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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 8th, 2008

Promotor ‘mui amigo’ – Júri absolve PM acusado de matar estudante no Rio

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O policial militar Marcos Pereira do Carmo, que confessou ter matado o estudante Daniel Duque, foi absolvido por unanimidade na madrugada de hoje pelo 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Os advogados da família da vítima vão pedir a anulação do julgamento. “Apesar de a defesa e a promotoria defenderem a tese de legítima defesa, o júri absolveu por considerar que o disparo foi acidental quando Daniel tentou tirar a arma do PM. Esta decisão é contrária às provas, pois a vítima foi baleada pelas costas quando se levantava para correr, conforme apontam todos os laudos”, disse o advogado Wagner Magalhães.

Duque, de 18 anos, foi baleado na madrugada do dia 28 de junho na porta de uma boate após ele e os amigos se envolverem em uma briga com um amigo de Pedro Velasco, filho da promotora Marcia Velasco, cuja segurança era feita pelo policial. “Foi um circo armado pelo corporativismo do Ministério Público (MP). O promotor agiu como defesa”, disse a mãe da vítima, que protestou durante o julgamento e foi expulsa do plenário.

O promotor Marcelo Monteiro rebateu as acusações. “Quem absolveu o policial não fui eu, mas os sete jurados e por unanimidade. É compreensível que uma mãe não aceite que o filho errou nestas circunstâncias.” Ele disse que os autos contam outra versão da apresentada pelos amigos e testemunhas de acusação que, segundo ele, caíram em contradições. “As três moças que teriam presenciado o crime deram três posições diferentes para Daniel. A jovem apontada pela amiga como a pessoa que ajudou a vítima a levantar disse que estava distante”, exemplificou.

Durante o julgamento, o promotor chamou os amigos de Daniel de “um bando de pitbulls desaforados”. “Como provam os autos, o PM estava cercado por pelo menos três lutadores de artes marciais embriagados, inclusive Daniel. O policial se identificou, deu dois disparos de advertência para o alto e mesmo assim a vítima tentou tirar a arma dele“, afirmou o Monteiro.

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8 de outubro de 2008 at 23:50

Publicado em Justiça

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Lula desdenhando a crise em março de 2008

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E nem me venham dizer que é coisa velha e requentada. É bem atual e reflete a forma como esse tatú trata coisas de tamanha importância.

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8 de outubro de 2008 at 18:49

Publicado em Bobagens do Lula

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A naba é grande, negão – Mantega convoca reunião extraordinária do G-20 Financeiro para discutir crise mundial

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou hoje (8) reunião extraordinária do G-20 Financeiro, grupo formado pelos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais das 20 maiores economias do mundo, para discutir a crise no sistema financeiro mundial. O encontro será no próximo sábado (11) nos Estados Unidos.

Desde março, Mantega preside o grupo. De acordo com comunicado emitido pelo Ministério da Fazenda, a reunião ocorrerá na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington. O ministro parte para a capital norte-americana hoje, onde haverá reunião anual do FMI e do Banco Mundial.

A assessoria do ministério confirmou que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também participará do encontro, mas não informou se ele falará no evento.

Segundo a nota, o principal objetivo do encontro é debater os aspectos da crise financeira mundial e seu impacto na economia global. Criado em 1999, em resposta às crises financeiras que assolaram o mundo no final dos anos 90, o G-20 Financeiro representa aproximadamente 90% do PIB mundial e dois terços da população global.

A função do grupo é estimular ações internacionais coordenadas em resposta à globalização econômica. De acordo com o Ministério da Fazenda, o G-20, hoje, é um dos mais influentes fóruns internacionais de discussão sobre o crescimento e a estabilidade econômica e financeira em todo o mundo.

O G-20 Financeiro é composto pelos ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. O outro componente é a União Européia, representada no grupo pela presidência rotativa do Conselho da União Européia e pelo Banco Central Europeu. Agência Brasil

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8 de outubro de 2008 at 18:10

Publicado em Crise financeira

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Bancários param por tempo indeterminado em todo o país

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Agências bancárias em todo país não abriram as portas na manhã desta quarta-feira devido a greve deflagrada pelos funcionários, que reivindicam reajuste salarial. Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), assembléias realizadas na noite de ontem aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado.

Segundo a Contraf, a categoria reivindica aumento real de 5%, além da reposição de inflação acumulada de 7,15% entre setembro de 2007 e agosto deste ano, valorização dos pisos salariais, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), braço sindical da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), propôs em 24 de setembro, um dia após a paralisação de 24h da categoria, reajuste salarial de 7,5%. Os bancos ofereceram também participação nos resultados incidindo sobre os lucros do exercício de 2008 e uma parcela adicional incidente sobre o crescimento do lucro de 2007 para 2008.

"Os bancos são o setor que mais ganha dinheiro na economia e apresentaram uma proposta muito aquém das reivindicações, abaixo do que outras categorias profissionais já conquistaram neste semestre. E ainda propõem uma PLR que é menor do que a que foi paga no ano passado", afirmou o presidente da Contraf, Vagner Freitas.

Segundo o sindicalista, apesar da proposta ter sido rejeitada pela categoria, a Fenaban não apresentou um novo acordo. "Eles apostaram no confronto e os bancários reagiram com a greve por tempo indeterminado".

De acordo com a Contraf, "praticamente todos" os 140 sindicatos filiados em todo o Brasil aprovaram a greve ontem. Apenas as representações de Porto Alegre – do Banco do Brasil e Banrisul -, e de Blumenau e Concórdia, em Santa Catarina, não. No país, são 434 mil bancários em campanha salarial, sendo que 120 mil trabalham em São Paulo, Osasco e região.

O secretário-geral da Contraf, Carlos Cordeiro, afirmou uma reunião será realizada no início da tarde de hoje para avaliar a paralisação. Além disso, ele informou que assembléias serão realizadas a cada final de dia enquanto durar a greve.

Em nota, a Fenaban informou que "confia que chegará brevemente a um acordo com os sindicatos de bancários sobre a convenção coletiva de trabalho da categoria". A entidade patronal explicou que os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas podem utilizar os serviços eletrônicos e telefônicos dos bancos.

A Fenaban diz que os canais de atendimento remoto, composto por 45,2 mil postos de atendimento e pela rede de 84,3 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados também podem receber os pagamentos. Folha Online

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8 de outubro de 2008 at 12:17

Publicado em Economia

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Meirelles irrita Lula que não consegue entender o tamanho real da crise em que grandes bancos correm riscos

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Por Jorge Serrão

O chefão Lula perdeu a paciência ontem com o presidente Henrique Meirelles, do Banco Central. Tudo porque o verdadeiro condutor da política econômica não consegue lhe explicar, de maneira convincente, o que realmente acontece nesta crise global. Talvez, até, porque nem Meirelles queira entender de verdade para explicar. A Bolsa de Valores e Mercadorias de São Paulo já acumula perdas de 37,2% no ano com os sucessivos tombos dos últimos dias. Assim, a marolinha dos discursos oficiais se transforma em tsunami nas tensas reuniões fechadas do núcleo duro desgoverno.

Se pudesse, Lula detonaria Meirelles. Se tivesse condições, Meirelles já teria deixado o Banco Central há muito tempo. Seu plano é dar uma parada agora e se preparar para se candidatar ao governo de Goiás em 2010. Mas o agravamento da crise lhe obriga a permanecer onde está, mesmo a contragosto. A situação dos bancos no Brasil, apesar da retórica oficial em contrário, não é totalmente confortável. O BC acompanha tudo atentamente.

Nesta quarta-feira, uma providencial greve geral dos bancários, por tempo indeterminado, no Rio de Janeiro e São Paulo, evitará uma corrida aos bancos que precisam de uma parada interna para recuperação ou revisão de táticas de investimentos ou posições a serem cobertas imediatamente. Três grandes bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco e Itaú) teriam altos compromissos a fechar com o sistema do Western Union (tradicional instituição financeira que transfere dinheiro on line ao exterior. Os compromissos a serem honrados imediatamente variam de US$ 600 milhões a US$ 4 bilhões.

O chefão Lula pediu aos brasileiros que mantenham seus hábitos de consumo inalterados: “Durante muitas semanas vai se falar em crise no mundo. A bolsa vai subir e vai descer. Não se abalem, porque esse país se encontrou com seu destino. Continuem fazendo as mesmas coisas que vocês faziam”. O problema é que, na contramão do que recomendou Lula, os bancos e financeiras já retraíram o crédito pessoal e se mostram mais seletivos ainda na hora de liberar algum empréstimo novo.

Tudo indica que o aperto no crédito levará a uma queda na procura por imóveis e veículos. Os juros nos financiamentos imobiliários tendem a subir. Os prazos para pagamento devem diminuir. Tal crise deve afetar as construtoras e incorporadoras que hoje erguem imóveis com dinheiro emprestado. Se a construção civil for desaquecida, cria-se mais uma fonte de demissões e desemprego. O mesmo acontece com a indústria automobilística, onde as montadoras dão férias coletivas para diminuir a produção que não se sabe como será absorvida.

Em pleno segundo turno eleitoral, o chefão Lula aloprou ontem porque o dólar disparou até R$ 2,31. Foi a maior cotação desde maio de 2006. Os dois leilões cambiais realizados pelo Banco Central não foram suficientes para conter a disparada das taxas. Trabalha-se com o cenário de que o preço da moeda norte-americana frente ao real pode atingir R$ 2,40 no curto prazo. Ninguém conseguia comprar ou vender dólares com facilidade ontem. A equipe econômica também perde o sono porque o aumento abrupto do câmbio representa risco para o controle da inflação.

A lógica especulativa dessa crise é perversa. Grandes empresas exportadoras perderam o crédito. Algumas foram fortemente abaladas a correm risco de concordata por causa de operações malsucedidas de venda futura de dólar. É enorme o risco de não honrarem contratos. As empresas sem crédito apelam para o resgate de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos por bancos de menor porte. Aí começa outro problema. Os bancos pagam e ficam sem recursos. Precisam apelar ao redesconto do Banco Central para segurar o caixa.

Não foi à toa que o chefão Lula assinou na noite de segunda-feira, uma Medida Provisória autorizando o Banco Central a adquirir carteiras de crédito de bancos no Brasil por meio de operações de redesconto. O BC retomou os leilões de swap cambial tradicional, mas não consegue baixar a cotação da moeda norte-americana. Especuladores forçarão o BC a queimar as reservas. Até agora, o Banco Central optou por não atuar diretamente no mercado de câmbio à vista, mas pode mudar de tática a qualquer momento e intervir vendendo reservas para diminuir a desvalorização do real frente ao dólar.

Quem vai ganhar a queda de braço? Eis a questão.

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8 de outubro de 2008 at 09:44

Publicado em Opinião

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Opinião do Estadão: Ação contra a crise

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A crise é grave e a sociedade não pode ter dúvida quanto a isso, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num encontro com parlamentares. Ele havia autorizado o Banco Central (BC), por meio de medida provisória, a comprar carteiras de crédito de bancos pequenos e, naquele momento, pedia apoio para a aprovação da iniciativa pelo Congresso. Num ambiente de pânico, pelo menos essa boa notícia: o governo brasileiro decidiu reconhecer a seriedade da crise, sem meias palavras, e a urgência de ações para limitar seu impacto na economia brasileira. É, aliás, notável, a velocidade da mudança de tom do discurso oficial – do otimismo irresponsável para o realismo assustado. O Banco Central já vinha oferecendo socorro aos bancos e procurando aliviar os efeitos da escassez internacional de crédito. Com mais um instrumento, poderá ampliar o alcance de sua intervenção, se isso for necessário.

A nova iniciativa do governo brasileiro contrasta com a timidez demonstrada pelas autoridades européias, mais empenhadas em cuidar dos problemas caso a caso do que em adotar providências amplas para reduzir a insegurança.

A medida provisória também autoriza o Banco Central a conceder empréstimos em moeda estrangeira e abre um novo canal de financiamento às empresas de arrendamento mercantil (leasing), permitindo-lhes a emissão de letras. Até agora, essas companhias captavam recursos por meio de um processo mais complicado, lançando debêntures.
As novas medidas, portanto, têm duplo caráter. Algumas foram concebidas para facilitar o ajuste por meio de transações de mercado. É o caso da nova facilidade concedida às empresas de leasing. É o caso, também, do estímulo concedido aos bancos, na semana passada, para a compra de carteiras de outras instituições (como prêmio, poderia haver uma redução de até 40% em seus depósitos compulsórios). A autorização ao Banco Central para realizar operações desse tipo amplia o arsenal da política anticrise e a torna mais audaciosa.

Mas a crise não se esgota no mercado financeiro. Quebras de bancos e pânico nas bolsas fornecem manchetes e grandes histórias aos meios de comunicação. Como ignorar, por exemplo, a turbulência na Bovespa, na segunda-feira, quando o pregão foi suspenso duas vezes por causa da queda extraordinária das cotações? Os piores efeitos ocorrem, no entanto, na economia real. Crédito curto e fuga de investidores podem afetar a produção de alimentos, a venda de bens duráveis, o financiamento de exportações e o nível de emprego.

Esses efeitos podem atingir a economia brasileira por vários canais, como a Bolsa de Valores, o sistema bancário, o mercado de produtos básicos e o comércio global. O Brasil pode estar mais preparado que noutros tempos para enfrentar um choque externo, mas não está imune a seus efeitos que, aliás, já estão sendo sentidos.

Preços de minérios, produtos agrícolas e outras commodities podem ser afetados tanto pela insegurança dos investidores quanto pela redução do comércio, resultante do esfriamento da economia mundial. O efeito da insegurança já é sensível. As projeções mais pessimistas apontam recessão nos Estados Unidos e noutras grandes economias do Primeiro Mundo, mas nem os mais otimistas descartam a hipótese de uma severa redução do crescimento nos países mais avançados.

O governo brasileiro já detectou sinais de perigo, como a escassez de crédito para o plantio da safra de verão de cereais, oleaginosas e fibras, como arroz, feijão, soja, milho e algodão. Já identificou, também, a redução do financiamento para exportação e o encurtamento do crédito ao consumo.

Pelas informações disponíveis até ontem, no entanto, o governo continuava estudando várias possíveis medidas para garantir o financiamento aos agricultores. É conveniente abreviar os estudos, porque o tempo adequado ao plantio é limitado. Da mesma forma, é urgente ampliar o apoio financeiro aos exportadores, porque o comércio é um dos canais de transmissão da crise. Se as exportações continuarem crescendo muito mais lentamente que as importações, como ocorre há mais de um ano, o País se tornará muito mais vulnerável. Reservas elevadas podem ser uma proteção, mas é tolice queimá-las quando isso é evitável.

Written by Abobado

8 de outubro de 2008 at 09:15

Florianópolis – Ainda sobre a Avenida Madre Benvenuta

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Em 18 de junho deste ano publiquei matéria enviada por um amigo intitulada “Avenida Madre Benvenuta – Como é fácil jogar dinheiro público no lixo” mostrando, num breve comparativo, o custo para a colocação de 1,2 km de um piso asfáltico de não mais do que 2 cms de espessura na Avenida Madre Benvenutta, no Bairro Santa Monica, com o custo da construção de cerca de 15 kms de estrada no interior do município de Biguaçu.

Volta o meu amigo com novidades nada boas, como já era de se esperar. Eis o relato da tragédia anunciada:

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Nem se passaram dois meses e em pleno domingo de eleição rompeu um ramal da rede de abastecimento da Casan bem na esquina da Madre Benvenutta com a Rua Coronel Mauricio Spalding de Souza. Um espetacular buraco, colocando por terra todo aquele asfalto (estilo lama, não tem?) espalhado com o rico dinheirinho arrecadado com impostos cobrados da população.

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É duro ver o nosso suado dim-dim uma vez mais jogado na lata do lixo. Como essa, temos quase 8 mil obras do prefeito da Capital.

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É o que ele vai dizer no segundo turno!

Dás um banho, Dáro!

Written by Abobado

8 de outubro de 2008 at 00:54