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Archive for setembro 24th, 2008

O que é glaucoma?

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Glaucoma é uma doença que ocorre nos olhos. Ela acontece quando a pressão dentro do olho está aumentada. Esta pressão pode afetar o nervo óptico e causar cegueira. Há vários tipos de glaucoma, o mais comum é o glaucoma crônico simples.

Qual é a causa?

Dentro dos olhos existe um líquido transparente chamado "humor aquoso". Este líquido se forma, circula e sai do olho, e é muito importante para nutrir e manter as estruturas dos olhos normais. No entanto, quando ele tem dificuldades de sair do olho, a pressão intra‑ocular aumenta de forma progressiva e causa lesão do nervo óptico podendo levar à cegueira.

O que o paciente sente?

No início da doença, geralmente o paciente . não sente nada nos olhos e a visão é normal. Na maioria dos casos o glaucoma progride lentamente sem que o paciente se dê conta da perda gradual da visão lateral. Alguns raros pacientes

poderão ter sintomas oculares não bem definidos como dor nos olhos ou ao redor deles e alteração da visão, como halos coloridos.

Que pessoas têm maior tendência a apresentar a doença(grupo de risco)?

0 risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum a ‘ os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de gIaucoma na família têm risco maior de apresentar a doença. Portanto, os adultos com história familiar de glaucoma devem ser examinados periodicamente pelo oftalmologista. Ainda, se deve considerar que pessoas da raça negra têm maior predisposição (quatro vezes mais) de serem afetadas pela doença em relação as pessoas da raça branca.

Como agem os medicamentos?

A principal finalidade do uso de medicamentos é reduzir a pressão intra‑ocular, seja por diminuição da produção do humor aquoso, ou pelo aumento da saída desse líquido do olho. Desta forma haverá proteção do nervo óptico e, em consequencia a manutenção da visão do paciente.

Que pesquisas estão sendo feitas?

No mundo todo, inúmeras . as estão sendo feitas para esclarecer as causas do glaucorna, melhorar os meios diagnósticos e tornar o tratamento mais eficaz e mais fácil.

0 que podemos fazer para proteger a visão do glaucomatoso?

Vários estudos demonstram que a descoberta precoce da doença e o tratamento à tempo são as melhores maneiras de controlar a doença e manter a visão do paciente glaucomatoso. Vale a pena recomendar que se você ou alguém que você conheça está no grupo de risco para o glaucoma, deve consultar um oftalmologista periodicamente.

Como é descoberta a doença?

0 glaucoma pode ser detectado somente após um exame oftalmológico cuidadoso, em que o médico faz a medida da pressão intra‑ocular e o exame do fundo de olho, por meio de aparelhos apropriados.

Como o glaucoma e tratado?

0 tratamento se faz de três maneiras: por medicamentos, por laser ou cirurgia. Geralmente, o tratamento inicial e o mais freqüente, se faz através de medicamentos (colírios e comprimidos). Há vários tipos de colírio no mercado com diferentes mecanismos de ação. Infelizmente alguns apresentam efeitos colaterais locais ou gerais. Apenas o oftalmologista será capaz de indicar e orientar o uso mais adequado destes medicamentos, seja de modo isolado ou em associação.

Cuidados e recomendações no tratamento do glaucoma

1. Use os medicamentos de acordo com a orientação do seu médico oftalmologista.
2. Quando usar o medicamento não toque a ponta do frasco colírio nas pálpebras ou nos o os ara evitar conta minação o medicamento.
3. Para que o efeito do medicamento seja maior e fique restrito ao olho, comprima o canto dos olhos (próximo ao nariz) após pingar o colírio e ou mantenha os olhos fechados suavemente durante três minutos.
4. Procure adaptar o horário do medicamento prescrito pelo médico à sua rotina diária, pois assim não esquecerá da hora de usar o colírio.
5. Não pare de usar a medicação sem ordem do seu médico.
6. Comunique o seu médico, clínico ou cardiologista, se qualquer efeito colateral ocorrer durante o uso da medicação anti‑glaucomatosa.
7. Compareça periodicamente às consultas marcadas.
8. Recomende a todos os adultos de família portadora de glaucorna, inclusive primos e tios, que façam exames oftalmológicos periódicos, pois já sabemos que o glaucoma é uma doença hereditária.

Seguindo estas recomendações e obedecendo as orientações do seu médico‑oftalmologista, você continuará a ver o mundo muito melhor e por toda a vida!

Sociedade Brasileira de Glaucoma

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24 de setembro de 2008 at 23:37

Publicado em Curiosidade

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O ‘empata’ do STF – Pedido de vista suspende julgamento sobre propriedade de fazenda em terra indígena

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O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu nesta quarta-feira o julgamento de ação da Funai (Fundação Nacional do Índio) que pede a retirada de fazendeiros da terra indígena Caramuru-Paraguaçu, no sul da Bahia. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF, pediu vista à matéria – o que automaticamente adia o julgamento.

Direito argumentou que, como também pediu vista ao julgamento da ação que questiona a demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR), não poderia dar prosseguimento a um caso similar.

A decisão sobre a reserva Caramuru-Paraguaçu, se ocorresse antes da Raposa/Serra do Sol, serviria de base para a decisão dos ministros sobre as terras indígenas de Roraima.

Com o adiamento, a expectativa é que o julgamento da Raposa/Serra do Sol ocorra no plenário do STF até o início de dezembro, antes de qualquer decisão sobre a reserva indígena do sul da Bahia.

Em seu voto, o ministro Eros Grau, que relata a ação da Funai, recomendou a anulação de títulos de propriedades de terras pertencentes a fazendeiros da reserva indígena Caramuru-Paraguaçu.

Grau sustenta que não existem títulos de propriedades de terras dentro da reserva anteriores a 1967 –quando a Constituição Federal considerou terras indígenas como domínio da União.

“Não há título dentro da reserva anterior a 1967, data da vigência da Constituição que não apenas considerou as terras como domínio da União, mas também para serem usufruídas pelos indígenas. Julgo a ação procedente para anular titularidade de propriedades dentro da reserva e cancelamento dos registros”, afirmou Grau.

A exemplo do relator, o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, saiu em defesa da ação da Funai. Souza afirmou que o Estado da Bahia concedeu irregularmente os títulos de propriedades de terras aos fazendeiros.

“O Estado da Bahia, ilegal e inconstitucionalmente, expediu centenas de títulos tendo-os por objeto em favor de particulares. A perícia topográfica encontrou marcos da demarcação das terras. A perícia histórico-antropológica revela que as áreas titulares incidem sobre as terras indígenas em questão”, afirmou.

O advogado-geral da União, José Antônio Toffolli, defendeu que as terras fiquem em posse dos índios com o argumento de que perícias realizadas na região constataram que as terras são indígenas. “Inexiste título [de propriedade de terras] sobre qualquer tipo sobre área indígena, como está na Constituição. São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos. A questão é de inexistência desses títulos, são desconsideráveis”, afirmou.

Na defesa dos fazendeiros, o advogado José Guilherme Villela acusou a Funai de ter levado índios pataxós a habitarem a região depois que os títulos de propriedades de terras haviam sido concedidos aos fazendeiros.

“Depois de 1982, a Funai arrebanhou índios do Espírito Santo, Minas Gerais, e levou para a região. O que a Funai fez confessadamente foi uma ação violenta, introduziu numa das fazendas dessa área umas centenas de índios. Dali, o que aconteceu foi uma expansão natural”, afirmou. Folha Online

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24 de setembro de 2008 at 21:39

Publicado em STF

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Empresário confirma que dinheiro ilegal era para Cristina

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O empresário venezuelano Guido Antonini Wilson complicou hoje a situação do governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no escândalo que ficou conhecido como "caso da mala". Ele confirmou o envio clandestino, em agosto de 2007, de US$ 6 milhões de Caracas para Buenos Aires (e não mais US$ 5 milhões, como havia afirmado antes) e disse que o destino do dinheiro era a campanha de Cristina, eleita em outubro. À Justiça Federal norte-americana, em Miami, Antonini confirmou as conversas gravadas pelo FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) entre ele e agentes do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Segundo Antonini, o total de dinheiro estava dividido em uma maleta com US$ 790 mil, que ele carregava, e outra com US$ 4,2 milhões – o empresário, porém, não soube explicar a diferença de US$ 1 milhão. O envio seria um indício das conexões irregulares entre o governo Chávez e o casal Kirchner.

Antonini disse que as malas foram embarcadas em Caracas em um vôo fretado por funcionários do governo do então presidente argentino Néstor Kirchner. As malas foram colocadas no avião por Claudio Uberti, homem de confiança dos Kirchners, e Rafael Reiter, chefe de segurança da estatal venezuelana Petróleos de Venezuela SA (PdVSA).

O "caso da mala" veio à tona em agosto do ano passado, quando Antonini tentou desembarcar em Buenos Aires com os US$ 790 mil.

Acompanhado por executivos da PdVSA, o empresário chegou à cidade em um vôo fretado pela estatal energética argentina Enarsa. Um dos passageiros argentinos, Claudio Uberti, diretor do organismo de fiscalização de pedágios, teria pedido a Antonini que carregasse uma mala para ele. Ao passar pela Polícia Alfandegária, o venezuelano afirmou que havia livros na mala, que foi confiscada em seguida.

Mesmo após o escândalo, Antonini foi ao palácio presidencial para participar de um coquetel. Ele contou que ali foi apresentado ao ministro do Planejamento da Argentina, Julio De Vido, que nega conhecer o empresário. Após três dias na capital do país, Antonini partiu para Miami, onde foi convencido pelo FBI a colaborar. O órgão norte-americano gravou conversas do empresário com agentes venezuelanos, que tentavam convencê-lo a manter silêncio. Agência Estado

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24 de setembro de 2008 at 21:04

Florianópolis – Nildão propõe Conselho da Cidade para a Capital

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O candidato do PT à prefeitura de Florianópolis, Nildomar Freire, o Nildão, promete governar para as pessoas, com a instalação do Conselho da Cidade, se for eleito. A declaração foi dada durante a entrevista online do diario.com.br nesta quarta-feira.

O candidato respondeu perguntas de 48 internautas que participaram do chat durante 45 minutos. Mais de 90 dúvidas não foram respondidadas por falta de tempo. As questões sobre transporte foram as que mais apareceram durante a entrevista.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Depois de Nildão, o próximo candidato a ser sabatinado pelos internautas será o atual prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), a partir das 11h desta quinta-feira.

As entrevistas seguem com Joaninha de Oliveira (PSTU), na sexta. A série é retomada na segunda-feira, 29, com Esperidião Amin (PP) e termina com Afrânio Boppré (PSOL), na terça-feira, 30.

Confira outros pontos da entrevista online com Nildão:

Transporte

A proposta do candidato Nildomar Freire para melhorar o transporte público em Florianópolis é a implementação do teleférico, integrado a outros meios de transporte, como os ônibus, as ciclovias e o transporte marítimo. O projeto do teleférico prevê a interligação da região continental, da central da Ilha, do entorno da UFSC e da bacia da Lagoa.

Trânsito

Para desafogar o trânsito, Nildão pretende instalar ar condicionado e calefação nos ônibus para dar mais conforto aos passageiros e transformar o o transporte coletivo em uma opção mais prática para os cidadãos.

Reciclagem

O candidato do PT aposta na reciclagem por meio do bolso do cidadão. Nildão pretende isentar o contribuinte que recicla lixo em casa da taxa de lixo, atualmente inclusa no carnê do IPTU.

Cultura

Nildomar Freire disse que vai investir, pelo menos, 2% do orçamento da Prefeitura para a cultura. O candidato acredita que o município perde muitos recursos do Sistema Nacional de Cultura por não ter um Conselho Municipal de Cultura. Segundo Nildão, a Capital tem apenas uma comissão.

Educação

O candidato acredita que as crianças e adolescentes devem passar mais tempo na escola. Nildomar Freire quer implantar projetos especiais para o contra-turno — o período oposto do que o jovem estuda. Ele também pretende qualificar professores. ClicRBS

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24 de setembro de 2008 at 19:21

Ministro equatoriano afirma que embargo à Odebrecht significa expulsão do país

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Derlis Palacios - ministro equatoriano de Setores Estratégicos O embargo dos bens da construtora brasileira Odebrecht significa a “expulsão” da empresa do Equador, afirmou o ministro equatoriano de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, de acordo com informações da BBC Brasil. O governo do Equador determinou ontem (24), por meio de um decreto, o embargo dos bens da empresa e repassou ao Exército o controle das obras da construtora.

"Sim, é uma expulsão", afirmou Palacios sobre o alcance da medida. O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização pela empresa por falhas no funcionamento e pela posterior paralisação (desde 6 de junho) nos serviços da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.

De acordo com o governo, essa paralisação coloca em risco o abastecimento de energia no país, pois a hidrelétrica de San Francisco é responsável por 12% da energia gerada no Equador.

O decreto que embarga os bens da empresa também determinou que funcionários da empresa não deixem o país. Por causa dessa medida dois diretores da empresa estão na embaixada brasileira e outros dois, no Brasil. No total, 30 brasileiros trabalham nas obras da empresa no país.

Além da usina, a Odebrecht está construindo outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto no Equador. Agência Brasil

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24 de setembro de 2008 at 19:01

Publicado em Equador

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Correa nega proteção em arquivos de Dantas

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O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, classificou como especulação a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo de que cinco discos rígidos do banqueiro Daniel Dantas, apreendidos na Operação Satiagraha, ainda não foram analisados porque peritos não conseguem acessar os códigos criptografados. "O jornal também deveria ter o compromisso com a verdade. É especulação", disse.

Correa disse ainda que 70% do inquérito sobre a realização de escutas ilegais durante a operação já está concluído. Segundo ele, as provas produzidas durante o trabalho de investigação não serão prejudicadas em função das irregularidades que possam ter sido cometidas por agentes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A Abin é apontada como suspeita de grampear senadores, deputados e autoridades da Justiça durante a Operação Satiagraha. Entre os telefonemas monitorados, estaria um entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

"Tudo que se produziu foi com ordem judicial. O que contamina a prova é a produção da prova e não a sua utilização", afirmou Correa, ao participar da abertura da 5ª Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, em um hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Ameaças

O diretor da Polícia Federal não quis comentar o conteúdo do depoimento da deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) à CPI das Milícias, ontem, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela disse que vem sendo ameaçada por policiais federais porque faz parte da CPI das Escutas Ilegais da Câmara Federal. "Ela deve informar que tipo de ameaça está tendo e nós vamos investigar", afirmou.

Correa acredita que a conclusão da CPI pode ser concluída com relatórios produtivos para a Polícia Federal, pois a comissão está cumprindo o papel de trazer um assunto importante à discussão. Redação Terra

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24 de setembro de 2008 at 12:20

Crise com Odebrecht será ‘resolvida nos próximos dias’, diz Amorim

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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse acreditar que o embargo do governo do Equador aos bens da empresa brasileira Odebrecht e a proibição de que funcionários da companhia saiam do país será ”discutida e resolvida” nos próximos dias.

O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou, através de um decreto, o embargo dos bens da Odebrecht e proibiu que funcionários da empresa deixem o Equador.

De acordo com o ministro equatoriano de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, a medida significa a expulsão da empresa do país.

O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização por parte da empresa devido a falhas no funcionamento e da posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.

Correa ordenou a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto.

Há uma semana, o presidente equatoriano chegou a ameaçar expulsar a empresa se não fosse paga a indenização exigida pelo Estado e disse que a empreiteira está sendo investigada por suposta corrupção. De acordo com Correa, algumas obras da construtora foram realizadas "com um terço de capacidade e o triplo de custo".

"Estou ‘por aqui’ com a Odebrecht, quanto mais cavo mais lama encontro (…) Estes senhores (da construtora) foram corruptos e corruptores, compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país", afirmou.

Foram gastos na construção da hidrelétrica US$ 338 milhões, com uma capacidade estimada de geração de 12% do total da energia elétrica consumida no país. A hidrelétrica é a segunda maior do país e está fechada desde junho deste ano.

”Achamos que a Odebrecht é uma grande companhia, obviamente não podemos pré-julgar todas as reclamações do governo do Equador”, afirmou o chanceler Amorim.

Em um comunicado, a empresa afirmou que, até o momento, "os trabalhos prosseguem dentro do cronograma estabelecido".

Celso Amorim comentou que ”a Odebrecht fez ofertas que nos pareceram, pelo menos à primeira vista, razoáveis. Agora, ela é um consórcio, a Odebrecht não pode resolver sozinha, ela depende também de outras empresas. O que sei é que a Odebrecht tinha que ter a aprovação de suas sócias”.

Mas acrescentou que a companhia ”não obteve, ou pelo menos não obteve logo (essa aprovação)”.

O chanceler contou ter sido informado pelo embaixador brasileiro em Quito que dois diretores da Odebrecht já deixaram o Equador e outros dois estão refugiados na embaixada brasileira. ”Não há uma ameaça física a eles e não há um mandado de prisão”, acrescentou.

Amorim afirmou também que o governo brasileiro tem dado ao caso ”um acompanhamento normal, adequado, para uma empresa brasileira no exterior”. BBC Brasil

Written by Abobado

24 de setembro de 2008 at 12:01