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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for julho 2009

Recuo de Lula ao defender Sarney ocorre após pesquisa

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O Brasil precisa ser desratizado urgentemente. Alguém tem que começar essa limpeza antes que seja tarde

A mudança de discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), começou a ser ensaiada na semana passada, quando o Palácio do Planalto recebeu uma pesquisa mostrando os efeitos da crise política sobre o governo. A consulta revelou que a blindagem de Sarney não era bem assimilada pela opinião pública e, pior, estava "pegando mal" tanto para Lula como para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, em 2010.

Convencido de que a situação do aliado está cada vez mais difícil, Lula pretende ter uma conversa com ele na segunda-feira, apesar de negar publicamente o encontro. Sarney está deprimido com a avalanche de denúncias que também atingem sua família e disse ao presidente, por telefone, que a saída política para pôr fim à guerra no Senado pode ser a renúncia.

— Eu estou vivendo um calvário, um inferno astral — afirmou Sarney a dois interlocutores que estiveram com ele nos últimos dias, um do PT e outro do PSDB. ClicRBS

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Written by Abobado

31 de julho de 2009 at 10:24

Opinião do Estadão: Tática de terra arrasada

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Crise no Senado: Além de Sarney, Lula tem toda a responsabilidade sobre essa bandalheira. Relho neles!

Custa crer que o presidente do Senado, José Sarney, e o chefe da sua tropa de choque, Renan Calheiros, líder do PMDB na Casa, imaginassem que o PSDB desistiria das suas três representações contra o primeiro no Conselho de Ética diante da ameaça de levar o troco na mesma moeda. Não porque os tucanos sejam um modelo de desassombro, mas pela prosaica razão de que, a esta altura do ciclo de denúncias centradas na figura do oligarca maranhense, eles simplesmente não teriam condições de baixar as armas – a menos que não temessem uma desmoralização perante a opinião pública ainda mais completa que a de seus adversários.

Se assim é, a anunciada intenção da cúpula peemedebista de formalizar na próxima semana, quando termina o recesso de meio de ano, o que seria a primeira representação contra um senador tucano – no caso o líder do PSDB, Arthur Virgílio, por sinal membro do Conselho de Ética -, chega a ser pior do que uma chantagem, mesmo levando em conta a folha corrida dos seus autores. É uma retaliação que vai além das regras tácitas que costumavam governar as relações entre os partidos no que em outros tempos era comparado a um clube exclusivo dentro do Congresso Nacional.

Tanto assim que a decisão de representar – que não pode ser tomada por um parlamentar isoladamente, mas apenas por uma sigla – saiu a contragosto. O próprio Sarney precisou apelar ao presidente licenciado do PMDB, deputado Michel Temer, para que levantasse as resistências ao lance mafioso do olho por olho. Mais reveladora ainda é a tática de terra arrasada que ela embute. Se o Senado pudesse ser comparado a um templo filisteu, seria o caso de dizer que Sarney, ciente de que a sua posição se tornou insustentável, resolveu derrubar sobre todos as colunas da instituição. Nesse ponto é preciso distinguir as coisas.

De um lado, o extremo a que ele chegou com essa "operação mãos sujas", como a ela se referiu neste jornal a colunista Dora Kramer para assinalar que se trata do oposto da devassa da política italiana no início dos anos 1990, por iniciativa do Ministério Público. De outro, a efetiva necessidade de serem postos em evidência – e punidos – os atos de quaisquer senadores que configurem ofensa ao decoro parlamentar. A motivação espúria da "reciprocidade" de que fala, com o habitual cinismo, o senador sem-voto Wellington Salgado (PMDB-MG), um dos leões de chácara de Sarney, não pode ser invocada para absolver condutas antiéticas.

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Written by Abobado

31 de julho de 2009 at 09:29

Então tá! – Lula reafirma que Zelaya deve ser reintegrado como presidente

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Lula na Nigéria: O bocó deveria dar um pulinho em Honduras e falar isso para o povo daquele país. Tanso!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou hoje que o chefe de Estado deposto hondurenho Manuel Zelaya deve ser reintegrado no cargo e afirmou que "os golpistas devem perceber o mal que estão fazendo à democracia" tanto na América Central quanto no resto da região.

Durante um ato junto ao presidente da Nigéria, Umaru Yar’Adua, que faz visita oficial a Brasília, Lula reiterou sua condenação à deposição de Zelaya e afirmou, citando uma frase que atribuiu ao líder africano, que "não há golpes (de Estado) para bem".

Lula destacou também a "importância" dos "esforços" de todos os países latino-americanos para devolver a "normalidade" a Honduras no prazo mais rápido possível.
O Brasil condenou o golpe desde o começo e mantém em Brasília seu embaixador em Tegucigalpa.

O país também suspendeu diversos programas de cooperação que mantinha com Honduras e que, segundo Lula, só serão retomados quando Zelaya voltar ao poder. Agência EFE

Foto: Ricardo Stuckert – Secom/PR – (editada)

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29 de julho de 2009 at 18:24

A zona do Senado: Nos bastidores, Sarney já avalia deixar o cargo

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Salgado: ‘Se Sarney renunciar, o Senado vai virar a terra dos suplentes porque está todo mundo contaminado’

O governo recebeu informações de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já avalia que sua sobrevivência política pode depender de seu afastamento do cargo. Alvejado por denúncias que vão da contratação de aliados e parentes por atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação Sarney para empresas fantasmas, o senador disse, em conversas reservadas, que não pretende suportar calado o ataque à sua honra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – pré-candidata do PT ao Planalto, em 2010 -, estão preocupados com a reação de Sarney. Temem que ele não resista ao bombardeio e decida renunciar, para não correr risco de cassação, antes de um acordo entre o PMDB e o PT. O pior cenário para o governo é ver o Senado em guerra e sob comando da oposição, mesmo que por poucos dias, em plena Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Sarney poderá optar pelo caminho seguido por Renan Calheiros (PMDB-AL), que em 2007 renunciou à presidência da Casa para fugir da cassação, se concluir que a permanência no cargo contribuirá para piorar a situação de seu filho, o empresário Fernando Sarney.

O presidente do Senado se queixou com Lula dos vazamentos de diálogos gravados pela PF. “Eu acho que o senador tem razão de reclamar porque ocorreu aí uma divulgação dolosa, fora da Polícia Federal, quando foi aberto o segredo de Justiça”, amenizou o ministro da Justiça, Tarso Genro. Aliado de Sarney, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) afirmou que não haverá renúncia. “Se Sarney tiver de renunciar, o Senado vai virar a terra dos suplentes porque está todo mundo contaminado”, disse ele, que também é suplente. Agência Estado

Foto: Roosewelt Pinheiro – Agência Brasil (editada)

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29 de julho de 2009 at 09:11

A zona do Senado: Guerra diz que não teme retaliação de aliados de Sarney

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Guerra sobre declarações de Renan: ‘Ameaças não valem nada. Não ameaçamos ninguém e não aceitamos isso’

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta terça-feira que não teme retaliação dos aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que promete apresentar representações no Conselho de Ética contra senadores que defendem a saída do peemedebista do cargo.

Segundo Guerra, ameaças não vão ajudar o Senado a sair da crise que atingem a imagem da instituição. O tucano confirmou que recebeu um telefonema nesta segunda-feira do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na tentativa de reverter a ideia dos tucanos de apresentar mais uma representação contra Sarney.

"Se o líder Renan promover ameaças ou retaliações ele estará equivocado. Ameaças não valem nada. Não ameaçamos ninguém e não aceitamos isso", disse Guerra.

O grupo de apoio ao presidente do Senado pretende dividir a responsabilidade pela crise com outros senadores e estudam apresentar representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Efraim Moraes (DEM-PB) e Tião Viana (PT-AC). Todos já estiveram envolvidos em denúncias de irregularidades nos últimos meses. Folha Online

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28 de julho de 2009 at 19:32

Lula cobra Senado e diz que não é possível ‘permitir desgaste’

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Lula: ‘Na volta do recesso, eles têm de reunir-se e dizer o que querem do Senado’. Pra ele quanto pior, melhor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos senadores nesta terça-feira uma solução para a crise do Senado. "Na volta do recesso, eles têm de reunir-se e dizer o que querem do Senado. O que não é possível é permitir esse desgaste porque isso mata as pessoas e mata a instituição." As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Correio Sat, em Campina Grande, a 120 quilômetros de João Pessoa.

Lula afirmou que "o Senado tem maioridade para resolver o seu problema". "Mas o que não pode é deixar a coisa esticar e esticar", afirmou. "Se a cada dia você tem uma novidade no jornal, por menor que seja, você vai criando um desgaste na instituição", afirmou, sobre as denúncias quase diárias de irregularidades envolvendo o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), e o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia.

Nesta terça-feira, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), vai apresentar ao Conselho de Ética, uma representação contra Sarney, por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação do mandato do peemedebista. Será a quinta representação no órgão e a primeira por iniciativa do partido tucano. A informação é do vice-líder tucano, senador Alvaro Dias (PR).

Segundo ele, a representação já está pronta e pede a punição máxima a Sarney. O PSDB entendeu que o presidente do Senado feriu o decoro parlamentar em vários episódios denunciados pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e também publicados pela imprensa: ligação com atos secretos, favorecimento do neto em contratos na Casa, entre outros. Estadão Online

Foto: Ricardo Stuckert – Secom/PR

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28 de julho de 2009 at 14:24

Opinião do Estadão: Situação insustentável

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Sarney, que para Lula não é uma pessoa comum, transformou o Senado no pior puteiro do Brasil. Relho nele!

O senador José Sarney transformou-se em um fardo para um número crescente de colegas – a começar da bancada do PT. A ampla divulgação das fitas em que se ouve o presidente do Senado tratando com o filho da nomeação do namorado da neta para uma vaga de assessor parlamentar, consumada por ato secreto, agravou o desconforto dos senadores petistas com a exigência do presidente Lula para imitá-lo no apoio ao oligarca cercado de denúncias por todos os lados. No começo do mês, chamados à ordem por Lula, eles passaram pelo constrangimento de recuar da decisão de pedir que Sarney se licenciasse do comando da Casa pelo tempo que durassem as investigações sobre os escândalos destampados na instituição. Silenciaram, enquanto Lula reincidia nas suas especiosas declarações em favor do aliado de quem já dissera que não era "uma pessoa comum", o que presumivelmente deveria absolvê-lo.

Mas o flagrante do envolvimento de Sarney no episódio do namorado da neta, exposto na semana passada pelo Estado, abriu uma fratura entre o presidente e os senadores de seu partido. São os respectivos interesses que passaram a se contrapor. Lula, como se sabe, considera Sarney essencial para a CPI da Petrobrás não desandar; para o governo ver aprovados os seus principais projetos neste que é efetivamente o último ano útil do seu mandato, na esfera legislativa; e, sobretudo, para garantir a adesão do PMDB à candidatura Dilma Rousseff em 2010.

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Written by Abobado

28 de julho de 2009 at 09:17