opositores que leve paz ao país, depois que os protestos já deixaram 16 mortos na região de Pando, declarada em estado de sítio.

Morales afirmou hoje a correspondentes estrangeiros que suas bases o autorizaram a rever a parte autônoma do novo texto da Carta Magna com o qual pretende voltar a fundar o país, mas com a premissa de que seja "pela unidade" da nação.

O governo da Bolívia e seus opositores autonomistas, representados pelo governador regional de Tarija, Mario Cossío, iniciaram um processo de diálogo no qual coincidem na necessidade de chegar a acordos para levar paz ao país, afetado pela violência em várias regiões.

A situação mais grave persiste na região de Pando, no norte do país, onde o Executivo decretou nesta sexta-feira o estado de sítio pelo crescente número de vítimas no confronto (o governo rejeita o termo e define os atos no local como "massacre") entre opositores e seguidores do presidente.

Segundo o último relatório do Ministério de Governo (Interior), o número de mortos já chega a 16, após a descoberta de vários corpos em um monte e nas margens de um rio próximos ao local do choque, o povoado de Porvenir, a pouca distância da capital de Pando, Cobija.

O presidente da Bolívia responsabilizou pelas mortes o governador regional de Pando, o opositor Leopoldo Fernández. "O que aconteceu em Cobija com metralhadoras, sicários e traficantes brasileiros e peruanos operando sob o comando do governador regional de Pando é muito grave", afirmou.

A versão do governador opositor é completamente diferente. Fernández acusa o Executivo e os setores aliados de Morales de terem causado os incidentes violentos em sua região.

Um dos últimos episódios de violência ocorreu na tarde de sexta-feira no aeroporto de Cobija, onde houve um tiroteio entre militares e opositores. Um soldado (de 18 anos, informou hoje o canal estatal) e um civil morreram.

A situação de Pando, e concretamente da capital da região, após ser decretado o estado de sítio, é de tensão e temor entre os moradores, segundo testemunhos de habitantes locais.

A rede "Erbol" informou hoje que o estado de sítio se cumpre "em termos" em Cobija, onde, segundo o veículo, um grupo de autonomistas atacou na sexta-feira duas lojas de venda de armas da cidade, quando já tinha sido decretado o estado de sítio.

Após Pando, Morales disse que não ampliará a medida de exceção a outros pontos de conflito do país se pararem os ataques contra instituições do Estado e contra infra-estruturas energéticas.

O governo Morales reforçou a presença militar nos focos conflituosos. O jornal "La Razón", de La Paz, citando fontes militares, publica hoje que várias companhias do Exército foram enviadas às regiões de Beni, Pando e Tarija e que 15 tanques saíram de La Paz rumo a Santa Cruz. Folha Online

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13 de setembro de 2008 at 21:43

Fala, jacaré! – Lula volta a criticar FHC, desta vez por atuação na educação

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PETRÓPOLIS – Na cerimônia de inauguração de mais uma unidade do Centro de Ensino Tecnológico (Cefet), em Petrópolis, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas sem citar o nome do tucano. Ao lembrar que não teve oportunidade de estudar, já que, segundo ele, não houve investimento suficiente em educação nos últimos 30 anos, o presidente Lula disse que “por ironia do destino exatamente o presidente que não tem diploma universitário é o que mais vai fazer universidades no País“.

Lula disse que está fazendo “pelos filhos do Brasil” o que não foi feito nas últimas três décadas. “Quero que a juventude de hoje tenha a oportunidade que eu não tive. Possivelmente muitos dos doutores que governaram esse país por já terem diploma não se importavam que os pobres ficassem sem diploma e sem estudo”. Lula citou que o número de estudantes nas universidades dobrou desde o início de seu governo.

Ao lembrar que estava inaugurando mais uma unidade do Cefet, o presidente citou que a educação “é a melhor arma para combater a violência, o crime organizado e o narcotráfico”. No Rio de Janeiro, o presidente também comemorou os últimos resultados da economia, citando que ela tem crescido durante 25 trimestres consecutivos.

Mais cedo, durante cerimônia de inauguração de um hospital em Duque de Caxias, também no Rio, o presidente lembrou que a economia ficou estagnada durante um longo período, o que prejudicou os jovens. “Passamos 20 anos em que a economia brasileira não crescia, a construção civil só desempregava, a indústria só desempregava, foram 20 anos. Vinte anos é uma geração inteira que se perdeu neste país”, disse. “Esses jovens de 30 anos que a gente vê presos – e que, se cometeram crime, têm que ser presos mesmo – são o resultado do abandono a que foram submetidos pelas políticas públicas dos governos. Qual era a oportunidade que eles tinham?”, questionou o presidente.

No Cefet, Lula também elogiou também a parceria entre seu governo e o governo do Rio de Janeiro. “Quando dois governantes colocam na cabeça que foram eleitos para governar e não para brigar tudo fica mais fácil. É como passar manteiga no pão quando a manteiga está mole”, disse o presidente ao elogiar o governador Sérgio Cabral e o seu vice, Luis Fernando Pezão. Estadão Online

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13 de setembro de 2008 at 21:30

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Bush declara Texas área federal de desastre

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O presidente americano George W. Bush declarou oficialmente o Texas como uma área federal de desastre, liberando milhões de dólares em ajuda do governo para as vítimas do furacão Ike. O furacão chegou ao Estado do Texas, nos Estados Unidos, com ventos de 175 quilômetros por hora, inundando a região costeira, arrancando o telhado das casas e deixando milhões de pessoas sem eletricidade.

Equipes de resgate na cidade de Galveston, que fica na região costeira e por onde o Ike entrou no Estado americano, estão verificando a situação de milhares de pessoas que permaneceram no local apesar das ordens de evacuação.

O furacão Ike foi rebaixado para categoria de tempestade tropical e também danificou a cidade de Houston, a quarta maior dos Estados Unidos. Falando em Washington, Bush afirmou que o Ike é uma "enorme tempestade que está causando muitos danos. Não apenas no Texas, mas em partes da Louisiana".

"A tempestade ainda não passou. Sei que muitas pessoas temem por suas vidas. Algumas pessoas não deixaram suas casas quando receberam os pedidos (de evacuação da área)."

"Recebi informações sobre as equipes de resgate lá. Eles estão prontos para agir assim que as condições permitirem", afirmou o presidente.

Estima-se que mais de 3,5 milhões de pessoas tenham ficado sem energia no Texas. Mais de um milhão abandonaram a costa do Estado, mas 23 mil residentes ignoraram as recomendações de evacuação.

Refinarias

Um correspondente da BBC em Houston descreveu como os ventos fortes causados pelo Ike arrancaram vidros de muitos dos prédios da cidade. A produção foi suspensa em 14 refinarias de petróleo e 28 usinas de processamento de gás natural que estão no caminho previsto para a passagem do Ike.

O secretário para Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, afirmou que recebeu informações a respeito de algumas mortes causadas pelo Ike, mas ainda não tinha confirmação. "Haverá muita chuva e a chuva vai continuar causando problemas de inundações", disse ele em Washington. "O impacto… não foi tão ruim como as piores expectativas, mas ainda é considerável."

Mortes

Em sua passagem pelo Caribe, o furacão Ike causou a morte de 70 pessoas – 66 só no Haiti, e o restante em Cuba. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o custo da reparação dos danos fique entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. O Haiti sofreu quatro tempestades tropicais em apenas três semanas, deixando um total de 550 mortos.

A ONU apelou por mais de US$ 100 milhões para ajudar o povo haitiano. O coordenador de ajuda de emergência da ONU, John Holmes, disse que cerca de 10% da população haitiana necessita de ajuda, e muitas pessoas não possuem nem alimentos e nem abrigo. BBC Brasil

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13 de setembro de 2008 at 21:16

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Opinião: Marketagem, popularidade e classe mérdia fabricadas

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Jorge Serrão

A mídia amestrada ou abestada é o principal agente de influência para garantir a manutenção do atual modelo econômico globalizante (colonial-exportador, dependente e baseado em endividamentos crescentes). Por trás da ação dos meios de comunicação de massa se esconde um bem articulado esquema de marketagem política. A estratégia consiste em mostrar que, no Brasil, tudo está no melhor dos mundos possíveis, embora o mundo possível do capitalismo viva uma de suas mais graves crises cíclicas. Como o Brasil é estratégico para o futuro do globalitarismo, o poder real mundial quer mantê-lo “blindado”. Até quando viveremos este conto de fadas?

Embora tal processo de comunicação seja óbvio e ululante, praticamente passa despercebido da maioria dos “formadores de opinião”. Na verdade, a maioria parece cooptada pelo discurso que forma um “consenso” generalizado sobre um suposto “bem sucedido modelo econômico”. A grande maioria ajuda a “vender e revender” a idéia de que “tudo vai bem e melhorando”. O problema é de tradução da realidade. Contaminados por conceitos e mecanismos equivocados sobre economia – os dogmas da religião monetarista contaminam os cérebros dos brasileiros há décadas -, a imprensa e os economistas que ela elege como “especialistas” desenham o paraíso econômico tupiniquim.

A colaboração externa para essa cínica estratégia de marketagem é explícita. A Oligarquia Financeira Transnacional e seus veículos de mídia amestrados não perdem tempo. Ontem, a revista britânica The Economist destacou o crescimento da classe média no Brasil, “que hoje ultrapassa metade da população”. A reportagem tinha um jeitinho de “jabá” (termo técnico-jocoso para designar uma “matéria-paga”). Por quem? Os ingleses citam dados da Fundação Getúlio Vargas e proclamam: “O Brasil, antes notório por seus extremos, é agora um país de classe média. Esta escalada social é vista, principalmente, nos centros urbanos do país, revertendo duas décadas de estagnação econômica iniciada nos anos 80”.

A Economist destaca que a recente disponibilidade de crédito para a população, facilitado pela queda nas taxas de juros, ajudou a aumentar o poder de compra desta nova classe média. Os ingleses propagandeiam: “Junto com a transferência de renda para famílias pobres, isso ajuda a explicar o fenômeno – o que não ocorre com o desenvolvimento econômico e social da Índia ou da China. Com o crescimento da classe média brasileira, a desigualdade diminuiu no País”. A revista porta-voz da City de Londres aponta duas principais razões para o crescimento da classe média: a melhora no nível de educação, com os alunos permanecendo nas escolas por mais tempo do que no início dos anos 90, e a migração de empregos do mercado informal para a economia formal.

Mas o ponto alto da reportagem da The Economist é quando se refere ao fenômeno Luiz Inácio Lula da Silva – cujos marketeiros trabalham para transformar no maior Presidente da História do Brasil. A revista pergunta: “Mas que impacto esta classe média mais numerosa vai ter sobre a política?”. E marketeia uma resposta bem ensaiada: “De acordo com Mauro Paulino, do Datafolha, a popularidade pessoal de Lula e seus programas sociais de governo mexeram nessa equação. ‘Aqueles que subiram das classes C e D e experimentaram a ajuda do governo neste caminho, devem ficar com o PT’, diz ele.”. No final, os ingleses ainda fazem piada no estilo sem graça deles: “Mas permanece irônico que essa grande transformação social, conquistada em parte pela maior abertura comercial com o resto do mundo, pode acabar fortalecendo um partido que, até recentemente, era a favor da autarquia”.

O papo furado inglês coincide (ahahahahahah, coincide?) com a repercussão em todos os telejornais da recente pesquisa Datafolha proclamando que “a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu novo recorde, com 64% dos brasileiros considerando o governo ótimo ou bom”. As “reportagens” ou “notas” repercutindo a importante notícia insistem que “aprovação de Lula, que já era a melhor entre todos os presidentes eleitos desde a redemocratização com a eleição de Fernando Collor de Mello (1990-1992), subiu 9 pontos percentuais em relação aos 55% registrados na pesquisa anterior do Datafolha, realizada em março”.

O Datafolha ouviu 2.981 pessoas maiores de 16 anos em 212 municípios do País. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou menos. De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de setembro e publicada ontem pelo jornal “Folha de S. Paulo”, 28% consideraram o governo regular, e 8% ruim ou péssimo – queda de 3 pontos em relação à pesquisa anterior. Lula foi considerado ótimo ou bom em todas as regiões do país – 65% no Norte e Centro-Oeste, 75% no Nordeste, 60% no Sul e 57% no Sudeste – e também entre as diferentes faixas de renda e escolaridade avaliadas. Especificamente no Sudeste, segundo a pesquisa, Lula pela primeira vez obteve apoio da maioria dos pesquisados nas regiões metropolitanas que têm curso superior e entre os que vivem em famílias com renda familiar mensal maior que 10 salários mínimos.

No embalo de pesquisas e matérias pré-fabricadas e recomendadas, a marketagem em favor da imagem do chefão Lula não pára. Ontem, nossa majestade batráquioetílica brindou em alto estilo porque ganhou um lugar na galeria de Presidentes da República que já praticaram a contradição histórica de visitar o Palácio Rio Negro, em Petrópolis, uma das sedes do nosso Império desmoronado em 15 de novembro de 1889. Uma pintura a óleo do presidente Lula, com moldura dourada, foi pendurada a partir de ontem na parede do palácio. Lula ganhou ainda abotoaduras douradas e um conjunto de louças com estampas dos pontos turísticos de Petrópolis. Foi a primeira vez em onze anos que um presidente visita o Rio Negro. Acostumado aos esquemas palacianos, Lula e a primeira-dama Marisa Letícia curtirão, ontem e hoje, as mordomias do lugar.

Lula é o Rei. Lula parece invencível. Mas não é. Ninguém é. Mas a markategem faz parecer. Inclusive a propaganda mal feita pelos adversários eleitorais. Vide a inserção comercial gratuita do PSDB ontem à noite, nas televisões em São Paulo: um rapaz negro, cabelinho rastafari, eleitor do Geraldo Alckmin, atacava a Marta, mas vinha com a conversa fiada na conclusão do seu discurso: “Com o Lula tudo bem… O problema é o PT…”. Ou seja, até os supostos adversários de Lula reforçam a imagem de liderança inabalável de Lula. Caíram na armadilha da marketagem oficial do Bolcheviquepropagandaminister? Ou não são oposição a coisa nenhuma? Burrice ou conivência conveniente?

Melhor que responder é rir da piada muito bem publicada por Josias de Sousa em seu blog. “Sua Excelência saía do banho. Estava enrolado em uma toalha. Deu de cara com uma das camareiras do Palácio da Alvorada. Súbito, descolando-se de sua cintura, a toalha foi ao chão. A camareira deu um salto: ´Ohhhh! Meu Deus!´. E o presidente: ´Sim, sim, claro. Mas pode me chamar de Lula´. A Pesquisa que acaba de sair do forno do Datafolha acomoda o brasileiro na posição da camareira da anedota.

Até quando seremos tementes ao “falso deus” da piada tupiniquim? É fadada ao amargo fracasso da História toda a oposição que não consegue formular e apresentar publicamente um Projeto de Nação, como alternativa ao capimunismo hoje ensaiado por aqui, na bem sucedida parceria entre a Oligarquia Financeira Transnacional (leia-se banqueiros e grandes corporações globais), seus socialistas fabianos e a turma do Foro de São Paulo. O Deus de verdade, que uns chamam de Grande Arquiteto do Universo, já deve estar de saco cheio de tanta inação e incompetência política, facilitando que o mal reine quase absoluto neste arremedo de república brasileira.

O mérito divino não é de Lula – embora o eterno sindicalista de resultados saiba muito bem cumprir o seu papel de personagem da novelinha global. O demérito infernal é dos patriotas – que não conseguem apontar um outro caminho para o Brasil que seja entendido facilmente pela suposta maioria pragmática que hoje “endeusa” o chefão Lula com os louros da popularidade. Lula não é invencível. Mas parece que ganha o jogo político por WO. Os adversários não entram em campo para valer, com garra para vencer.

Ou se pratica um discurso a favor do Brasil – e não contra o Lula -, ou a farra do Boi vai continuar além de 2010, com sério risco de retorno triunfal em 2014, na rabeira da Copa do Mundo de Futebol da Fifa. A bola política está com os patriotas que amam o Brasil de verdade. Ou vão deixar que Lula a leve todo dia para o seu campinho no Palácio Celestial? Alerta Total

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13 de setembro de 2008 at 13:38

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Opinião do Estadão: Mais tensão entre os Poderes

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Ao enviar à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício comunicando que não cumprirá a decisão da Corte, que deu o prazo de 18 meses para que o Congresso votasse uma lei complementar sobre desmembramento e emancipação de municípios, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), além de passar por cima das regras de funcionamento das instituições no Estado de Direito, e da própria Constituição em vigor, criou mais um foco de tensão entre os Poderes.

A decisão do STF foi tomada em 2006, durante o julgamento de um recurso impetrado pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso reclamando da demora do Congresso para votar lei complementar, que é prevista pelo parágrafo 4º do artigo 18 da Constituição de 88. Incluído no capítulo da organização político-administrativa do Estado, o dispositivo trata da criação, fusão e desmembramento de municípios para o que exige estudos de viabilidade fiscal e consulta prévia à população envolvida. Em 1996, a Emenda Constitucional (EC) nº 15 determinou que novos municípios só poderiam ser criados após a entrada em vigor dessa lei complementar.

Como o Congresso não a votou até hoje, algumas Assembléias passaram a legislar sobre a matéria. Contudo, o Ministério Público Federal (MPF) questionou esse tipo de iniciativa, alegando que, pelo princípio da hierarquia das leis, as Constituições estaduais não podem contrariar a Constituição Federal.

A tese foi acolhida pelo STF e a Assembléia Legislativa de Mato Grosso recorreu. Ao julgar o recurso, em 2006, a Suprema Corte determinou que o Congresso regulamentasse a criação de municípios até outubro de 2008. Pelo parágrafo LXXI do artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos e garantias fundamentais, o STF pode tomar essa decisão “sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à cidadania”. O problema é que, entre a EC nº 15, de 1996, e a decisão do Supremo, tomada em 2006, foram criados 57 municípios.

Por isso, eles estão vivendo uma situação de surrealismo jurídico. Pela EC nº 15, esses municípios não poderiam ter sido criados. Mas, pela decisão do STF, eles poderiam ser regularizados desde que o Congresso votasse até outubro próximo a lei complementar prevista pelo parágrafo 4º do artigo 18 da Constituição. Como esse prazo está vencendo e Chinaglia disse que não cumprirá a ordem do Supremo, dentro de semanas esses municípios podem perder existência legal, o que os obrigará a passar por um complicado processo de reversão de seu status jurídico.

Acontece que a maioria desses municípios já tem instituições consolidadas. Eles recebem regularmente da União as cotas do Fundo de Participação dos Municípios, mantêm um corpo de servidores selecionados por concurso e os órgãos públicos locais são responsáveis pela prestação de serviços essenciais de educação e saúde à comunidade. Em outras palavras, eles não têm mais condições de ser revertidos à condição de simples distritos.

Tentando justificar sua atitude, Chinaglia alega que não foi devidamente notificado pelo STF. Pela Constituição, contudo, quem deve receber a notificação não é ele, mas o presidente do Senado, que também preside o Congresso. A notificação foi entregue ao senador Renan Calheiros, na época em que, envolvido em denúncias, lutava para se manter na presidência do Senado. E seu substituto, o senador Garibaldi Alves, confessa que, por “desinteligência da burocracia”, não foi informado da notificação.

Como se vê, o problema decorre da omissão política e da inépcia administrativa do Legislativo. Após ter comunicado que não cumprirá a ordem do STF, Chinaglia vem dizendo que a Corte não terá coragem de extinguir 57 municípios, alegando que “não se anulam fatos”. Em resposta, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que, se a lei complementar não for aprovada até outubro, “os municípios desaparecem”.

Não é difícil ver quem tem razão nesse confronto. Enquanto o Congresso parece ter abdicado da função legisladora, gerando insegurança jurídica e deflagrando tensões institucionais, o STF continua adotando medidas para fazer cumprir direitos previstos na Carta de 88.

Written by Abobado

13 de setembro de 2008 at 12:47

Publicado em STF

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