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Opinião do Estadão: Anistia para a Itália

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Para Tarso bandido não é bandido, macaco não é macaco e viado não é viado (Foto: Fabio Pozzebom)

Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, “não existe crise entre Brasil e Itália”. Mas, mesmo não enxergando qualquer dificuldade diplomática que tenha surgido entre os dois países, mesmo não dando importância alguma ao fato de o embaixador italiano no Brasil ter sido chamado a Roma – o que na linguagem da diplomacia indica grave contrariedade de um país a atitudes tomadas por outro – e mesmo se sentindo inteiramente respaldado pela decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) haverá de tomar, contra a extradição de Cesare Battisti – no que se revela verdadeiro “profeta judicial”, capaz de saber por antecipação o que decidirão os membros do Pretório Excelso -, nosso ministro da Justiça dá mostras de ter descoberto a causa original de toda a, digamos, frustração italiana, exacerbada pelo affaire Battisti: é que, ao contrário do que houve no Brasil, a Itália não contou, até agora, com uma lei de anistia (!!!).

Tentando “esfriar a crise” (para ele inexistente), no que obedece à orientação do presidente Lula – para quem a melhor coisa a fazer para superar o entrevero diplomático é adotar, unilateralmente, a postura de “fim de papo” -, Tarso Genro se dispõe a oferecer aos italianos sua reflexão jurídico-sociológica sobre o problema que sofre o país europeu, quanto à forma de lidar com o terrorismo havido em seu território na década de 1970. Disse ele: “Acho que esse, realmente, é um caso doloroso para a sociedade italiana. Como a Itália não teve uma lei de anistia, essas graves questões, dos anos 70, ainda não são cicatrizadas.” Que este seja um “caso doloroso” para a sociedade italiana não resta a menor dúvida. Só que parece, no mínimo, uma impertinência uma autoridade governamental de outro país, que contribuiu gratuitamente para agravar essa dor – a não ser que não se considere gratuito o que tem motivação ideológica -, fazer interpretações como as perpetradas pelo ministro Genro.

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Written by Abobado

30 de janeiro de 2009 at 07:57