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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 3rd, 2008

Antivírus portátil protege usuário que utiliza muitos computadores

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clamwin

Se você costuma usar muitos computadores diferentes e precisa ter a segurança de que a máquina não está contaminada por vírus, uma boa idéia é carregar em um pendrive um programa antivírus portátil. Dessa forma, o usuário pode se certificar de que documentos criados por ele naquele PC não estarão infectados.

Um bom programa para executar essa tarefa é o ClamWin. Esse programa possui recursos simples, mas eficientes, incluindo a atualização de sua base de dados e varredura completa dos drives do computador.

Na versão gratuita o programa não faz varreduras programadas – você precisa especificar qual drive, pasta ou arquivo deseja averiguar.

O programa é instalado na pasta que você designar. Dessa forma, basta baixar o programa no site especificado no fim deste artigo e instalá-lo em um pendrive.

Para iniciar o programa basta dar um duplo clique sobre seu ícone na pasta em que foi instalado (PortableClamWin.exe).

Quando você terminar de usar o programa ou quiser remover o pendrive, lembre-se sempre de usar os procedimentos do Windows. Na primeira vez que o programa for executado, ele pedirá sua permissão para baixar o banco de dados antivírus.

O programa pode ser obtido em http://www.clamwin.com. Folha Online

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3 de outubro de 2008 at 20:16

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Pessoa boa: Paulo Vannuchi ataca versão oficial sobre Araguaia

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O secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, disse que não aceitará mais que as Forças Armadas, especialmente o Exército, argumentem não ter documentos nem informações sobre o paradeiro dos guerrilheiros desaparecidos na região do Araguaia na primeira metade dos anos 70.

A Secretaria de Direitos Humanos tem reunido documentação sobre o combate militar à luta armada trazida por historiadores e órgãos de imprensa –como reportagem publicada na Folha em 16 de setembro, sobre a localização com ex-sargento do Exército de negativos que mostram militares junto a corpos de dois militantes do PC do B, partido então clandestino que organizou a guerrilha.

O objetivo da secretaria é, munida desse material, contestar a versão das Forças Armadas de que não há mais documentação sobre o tema. “Se houver essa alegação, “não tenho como cumprir”, a Secretaria de Direitos Humanos prontamente intervirá argumentando que existe possibilidade, sim.

Temos relatos de aproximadamente dez diligências e missões nos últimos 20 anos, com profusas informações sobre possíveis locais de sepultamento”, disse Vannuchi.

O Exército informou que não faria comentários sobre a declaração do secretário nem sobre os flagrantes fotográficos registrados em acampamento militar na margem esquerda do rio Araguaia (PA), em 1972.

Em 2003, a juíza Solange Salgado, da 1º Vara Federal de Brasília, condenou a União a, em até 120 dias, informar onde foram sepultados os corpos dos guerrilheiros. Ela ordenou, para o cumprimento da sentença, uma “rigorosa investigação no âmbito das Forças Armadas”. Há cerca de 60 guerrilheiros desaparecidos até hoje.

A União recorreu, mas, em dezembro passado, resolução do STF (Supremo Tribunal Federal) validou a decisão da juíza. Não cabe mais recursos ao governo, mas a sentença não foi cumprida ainda.

A justificativa da União é de que não houve a citação formal sobre a decisão do STF. Só a partir da citação passa a valer o prazo de 120 dias. A citação cabe à Justiça Federal de Brasília, que alega ainda não ter recebido o processo com a decisão superior. No STF, a informação é de que o processo seguiu em 8 de abril para o TRF (Tribunal Regional Federal).

“Enquanto eu estiver no cargo, trabalharemos no sentido de que esse assunto é assunto que não morre, não tem como morrer, enquanto o país não tiver uma ampla e satisfatória exposição de toda informação pertinente. Incluindo um procedimento interno nas Forças Armadas, especialmente no Exército, porque a participação da Aeronáutica é de transporte, e da Marinha é muito pequena numericamente. Então o centro é o Exército. Sem nenhum estigma, sem nenhum preconceito contra o Exército. Não me canso de elogiar o Exército que temos hoje. (…) Agora, sustento e tenho que sustentar que o Brasil será uma democracia mais sustentável, sólida, madura se tiver capacidade de processar essas violência recentes, porque aprende e reúne melhores condições de não deixar acontecer”, disse Vannuchi.

A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos da Presidência convocará para depoimento e apresentação de documentos o ex-sargento José Antônio de Souza Perez, que guarda as fotografias e negativos. Folha Online

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3 de outubro de 2008 at 13:36

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BC alivia compulsório e deixa bancos se financiarem com empréstimos a receber com medo de quebradeiras

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crise

Jorge Serrão

Pelo menos três financeiras brasileiras de médio porte enfrentam problemas de liquidez. Foram forçadas a parar de emprestar dinheiro. Foram autorizadas pelo Banco Central, como medida de emergência, a se financiarem através da emissão de papéis baseados em empréstimos a receber – sobretudo no formato consignado, onde o risco de calote é quase zero. O BC também anunciou mudanças nas regras compulsórias dos bancos para dar mais liquidez ao mercado. A medida deve injetar R$ 23,5 bilhões no sistema financeiro.

As empresas e bancos encontram dificuldades em conseguir dólares. Nem nos mercados da Ásia havia qualquer sobra de moeda norte-americana. Por isso, o dólar subiu tanto ontem e pode subir ainda mais. A desvalorização do real atingiu 18,5% no último mês. Em outubro tende a ser maior ainda. O câmbio nervoso deve afetar, de imediato, os juros para habitação e o preço de produtos importados típicos do Natal. O pessimismo toma conta do mercado. Pequenos investidores da Bolsa de Valores foram para o saco com suas aplicações. Não se sabe até quando o chefão Lula conseguirá sustentar o discurso irreal de que a crise não chegou ao Brasil.

O BC estuda mudanças no esquema de financiamentos. As operações para aquisição de veículos deve ser as mais afetadas. Os créditos de longo prazo (48 a 72 meses) serão suspensos. A nova regra só vai permitir empréstimos de 36 vezes no máximo, com pelo menos 20% de entrada, para a compra de carros e motos a prazo. As montadoras temem que a diminuição nos prazos de financiamento dificultem as vendas e aumentem os estoques. O medo real é de recessão no médio prazo.

Os supermercados já sentem a queda no consumo e um perigoso aumento de estoques, o que vai afetar novos pedidos de compras para reposição. A equipe econômica sabe de tudo que acontece na realidade. Mas prefere manter o discurso enganoso de Lula sobre as previsões de até 4% de crescimento econômico para 2009.

Hoje, o pacote de socorro aos bancos deve ir à votação na Câmara dos Representantes dos EUA, com risco de ser rejeitado novamente. Há grupos de deputados contrários às emendas que elevaram o custo da ajuda para US$ 850 bilhões. Por isto, o dia será de nervosismo e volatilidade no mercado financeiro. Alerta Total

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3 de outubro de 2008 at 13:22

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Opinião do Estadão: Os 20 anos da Constituição

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constituicao_brasil

A comemoração dos 20 anos da Constituição Federal, em vigor desde 5 de outubro de 1988, é também uma celebração da estabilidade política a partir da restauração democrática. Nunca antes, na história republicana, os brasileiros haviam conhecido uma fase tão longa de convivência pautada pelo respeito às instituições. A nova Carta, descrita por Ulysses Guimarães como a Constituição Cidadã, é, sobretudo, um símbolo dessa passagem à maturidade política. O próprio texto constitucional é um texto ainda em evolução. Já foi emendado 62 vezes e ainda será submetido a novos ajustes para abrigar, entre outras mudanças, uma reforma política e uma tributária.

A melhor parte da obra realizada pelos constituintes – num delicado momento de transição da ordem autoritária, que vigorara por mais de duas décadas, para o regime democrático – foi a enumeração inovadora dos direitos individuais e sociais, consagrando os valores da liberdade. Já a organização do governo, por ter combinado elementos parlamentaristas e presidencialistas, criou problemas de ordem prática que ainda vêm sendo superados. De qualquer forma, o arranjo tem sustentado, sem sobressaltos, a normalidade democrática. Poderá ser melhorado, se uma reforma política der maior consistência aos partidos e tornar o governo menos dependente da formação de maiorias instáveis e contaminadas pelo fisiologismo.

Os defeitos da Constituição – que não são poucos e são graves – são de outra ordem. O texto elaborado pelos constituintes, em 1987-88, foi em grande parte concebido como a negação do regime anterior. Os direitos sociais foram ampliados – com a expansão das obrigações previdenciárias do setor público, por exemplo – sem muita preocupação com suas implicações fiscais. Buscou-se a descentralização política por meio do fortalecimento de Estados e municípios, numa evidente reação ao ordenamento do período autoritário. Aumentaram-se as transferências financeiras para os chamados entes federativos, com aumento de encargos para a União e nenhuma garantia de prestação de serviços melhores e mais amplos pelos governos estaduais e municipais.

O texto promulgado em outubro de 1988 era excessivamente detalhista, programático e pouco funcional – para dizer o mínimo – em vários aspectos. O artigo 192 limitou os juros em 12% ao ano, refletindo uma evidente combinação de interesses privados com certa dose de ingenuidade ideológica. Não poderia funcionar. Também ideológica foi a distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital controlado por pessoas físicas ou jurídicas não residentes no País. O artigo 171 permitia discriminação no tratamento proporcionado pelo governo aos dois tipos de companhias. Esse artigo foi eliminado pela Emenda nº 6, de 1995.

Das 62 emendas, 6 foram produzidas no período de revisão previsto pelos constituintes e promulgadas em 1994. Nesse período, a tramitação das propostas foi simplificada. As outras 56 resultaram de um processo mais complexo e dependeram de aprovação por três quintos dos votos em duas votações na Câmara e no Senado.

Acertadas ou não, as emendas serviram, na maior parte, para ajustar a Constituição às limitações da vida real. A desvinculação de receitas da União, por exemplo, serviu para dar um pouco mais de liberdade financeira ao governo federal num sistema fortemente engessado. A criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira, depois convertido em contribuição, de início livrou o Tesouro de um aperto. Mas o governo gostou do truque e tornou-se dependente desse dinheiro para sustentar despesas sempre crescentes.

No balanço geral, essa Constituição remendada tem servido como um bom farol para a ordenação da vida brasileira. Seu texto contém remédios até para a negligência dos legisladores. Falta regulamentar grande número de artigos – por exemplo, na parte referente ao direito de greve dos servidores públicos – e essa deficiência tem sido compensada, em parte, pela ação do Judiciário.

A própria Justiça não está livre de certas esquisitices constitucionais. Pelo artigo 107, os Tribunais Regionais Federais serão compostos de, “no mínimo”, sete juízes. Um quinto deverá ser recrutado entre advogados com mais de dez anos de atividade profissional, etc. Pela velha aritmética, um quinto de sete é 1,4. Esquartejar é a solução?

Written by Abobado

3 de outubro de 2008 at 13:09

Publicado em Opinião

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