Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for setembro 21st, 2008

Negociação enfrenta primeiro impasse na Bolívia

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As negociações entre governo e oposição na Bolívia chegaram a um impasse neste domingo, o quarto dia de diálogo após o pior período de crise vivido pelo país na gestão do presidente Evo Morales.

Morales propôs um acordo para que o Congresso Nacional aprove antes do dia 1º de outubro a data para o referendo que vai ratificar ou não a nova constituição do país, aprovada no fim do ano passado sem a participação da oposição.

Mas os quatro prefeitos (governadores) da oposição pediram mais tempo para dialogar nas mesas de negociação formadas em Cochabamba, no centro do país.

Foi a primeira diferença entre as partes desde que começou o chamado "diálogo nacional", que conta com presença de observadores internacionais, ou "testemunhas", como prefere o governo.

Constituição

A carta magna é o assunto mais polêmico nesta rodada de discussões, que começou na última quinta-feira.

O presidente Morales e o vice Alvaro García Linera já afirmaram, mais de uma vez, que a idéia é discutir apenas o capítulo das autonomias – uma das demandas da oposição.

Com isso, não se tocaria em outros temas polêmicos para a oposição como a reforma agrária.

"O governo já disse que pode fazer concessões na Constituição em relação às autonomias e nada mais. Se o governo abrir a discussão para outros itens, então se derrubará a revolução social", disse o assessor jurídico do governo Morales, Eusébio Gironda, em entrevista à rádio Fides, de La Paz.

Assembléia da ONU

Morales viaja para Nova Iorque, nesta segunda-feira, onde participará da Assembléia Anual da ONU (Organização das Nações Unidas) e pretendia, segundo a imprensa local, chegar a um entendimento com a oposição antes do embarque.

Nas últimas horas, o representante da oposição, o governador de Tarija, Mario Cossío, disse: "Não devemos ter pressa. São discussões profundas que pretendem pacificar o país. Precisamos de mais tempo. E não podemos votar a nova constituição às cegas".

Em um comunicado, os governadores da oposição informaram que as mesas que discutem as autonomias dos departamentos (estados) e a arrecadação do setor petroleiro vão continuar e os resultados deverão ser divulgados na quinta-feira, dia 25.

No texto, eles recordam ainda que o pré-acordo, assinado na semana passada com o governo, prevê um prazo de um mês, no mínimo, para a definição da data do referendo sobre a carta magna.

Autonomias

O porta-voz da Presidência da Bolívia, Ivan Canelas, disse que na proposta apresentada neste domingo por Morales à oposição está previsto avaliar o sistema de autonomias aprovado nas eleições realizadas nos estados opositores -Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando-, contra a vontade do presidente.

Além destes, ele também incluiu Chuquisaca, que apesar de não ter realizado as votações, quer a mesma autonomia política, financeira e administrativa do governo central.

O governador de Pando é o único ausente entre os nove governadores do país. Leopoldo Fernández, que governava o estado até a semana passada, está preso, acusado de ser o responsável pelas mortes de pelo menos 16 pessoas e ainda por ter "desobedecido" o estado de sítio decretado pelo governo Morales no lugar, vizinho ao Acre.

‘Golpe civil’

A postura da oposição, neste domingo, levou o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Lllorenti, a dizer que a oposição "não tem disposição para acabar com o conflito" e pretende continuar com o "golpe civil" que teria provocado a onda de violência das três últimas semanas.

"Golpe civil" também foi a definição que Morales usou ao falar da situação de seu país durante reunião da Unasul (União das Nações da América do Sul), em Santiago, no Chile.

Mas o encontro entre governo e oposição também já registrou o primeiro entendimento. Eles concordaram, no sábado, que os impostos petroleiros devem garantir o pagamento de um benefício aos aposentados com mais de 60 anos, como o governo central vinha fazendo. BBC Brasil

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21 de setembro de 2008 at 23:07

Vinte e seis detentos fogem de cadeia na Grande Florianópolis

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Vinte e seis detentos fugiram da carceragem da Central de Polícia de São José, na Grande Florianópolis, por volta das 5h deste domingo. Nenhum foragido foi recapturado pela polícia até o final da tarde. É a segunda maior fuga do sistema prisional catarinense neste ano.

Os detentos acessaram o pátio da carceragem por um buraco de cerca de 45 centímetros de diâmetro e arrombaram uma porta para chegar à garagem nos fundos da Central, de onde fugiram para a rua. Após passar pelo buraco, alguns detentos preferiram ficar no pátio e não escapar.

Segundo informações repassadas pela polícia, os dois agentes que estavam de plantão fizeram uma ronda na carceragem por volta das 2h e não viram o buraco. As policiais Militar e Civil fazem buscas para recapturar os foragidos.

A maior fuga do sistema prisional catarinense neste ano ocorreu em julho, quando 54 detentos fugiram da Central de Triagem do Estreito, em Florianópolis.

Tentativa

Por volta das 10h deste domingo, dois presos tentaram fugir do Presídio Masculino da Capital, no Bairro Trindade, mas foram impedidos a tempo pela polícia. ClicRBS

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21 de setembro de 2008 at 18:42

STF nega habeas-corpus sobre uso restrito de algemas

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Alberto Menezes Direito, negou na noite da última sexta-feira (dia 19), o habeas-corpus no qual o Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol-DF) contestava a súmula que restringiu o uso de algemas.

Editada em 13 de agosto pela Corte, a Súmula Vinculante 11 definiu que o policial poderá algemar presos apenas se estes tentarem fugir ou colocar em risco o agente ou outras pessoas.
No habeas, protocolado na sexta, o sindicato pedia a concessão de salvo-conduto coletivo para que os policiais não fossem processados por desobediência à súmula. Para tanto, argumentava que a medida se trata de um “ato inconstitucional e desprovido de razoabilidade”.

Ao analisar o caso, Direito explicou que o habeas-corpus tem previsão constitucional para “aquele que sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção”, o que não é o caso do pedido do Sindipol. Assim, o ministro considerou o pedido incabível. Agência Estado

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21 de setembro de 2008 at 16:08

Publicado em STF

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Como colocar imagens em colunas do WordPress

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Iniciei recentemenmte no WordPress e estava querendo implementar algumas mudanças no visual do blog.

Apesar de muito pesquisar, não encontrei nada muito didático e fácil para colocar uma simples imagem na coluna direita do meu diário.

Esta dica pode parecer fácil para quem domina os truques no WordPress, o que não é o meu caso.

Assim, com o objetivo de auxiliar os que encontram a mesma, digamos, dificuldade, reproduzo na íntegra o post que encontrei no Quixotexto (do Cochise César de Divinópolis, MG), que gentilmente me atendeu e autorizou sua publicação.

Vou atender ao pedido do ditado popular e desenhar… um guia ilustrado de adicionar selos e botões em blogs do WordPress e Blogger.

Mas antes qual a diferença entre selo botão?

À esquerda tem um botão da campanha Quixote de coração e alma. Ele tem um link que remete para uma página, assim como os botões das campanhas alí à direita.
Ainda à direita você tem um selo que recebi da Maíra do Paradoxalmente ser. Não tem link para lugar nenhum…
Um selo é um presente, uma condecoração, uma medalha… Um botão faz propaganda de um site e em o link para a sua origem… (Se bem se espalharem a bandeira de Quixote sem o link eu não me incomodo nem um pouco…)

WordPress

Vá na aba “Design” e dentro dela em “Complementos“:

Após isso encontra na coluna da esquerda um elemento de texto e adicione-o:

Dentro desse elemento que vai aparecer na coluna da direita coloque o código é é muito simples:

<a href=”LINK”><img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /></a> Para botões e:

<img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /> Para selos.

O Atributo width define a largura da imagem… você pode definir em pixels (100, 200, 756, etc.) ou em porcentagem. Se usar 100% ela vai ocupar a maio área possível dentro da coluna.

Depois de adicionada não se esqueça de salvar as alterações…

Após isso é necessário salvar as altrações de novo, mas dessa vez da página, e não do widget:

Ponto.

Blogger:

Escolha a opção “Layout” e escolha “Adicionar um Elemento de Página“:

Na janela que abre escolha “HTML/JavaScript” (Note que existe uma opção “Imagem” que é mais prática para selos e para imagens que você tenha no seu computador. Essa opção é a mais adequada para botões)

Na janela que vai abrir coloque o código é é muito simples:

<a href=”LINK”><img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /></a> Para botões e:

<img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /> Para selos.

O Atributo width define a largura da imagem… você pode definir em pixels (100, 200, 756, etc.) ou em porcentagem. Se usar 100% ela vai ocupar a maio área possível dentro da coluna.

Salve as alterações.

Pronto.”

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21 de setembro de 2008 at 15:22

Opinião: Abaixo a dita-dura do Governo do Crime

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Jorge Serrão

A União Soviética ressurge no modelo bolchevique tupiniquim. A dita-dura ou democradura petista, no melhor estilo comuno-socialista pregado pelos radicalóides do Foro de São Paulo, está mais que implantada no Brasil. O chefão Lula da Silva, cada dia mais poderoso e popular, promove amanhã seu maior Ato Institucional contra a Liberdade de Informação.

O chefão comete o crime de enviar ao Congresso projeto de lei do Executivo que prevê a possibilidade de punição criminal ao veículo de imprensa ou jornalista que divulgar escutas telefônicas, legais ou ilegais, sob segredo de Justiça. Lula não tem o direito de cercear a liberdade de informação. Ao fazer isso, rasga a Constituição em vigor. Lula dá um golpe institucional. E fica tudo por isto mesmo?

Tal comportamento anti-democrático e contra a segurança do Direito é digno de um legítimo “filhote da ditadura” (termo que o falecido Leonel Brizola usou para designar o “sapo barbudo” em diversas ocasiões). O mais grave é que a iniciativa de Lula conta com o apoio de ninguém menos que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que é muito bem pago e tem emprego público vitalício para zelar pelo respeito à Constituição.

A proposta de Lula autoriza um juiz a condenar um veículo de comunicação, jornalista ou fonte caso entenda que a ação teve objetivo ilegal como chantagem, calúnia, injúria e difamação. Passa a ser crime “produzir, fabricar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuir, manter sob sua guarda ou ter em depósito, sem autorização, equipamentos destinados à interceptação telefônica”.

O texto feito nas cochas pelos bolcheviques da Casa Civil e do Ministério da Justiça dá nova redação ao artigo 151 do Código Penal. Seu objetivo consagra o Estado Policial e patrulheiro da liberdade de informação. Prevê penas aos servidores públicos que transmitirem à imprensa dados (considerados “segredos de Justiça”). Com o projeto, os segredinhos vão colaborar ainda mais para as injustiças e impunidades que facilitam a vida do Governo Ideológico do Crime Organizado.

A polêmica proposta do ditador Lula da Silva estipula pena de reclusão de dois a quatro anos e multa para quem “diretamente ou por meio de terceiros” realizar “interceptação de qualquer natureza” – ou seja, grampo – “sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei”. A pena pode ser aumentada de um terço até metade, se o crime previsto for praticado por funcionário público no exercício de suas funções.

Em relação ao grampo legal, o projeto determina punição para quem violar o sigilo ou segredo de Justiça em seu inciso 1 do parágrafo 1º. No inciso 2, o projeto diz que será penalizado aquele que usar qualquer tipo de grampo “para fins diversos dos previstos em lei”. Tudo que for conveniente aos poderosos encobrirem será protegido pelo questionável “segredo de Justiça”.

Não dá para conceber segredo contra crimes praticados contra a administração (cujo próprio nome define ser) pública. Tal expediente é usado para encobrir e dificultar a transparência de investigações de escândalos, como o mensalão e os diversos “propinodutos” – que envolvem políticos, poderosas transnacionais, famosos empresários, peixes grandes do Judiciário ou os amigos do poder de plantão.

Para piorar o quadro institucional, a oposição de mentirinha ainda dá trela para valorizar o Lula. Ontem, durante um comício em favor de Marta Suplicy na Zona Norte de São Paulo, Lula desmoralizou seus opositores de mentirinha, por utilizarem sua imagem na campanha eleitoral.: “De dia me xingam na Câmara e me xingam no Senado. De noite, distribuem santinho do Lula nas cidades onde eles moram. Vocês vejam onde chega a hipocrisia. Eles não têm lado porque são oportunistas e nós temos lado. Temos cara. Na campanha presidencial (de 2006) esses mesmos que copiam todas as propostas eram aqueles que iam para a televisão para me achincalhar, me ofender, dizer que o governo não fazia nada. Hoje até eles dizem “Ah, com o Lula tudo bom, mas o PT é que não sei das quantas”.

A sociedade brasileira precisa dar um basta à ditadura institucional que opera sob o disfarce de uma falsa democracia de representatividade absolutamente questionável. Mesmo disfarçadas, as ditaduras não são eternas como os diamantes que os corruptos compram para suas amantes ou namorados.

Resta ver como a imprensa amestrada pelas verbas oficiais e abestada pelas ideologias fora do lugar vai reagir ao verdadeiro atentado terrorista contra a Constituição e a Liberdade de Informação praticado pelo chefão Lula. Ou será que não haverá reação da mídia? A hora de combater a ditadura é agora. Lula não teme a opinião pública porque a manipula. Mas morre de medo da opinião publicada quando ela o coloca nu perante a realidade objetiva dos fatos. Alerta Total

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21 de setembro de 2008 at 13:08

Publicado em Política

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Opinião do Estadão: Demarcações e identidade nacional

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“O voto do ministro Carlos Britto sinaliza que todo o nosso processo civilizatório não passou de um grande equivoco.” Esta frase, do deputado Aldo Rebelo, ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em artigo publicado terça-feira no Estado, concita a uma reflexão sobre a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) na definição do sentido de nossa própria formação histórica. Referia-se ele ao julgamento, que corre no Supremo, de ações que contestam a homologação da área contínua de 1,7 milhão de hectares em favor de algumas tribos indígenas, na Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. O voto do ministro Britto, favorável à homologação – e à chamada extrusão (expulsão) dos não-índios da reserva -, foi o único proferido até agora, já que o ministro Carlos Alberto Direito interrompeu o julgamento com pedido de vista.

Será que, realmente, “o caldeirão étnico em que foi formado o povo brasileiro” não passou de um monumental equívoco antropológico? Afinal, a atual política de demarcação é a negação do que há séculos se faz no País para possibilitar à população indígena condições de mobilidade social e integração étnica. A questão é situada com acuidade pelo articulista ao descrever as expectativas conflitantes de duas índias da Raposa Serra do Sol. Uma, a advogada uapixana Joênia, casada com um “mestiço” e residente na cidade de Boa Vista, primeira indígena a advogar no STF – “num testemunho eloqüente de mobilidade social e integração à sociedade nacional” -, defendeu com ardor a expulsão dos não-índios; outra, a índia macuxi Elielva, acompanhava o julgamento ao lado de outras mulheres igualmente temerosas de terem a “família desfeita”, caso os agricultores e trabalhadores da região tivessem que abandonar as terras das quais tiram sustento há muitos anos. Como fazem as índias desde que Bartira se casou com João Ramalho, no século 16, Elielva desposara um camponês egresso do Tocantins e temia que este fosse removido da Raposa Serra do Sol, como muitos outros já foram.

Esse argumento desfaz a impressão, que muitos possam ter, de que o conflito em Roraima é apenas uma disputa de terras entre índios e não-índios. Os indígenas, miscigenados ou aculturados, estão em ambos os lados. E, se é inadmissível que as tribos indígenas não tenham suas reservas, nas quais possam manter sua cultura e sistema de vida, também agride o bom senso dizer que as cinco tribos da Raposa Serra do Sol precisam ocupar uma faixa contínua de 1,7 milhão de hectares. A demarcação daquelas terras, como foi feita, exclui (por extrusão), além dos produtores rurais “vindos de fora”, índios que de alguma forma se integraram ao ecúmeno nacional.

Não é, portanto, apenas o fato de a reserva de Roraima estabelecer-se em faixa contínua na fronteira que suscita a discussão sobre a segurança de nossa soberania – na medida em que indígenas ocupando terras contíguas às “suas”, mas localizadas em base territorial de outro país, podem assumir identidade nacional diversa da brasileira. A própria extrusão de brasileiros “não-índios” da região desqualifica noções sobre a identidade nacional.

Não bastasse a situação de grave conflito, tendendo a tornar-se explosiva, criada em Roraima, agora a Funai estabelece como prioridade “demarcatória” Mato Grosso do Sul, onde desenvolve estudos sobre cerca de 10 milhões de hectares de áreas férteis, em 26 municípios, por sinal as mais produtivas do Estado e onde se encontram 30% dos seus estabelecimentos agropecuários. A região, que detém 61% da produção de soja do Estado – o maior produtor de soja do País – numa área cultivada de 1,7 milhão de hectares, aposta agora no cultivo da cana-de-açúcar para a produção de etanol.

É claro que o que acontece em Roraima só pode deixar os agricultores de Mato Grosso do Sul muito preocupados. Como essa região concentra aldeias de índios guaranis-caiovás e como a Funai tem até junho de 2009 para apresentar os relatórios de identificação e delimitação das novas “terras indígenas”, aqueles produtores rurais só podem ficar em estado de pânico, quando vêem o que está acontecendo em Roraima. Esperemos que a decisão do Supremo ilumine da melhor forma a questão que, acima das demarcações, implica afirmar direitos da identidade nacional – em Roraima, em Mato Grosso do Sul e onde mais seja no território brasileiro.

Written by Abobado

21 de setembro de 2008 at 10:45