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Archive for janeiro 2011

Florianópolis: Jurerê Internacional perde permanentemente o selo de qualidade Bandeira Azul

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altPraia de Jurerê Internacional em Florianópolis, que foi a primeira da América do Sul a receber o selo: Um lixo só!

Uma vistoria realizada na quinta-feira em Jurerê Internacional, em Florianópolis, levou à retirada permanente do selo internacional de qualidade Bandeira Azul. O cancelamento foi decidido pelo coordenador do programa no Brasil depois de verificado o não-cumprimento, por três vezes seguida, de critérios estabelecidos para a certificação.

Segundo o comunicado do Instituto Ambiental Ratones (IAR), responsável pela fiscalização dos balneários brasileiros com a bandeira, problemas de gestão, fiscalização e comunicação estão entre os apontados para retirada da certificação. A prefeitura, que é responsável pela manutenção da praia, havia sido notificada em outras vistorias.

O Diário Catarinense procurou o secretário municipal de Turismo, Cultura e Esportes recém-empossado, Marcio José Pereira de Souza, que desconhecia da retirada do selo. Ele afirmou que irá se pronunciar na segunda-feira.

Em novembro, a bandeira foi arriada por dez dias após a constatação de lixo amontoado próximo às passarelas. No início do mês, o IAR fez outra vistoria e detectou mais problemas, como a existência de lixo em frente a restaurantes.

A prefeitura foi comunicada e providenciou ações imediatas, mas não conseguiu garantir o cumprimento dos critérios a longo prazo. A partir de agora, no Brasil, apenas a praia do Tombo, no litoral paulista, e a Marina Meliá, no Rio de Janeiro, têm o certificado.

Critérios exigidos

Para ganhar a Bandeira Azul, a praia precisa cumprir uma lista de 33 critérios (veja tabela). A avaliação para definir se uma praia ganhará ou não o selo de qualidade começa com um júri nacional, composto pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo, Secretaria de Patrimônio da União e ONGs como a Abramar e a BrasilCruise. Depois, toda a documentação é enviada a um júri internacional, que dá a palavra final sobre a concessão do certificado. Diário Catarinense

Treta na Câmara de Florianópolis: Angela Albino nega envolvimento na suposta compra de votos

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altAngela Albino e o rolo na Câmara: ‘São acusações sem provas. Só que alguém vai ter que responder por isso’

A deputada estadual Angela Albino (PCdoB) prestou depoimento à Polícia Civil, por cerca de 1h nesta quinta-feira, com a prestação de contas da campanha eleitoral em mãos. Ela negou envolvimento no escândalo na eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Florianópolis e afirmou que às denúncias relacionadas ao correligionário Ricardo Vieira (PcdoB) são "levianas".

O documento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC) comprova que a deputada não tem dívidas de campanha, o que contrapõe a denúncia do vereador João da Bega (PMDB). Ele acusou o vereador Ricardo de ter pedido R$ 230 mil para modificar seu voto a favor de Bega, derrotado na eleição da presidência. Do montante, R$180 eram destinados a quitar dívidas de campanha da deputada eleita e o restante para arcar com as despesas da própria candidatura do vereador do PcdoB.

O delegado da Polícia Civil, Rodrigo Bortolini afirmou que a prestação de contas da deputada não é suficiente para anular as acusações feitas por Bega ao vereador Ricardo.

— O vereador pode ter apenas usado o nome da deputada Angela nas negociações. Ainda existem testemunha a serem ouvidas, mas serão intimadas gradativamente, para que possamos verificar o que aconteceu — disse o delegado.

Questionada sobre a afirmação do vereador Gean Loureiro (PMDB) e de seu ex-chefe de gabinete, Paulo Freitas, que em depoimento à Polícia Civil confirmaram as acusações feitas por João da Bega (PMDB) contra Ricardo, Angela afirmou que é palavra contra palavra:

— São acusações sem provas. Mas como vivemos em um estado democrático, faz parte. Só que alguém vai ter que responder por isso. Nem que sejam os próprios vereadores que fizeram as acusações — disse.

Angela afirmou que a decisão de processar Bega, por causa das acusações ao vereador Ricardo e a deputada eleita,será discutida junto ao partido. Diário Catarinense

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Foto: Flávio Neves – DC

Treta na Câmara de Florianópolis: Gean Loureiro confirma acusações de compra de votos

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altGean Loureiro: Era tucano e trocou de partido (PMDB) para apoiar Dário Berger, o prefeito sacana de Florianópolis

O vereador Gean Loureiro (PMDB) e seu ex-chefe de gabinete, Paulo Freitas, prestaram depoimento a Polícia Civil nesta segunda-feira e confirmaram as acusações feitas por João da Bega (PMDB) contra Ricardo Vieira (PCdoB), no escândalo da eleição da mesa diretora da Câmara de Florianópolis. Bega acusa Vieira de ter pedido R$ 230 mil durante as negociações para fechar a chapa encabeçada pelo PMDB. Segundo ele, o dinheiro foi solicitado com a justificativa de pagar dívidas de campanha de Vieira e da deputada estadual Angela Albino (PCdoB).

— Eu fiz um relato dos fatos, confirmando a versão apresentada pelo vereador João da Bega. Na negociação, o pedido referente a questões financeiras não foi aceito por nossa parte — disse Gean.

Gean era presidente da Câmara no ano passado e conduziu o processo eleitoral da mesa diretora da casa. Mesmo tendo conhecimento da suposta tentativa de troca de dinheiro por voto, ele oficializou o resultado da eleição, dando a vitória à chapa de Jaime Tonello (DEM). Os dois vereadores que estão sob suspeita — Vieira e Asael Pereira (PSB), acusado pelo prefeito Dário Berger de também pedir dinheiro — integram a chapa do demista.

Na Justiça, o resultado oficializado por Gean está sendo contestado por quatro vereadores do próprio PMDB. O vereador argumenta que não havia se manifestado antes porque não tinha como comprovar as denúncias. A princípio, o delegado Rodrigo Bortolini o considera apenas como testemunha do processo.

A deputada Angela Albino também foi intimada e presta depoimento à Polícia nesta quinta-feira, às 15h30min. Ela atribui a acusação de Bega a um discurso de "derrotado" e afirma que aguarda que o peemedebista apresente provas. Desde o início do inquérito, foram ouvidos, além de Gean e Freitas, os vereadores Bega, Vieira, Tonello, Asael, Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko, e o prefeito da Capital.

Na Câmara, o Conselho de Ética investiga Bega, Vieira e Asael. Os três têm até sexta-feira para se manifestar. Vieira e Asael devem apresentar suas defesas e Bega, suas provas sobre a acusação.

Contraponto

O vereador Ricardo Vieira afirma que as denúncias são uma tentativa de anular o processo em que sua chapa foi vitoriosa. Ele nega as acusações e defende que são mentiras para tentar prejudicá-lo. ClicRBS

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Florianópolis: A arena rejeitada

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altPedra fundamental da Arena Jurerê em Florianópolis: Herança nefasta que a politicagem nos deixa

Moacir Pereira

No dia 16 de novembro de 2009 registrou-se uma grande festa no governo do Estado e na prefeitura de Florianópolis. Governador Luiz Henrique, prefeito Dário Berger e secretário regional Valter Gallina mandaram estourar foguetes. Estava sendo assinada a ordem de serviço para construção da Arena Multiuso de Florianópolis, no gigantesco espaço do Sapiens Parque, em Canasvieiras, norte da Ilha de Santa Catarina.

A Construtora Viseu, de Joinville, venceu a licitação. Tinha prazo de 540 dias para concluir a obra, que custaria R$ 26,8 milhões. A Caixa Econômica Federal, parceira do magno empreendimento, entraria com R$ 7 milhões.

Passaram-se 13 dos 18 meses contratuais e o cenário é desolador. Lá estão os pré-moldados da Cassol já no segundo piso. Mas a área principal só tem fundações e ferros grossos de ponta para cima, já com a proteção de lona deteriorada pelo tempo. Placas gigantescas foram colocadas junto ao trevo de Canasvieiras, dando mais visibilidade à propaganda. Tinha objetivo eleitoral.

altValter Gallina deixou a Secretaria para concorrer à Assembleia Legislativa. Luiz Henrique entregou o governo para concorrer ao Senado. E Dário Berger tem uma agenda sem espaços para anotar mais problemas.

Com a chegada da temporada e o esqueleto desnudando a irresponsabilidade e a total falta de planejamento, vieram os pertinentes questionamentos dos contribuintes. E, com eles, manifestações de perplexidade de quem entende de centros de convenções e de mobilidade urbana.

Primeiro absurdo: a Arena está sendo construída ao lado da SC-401, sem distância e espaços para entrada de veículos. Não há indicações para o gigantesco estacionamento que seus eventos irão exigir. Segundo: será uma Arena para competições esportivas. Não para convenções, feiras, congressos e atividades afins para incrementar o turismo na Capital.

Rejeição

Vejam por que os alemães são diferentes. A Vila Germânica, projeto bonito, arquitetura arrojada, seguro, espaçoso, inserido no contexto de Blumenau para servir à população, ao turismo e a todos os eventos, tem área de 26 mil metros quadrados. Custou R$ 14 milhões. Foi construída em apenas seis meses. A Arena de Florianópolis é bem menor, terá uso restrito, custará mais do que o dobro e não ficará pronta no prazo. Se ficar!

O secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Cesar Souza Junior, esteve reunido ontem com dirigentes da Caixa Econômica Federal. Não quer perder os R$ 7 milhões destinados à Arena de Florianópolis. Teve surpresas. A Caixa Econômica não liberou um único real porque a licitação realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Regional não respeitava as normas da instituição. A quantia milionária pode ser devolvida a Brasília. O secretário está tentando uma solução emergencial: repactuação do contrato com a empreiteira de Joinville ou cancelamento da concorrência pública.

O empresário Dilvo Tirloni, ex-presidente da Associação Empresarial de Florianópolis e conselheiro do Sapiens Parque, participou de longas reuniões e muitos debates sobre a Arena do norte da Ilha. A comunidade, os empresários e o trade turístico queriam uma obra que contemplasse convenções, eventos esportivos, ambiente cultural, anfiteatro, cafés, espaço para feiras e congressos e teatro. O dinheiro da Caixa era para esta múltipla finalidade. Tirloni Desabafa: “Qual não foi nossa surpresa quando surgiu de repente aquele monstrengo. Houve perplexidade de vários líderes, sem possibilidade de intervir”. A licitação foi da Secretaria Regional, mas o projeto foi elaborado pela prefeitura de Florianópolis.

Tirloni dispara: “Cabe ao secretário de Turismo colocar abaixo o monstrengo que a sociedade não pediu nem aprovou”. Diário Catarinense

Foto principal: Daniel Guilhamet

Santa Catarina: Queda de barreira interdita totalmente BR-101 no Morro dos Cavalos

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Essas imagens foram gravadas no dia de ontem (sábado), às 08h52m, quando me deslocava de Florianópolis para Laguna, trajeto esse que faço com frequência somente aos domingos.

O vídeo mostra todo o percurso que abrange o Morro dos Cavalos (BR-101/Sul em Palhoça) sentido norte/sul. A partir de 1m30s é possível visualizar como já estava o problema do deslizamento da barreira que atingia pequena parte da pista naquele horário do dia. No final da noite de sábado (22/01/2011) a estrada foi totalmente interditada.

Mais uma vez, conforme se previa, irresponsabilidade e incompetência prejudicam todo o Estado de Santa Catarina, pois essa tragédia já era anunciada desde as últimas enchentes ocorridas em 2008/2009 quando construíram uma contenção que não protege 30% da extensão de todo o morro.

altO Ministério Público precisa agir com rigor, responsabilizando diretamente o superintendente do DNIT de Santa Catarina, João José dos Santos, principal arquiteto de toda essa confusão.

Em tempo: Para quem procura alternativa para se deslocar nos dois sentidos do Estado (norte/sul – sul/norte) consulte o mapa aqui, já que o acesso via Enseada de Brito também está bloqueado.

Enchentes no Rio de Janeiro: A quem cabe a falha histórica pela morte de quase 600 pessoas na Região Serrana

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altTragédia no Rio de Janeiro: Enterro das vítimas dos temporais lota cemitério de Teresópolis

Esses petistas morrem e não dão o braço a torcer. Quase 600 pessoas morreram na Região Serrana do Rio e não tem uma "autoridade" desse governo que tenha a dignidade de dizer "mea culpa". E cada hora vem um com uma historinha diferente tentando esconder o "sapo" do seu ombro. Hoje, foi a vez do ministro da Justiça José Eduardo Martins Cardozo, que culpa como "falha histórica" do Estado a tragédia do Rio. E é claro que, quando diz "falha histórica", ele quer que o leitor entenda que essa "falha" não inclui a história de oito anos do PT no poder. Quando você lê "histórica" o seu subconsciente está lendo "coisa antiga". Entendeu o recado? Viu como é que se tenta jogar "verdes" para a opinião pública?

A verdade é que o PT teve a oportunidade de reparar essa "falha histórica" durante o governo do ex-Imperador e não o fez.

Quando Debarati Guha-Sapir, consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres e uma das maiores especialistas no mundo em desastres naturais e estratégias para dar respostas a crises, afirma que o "Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva", ela joga na lama afirmações como estas do ministro da Justiça e de qualquer outra "autoridade" desse governo.

E ela vai mais longe quando diz que a prevenção não custa caro e que o "Brasil é um país que já sabe que tem esse problema de forma recorrente. Portanto, não há desculpa para não se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Além disso, o Brasil é um país que tem dinheiro, pelo menos para o que quer, afirma Debarati.

Veja, por exemplo, uma das tecnologias de prevenção que este blogueiro encontrou na internet. É da empresa Esteio, que usa a tecnologia LIDAR, que é feita a partir de Mapas de Gerenciamento de Risco de Inundação que são capazes de obter de forma rápida e precisa informações referentes a topografia da região, detectando as possíveis áreas de risco ou viabilizando projetos para prevenção de enchentes ou até mesmo um novo plano de ocupação de um município. Como exemplo de emprego da tecnologia LIDAR para Modelagem de Terreno é possível simular a variação de nível da água sobre uma região. O mapa simulado de Inundação do Município de Pirapora é uma amostra do detalhamento do Modelo Digital do Terreno gerado a partir de dados LIDAR. Com ele, é possível conhecer a trajetória que a água vai percorrer a cada metro de uma provável elevação do nível das águas do rio. Veja a simulação:

altSimulação com elevação do nível em 1 metro

altSimulação com elevação do nível em 2 metros

altSimulação com elevação do nível em 3 metros

altSimulação com elevação do nível em 4 metros

Como você pode notar, não se trata apenas de "falha histórica" e sim "falha de irresponsabilidade". Uma tecnologia como esta, acessível a qualquer município, se usada como forma preventiva dentro de um plano estratégico do Governo Federal para as regiões de riscos, poderia ter evitado tragédias como a de Angra dos Reis e esta da Região Serrana do Rio e outras "históricas".

"Enchentes ocorrem sempre nos mesmo lugares, portanto, não são surpresas. O problema é que, se nada é feito, elas aparentemente só ficam mais violentas", diz a consultora da ONU, Debarati.

A seguir dois vídeos. No primeiro, você assiste a força das águas do rio "engolindo" uma casa  em Carapicuíba (SP) e no segundo, um exemplo de tecnologia que vem do Japão, um país castigado várias vezes por ano por catástrofes naturais e que consegue evitar mortes e enchentes.

"O Brasil praticamente só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões…" Guha-Sapi Debarati/ONU.

Blog do Lúcio Neto

Indicação para leitura: Otávio Di Mello via Twitter (http://twitter.com/otavio_di_mello)

Foto: Bruno Domingos/Reuters

Enchentes no Rio de Janeiro: Governo confirma 547 mortes na região serrana do RJ; ainda chove

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altTragédia no Rio: Moradores e membros da equipe de resgate procuram por sobreviventes das enchentes em Teresópolis

Balanço parcial divulgado pelo governo estadual na noite desta sexta-feira aponta 547 mortes em cinco cidades da região serrana do Rio devido à chuva desta semana. Há desaparecidos. Nesta sexta, voltou a chover forte em Petrópolis, dificultando a busca por vítimas. A chuva também não deu trégua em Nova Friburgo.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, 247 pessoas morreram em Nova Friburgo, 237 em Teresópolis, 43 em Petrópolis e 16 em Sumidouro. Também há registro de quatro mortes em São José do Vale do Rio Preto.

Ainda conforme o balanço, Petrópolis tem 3.600 pessoas desalojadas – temporariamente na casa de amigos ou parentes – e 2.000 desabrigados – perderam as casas e dependem de abrigos públicos.

Em Teresópolis, são 960 desalojados e 1.280 desabrigados. Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira o envio de R$ 100 milhões para ajudar as cidades serranas do Rio, informou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O dinheiro faz parte de um total de R$ 780 milhões liberados por Dilma, por meio de medida provisória editada na quarta-feira (12), para as cidades e Estados prejudicados pelas chuvas.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou hoje que haverá o momento de se fazer "autocrítica" e "avaliação" sobre a tragédia na região serrana. Mas, para ele, este não é o momento.

"A hora é de arregaçar as mangas e ajudar a essas famílias. É máquina, bombeiros trabalhando. Sempre tem a hora de fazer avaliação. Tem que se fazer uma autocrítica, por que se permitiu fazer tudo isso. Mas agora é resgatar corpos e ajudar famílias desabrigadas. Não vamos perder tempo nesse momento", disse o governador, em visita ao bairro Caleme, em Teresópolis, um dos mais atingidos por deslizamentos e cheias de rios.

Nova Friburgo

Em nova Friburgo, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) da cidade do Rio começou a ajudar a prefeitura na limpeza das ruas da cidade, mas ainda é possível ver muita lama e lixo em vários pontos.

A maioria das lojas continua fechada. Nos poucos supermercados abertos, havia fila para comprar alimentos. O trânsito pela cidade é caótico, devido às interdições de vias para limpeza e resgate de vítimas, mas também por conta de quedas de barreiras, pedras e árvores nas rodovias que saem da cidade.

Os trabalhos de resgate do Corpo de Bombeiros continuam por toda a cidade. Nesta sexta, as equipes de resgate e salvamento conseguiram chegar à localidade de Campo do Coelho, na Rodovia Teresópolis-Friburgo, onde há muita destruição e mortos por deslizamentos de terra.

Segundo a prefeitura, há uma preocupação de resgatar os corpos, mas a prioridade é salvar pessoas com vida que estejam em pontos isolados do município. Nesta sexta, pessoas tiveram que ser resgatadas de um sítio em Córrego Dantas, com a ajuda de um helicóptero e uma corda.

Como o único hospital público da cidade não está conseguindo atender os feridos, o Corpo de Fuzileiros Navais e o Corpo de Bombeiros montaram hospitais de campanha na cidade.

O medo também está presente no cotidiano dos moradores de Nova Friburgo. Como a cidade fica num vale, onde há muitas encostas e rios, a população está encarando o município como uma grande área de risco.

Na manhã de hoje, um boato de que uma barragem havia se rompido levou pânico às ruas do centro da cidade. Milhares de pessoas correram pelas ruas, muitas chorando e em busca de um lugar mais alto para se abrigar, temendo a suposta enxurrada.

Em cada abrigo ou local destruído pela chuva, há uma história de drama familiar. Nem o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Roberto Robadey, escapou. Segundo ele, quatro primos seus estão desaparecidos.

Petrópolis

Em Petrópolis, as famílias que perderam suas casas com a chuva foram levadas para abrigos improvisados em uma escola e três igrejas, onde recebem comida, água, roupas e material de higiene, doados por voluntários, instituições, empresários e pelo governo do Estado.

Os corpos das vítimas da enchente estão sendo levados para o IML (Instituto Médico Legal) do município e, depois de identificados, são enterrados no cemitério local. "O governo lamenta profundamente as mortes provocadas pelo temporal. O rastro de destruição deixado pela chuva é impressionante. Mas estamos desde as primeiras horas da quarta-feira mobilizados para prestar toda a assistência necessária às vítimas, para que elas possam voltar à normalidade o quanto antes", disse o prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi.

Além de bombeiros, há homens da Força Nacional de Segurança Pública, do Batalhão Florestal da Polícia Militar e da Defesa Civil, com máquinas e equipamentos, trabalhando nas localidades mais afetadas pelas chuvas. À noite, devido à falta de iluminação, as buscas são suspensas e retomadas no início da manhã do dia seguinte.

O centro histórico de Petrópolis e a famosa Rua Teresa, onde está instalado o maior pólo têxtil comercial do país, não foram danificados pelas chuvas e estão abertos normalmente para turistas e compradores. Folha Online

Nova Friburgo e Teresópolis divulgam listas parciais de mortos após chuva. Veja nomes.

Foto: Ana Carolina Fernandes/Folhapress