Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for outubro 12th, 2010

Outra mentira para o currículo da Mãe: Ex-diretor da ANP refuta declarações de Dilma

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O economista e ex-diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo) David Zylbersztajn divulgou nesta terça-feira uma nota à imprensa na qual refuta declarações feitas pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no debate da Band.

Na TV, Dilma afirmou que quem trouxe à tona o tema das privatizações na semana passada foi Zylbersztajn, a quem chamou de "principal assessor energético do Serra [José Serra, candidato do PSDB]".

A candidata petista afirmou que o economista "é a favor que haja uma privatização do pré-sal, que seja passado para empresas internacionais. E isso é interessante porque mostra o quadro que hoje me dá dúvida se eles são a favor da privatização do pré-sal e da Petrobrás também".

Na nota, o ex-diretor da ANP afirma que Dilma se referiu a ele de forma "inverídica e tendenciosa, induzindo, deliberadamente, o eleitor ao erro".

Zylbersztajn diz que nunca foi assessor de Serra e afirma que Dilma "delira" quando diz que ele é a favor da privatização do pré-sal.

Leia abaixo a íntegra da nota.

"Durante o debate da Rede Bandeirantes, ocorrido no último domingo, dia 10, a candidata do Partido dos Trabalhadores, Sra. Dilma Rousseff referiu-se a mim de forma inverídica e tendenciosa, induzindo, deliberadamente, o eleitor ao erro. A mesma afirmação tem sido repetida nos programas eleitorais.

Em primeiro lugar refere-se a mim como assessor do candidato do PSDB, José Serra. Devo esclarecer que não sou, nem nunca fui assessor do candidato.

Mais grave, afirma que declarei ser a favor da privatização do pré-sal! A candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina.

As declarações recentes sobre o assunto (e que encontram-se devidamente registradas em áudio e vídeo) foram dadas em seminário realizado pela Revista EXAME, no Rio de Janeiro, há cerca de uma semana.

Na qualidade de expositor, defendi a manutenção do atual sistema de concessões também para as futuras licitações, sejam elas no pré-sal, ou fora dele. As áreas do pré-sal, contém, como seria de se esperar, petróleo e gás, os mesmos existentes nas áreas fora do pré-sal.

O modelo de partilha proposto, na minha opinião, é danoso aos interesses do país, por motivos diversos, que não cabem explicar em detalhes neste momento. O pior deles refere-se à criação de uma estatal para comprar e vender petróleo. Além do mais, a proposta é danosa à Petrobras, que, queira ou não, será obrigada a participar de todos os campos do pré-sal, seja isto de seu interesse, ou não.

Por fim, nunca é demais lembrar que o exitoso modelo de concessões foi implantado a partir da Lei do Petróleo, a partir de 1999. Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6. Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia.

Por fim, este episódio faz-me lembrar de um trecho da introdução do "Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, onde para uma situação semelhante, o autor afirmava tratar-se de "má fé cínica ou obtusidade córnea". Neste caso, suponho tratar-se de ambas.

Esta é a verdade."

Folha Online

O Correio no governo Lula

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As nomeações políticas de dirigentes absolutamente despreparados – e, muitas vezes, corruptos – ameaça levar o Correio brasileiro à degringolada. Não bastasse aquela imagem do vídeo chocante do funcionário subalterno sendo subornado por apenas R$ 3 mil, dos tempos do mensalão, temos agora a corrupção explícita praticada pelos protegidos das ex-ministras Dilma Rousseff e Erenice Guerra, da Casa Civil, e do ex-ministro Hélio Costa, das Comunicações.

O Correio – nome simplificado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) – já foi um orgulho nacional, como modelo de empresa estatal eficiente e séria, até 2002. Criada em 1969 como empresa pública, para suceder ao Departamento de Correios e Telégrafos (DCT), o Correio se transformou em um dos exemplos mais edificantes de recuperação dos serviços públicos no País, graças ao trabalho de Haroldo Corrêa de Mattos, de 1969 a 1974, complementado por seu sucessor, Adwaldo Botto de Barros.

Antes da ECT, no entanto, era o caos. Até 1969, os serviços postais brasileiros eram operados pelo antigo Departamento de Correios e Telégrafos (DCT), repartição pública  que havia sido transformada em verdadeiro quarto de despejo do funcionalismo federal. Chegou a ter mais de 70 mil empregados.

Para o antigo DCT eram mandados todos os funcionários de setores que eram extintos – como os da antiga Estrada de Ferro Bragantina, do SAPS (Serviço de Alimentação da Previdência Social) e outros. Por isso, o DCT abrigava guardas de ferrovias, estafetas, foguistas, maquinistas, açougueiros, garçons, cozinheiros e faxineiros – e todos os demais empregados que não podiam ser postos na rua, porque tinham garantias de estabilidade como funcionários públicos da época.

Como brasileiro, temo que o Correio volte a ser aquela zorra de 1969. Lula está dando sua contribuição para isso. Se não houver uma reversão de total de métodos e costumes, daqui a pouco, a entrega de cartas, de encomendas e a qualidade de todos os demais serviços postais começarão a degradar. Ouçam meu apelo.

Mal político

Acho que escrevi mais de uma dezena de artigos condenando as nomeações políticas, de incompetentes protegidos de políticos, de partidos ou de ministros. Em sua maioria, eles são incompetentes. Em sua quase totalidade, são corruptos.

No passado, até 1984, o Sistema Telebrás, com suas 27 subsidiárias (as Teles), era um exemplo de profissionalismo, graças à orientação de duas figuras respeitáveis do setor de telecomunicações: o ex-ministro das Comunicações Euclides Quandt de Oliveira e o ex-presidente da Telebrás, general José Antonio de Alencastro e Silva.

Raríssimas vezes Quandt e Alencastro foram vencidos por alguma pressão política e tiveram que engolir nomeações de diretores não profissionais para as empresas de telecomunicações, à exceção de indicações do ex-ministro Delfim Netto, que, no auge de seu poder, conseguiu nomear protegidos, mas, todos eles ex-membros de sua equipe, profissionais competentes.

O que eu sempre pergunto é: por que um partido como o PMDB ou um cacique como o senador José Sarney têm tanto interesse em nomear conselheiros na Anatel e outras agências reguladoras, diretores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobrás ou da Infraero? Será por puro patriotismo?

O que eu espero do próximo presidente da República é que adote um critério absolutamente profissional, só aceitando indicação política se o candidato ao cargo público for, comprovadamente, competente e honesto. Se o presidente ou ministro ceder às pressões e nomear corruptos ou incompetentes, proponho que ele seja responsabilizado, juntamente com seus afilhados, por tudo que ocorra de errado como consequência na administração pública.

Não é uma boa filosofia?

Ethevaldo Siqueira, no Estadão

Serra arrasta multidão em Goiânia e diz que terá maioria para governar

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O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta segunda que, se eleito, terá o apoio da maioria no Congresso e fará um governo voltado para a população e para o crescimento socioeconômico do País. "Vamos governar tendo a maioria no Congresso Nacional", disse o tucano. "E não vamos dividir o Brasil em uma região contra a outra, como se fez no pré-sal", defendeu Serra, após comício e caminhada em Goiânia.

Ele se mostrou irritado com as críticas feitas pela oposição ao Plano Real e ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que considerou "uma ingratidão". "Quando vou para o governo, não fico xingando, não sou ingrato como esse governo foi com o FHC", afirmou durante entrevista à imprensa.
Apoiado pelo candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB), que disputa o segundo turno com Iris Rezende (PMDB), cercado pelos senadores Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), Serra prometeu apoiar o plano tucano de transformar o Estado na quinta maior economia do País. Atualmente, Goiás ocupa a nona posição no ranking nacional.

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Para que isso aconteça, Serra prometeu investimentos na construção de novos aeroportos, ampliação do aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia, a finalização das obras da Ferrovia Norte-Sul com um ramal interligando Anápolis a São Paulo, e a duplicação de rodovias federais que cortam o Estado. Empolgado pelo calor dos militantes na cidade gerida pelo PT, também anunciou a construção do metrô e do anel viário.

Também não perdeu a oportunidade de voltar suas críticas para Brasília. Disse que a falta de isenção de quem conduz a sucessão presidencial tumultua o processo: "O presidente da República tem que saber como se comportar numa eleição", disse José Serra. "O Alberto Goldman, governador de São Paulo, é um bom exemplo, pois nunca usou a máquina do governo para favorecer um candidato."

Animado

No centro da cidade, e antes de embarcar para Brasília, a caminhada dos tucanos com Serra começou na praça do Bandeirante, na avenida Anhanguera. Terminou na avenida Tocantins, em frente ao Teatro Goiânia. Serra foi recebido com festa por uma multidão. Portando bandeiras, camisetas e adesivos, cerca de cinco mil pessoas seguiram Serra, que discursou, animou a plateia com planos de governo e deu entrevistas. Jovens e mulheres ignoraram o feriadão para gritar a partir das lojas, das calçadas, das ruas e do alto dos prédios.

"Estou muito alegre em estar em Goiânia", disse o candidato, no hangar, antes de embarcar num jatinho para Brasília. "Para mim, estar em Goiás é ganhar mais energia, confiança e força política", afirmou. No primeiro turno, o tucano perdeu por uma diferença de 2,75% dos votos válidos. Somou 1.217.203 contra 1.301.985 votos da petista. Agora, duas pesquisas internas do PSDB de Goiás indicam Serra vencendo Dilma com vantagens que variam de 5% a 12%. Agência Estado