Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 22nd, 2008

Florianópolis – "A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", diz Amin

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Para o candidato à prefeitura de Florianópolis Esperidião Amin (PP), seu opositor, Dário Berger (PMDB), mistura negócios públicos e privados e por isso há um conflito de interesses em sua administração da cidade.

Amin foi entrevistado esta manhã durante 25 minutos por Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, da rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

No primeiro bloco da entrevista, Amin disse que se candidatou para defender os interesses da cidade e afirmou haver um problema ético no fato de o prefeito ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a segurança, segundo ele, de escolas do Estado.

— Eu não tenho nada contra o Dário Berger. Mas a cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares. O prefeito é sócio da Casvig, que custa aos cofres estaduais R$ 140 milhões. Nem vou falar sobre o lençol preto, que está se desmilingüindo. O principal problema do Dário é que ele mistura negócios privados com públicos.
Segundo Amin, o dinheiro que o governo paga à empresa para segurança equivale a 1,5 vezes o valor necessário para construir a Via Expressa Sul.

— Nas escolas, quem está dentro é a Casvig. Quanto maior a insegurança da cidade, mais a Casvig fatura. Este método classifica um conflito de interesses.

Se eleito, Amin disse que irá estimular a criação de cooperativas locais para atuar na vigilância local e denunciar a atuação da empresa em escolas estaduais.

O candidato também negou os boatos de que seria dono da empresa de transporte coletivo Transol.

— Se eu fosse o dono da Transol, como a lenda dizia, também seria um conflito de interesse. Eu nunca fui, nem quero ser. Enquanto eu estiver na política, quero estimular o empreendedorismo dos outros.

Balanço da campanha

O candidato disse estar muito animado com a campanha e afirmou ter a sensação de que está cumprindo com o seu dever. Também destacou a última pesquisa do Ibope, em que Dário Berger aparece com 6 pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior e ele subiu um ponto.

— Eu acho que está resumido na pesquisa. Nós estamos subindo, o nosso adversário está caindo, o número de indecisos está aumentando e o percentual de pessoas que podem mudar de votos está aumentando. São quatro informações, todas a favor da nossa candidatura. As pesquisas mostram que o eleitor está mais confirmando o desejo de mudança que o de continuísmo.

Amin falou ainda sobre o apoio dos outros partidos às candidaturas e disse que apoiaria qualquer candidato de oposição que chegasse ao segundo turno.

— O governo do Estado deu uma prensa nos que têm cargo em comissão, empregos públicos. O PFL, PSDB, não podiam ficar contra o governo. O PT eu já disse que ia deixar livre, porque o Lula precisa do PMDB. Eu não tenho nenhuma queixa.

O candidato disse ainda que não terá dificuldade de relacionamento com outros prefeitos da região para implantar projetos de interesse da Grande Florianópolis.

Troca de acusações

Amin afirmou que sua campanha é limpa, ao contrário da de Dário Berger.

— Nós não perdemos nenhum direito de resposta. Enquanto o meu adversário forjou um jornal. O marqueteiro vai ser acionado judicialmente. Ele pegou um jornal, tirou o nome, a data e disse que eu atrasei dinheiro para creches (quando era governador).

Cooperativas

Amin disse que vai estimular a criação de cooperativas em diversas áreas de trabalho.

— Vamos fazer nos Ingleses uma cooperativa de vigilância. Vamos treinar, aproveitar os moradores da região. O que não tem cabimento é que escolas do Estado recebem merenda de outro estado, uniforme, e ter uma só empresa de segurança. Cooperativas para fazer as casas do Maciço do Morro da Cruz, criar cooperativas de papeleiros, para fazer a reciclagem. Vamos deixar as pessoas ganharem dinheiro, e não o grande empresário.

Obras e ônibus

Entre as obras que o candidato disse que irá realizar estão a Via Expressa Sul, o elevado em frente ao terminal Rita Maria, a Beira-Mar Continental, a duplicação da Rua Antônio Edu Vieira e a duplicação da Via Expressa (BR-282). Também explicou a proposta de reduzir em 50% o valor da passagem de ônibus nos horários de pico.

— Isso (as obras) não vai ficar pronto em seis meses. O que eu posso fazer já: 50% de redução da passagem no horário de pico.

Ele explicou que o valor será pago através de subsídio e que vai haver dinheiro para as outras obras programadas.

— Nós vamos ganhar dinheiro com isso, porque o carro vai ter menos espaço e para o ônibus vai ter mais espaço.

Amin também disse que irá reativar os terminais de ônibus que estão desativados para linhas interbairros.

— O ônibus vai ser beneficiado. Se faltar, vamos botar vans. Vai ter 50% de desconto e, se for pouco, vamos aumentar.

Afirmou ainda que apoia a criação do metrô de superfície e disse que irá criar mais ciclovias. Aproveitou para rebater a informação de Jorge Bornhausen (DEM) de que a Beira-Mar não teria sido construída por ele.

— A Avenida Beira-Mar, que eu inaugurei em 1985 e que eu iniciei como prefeito, está pronta para receber (o metrô). Ela precisa de uma faixa exclusiva para ônibus já e uma faixa exclusiva para o metrô.

Máquina da prefeitura

O candidato disse que irá diminuir o número de funcionários terceirizados na prefeitura e implantar a gratificação por desempenho.

— Nós não podemos ter mais terceirizados que funcionários de carreira. É o cacoete de um gestor que tem uma empresa prestadora de serviço. E, se o servidor cumpre com o seu dever, deve ser premiado.

Amin também afirmou que vai descentralizar o atendimento da prefeitura à população, que precisará de deslocar menos.

— Nós vamos levar isso a todos os distritos, inclusive na Tapera, onde vamos criar uma Intendência. E o hospital maternidade do Norte da Ilha.

ClicRBS

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22 de outubro de 2008 at 14:30

Rio de Janeiro – Gabeira passa a noite na Zona Oeste e rebate crítica de Paes sobre ‘turismo eleitoral’

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O candidato a prefeito do Rio Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) acordou nesta quarta-feira em Bangu, na Zona Oeste, onde passou a noite na casa do militante do PSDB Alexandre Amaral. Ao sair para fazer corpo-a-corpo pelas ruas do bairro, o candidato rebateu a crítica de seu adversário, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL), de que ele estaria fazendo "turismo eleitoral com estadia".

– Vejo com muita tranqüilidade, como todas as declarações do adversário. Percorri o Sul do Brasil quando participei da caravana da cidadania com o presidente. Lula chegou ao governo com conhecimento do Brasil maior que os outros candidatos. Quero conhecer a cidade ao máximo – disse Gabeira.

O candidato do PV também falou sobre a presença do governador Sérgio Cabral na inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento(UPA) – uma das principais promessas da campanha de Paes -, em Campo Grande, e sobre a presença de militantes do PMDB próximos ao evento.

– As UPAs são importantes, mas a gente não pode esquecer o sistema. Não vejo problema que o governador participe, ele não é candidato. Mas não é recomendável (a campanha de Paes próximo às inaugurações). Meu adversário tem feito tantas coisas não recomendáveis que deixo para o TRE cuidar dele – afirmou.

Gabeira permaneceu na residência do militante do PSDB, no bairro Jabour, das 23h de terça até as 8h30m desta quarta, quando saiu para andar por ruas próximas e cumprimentar comerciantes e moradores.

– Foi uma noite tranqüila, e agora vamos falar com os vizinhos. Dorme-se do mesmo jeito, se vocês quiserem saber. Não é a minha casa, mas a de um amigo. Então, a gente se sente bem. Li algumas páginas de um livro, mas o sono não permitiu – ele completou.

Ainda pela manhã, Gabeira se encontrou com pastores de igrejas evangélicas em Campo Grande, entre elas, a REINA – Igreja do Futuro e a Assembléia de Deus. O candidato pediu uma oração aos pastores para que sua campanha corra bem. O Globo Online

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22 de outubro de 2008 at 14:06

Kassab diz que Marta foi avisada sobre nova data para vistoriar CEU

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O candidato à prefeitura de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) afirmou, em entrevista na manhã desta quarta-feira à Rádio CBN, que a candidata Marta Suplicy (PT) havia sido avisada sobre a mudança na data para a vistoria no Centro Educacional Unificado (CEU), na vila Formosa, zona leste da capital. Conforme o prefeito, a visita precisa ser agendada com antecedência por uma questão de segurança. "Eu soube depois que existe esse critério e a própria candidata tem obedecido a esse critério", disse. "Convidei a candidata e mudei a data, tanto é que todos foram avisados, até a campanha da Marta. Ter ido até lá foi uma questão de marketing da campanha. Quando ela quiser, ela pode entrar, respeitando as regras", disse.

Entretanto, quando questionado se acreditava que a ida de Marta às obras do CEU seria somente para chamar a atenção da imprensa, Kassab afirmou que não acredita que a candidata tomaria esta atitude. "Eu não diria isso, até porque a minha preocupação é fazer o acompanhamento da obra", afirmou.

Ontem, Marta foi barrada por funcionários na tentativa de vistoriar a obra do CEU na vila Formosa, zona leste da capital, após ser desafiada por Kassab durante o debate da Rede Record, realizado no último domingo.

Durante a entrevista, o prefeito também garantiu que o CEU estará funcionando até o início do ano letivo de 2009. "Eu prefiro elas (crianças) em um CEU antes de ter teatro e piscina, mas fora do terceiro turno, do que em uma escola de lata. É melhor elas em um céu sem estar terminado do que estar tendo aula em um terceiro turno", afirmou.

Quando questionado sobre a qualidade do ensino nos CEUs, que tem obtido índices piores do que a média das escolas públicas de São Paulo, o prefeito afirmou que está investindo na melhora da qualidade da educação, com o programa ler e escrever. "Nós estamos melhorando a qualidade do ensino com o programa ler e escrever, que leva um professor e um professor assistente para dentro da sala de aula. Com isso, nós reduzimos o índice de analfabetismo de 35% para 15%", disse o prefeito. Redação Terra

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22 de outubro de 2008 at 13:37

Marta: “Uns peões”

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Gravataí Merenge

Sou contra essa coisa de condenar uma pessoa, e mesmo um político, em razão de uma frase solta. Por isso que não condeno Marta pelo "relaxa e goza", por pior que seja o contexto – ainda que não aceite a desculpa esfarrapada dos que DEFENDEM. Simplesmente considero um ato-falho e ponto final.

Hoje, porém, ela passou um pouco da conta. Em reportagem publicada na Folha Online, diante do óbvio impedimento quanto à entrada em um canteiro de obras (afinal, está em OBRAS), ela disse o seguinte:

marta_nojo

"Puseram uns peões, uma movimentação. Mas esta obra ele diz que entrega em quatro meses. Eu não sou engenheira, mas boba eu não sou"

Como é, Marta? Puseram "uns peões"??? É assim que você se refere aos trabalhadores da construção civil? É assim que você se refere ao povo? Isso é como chamar gari de lixeiro!

Não, não é populismo.

O "diabo", como dizem, está nos "detalhes". Neste caso, o valor semântico do "ato-falho" está mais próximo daquele psicanalítico. E Marta sabe o que isso significa. Sabe muito bem as implicações da frase que proferiu.

São "uns peões", né? Pois é…

Pena que muitos dos que votam cegamente no PT não sabem que Marta se refere a eles dessa forma pejorativa. Longe dos holofotes e sem o discursinho decorado, é isso que escapa: "uns peões". Sem contar essa cara da foto.

Coisa de quem "ama" o povão.

Sobre o CEU

A "promessa" de Kassab, por óbvio, não era entregar o CEU nesta terça-feira, mas sim demonstrar que a obra estaria adiantada o bastante para que a entrega fosse possível na terça-feira. No Boletim PT Câmara, que chega à minha caixa postal todo santo dia (e hoje já chegou!), eles já puseram até apelidinho no tal CEU, como se fosse para já estar pronto (???). Aliás, no Boletim do PT os trabalhadores não são chamados de "peões".

Como foi dito no debate e consta do cronograma, é para estar pronto em março. Marta diz que não – embora ela própria diga que entregará trocentos quilômetros de metrô, isentará todo mundo de ISS e liberará internet wifi para toda a cidade de São Paulo.

Honestamente? Não sei se Kassab consegue terminar o CEU Vila Formosa até março. Pode até ser que não. Mas parece menos complicado do que tudo isso que a Marta prometeu.

Ou não?

Por fim, é norma da segurança do trabalho (e só quem nunca trabalhou na vida não sabe disso) o impedimento de entrar numa obra de construção civil sem autorização prévia e sem as vestimentas adequadas. Marta e sua equipe tentaram praticamente INVADIR a obra do CEU.

Não, não é assim que funciona. Poderíamos dizer "ah, então vamos invadir uma obra da Marta". Mas ela não faz obras, então fica difícil.

Por fim, fiquem com esta nota publicada ontem no Painel da FSP e sintam a que ponto chegou o nível de cascata da Marta (e vamos ver se alguém a defende dessas):

Memória. No debate da Record, Marta Suplicy disse que, quando prefeita, criou a operação urbana Faria Lima para buscar dinheiro e poder investir. A operação, porém, foi criada por Paulo Maluf (PP) em 1995. E o PT votou contra.

Dureza, né?

Blog Imprensa Marrom

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22 de outubro de 2008 at 13:17

Daniel Dantas depõe hoje sobre acusação de suborno

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O banqueiro Daniel Dantas, alvo maior da Operação Satiagraha, volta hoje ao banco dos réus para audiência de interrogatório e instrução na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo à qual também deverão comparecer os lobistas Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, e Hugo Sérgio Chicaroni, todos denunciados por suposto crime de corrupção ativa – a Procuradoria da República acusa o controlador do Opportunity de ter tentado subornar com R$ 1,18 milhão o delegado Vitor Hugo Rodrigues, da Polícia Federal, em troca do arquivamento do inquérito sobre atividades do grupo.

A audiência, em meio a grande tensão, será realizada com amparo na Lei 11.719, sancionada 12 dias depois da deflagração da Satiagraha, quando a PF prendeu 17 suspeitos, entre eles Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, citados em um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraudes. Essa lei agiliza o rito judicial e põe fim à antiga prática prevista no Código de Processo Penal porque desloca o interrogatório dos acusados do início para o final da ação. O novo modelo permite ao juiz que na mesma sessão tome depoimentos, abra espaço para debates entre acusação e defesa e julgue a causa, quando de pequena complexidade.

Alegando cerceamento e invocando suspeição do juiz Fausto Martin De Sanctis, a quem atribui "precipitação e pressa sem justificativa para concluir o processo", a defesa de Dantas pede suspensão da audiência. No fim da tarde de ontem, os criminalistas Nélio Machado, Ilana Müller e Marcela Arilla Bocchi entraram com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi distribuído ao ministro Esteves Lima, que poderá tomar decisão até o meio-dia de hoje.

Controversa, Satiagraha derrubou a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o delegado Protógenes Queiroz, que dirigiu a investigação até ser afastado depois que denunciou boicote dos superiores.

O processo em que Dantas, Braz e Chicaroni são réus foi aberto exclusivamente para apurar a denúncia de que se teriam articulado para corromper o delegado federal, amigo de Protógenes. Parte das negociações foi registrada por meio de ação autorizada pela Justiça. O monitoramento incluiu encontros de Braz e Chicaroni com o delegado Vitor Hugo no restaurante El Tranvia. No apartamento de Chicaroni a PF encontrou o dinheiro que seria usado para o suborno.

Em agosto, Chicaroni depôs e afirmou que o dinheiro teria sido pedido pelos delegados. "Não houve oferecimento de dinheiro de Chicaroni, houve um pedido dos delegados", afirmaram à época os criminalistas Alberto Dias e Maria Fernanda Carbonelli Muniz. "Chicaroni e Protógenes têm uma amizade de 7 anos." Ontem, após 3 meses no caso, período em que conseguiram a libertação de Chicaroni, os advogados Dias e Maria Fernanda renunciaram à defesa alegando "quebra de confiança". Agência Estado

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22 de outubro de 2008 at 12:22

Procurador-Geral aciona Senado por nepotismo e Garibaldi promete demitir em 3 dias

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O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, questionou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) um ato do Senado que, segundo ele, permite a prática do nepotismo. Souza encaminhou uma reclamação ao STF sustentando que o Senado desrespeitou súmula recente do Supremo que proibiu nos três Poderes a contratação de parentes para cargos de confiança.

“Fruto dileto do patrimonialismo, o nepotismo não é uma novidade no Brasil, perpassando todos os períodos político-institucionais do País: colônia, Reino Unido, Império e República”, observou o procurador na ação protocolada no Supremo.

“Forte, portanto, desde o início de nossa história política, o nepotismo é fruto da renitente e odiosa confusão entre as esferas pública e privada”, acrescentou. Para ele, o nepotismo sempre foi “um fardo” que atrapalhou a construção concreta da democracia.

Segundo Souza, o ato do Senado abriu brechas para a manutenção de parentes em cargos de confiança. Ele questionou quatro itens de um “enunciado” aprovado pela Comissão Diretora do Senado. A súmula do STF veda a nomeação de parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau. Mas, segundo ele, o texto do Senado proíbe o nepotismo apenas até o segundo grau.

“O enunciado da Súmula Vinculante nº 13 veda a nomeação de ‘parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau’ sem qualquer limitação, enquanto que o item II do ato impugnado (do Senado) restringe a proibição apenas aos irmãos do cônjuge ou companheiro, circunstância que destoa da deliberação dessa Corte Suprema”, sustentou o procurador.

Além disso, o procurador afirma que a regra adotada pelo Senado permite que sejam mantidos nos cargos os parentes de senadores contratados antes do início do mandato. Ele também sustenta que o STF deve analisar um item do ato do Senado que permite a nomeação de parentes de senadores ou autoridades já aposentados.

“A aposentadoria de um parlamentar não caracteriza, por si, seu afastamento do jogo político, como normalmente ocorre com o membro do Poder Judiciário. Logo, também aqui há a necessidade de melhor reflexão por parte dessa Corte”, disse.

O procurador também questiona um item do enunciado do Senado que poupou os parentes que possuem cargos efetivos na Casa desde que não haja vínculo hierárquico até o segundo grau. Souza observou que é necessário deixar claro isso porque “uns estão a exonerar das funções de confiança e cargos comissionados os servidores efetivos, mesmo que não detenham vínculo hierárquico direto com eventual parente nos quadros da administração pública”.

Demissão

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), exonerou da função o advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, e mandou levantar todos os casos de nepotismo. “Faça-se justiça, cumpra-se a lei”, disse. Ele criou uma comissão para, em 72 horas, fazer o levantamento dos parentes dos parlamentares até terceiro grau que trabalham no Senado e devem ser demitidos como manda a súmula do STF.

A determinação de Garibaldi foi uma reação ao parecer de Cascais que interpretava a súmula do STF de forma a manter muitos dos parentes dos senadores no emprego. Usando artigos do Código Civil e o estatuto do servidor, o advogado-geral dizia que o Senado só deveria demitir os parentes até segundo grau. Também mantinha no cargo os familiares contratados antes da posse dos senadores.

“Afastei o advogado das suas funções porque ele não se mostrou à altura do desafio e elaborou o anunciado alvo dos questionamentos do procurador”, disse Garibaldi, referindo-se ao trabalho de Cascais e à contestação de Antonio Fernando de Souza perante o Supremo. “Em 72 horas, e isso é improrrogável, a comissão fará tudo. Teremos toda a revisão dos casos já tratados e os novos que precisam ser acrescentados. Faça-se justiça, cumpra-se a lei. A comissão agora é quem deve tratar de fazer cumprir tudo o que está sendo dito na reclamação do procurador.” Estadão Online

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22 de outubro de 2008 at 12:09

Desgoverno agora vai socorrer construtoras, mas segue com a marola de que está tudo bem com o Brasil

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Jorge Serrão

Aos empreiteiros e banqueiros tudo. Na lógica de sempre, sob a desculpa da crise internacional, o desgoverno agora vai mexer nas regras de uso da poupança a fim de liberar recursos para financiar as necessidades de capital de giro das construtoras. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou uma medida provisória de sua majestade Lula permitirá à Caixa Econômica Federal destinar R$ 2 bilhões ao setor. A taxa de juros ficará em torno de 9% ao ano, mais a TR.

Atualmente, os bancos são obrigados a aplicar 65% do montante captado com a caderneta para setor, mas só o fazem com financiamento direto ao mutuário ou para as empresas durante a fase de construção de moradias. Em princípio, o desgoverno alega que a medida valerá apenas para a Caixa Econômica Federal. Mas não há quem descarte que os bancos, para compensar ausência de ganhos em outros negócios, entrem no lucrativo esquema do Sistema Financeiro da Habitação.

Na gestão da crise, a equipe de Lula continua marolando. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, informou ontem, no Plenário da Câmara, que, ao todo, o BC já movimentou US$ 22,9 bilhões com as diversas modalidades de venda de câmbio durante a crise. Mas Meirelles , alega que o valor ”não é quase nada" perto da injeção efetiva US$ 595 bilhões dos sistemas financeiros americano e europeu.

Segundo Meirelles, até a última segunda-feira, o BC vendeu US$ 12,9 bilhões em swaps, US$ 3,7 bilhões em linhas, US$ 1,5 bilhões em não-rolagem de swap reverso, US$ 1,6 bilhões no primeiro leilão para linhas de comércio exterior, realizado ontem, e US$ 3,2 bilhões no mercado à vista.

O presidente do BC voltou a afirmar que a crise mundial é severa, mas que o Brasil tem condições de enfrentá-la bem. Segundo ele, o Brasil é um dos países com melhor desempenho econômico neste período de crise internacional de crédito. Durante sua apresentação no plenário da Câmara, Meirelles afirmou que o principal diferencial desta crise em relação às anteriores é o fato de outras instituições financeiras, além das bancárias, estarem sofrendo impactos intensos da falta de crédito.

Reunismo

Lula da Silva convocou, para as 14h da próxima segunda-feira, uma reunião extraordinária do Mercosul (ou será da turma do Foro de São Paulo?) para discutir a crise financeira internacional.

O encontro marcado por Lula, que está exercendo a presidência do bloco comercial, está marcado para o Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O objetivo é avaliar os impactos da crise financeira mundial em cada país do bloco e possíveis mecanismos que permitam atenuar os efeitos da crise nas nações do Mercosul e dos impactos provocados pela quebra de grandes bancos nos Estados Unidos. Alerta Total

Written by Abobado

22 de outubro de 2008 at 11:35