Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for março 12th, 2009

Santa Catarina – Deputado denuncia que comandante da PM fez campanha eleitoral dentro do batalhão

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Newton Ramlow que é acusado de ter feito campanha para Dário Berger dentro do batalhão

O deputado estadual Sargento Amauri Soares [PDT] apresentou denúncia na tribuna da Assembléia Legislativa, na qual o tenente-coronel Newton Ramlow, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, pede votos ao prefeito Dário Berger [Florianópolis] para duas guarnições que estavam de serviço nas dependências do quartel. Na gravação, o oficial diz: “Não sou PMDB e não sou 15, eu sou Dário Berger. Mas hoje eu estou pedindo votos para Dário Berger aos senhores”. Em outro trecho, ele destaca que está fazendo isso justamente em horário de trabalho: “É por isso que eu peguei entrada e saída. Não tem ninguém de folga aqui não, né?”. Aprasc

Leia mais aqui.

Assista ao vídeo do deputado Soares em pronunciamento feito ontem no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

Para ouvir ou baixar o áudio completo do diálogo do comandante Newton Ramlow, clique aqui.

O meu comentário:

O deputado Sargento Soares tem toda razão ao denunciar esse tipo de situação. A nossa valorosa Polícia Militar realmente não merece se tornar palanque para nenhum candidato, muito menos para ele próprio.

O que o Sargento Soares não disse e ninguém também se preocupou em publicar foi o inteiro teor do diálogo que o tenente-coronel Newton Ramlow travou dentro das dependências do 4° Batalhão.

Transcrevo abaixo alguns trechos que foram deliberadamente omitidos pelo deputado Sargento Soares e pela maioria dos blogs que deram repercussão à matéria, onde o oficial denunciado manifesta o seu carinho pela população da Capital e pelos seus comandados:

“Esse carisma da população de Florianópolis é o que me motiva a trabalhar.”

“Não fui eu quem resgatou a personalidade do 4° Batalhão, mas os senhores que resgataram porque eu valorizei os homens. O Batalhão ficou valorizado, criou respeito. Apesar de ser um batalhão injustiçado a gente conseguiu muita coisa. Eu sempre sonhei em comandar o 4° Batalhão, e por incrível que pareça o 4° Batalhão me abriu as portas. Vocês me deram um respeito tão grande que eu tenho o mesmo respeito pelos senhores e pela população de Florianópolis, que reconhece o meu serviço. “

“Quando acontece um assalto no centro eu fico maluco, porque não pode acontecer. Eu sou uma pessoa em que tudo tem que dar certo. Vamos nos dedicar, vamos observar.”

Eu não tô pedindo voto para o 15, não tô pedindo voto para o Dário Berger. Quem quiser votar no 15, vota; quem quiser votar no Dário Berger, vota; quem não quiser votar em nenhum dos dois, vota pela permanência do major Newton no 4° Batalhão.

“Queriam lançar minha candidatura para vereador de Florianópolis, mas como vereador eu não vou fazer nada. Afinal, o que um vereador faz pela Polícia Militar no município? Não faz nada! Você consegue fazer alguma coisa pela Polícia Militar como deputado estadual que nós temos, o Sargento Soares, como deputado federal, lá no Congresso, pra olhar aquelas coisas pra não deixar acabar com a Polícia Militar, como senador, mas como vereador não adianta de nada!”

“Não, eu nunca pensei em ser vereador. O meu sonho é comandar a Polícia Militar de Santa Catarina, ser comandante-geral da Polícia de Santa Catarina. Esse é meu sonho.”

Aliás, cabe aqui a pergunta: O que o Sargento Soares fez pela população de Florianópolis, a não ser se eleger deputado e ainda apoiar veladamente o governador do Estado?

O tenente-coronel Newton Ramlow errou, é evidente, e merece ser alvo de investigação por parte da Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina.

A população de Florianópolis reconhece o trabalho desse valoroso oficial.

Por este motivo, antes de tirarem conclusões precipitadas, ouçam o inteiro teor do áudio onde o então major Newton Ramlow conversa com seus subordinados, providência esta que deveria ser adotada por qualquer pessoa que se interesse pela verdade dos fatos.

Written by Abobado

12 de março de 2009 at 12:50

Opinião do Estadão: Um governo disfuncional

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Lula discursando em Salgueiro, Pernambuco (12/02/2009): Ensinando a Governar (Foto: Ricardo Stuckert)

Há uma amarga ironia na coincidência da divulgação do tombo de 3,6% sofrido pela economia brasileira no último trimestre do ano passado com a revelação, no Estado de ontem, de que o governo devolveu ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um financiamento de US$ 57 milhões para obras de infraestrutura em uma centena de municípios, porque simplesmente não conseguiu gastar o dinheiro. Guardadas, embora, as devidas proporções, o caso dos recursos inaproveitados indica que, enquanto o País crescia a taxas robustas – beneficiado por uma excepcional conjuntura de prosperidade global -, a sociedade em geral não se dava conta do fraco desempenho do governo Lula em fazer a sua parte pelo progresso nacional – impulsionado, desde a sua inauguração em 2003 até o malfadado setembro de 2008, quase que exclusivamente pelo excepcional desenvolvimento da economia globalizada.

O aluvião de discursos triunfalistas com que o presidente proclamava a sua suposta paternidade da expansão econômica e o incessante festival de eventos fabricados para levar os brasileiros a crer nas realizações de um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) diariamente colocadas sob a lente de aumento da propaganda do Planalto também contribuíram para jogar areia nos olhos da opinião pública, escondendo o abismo entre a exuberância do palavreado oficial e a disseminada incompetência da máquina federal sob o lulismo. O episódio do financiamento desperdiçado do BID envolve metas e cifras relativamente modestas. Tanto pior, portanto, como evidência de torpor administrativo e incapacidade gerencial. É uma história exemplar de desgoverno.

Leia mais aqui.

Written by Abobado

12 de março de 2009 at 09:06