Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for dezembro 15th, 2008

Enchentes em Santa Catarina – Após furtos, empresa distribuirá donativos

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Donativos chegam à Central de Distribuição da Vila Germânica – Blumenau

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau vai contratar uma empresa de logística para distribuir donativos às vítimas das enchentes. A medida foi tomada após a divulgação de imagens pela RBS TV em que voluntários e integrantes do Exército apareceriam furtando roupas e mantimentos em um centro de triagem que funciona no Parque Vila Germânica, em Blumenau.

Nas imagens, divulgadas na noite de ontem, mulheres que trabalhavam como voluntárias no centro escolhiam peças de roupas que supostamente levariam para casa. Uma delas saiu do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio.

A gravação também mostra soldados que descarregavam um caminhão de donativos pegando roupas, tênis e experimentando chapéus. De acordo com as imagens, eles colocaram tudo dentro das bolsas saíram com duas mochilas cheias. Conforme a reportagem, eles pertencem ao 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau.

De acordo com Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, que abrange as cidades de Blumenau, Gaspar, Pomerode, Luiz Alves e Ilhota, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade por furto. Além do boletim, outra medida tomada foi a transferência da central de donativos para outro local.

Apesar da contratação de mão de obra especializada para fazer a distribuição dos donativos, o trabalho voluntário ainda é aceito, informou a secretaria. Os casos registrados foram tratados como "isolados" e serão investigados. A empresa de logística deverá iniciar o trabalho ainda nesta semana, por tempo indeterminado.

De acordo com a reportagem exibida pela RBS TV, o comandante do 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau afirmou que os soldados envolvidos serão investigados por uma sindicância, que tem 20 dias para ser concluída. Redação Terra

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15 de dezembro de 2008 at 17:58

Poderosa – Madonna chega a acordo de divórcio por R$ 180,2 milhões

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Madonna se apresenta durante a turnê “Sticky and Sweet” no estádio do Maracanã

Madonna chegou a um acordo de divórcio com o ex-marido Guy Ritchie de pelo menos 50 milhões de libras esterlinas (R$ 180,2 milhões), informou nesta segunda-feira a representante da diva pop, Liz Rosenberg.

Rosenberg disse que o acordo de divórcio prevê que Madonna transfira a Ritchie entre 50 milhões e 60 milhões de libras esterlinas (entre R$ 180,2 milhões a R$ 216,4 milhões).

O valor inclui a residência do casal em Ashcombe, na Inglaterra.

Ela afirmou que, apesar da questão financeira do divórcio ter sido resolvida, a guarda das crianças ainda está em discussão.

“Eu acredito que este é um dos maiores pagamentos em um acordo de divórcio”, afirmou Rosenberg. Um representante de Ritchie se negou a comentar o caso.

Madonna realiza hoje o segundo show da turnê “Sticky and Sweet” no Rio e depois segue para São Paulo, que recebe o primeiro de três shows na próxima quinta-feira. Folha Online

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15 de dezembro de 2008 at 17:30

Enchentes em Santa Catarina – RBS TV flagra furto de donativos em Blumenau

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Uma reportagem veiculada pela RBS TV na noite deste domingo mostrou voluntários e soldados do Exército que trabalham na Vila Germânica, em Blumenau, no Vale do Itajaí, furtando roupas e mantimentos doados para às vítimas da enchente que atingiu Santa Catarina. As imagens mostraram pessoas saindo com o carro cheio de donativos.

Os furtos ocorreram no Pavilhão 1 do Parque Vila Germânica, que é administrado pelo governo catarinense. O local funciona como uma central de triagem de produtos doados do Brasil inteiro.
Havia duas maneiras de levar o material destinado aos flagelados das cheias. A primeira ocorria logo que os caminhões chegavam com os donativos. Os soldados descarregavam os produtos e empurravam para um monte. Outro grupo experimentava o material e, se servisse, colocava dentro de mochilas. Em seguida, saíam normalmente com mochilas cheias.

O grupo aparece pegando roupas, tênis e outros objetos. Cada um sai com pelo menos duas mochilas cheias. O outro grupo que furtava os donativos eram os voluntários e os conhecidos deles. Eles chegavam de carro e selecionavam o que agradava. Diário Catarinense

Comentário: A falta de controle, a desorganização e a desonestidade de pessoas descompromissadas com a solidariedade dão margem a esse tipo de atitude. O que se verifica nessa matéria da RBS é a pontinha de um grande iceberg. Não mudou nada em relação às enchentes anteriores que assolaram o Estado de Santa Catarina. Por diversas oportunidades tenho utilizado o chat da CBN/Diário (programa Notícias na Manhã apresentado por Mário Motta) sugerindo que a Defesa Civil coloque em seu site um relatório de todas as doações feitas em dinheiro, a forma de aplicação desses recursos, quem pagou, quem recebeu, o que foi adquirido, os comprovantes fiscais, enfim, tudo o necessário para que a grande parte desses recursos fruto de doações cheguem aos seus reais destinatários. Olho bem aberto com relação aos nossos “despretensiosos” políticos. Esses são os verdadeiros “urubus” do dinheiro e das ações voltadas ao auxílio das pessoas que atravessam tão difíceis tempos!

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15 de dezembro de 2008 at 11:21

Opinião do Estadão: Avanço na Justiça

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Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a ilegalidade, há dois meses, do sistema de audiência a distância – também chamado de videoconferência – nos processos criminais cujos réus se encontram encarcerados, não estava se pronunciando sobre o mérito da questão, mas sim sobre a competência constitucional de uma lei estadual paulista. Dizia o Supremo, então, que essa matéria é de âmbito federal – como, de resto, toda a legislação penal – e não poderia ser regulada pelos Estados. A aprovação, pela Câmara dos Deputados, na terça-feira, do projeto de lei que permite o interrogatório de presos e testemunhas por meio de videoconferência, apesar de apenas em casos excepcionais (como o de risco à segurança pública, às testemunhas ou por doença do réu), é um inegável avanço no rumo do aperfeiçoamento do sistema judiciário – e da própria segurança pública.

A lei aprovada veio do Senado – projeto do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) – e, como observou o seu relator na Câmara, deputado João Campos (PSDB-GO), permitirá grande economia de recursos. É claro que essa economia – em recursos humanos e materiais – se acresce ao benefício de evitar o grande risco dos deslocamentos de presos dos presídios aos fóruns criminais, em razão das “operações de resgate” que têm sido praticadas com freqüência pelo crime organizado.

O presidente do Instituto Brasileiro Giovani Falcone, desembargador Wálter Maierovitch, lembrou uma frase do ex-procurador antimáfia da Itália Pierluigi Vigna: “Só a videoconferência é capaz de acabar com o turismo judiciário.” A expressão parece oportuna para descrever as viagens de avião e as hospedagens de todo o aparato de segurança usado nos deslocamentos, entre Estados, de poderosos criminosos do tipo Fernandinho Beira-Mar. Mas, como não poderia deixar de ser, dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – como o da seccional paulista, Luiz Flávio Borges D’Urso – se colocam frontalmente contra a lei da videoconferência e já se dispõem a pressionar o presidente Lula a vetá-la. O argumento principal desses dirigentes – eivado de corporativismo – é o de que a videoconferência possa “intimidar” o preso, impedindo-o de “se expressar com liberdade”.

O fato é que o projeto aprovado toma pormenorizados cuidados para assegurar o direito de defesa dos réus dentro desse sistema. Prevê que, não sendo possível o interrogatório no presídio (defendido pela OAB em substituição à audiência a distância) nem por meio de videoconferência, será requisitada a presença física do réu em juízo; prevê que as partes serão intimadas com dez dias de antecedência para a realização da videoconferência; que antes do interrogatório o preso poderá acompanhar (pelo mesmo sistema tecnológico) a realização de todos os atos da audiência única de instrução e julgamento; que a sala de videoconferência será fiscalizada pelo juiz da causa, pelo Ministério Público e pela OAB; e que o réu terá acesso reservado ao telefone para comunicar-se com o seu defensor.

Não há, portanto, razões que justifiquem, sob a alegação de cerceamento da defesa, o veto presidencial ao avanço que o Congresso Nacional logrou aprovar, em nosso sistema judiciário, com a moderna tecnologia que propicia a segura audiência a distância. Sem falar que, apesar da posição contrária da OAB, um grande número de advogados não é insensível à busca de um sistema que ofereça à sociedade mais rapidez e segurança na Justiça.

Written by Abobado

15 de dezembro de 2008 at 09:01