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Archive for agosto 18th, 2010

Mais um rolo: Novo trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis, custará R$ 1 milhão

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Trapiche da Beira-Mar Norte: Se o valor é de 1 milhão, podem acreditar que tá superfaturado

Local privilegiará visitantes e pescadores que usam principalmente redes de tarrafas

Na próxima semana começam as obras do novo trapiche da avenida Beira-Mar Norte em Florianópolis. As estacas em concreto estão sendo produzidas em uma empresa de pré-moldados na Ponte de Imaruim, em Palhoça. Com custo de R$ 1 milhão, o novo trapiche terá 5m30cm de largura e 61m80cm de comprimento. Pouco maior do que o antigo, interditado por falta de segurança em 2006.

O local, um dos pontos turísticos da Ilha de Santa Catarina, privilegiará visitantes e pescadores que usam principalmente redes de tarrafa. A previsão é de que seja entregue ao público no final de outubro. Mesmo que a revitalização da via não esteja totalmente concluída.

Capacidade

A capacidade é para receber simultaneamente três embarcações com cerca de 70 toneladas cada. A prefeitura promete uma infraestrutura adequada para o local.

— O projeto inclui proteção metálica para evitar a ação da maresia e iluminação cênica nos moldes da que existe na Ponte Colombo Salles — diz o secretário de Obras Luiz Américo.

Sobre o preço da obra, que teve custo divulgado na imprensa em R$ 4 milhões, o secretário diz:

— Desconhecemos a fonte da informação. Se custasse R$ 2 milhões já seria caro — sugere.

A nova estrutura faz parte das obras de revitalização da Beira-Mar Norte, que teve um custo inicial estimado em R$ 7,5 milhões. Mas o valor total passou para R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões da Celesc e R$ 3 milhões da prefeitura. ClicRBS

Foto: Júlio Cavalheiro – DC

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18 de agosto de 2010 at 22:26

A mentira histórica contada por Dilma no debate Folha/UOL

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Pinóquio invertido: O nariz da ‘boneca do Paraguai’ agora encolhe toda vez que ela mente. Vai faltar cara

“Aprovamos o Plano Real e, mais do que isso, levamos à frente e o utilizamos de forma adequada”.

De quem é a frase? Da petista Dilma Rousseff no debate da Folha/UOL. Caso Serra dissesse uma flagrante mentira, dessas escandalosas, contra todas as evidências dos fatos, contra a história, contra o modo como se organizou a política de 1994 a esta data, o jornalismo online estaria noticiando a mentira em letras garrafais. Amanhã, os colunistas isentos fariam a festa no jornalismo impresso.

A mentira grotesca contada por Dilma ficará por isso mesmo. O Plano Real não se resumiu a uma ou duas medidas. Tratou-se de um conjunto. O PT se opôs a todas, a rigorosamente todas, em especial ao plano de estímulo à reestruturação dos bancos, o Proer, que garantiu a saúde do sistema financeiro brasileiro e foi fundamental para assegurar a estabilidade da moeda. Só para lembrar: a reestruturação custou o fim do Banco Nacional, de que netos de FHC eram herdeiros. É isto: FHC chegou ao poder com netos herdeiros de bancos (sua então nora era da família Magalhães Pinto, que controlava a instituição); quando saiu, aqueles mesmos netos eram, como a maioria de nós,  do MSB, o Movimento dos Sem-Banco.

Nota à margem: a família Lula da Silva deu mais sorte. O patriarca chegou ao poder, e um de seus filhos era monitor de jardim zoológico. Hoje, o mesmo filho, Lulinha, é o dono da Gamecorp, aquela empresa que recebeu uma generosa injeção de dinheiro da então Telemar, hoje Oi, de que o BNDES era e é sócio. A história do “movimento operário” nestepaiz é realmente muito linda!!!

Adiante. O PT afirmava que o Proer não passava de mamata para banqueiros — e com o endosso de setores do jornalismo; aqueles mesmos que se calarão, agora, diante da mentira contada por Dilma.

O partido se opôs ao Plano Real, sim, tanto que fez a campanha eleitoral de 1994 tentando demonstrar os malefícios todos que ele causaria ao Brasil. E passou os oito anos seguintes tentando sabotar a estabilidade.

No máximo, a petista poderia dizer que seu partido “aprovou” o Real depois que estava no poder, sem jamais reconhecê-lo. Ao contrário. Teve lugar o discurso no qual ela navega até hoje: “Nunca antes na história destepaiz”.

É impressionante que a mentira seja dita de modo tão explícito, tão escancarado, e que a reação seja praticamente nenhuma. Mas vá Serra lançar no ar um dado impreciso que seja… Vira manchete. De novo: isso nada tem a ver com as minhas afinidades com esse ou com aquele. Contentem-me demonstrando quem é que está dando destaque à mentira histórica.

Ora, se o PT tivesse aprovado o Plano Real, a clivagem que hoje existe na política brasileira não teria como seus principais protagonistas o PT e o PSDB. Sem essa! Depois de ter tentado apagar da memória do país as conquistas dos adversários, os petistas agora tentam roubá-las.

Por Reinaldo Azevedo

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18 de agosto de 2010 at 20:10

Opinião do Estadão: Um plano em execução

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blog_18_08_2010_cabides

O caos nos principais aeroportos brasileiros registrado no início do mês, por causa da mudança do sistema de escala das tripulações da Gol, bem como o ocorrido no fim do ano passado, em decorrência da adoção de um novo sistema de check-in pela TAM, deixaram claras a incompetência operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e sua incapacidade de evitar colapsos como o ocorrido.

Mas a Anac é apenas um exemplo de como, por meio de asfixia financeira, de nomeações de dirigentes sem as qualificações técnicas necessárias para exercer o cargo e até de redução de responsabilidades, o governo Lula vem esvaziando as agências reguladoras, na execução daquilo que tem todas as características de um plano preconcebido.

Agências imunes aos interesses políticos do governo são incompatíveis com a política petista de açambarcamento do Estado Nacional. Por isso, desde o início deste governo, boa parte das verbas orçamentárias das agências vem sendo retida pelo Tesouro Nacional, a pretexto de assegurar o cumprimento das metas de superávit fiscal. No ano passado – como mostrou o Estado na segunda-feira, em reportagem de Renée Pereira – o contingenciamento dessas verbas atingiu um nível recorde.

Deixaram de ser repassados às agências nada menos do que 85,7% das receitas totais a que elas tinham direito, o que tornou impossível a realização de serviços essenciais, especialmente os de fiscalização. Esse número foi levantado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com base em dados do Tesouro Nacional.

Criadas para regular e fiscalizar a prestação de serviços públicos por empresas privadas ou estatais, as agências são órgãos do Estado brasileiro, que não deveriam estar subordinados ao governo. Por isso, não estão vinculadas à estrutura dos Ministérios e, assim, não deviam receber ordens do presidente da República, de ministros ou de outros funcionários do Executivo. Para exercer sua função, devem dispor de autonomia financeira, administrativa e operacional, além de amplos poderes de fiscalização e de liberdade para impor sanções.

Mas, com o contingenciamento das suas verbas, o Executivo limita drasticamente a sua capacidade de atuação. Em 2009, por exemplo, a Anac só dispôs de R$ 20 milhões para garantir a operação da aviação civil de acordo com os padrões internacionais de qualidade e segurança. Em 2010, foram autorizados para essa função R$ 34 milhões, mas R$ 10 milhões foram contingenciados.

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Written by Abobado

18 de agosto de 2010 at 09:49