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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 2nd, 2008

Opinião do Estadão: Perguntem ao Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu baixar o tom das bravatas e admitir que a crise financeira internacional pode afetar a economia brasileira. Durante semanas, ele se recusou a falar seriamente sobre o assunto. “Pergunte ao Bush” era sua resposta-padrão quando repórteres tentavam incluir o tema numa entrevista. O governo brasileiro parece ter descoberto, afinal, que a turbulência é problema também para o Brasil, embora tenha sido causada pela especulação imobiliária americana. Reconhecido o fato, ministros e altos funcionários federais prometeram medidas para atenuar a escassez de crédito e garantir financiamento à agricultura, à exportação e aos programas apoiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O reconhecimento do problema é um dado positivo, mas falta explicar de onde sairá o dinheiro para reforçar o crédito e quais serão as prioridades oficiais. Para facilitar os empréstimos ao campo, indispensáveis, neste momento, para o plantio da safra de verão, o Banco Central (BC) pode liberar parte dos depósitos compulsórios mantidos pelo setor financeiro. É, aparentemente, a solução mais simples e mais compatível com a política monetária em vigor.

Mas a concessão de novos empréstimos tem sido emperrada, em muitos casos, pela renegociação das dívidas de agricultores. Sem a intermediação do ministro da Agricultura e das autoridades monetárias, o impasse poderá prolongar-se. O governo precisa avaliar esse quadro e resolver se vale a pena intervir e até que ponto.

A escassez de crédito para o plantio é especialmente grave porque os agricultores dispõem de um prazo muito breve para comprar insumos, preparar o solo e semear as lavouras planejadas. Não se pode negociar com a natureza. Passada a fase mais adequada para plantar, a atividade se torna altamente arriscada. Neste momento, falta dinheiro até para produtores de peso. Há informações de que bancos internacionais têm cancelado empréstimos já aprovados para grandes plantadores e exportadores. Estes serão forçados a disputar recursos fornecidos por outras fontes, como os bancos oficiais.

O financiamento à exportação também tem secado rapidamente. Entre 15 e 26 de setembro, a média diária dos Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACCs) ficou em US$ 164,9 milhões, segundo informação divulgada ontem pelo BC. Esse valor é 51,77% menor que a média verificada entre os dias 1º e 12 do mesmo mês. No pior dia de setembro, 22, os contratos fechados totalizaram apenas US$ 117 milhões.

Novas medidas para socorrer os exportadores serão apresentadas ao presidente Lula até o fim da próxima semana, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Ele não revelou as medidas em estudo, limitando-se a dizer que será necessário usar criatividade. Poderia ter acrescentado: além de criatividade, será necessária muita prudência, para não se aumentar perigosamente a dívida pública e não se comprometer ainda mais a solidez fiscal. Com menor expansão econômica, a arrecadação crescerá provavelmente menos que nos últimos anos e será mais difícil continuar reduzindo a proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

O financiamento à exportação e o crédito para plantio são em grande parte problemas superpostos. Mais uma boa safra no próximo ano será importante não só para garantir um abastecimento tranqüilo do mercado interno, mas também para sustentar a receita do comércio exterior. Uma safra ruim tornará mais difícil o controle da inflação e ao mesmo tempo enfraquecerá as contas externas. O apoio às exportações industriais também será extraordinariamente importante, porque se esperam condições bem menos favoráveis no mercado internacional.

O presidente Lula tem recomendado que não falte dinheiro para os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De fato, não têm faltado recursos. Os projetos não avançam por deficiências administrativas, não financeiras. Diante da atual crise, o presidente deveria preocupar-se prioritariamente com o financiamento às atividades do agronegócio e da exportação. Serão muito mais importantes para a travessia de uma fase difícil do que quaisquer esforços para desemperrar o PAC. É uma simples questão de realismo.

Written by Abobado

2 de outubro de 2008 at 13:33

Publicado em Economia

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Lula minimiza crise, descarta pacote e só pensa em eleger seus candidatos petistas no cassino eletrônico do voto

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Jorge Serrão

O chefão Lula da Silva não quer saber de crise e nem de pacote. Sua única preocupação é garantir o crédito fácil para seus eleitores, pelo menos até domingo. Depois disso, seja o que a crise quiser e o Banco Central impuser. A privilegiada mente presidencial raciocina exclusivamente no resultado eleitoral. Tanto que Lula vai reforçar as campanhas do PT em São Paulo, embora o Palácio do Planalto minta que ele vá fazer campanha.

No sábado, véspera da eleição municipal, Lula vai se reunir com candidatos petistas e prefeituras da Grande SP, entre eles Marta Suplicy. O encontro será durante almoço em São Bernardo do Campo, berço do PT, e onde Lula já tem um apartamentão e constrói uma mansão na luxuosa “Swiss Park” (mega terreno que pertenceu à família de um atual ministro do Supremo Tribunal Federal).

Ontem Lula cobrou de seus ministros que não falte crédito para os consumidores: “Cuidem do crédito. O Natal está aí”. Foi o recado transmitido pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo – o mesmo que retém as verbas das Forças Armadas no orçamento. Para debelar os efeitos da crise global por aqui, o desgoverno estuda redução dos depósitos compulsórios para elevar o volume de dinheiro destinado ao crédito. No Brasil, ao contrário da maioria dos países, ainda se exige dos bancos o recolhimento obrigatório de R$ 53 para cada R$ 100 em depósitos à vista nos bancos. Nos depósitos a prazo, o recolhimento é de 23%.

Os bancos já diminuíram os prazos para pagamento das parcelas de empréstimos. Para aquisição de veículos, o total de parcelas caiu de 72 para 60 meses. No caso dos eletrodomésticos e crédito pessoal, esse número caiu de 36 para 24 meses. Os juros dessas linhas subiram, em média, para 7,39%. Antes, o percentual era de 7,35%. Agora, caso ocorram mesmo mudanças no recolhimento do compulsório, Lula espera que os banqueiros escancarem, de novo, a torneirinha do crédito fácil – mágica que impulsiona o consumo sem gerar ou distribuir renda no Brasil.

Ontem Lula também descartou um pacote: “Não tem pacote. (A situação) está mais tranqüila”. Para tentar amenizar a escassez de linhas de financiamento externas para o setor agrícola, gerada pala crise dos EUA, o governo decidiu antecipar a liberação de R$ 5 bilhões que o Banco do Brasil previa usar só em 2009.

Outra medida da equipe econômica é a desburocratização do crédito para pequenas e médias empresas. Aprovou-se uma nova regulamentação do compulsório para o leasing e o leilão de venda de dólares para elevar a liquidez. Por enquanto, o desgoverno brasileiro vai esperar o desdobramento da crise americana para decidir medidas internas. Alerta Total

Written by Abobado

2 de outubro de 2008 at 13:22