Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 9th, 2008

Que crise? – Crise entre Brasil e Equador pode afetar integração

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O debilitamento das relações diplomáticas entre Brasil e Equador depois da expulsão da construtora brasileira Odebrecht poderia ser prejudicial para integração e economia dos dois países, na opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil.

A primeira reação de descontentamento por parte do governo brasileiro com a crise foi expressada nesta quinta-feira, com o adiamento da visita de uma missão chefiada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, prevista para o dia 15, na qual seriam discutidos temas ligados a obras de infra-estrutura viária no Equador.
Para Mark Weisbrot, diretor do Centro de Pesquisas de Política Econômica (CEPR, na sigla em inglês), de Washington, essa é a primeira medida de pressão do Brasil para tentar proteger seus interesses, ente eles a Petrobras, que também está sob ameaça de expulsão.

“Isso significa uma medida de pressão por parte do Brasil para tentar frear a desativação de outros contratos em andamento”, afirma Weisbrot.

No sábado, Correa ameaçou nacionalizar o Bloco 18, no qual opera a Petrobras, se a empresa não aceitar as novas regras determinadas pelo governo equatoriano para a exploração petrolífera. O chanceler brasileiro Celso Amorim respondeu às declarações de Correa nesta quinta-feira, ao afirmar que a Petrobras só deixará o país se for indenizada. “A maior ameaça é que esse desacordo possa frear o processo de integração regional”, afirmou.

Entre os projetos que correm risco de adiamento por causa da crise está a construção do eixo hidro-rodoviário Manta (Equador)-Manaus, que poderia estar na pauta de discussão da missão brasileira que seria enviada a Quito no dia 15.

“Se as relações diplomáticas se complicam, as negociações para a construção do eixo poderiam ser afetadas e, com elas, a possibilidade de o Brasil ter uma saída comercial para o Pacífico”, afirmou Julio Oleas, professor da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), no Equador.

O projeto, que ainda está em fase de negociações, prevê a criação de um corredor inter-oceânico rodoviário até o porto de Manta, ao qual poderiam se incorporar também Bolívia, Peru e Venezuela.
O projeto tem um custo total estimado em US$ 1,5 bilhão.

Eleições

Na opinião de Julio Oleas, o presidente do Equador, Rafael Correa, elevou a tal ponto o nível da crise com a Odebrecht que voltar atrás na decisão poderia ocasionar ao presidente perda de credibilidade entre a população.
Apesar de ter vencido com 67% dos votos o referendo que aprovou a nova Constituição, Correa continua em campanha eleitoral. Isso porque as regras do processo constituinte prevêem a realização de novas eleições gerais antecipadas, que deverão ocorrer em fevereiro de 2009. Correa novamente será candidato à Presidência.

Debilitar-se politicamente em meio à campanha seria o menos indicado para o presidente, avalia Oleas.
“O custo político para Correa de permitir, depois da crise, que a Odebrecht continuasse no país poderia ser mais grave que se desentender com o Brasil”, afirmou Oleas.

O governo equatoriano responsabiliza a construtora de cometer falhas estruturais na construção da usina hidrelétrica San Francisco e de cometer irregularidades no processo de financiamento desta e de outras obras.
Os projetos da Odebrecht no Equador totalizam US$ 650 milhões.

Ao mesmo tempo, Oleas adverte que o governo equatoriano terá de assumir as conseqüências da paralisação das obras de infra-estrutura que haviam sido projetadas com a construtora brasileira.
“Duas hidrelétricas, um projeto de irrigação e um aeroporto afetam consideravelmente os projetos do governo na área”, disse. BBC Brasil

Written by Abobado

9 de outubro de 2008 at 23:44

Publicado em América Latina

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Dilma já foi escolhida por Lula para ser candidata em 2010, diz Tarso

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai defender junto ao Partido dos Trabalhadores (PT) a indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para representar a legenda nas eleições presidenciais de 2010. A afirmação foi feita hoje (9) pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

Após passar por quatro ministérios no governo Lula, ele se excluiu da disputa ao dizer que como membro do governo, “subordinado politicamente”, deve “respeitar a escolha do presidente”. E reconheceu que essa escolha é “visível”. “É a ministra Dilma”.

Tarso também fez uma análise dos possíveis reflexos da atual crise econômica para o governo e para o país. Ressaltou que as alternativas de desenvolvimento econômico criadas pelo governo não serão desconstituídas, criticou a herança recebida do governo Fernando Henrique Cardoso e informou que a estrutura de combate à lavagem de dinheiro redobrará atenções.

O ministro retrucou as afirmações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que o Brasil vive um “estado policialesco”. Segundo ele, a preocupação é legítima, mas o funcionamento das instituições do país mostra que estado policial seria, enquanto conceito, algo sem relação com a realidade.
As investigações contra o banqueiro Daniel Dantas são definidas por Tarso como dignas “de um estudo profundo da academia, dos experts em teoria do estado e funcionamento das instituições”, pela complexidade das relações políticas mantidas pelo investigado.

O ministro também saiu em defesa da Polícia Federal, apesar de reconhecer suas divisões internas. “Duvido que a PF tenha mais grupos do que tem o Judiciário ou o Ministério Público, por exemplo. A PF é uma polícia estabilizada, com direção legitimada, que tem, sim, algumas divisões internas a respeito da própria função da instituição, inclusive se ela deve ou não passar informações sigilosas para a imprensa”.

Leia o trecho da entrevista sobre as eleições municipais e a sucessão presidencial.

Agência Brasil: Que leitura o senhor faz das eleições municipais como ministro e como político?
Tarso Genro: Como ministro, recebi um relatório da PF, e salvo algumas regiões com instabilidade mais grave e mais séria, as eleições transcorreram num ambiente excepcional. A Justiça Eleitoral está de parabéns e a PF sempre esteve disponível, inclusive estará instalando uma série de inquéritos para investigar e punir pessoas que tiveram comportamento ilegal. Como dirigente partidário, minha visão é de que o PT saiu fortalecido nas grandes regiões metropolitanas e aumentou em aproximadamente 30% o número de prefeitos, o que reforça a continuidade do projeto representado pelo presidente Lula.

ABr: O PT tem divergências internas conhecidas. O partido chegará a 2010 unido e poderá oferecer à sociedade outros candidatos em condição de vencer a eleição que não o presidente Lula? Muitos analistas consideram que o pós-Lula seria de falta de alternativas nacionais no partido.
Tarso: São os mesmos analistas que diziam que o PT tinha terminado, que o presidente Lula era incapaz de governar, que viam a globalização como virtude absoluta a ser recebida de joelhos. O PT está amadurecendo, melhorando seu nível de unidade e não chegará absolutamente unificado em lugar nenhum, porque é um partido plural e tem, dentro de marcos programáticos, diferenças de inflexão sobre várias matérias. Mas chegará suficientemente forte para promover uma coalizão de centro-esquerda e dar continuidade ao trabalho do presidente.

ABr: O nome do senhor está à disposição?
Tarso: Para presidente da República, não. Tenho uma avaliação, por uma série de sinais, que o presidente já fez uma escolha, que vai propor ao partido. E eu, como membro do governo e subordinado politicamente ao presidente, devo respeitar a escolha dele. E acho que é uma escolha boa, que tem condições de ser acolhida pelo partido e fazer uma grande campanha.

ABr: Ele já lhe falou quem foi a escolha?
Tarso: Ela é visível. É a ministra Dilma.

Agência Brasil

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9 de outubro de 2008 at 23:13

Desgoverno Lula injeta R$ 87,2 bilhões no mercado, mas BC nega que seja socorro a bancos com problemas

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Jorge Serrão

Dois países sairão como grandes credores líquidos quando baixar a poeira da crise especulativa transnacional. Os Estados Unidos, simplesmente porque são os emissores do dólar, a principal moeda de trocas internacionais. E o Brasil, simplesmente porque é o produtor mundial de alimentos e das principais commodities estratégicas. O problema é que não tiramos proveito da nossa vantagem estratégica.

A diferença entre EUA e Brasil – e que nos desfavorece – é a mentalidade produtiva. Aqui no País cuja economia é presidida por Henrique Meirelles vale a cultura especulativa. O modelo econômico brasileiro, um monetarismo ortodoxo e intervencionista, não valoriza a produção, a geração ou distribuição de renda. Desde a década de 60, de diferentes maneiras, a economia daqui funciona sob a lógica do overnight. Ganha quem aplica (inclusive e principalmente golpes). E perde quem trabalha e produz.

O Brasil é governado pelo banqueirismo. No Capitalismo de Estado Tupiniquim, que mais parece uma União Soviética pelo autoritarismo econômico, ganha quem especula – não quem produz. Especuladores conseguem até isenção de impostos. Não é à toa que aqui se praticam as mais altas taxas de juros do mundo, prejudicando o sistema produtivo, em nome de uma pretensa estabilidade econômica.

Agora, na crise global, o Banco Central dá mais um socorro a quem produz? Não. O BC socorre os bancos que tiveram grandes perdas porque especularam além do permitido. Nos últimos 30 dias, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do Banco Central fez quatro operações de compra de carteiras de bancos médios, principalmente de crédito consignado e financiamento de veículos. O negócio envolveu um valor total de R$ 700 milhões.

O curioso é que o diretor-executivo do FGC, Antônio Carlos Bueno de Camargo Silva, garantiu que não houve nenhuma "operação de socorro ou salvadora" para os bancos. O BC jura que foram operações normais de mercado. A retórica é repetida pelo presidente Henrique Meirelles (banqueiro “aposentado” do Bank Boston que comanda o BC de acordo com interesses da Oligarquia Financeira Trasnacional). Meirelles alega que os recursos liberados para o mercado não se destinam a salvar bancos, mas sim para garantir liquidez.

O Banco Central decidiu alterar ontem, pela terceira vez, as regras do compulsório dos bancos. Trata-se do dinheiro que as instituições são obrigadas a deixar depositado diariamente no BC. A desculpa é que seria para minimizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. A autoridade monetária, sempre generosa com os bancos, libera R$ 59,9 bilhões ao mercado.

Na verdade, o desgoverno dos banqueiros – que nega a existência de um pacote para a crise – já liberou R$ 27,35 bilhões em ampliação de endividamento do BNDES. Também soltou recursos para a agricultura. E permitiu a utilização de valores do FGTS e do FAT. O volume total de injeção ao mercado chega a R$ 87,2 bilhões.

Sobrará mais dinheiro para especulação, e para sustentar a farra do crédito, que é uma lógica especulativa para manter o consumo aquecido. Alerta Total

Written by Abobado

9 de outubro de 2008 at 20:20

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Desgoverno Lula injeta R$ 87,2 bilhões no mercado, mas BC nega que seja socorro a bancos com problemas

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Jorge Serrão

Dois países sairão como grandes credores líquidos quando baixar a poeira da crise especulativa transnacional. Os Estados Unidos, simplesmente porque são os emissores do dólar, a principal moeda de trocas internacionais. E o Brasil, simplesmente porque é o produtor mundial de alimentos e das principais commodities estratégicas. O problema é que não tiramos proveito da nossa vantagem estratégica.

A diferença entre EUA e Brasil – e que nos desfavorece – é a mentalidade produtiva. Aqui no País cuja economia é presidida por Henrique Meirelles vale a cultura especulativa. O modelo econômico brasileiro, um monetarismo ortodoxo e intervencionista, não valoriza a produção, a geração ou distribuição de renda. Desde a década de 60, de diferentes maneiras, a economia daqui funciona sob a lógica do overnight. Ganha quem aplica (inclusive e principalmente golpes). E perde quem trabalha e produz.

O Brasil é governado pelo banqueirismo. No Capitalismo de Estado Tupiniquim, que mais parece uma União Soviética pelo autoritarismo econômico, ganha quem especula – não quem produz. Especuladores conseguem até isenção de impostos. Não é à toa que aqui se praticam as mais altas taxas de juros do mundo, prejudicando o sistema produtivo, em nome de uma pretensa estabilidade econômica.

Agora, na crise global, o Banco Central dá mais um socorro a quem produz? Não. O BC socorre os bancos que tiveram grandes perdas porque especularam além do permitido. Nos últimos 30 dias, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do Banco Central fez quatro operações de compra de carteiras de bancos médios, principalmente de crédito consignado e financiamento de veículos. O negócio envolveu um valor total de R$ 700 milhões.

O curioso é que o diretor-executivo do FGC, Antônio Carlos Bueno de Camargo Silva, garantiu que não houve nenhuma "operação de socorro ou salvadora" para os bancos. O BC jura que foram operações normais de mercado. A retórica é repetida pelo presidente Henrique Meirelles (banqueiro “aposentado” do Bank Boston que comanda o BC de acordo com interesses da Oligarquia Financeira Trasnacional). Meirelles alega que os recursos liberados para o mercado não se destinam a salvar bancos, mas sim para garantir liquidez.

O Banco Central decidiu alterar ontem, pela terceira vez, as regras do compulsório dos bancos. Trata-se do dinheiro que as instituições são obrigadas a deixar depositado diariamente no BC. A desculpa é que seria para minimizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. A autoridade monetária, sempre generosa com os bancos, libera R$ 59,9 bilhões ao mercado.

Na verdade, o desgoverno dos banqueiros – que nega a existência de um pacote para a crise – já liberou R$ 27,35 bilhões em ampliação de endividamento do BNDES. Também soltou recursos para a agricultura. E permitiu a utilização de valores do FGTS e do FAT. O volume total de injeção ao mercado chega a R$ 87,2 bilhões.

Sobrará mais dinheiro para especulação, e para sustentar a farra do crédito, que é uma lógica especulativa para manter o consumo aquecido. Alerta Total

Written by Abobado

9 de outubro de 2008 at 20:04

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