Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for julho 2010

Opinião do Estadão: O mercado sindical

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Centrais sindicais: Sacos sem fundos que sugam dinheiro do trabalhador com a ajuda do governo Lula

Criadas, em tese, para renovar e fortalecer a organização sindical e apoiar os sindicatos de trabalhadores em suas reivindicações, as centrais sindicais pouco ou nada têm feito para cumprir seu papel. Elas estão preocupadas apenas em filiar o maior número possível de sindicatos. Mas não estão fazendo isso para se fortalecer para suas lutas, como costumam dizer seus dirigentes; fazem-no por dinheiro. Sob a aparência de uma disputa por aumento de influência política, o que elas disputam, de fato, são maiores fatias de um mercado lucrativo em que, com a inestimável ajuda do governo Lula, foi transformada a estrutura sindical do País.

Esta é mais uma das consequências nocivas da iniciativa do governo do PT de reconhecer as centrais como integrantes do sistema sindical nacional, o que as habilita a receber parte da arrecadação do imposto sindical – dinheiro retirado do bolso do trabalhador e equivalente a um dia de trabalho por ano. Pela lei que as reconheceu como entidades sindicais formais, as centrais têm direito a 10% do bolo do imposto sindical, o que significa mais de R$ 100 milhões por ano. É dinheiro que entra automaticamente nos cofres das seis centrais que, por terem cumprido as exigências mínimas da lei, passaram a receber uma fatia do bolo do imposto sindical.

Essa fatia é proporcional ao número de sindicatos, federações e confederações filiados à central e ao número de trabalhadores que essas entidades sindicais representam. Na média, esse dinheiro representa 80% do orçamento das centrais beneficiadas. Para aumentar sua fatia, cada uma das centrais concentra sua atuação na busca de filiados.

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9 de julho de 2010 at 14:57

O sofrimento ensina: Técnicos catarinenses dão ‘lições’ de tragédia para AL

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Catarinenses apresentam estratégias utilizadas para gerenciar os desastres decorrentes das chuvas em Alagoas

Técnicos do governo e da Defesa Civil de Santa Catarina apresentaram hoje ao governo de Alagoas, em Maceió, as estratégias utilizadas para gerenciar os desastres causados pelas chuvas. Os números da tragédia catarinense de 2008 foram mostrados pelo coordenador estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, major Emerson Emerim.

Segundo ele, a principal dificuldade enfrentada pelo governo foi a reconstrução das casas em terrenos legalizados e fora das áreas de risco. "A causa principal do nosso desastre foi o deslizamento de terras, por isso nossa maior preocupação foi reconstruir, prevenindo futuros danos", disse.

De acordo com o major, um dos pontos positivos da ação foi a implantação de defesas civis municipais atuando em parceria com a Defesa Civil estadual em cada uma das cidades catarinenses atingidas pelas chuvas. Emerim destacou ainda a criação de grupos de estudo para ajudar o governo na definição das prioridades relativas à reparação dos danos causados pelas chuvas.

Burocracia

Emerim disse que a burocracia para reconstrução das casas deve ser o maior desafio que as autoridades alagoanas irão enfrentar. Segundo ele, um ano e sete meses depois das chuvas em Santa Catarina, a maioria dos desabrigadas ainda mora em abrigos coletivos ou em casas alugadas pelas prefeituras, porque o processo para a construção de casas populares é demorado.

"Essa junção de esforços tem o propósito de auxiliar no processo de reconstrução dos municípios afetados e na ajuda às famílias, absorvendo as boas práticas aplicadas em Santa Catarina, ajustando a nossa realidade ", disse o secretário adjunto de Planejamento e do Orçamento de Alagoas (Seplan), Antonio Carlos Quintiliano. Agência Estado

Florianópolis: Mosquito concede entrevista à Rede Record sobre caso de estupro envolvendo menores

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A repercussão do caso que chocou Florianópolis: Blogueiro Mosquito concede entrevista à Record Nacional

Blog do Canga

Amilton Alexandre, o Mosquito, do Tijoladas do Mosquito, foi sendo entrevistado pelo âncora do Domingo Espetacular da Rede Record, Paulo Henrique Amorim, no Café Cultura no centro de Florianópolis.

O foco da entrevista é a denúncia de estupro de uma menor que envolve o filho de um diretor da RBS (Rede Brasil-Sul de Comunicações), feita em primeira mão pelo blogueiro. Após a denúncia no Tijoladas do Mosquito o caso se tornou popular sendo replicado por blogs do país inteiro e levando a imprensa tradicional de reboque.

Na entrevista para Amorim, Mosquito fala do fenômeno de mídia que se transformou o seu blog e dos mais de 69 mil acessos em poucas horas. Fala também de sua vida militante desde a universidade até a Novembrada quando foi um dos estudantes presos no protesto contra o general Figueiredo.

A entrevista, que durou mais de uma hora, será levada ao ar no próximo domingo no programa Domingo Espetacular.

Que espetáculo: Dilma rubricou programa radical sem ler, diz PT

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Relaxa e Goza, Boneca do Paraguai e Aloízio Dossiê reunidos em Santo André, SP: Isso não tem preço!

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, assinou e rubricou todas as 19 páginas do programa radical de governo apresentado pelo partido, na segunda-feira, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – no que foi acompanhada pelo presidente da legenda, José Eduardo Dutra. De acordo com informações do PT e da assessoria da candidata, tanto ela quanto Dutra assinaram a versão sem ler nem sequer uma linha do que estava escrito. Na versão da campanha, a displicência teria ocorrido por causa da pressa da candidata em assinar "pacotes de papéis" sobre a inscrição da chapa na Justiça Eleitoral antes de embarcar para São Paulo.

Na correria, em vez de fazer cópia do esboço do programa de governo – mostrada ao jornal O Estado de S. Paulo, no domingo -, a equipe de Dilma entregou a ela e a Dutra a resolução sobre as diretrizes do 4.º Congresso do PT, realizado em fevereiro. A resolução continha teses radicais, entre elas uma que abria brecha para a interpretação de uma suposta defesa da legalização do aborto, e outra já superada – a que propõe a criação de um vale-cultura aprovado pela Câmara e pelo Senado e dependente apenas de ajustes de texto para virar lei.

As propostas incluíam ideias como o controle social da mídia, a taxação de grandes fortunas e a revogação do dispositivo que torna áreas invadidas indisponíveis para a reforma agrária. Como depois de assinar a papelada Dilma viajou para São Paulo e José Eduardo Dutra teve uma crise hipertensiva – o que o levou a ficar internado no Hospital do Coração até ontem pela manhã -, a coordenação da campanha só percebeu a troca quando passou a receber ligações de jornalistas que indagavam sobre o sentido daquelas propostas tão radicais. Estadão

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7 de julho de 2010 at 13:09

Santa Catarina: Liminar garante que Eduardo Pinho Moreira seja candidato a vice-governador

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blog_06_07_2010_eduardo_pinho_moreira_pmdb_santa_catarinaPinho Moreira: Só mesmo na terra do vale tudo o PMDB trai o próprio PMDB. Coisa de doido!

Cúpula nacional do PMDB já havia decidido pela desfiliação do político

Cinco dias após a executiva do PMDB suspender a filiação de Eduardo Pinho Moreira do partido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou sem efeito a decisão da cúpula peemedebista. Liminar concedida na segunda-feira pelo ministro Ricardo Lewandowski, em Brasília, garante a indicação do dirigente catarinense para vice de Raimundo Colombo (DEM) na disputa pelo governo estadual.

Na ação, Pinho Moreira reclamava não ter tido direito a ampla defesa. Para os advogados do peemedebista, tampouco cabia à executiva nacional deliberar sobre uma eventual expulsão e, sim, à estadual.

Como a decisão do ministro suspende integralmente os efeitos do ato aprovado na última quarta-feira, Pinho Moreira poderia reivindicar o retorno à presidência do diretório catarinense, hoje nas mãos do deputado João Matos. No entanto, o advogado Eduardo Alckmin garante que, para Pinho Moreira, o comando do PMDB em Santa Catarina está em segundo plano neste momento.

— Estamos focados na questão da filiação partidária, que estava afligindo o presidente Pinho Moreira — afirmou.

Retaliação

A direção do PMDB pretende recorrer da liminar nos próximos dias. Contudo, os caciques peemedebistas descartam acelerar o processo para destituir os dirigentes locais. A medida foi articulada pelo presidente do PMDB, Michel Temer, em retaliação à quebra da promessa de Pinho Moreira. O dirigente havia garantido a Temer um segundo palanque em Santa Catarina para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

— O processo de intervenção continuará no ritmo normal — garantiu um interlocutor do presidente do PMDB, Michel Temer. ClicRBS

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6 de julho de 2010 at 14:47

Opinião em O Globo: Eleição sem maquiagem

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Boneca do Paraguai: A candidata dos petralhas, sempre muito bem acompanhada

Fernando Henrique Cardoso

A encenação para a eleição de outubro já está pronta. Como numa fábula, a candidata do governo, bem penteada e rosada, quase uma princesinha nórdica, dirá tudo o que se espera que diga, especialmente o que o “mercado” e os parceiros internacionais querem ouvir. Mas a própria candidata já alertou: não é um poste. E não é mesmo, espero. Tem uma história, que não bate com o que se quer que ela diga. Cumprirá o que disse?

No México do PRI, cujo domínio durou décadas, o presidente apontava sozinho o candidato a suceder-lhe, num processo vedado ao olhar e às influências da opinião pública. No entanto, quando a escolha era revelada ao público – “el destape del tapado” -, o escolhido via-se obrigado a dizer o que pensava. Aqui, o “dedazo” de Lula apontou a candidata. Só que ela não pode dizer o que pensa para não pôr em risco a eleição. Estamos diante de uma personagem a ser moldada pelos marqueteiros. Antigamente, no linguajar que já foi da candidata, se chamava isso de “alienação”.

Esconde-se, assim, o que realmente está em jogo. Queremos aperfeiçoar nossa democracia ou aceitaremos como normais os grandes delitos de aloprados e as pequenas infrações sistemáticas, como as de um presidente que dá de ombros diante de seis multas a ele aplicadas por desrespeito à legislação eleitoral? Queremos um Estado partidariamente neutro ou capturado por interesses partidários? Que dialogue com a sociedade ou se feche para tomar decisões baseadas em pretensa superioridade estratégica para escolher o que é melhor para o País? Que confunda a Nação com o Estado e o Estado com empresas e corporações estatais, em aliança com poucos grandes grupos privados, ou saiba distinguir uma coisa da outra em nome do interesse público? Que aposte no desenvolvimento das capacidades de cada indivíduo, para a cidadania e para o trabalho, ou veja o povo como massa e a si próprio como benfeitor? Que enxergue no meio ambiente uma dimensão essencial ou um obstáculo ao desenvolvimento?

Está na hora de cada candidato, com a alma aberta e a cara lavada, dizer ao País o que pensa.

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República

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Written by Abobado

4 de julho de 2010 at 20:12