Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for janeiro 11th, 2011

Luiz Carlos Prates é demitido da RBS

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Canga Blog

Segundo informações recebidas pelo Cangablog, a demissão do polêmico comentarista Luiz Carlos Prates foi decisão da direção da RBS [Rede Brasil Sul de Comunicações] em Porto Alegre.

Prates voltava de férias e, imagino, não encontrou seu cartão ponto na parede da empresa. Ao perguntar para o porteiro pelo seu cartão, deve ter sido aconselhado a passar no departamento pessoal. Bem ao estilo da empresa.

O motivo da demissão teria sido o comentário feito por Prates em sua participação no Jornal do Almoço (apresentado pela RBS TV de Santa Catarina) quando desancou os "pobres miseráveis" que hoje têm carro. Segundo Prates, "esses miseráveis" seriam os culpados pelos acidentes de trânsito [ver vídeo abaixo da postagem].

Conheço o Prates do tempo que trabalhei com ele no Diário Catarinense nos anos 80. Afável, educado, era um bom colega de trabalho. Na TV, Prates virava um personagem. Se transformava em um radical da oratória desempenhando um papel para um público conservador. É um bom ator. Fala com veemência, aos gritos, condena, critica, gesticula com competência e… nada!

Jamais vi o Prates fazer uma denúncia de corrupção com nome e sobrenome. Sempre uma coisa genérica, etérea. O seu público adorava e dizia: – Esse mete o pau! Esse fala a verdade!

É de dar pena. Entrava no jogo do show em que se transformou a televisão brasileira. É apenas mais um personagem desempenhando o papel determinado pela empresa.

Fala bem, é inteligente, bom de oratória. Prates foi vítima da sua própria atuação. Radicalizou tanto na fala que acabou perdendo a mão… e o emprego.

Veja o vídeo que teria provocado a demissão de Luiz Carlos Prates do Grupo RBS.

Atualização de 12/01/2011

Nota em que o Grupo RBS confirma a demissão do colunista, publicada no Diário Catarinense

Em decisão conjunta com a empresa, o colunista Luiz Carlos Prates está deixando de atuar nos veículos do Grupo RBS. O comunicador se afasta para seguir com projetos pessoais depois de mais de duas décadas no grupo.

No Diário Catarinense, onde trabalhou por quase 23 anos, Prates começou escrevendo sobre esportes, passando a tratar sobre o cotidiano, área na qual também conquistou incontáveis admiradores.

— Sou grato pelo contato com os leitores e com o público. Parto para um novo ciclo em minha vida — diz o comunicador.

Durante o verão, o espaço da página 2 do DC será ocupado pela coluna Cadeira de Praia.

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São Paulo: Já somam 14 o número de mortes causadas pelas chuvas da madrugada no Estado

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altEnchentes em São Paulo: É muito lixo. Não tem obra ou forma de escoamento de água que dê jeito. Falta educação!

Subiu para 14 o número de óbitos ocorridos em todo o Estado de São Paulo por conta das chuvas que atingiram a região desde a noite desta segunda-feira.

Segundo informações do Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom), cinco mulheres morreram em um soterramento em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Outras duas pessoas foram resgatadas com vida. Em Embu, na região metropolitana de São Paulo, outra pessoa morreu e uma foi socorrida.

Também na região metropolitana de São Paulo, seis pessoas foram atingidas por deslizamentos de terra nos Jardins Rosina, Oratório e Zaira, em Mauá. Três faleceram e dois tiveram ferimentos leves. Os bombeiros continuam as buscas a um desaparecido no Jardim Zaira.

Já na capital paulista, o aposentado Amaro Gabriel do Nascimento, de 76 anos, foi vítima de um soterramento na Rua Nilton Machado de Barros, nº 675, no Capão Redondo, zona sul da capital. Na Rua Virgínia de Araújo, Tremembé, zona norte, outro deslizamento deixou duas pessoas mortas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Um morador de rua também morreu na Rua Major Quedinho, região central de São Paulo. Segundo testemunhas, ele foi arrastado pela enxurrada até bater em um carro. O homem foi socorrido à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

Em Tatuí, um motociclista, de 21 anos, foi arrastado pela enxurrada e foi parar embaixo de um veículo, nesta terça-feira. Central de Notícias do Estadão

Opinião do Estadão: A suntuosa nova sede do TSE

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altNova Sede do TSE: Obra desnecessária e superfaturada. Dos sete ministros, apenas dois precisariam de gabinetes

Em construção há quatro anos, quando finalmente terminada a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá pôr fim a uma dúvida que assalta os contribuintes: qual é o “palácio” mais suntuoso do Poder Judiciário? O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que hoje disputam essa ominosa honraria, perderão a vez.

Com 115,5 mil metros quadrados, mobiliário luxuoso, gabinetes privativos com banheiros majestosos e 23 pórticos com detectores de metais, a obra, repetindo o que aconteceu nas construções das demais sedes de tribunais superiores no Distrito Federal, estourou o orçamento original – e ninguém, até recentemente, achou isso estranho. Quando o projeto foi anunciado, em 2007, a nova sede do TSE tinha um custo estimado em R$ 89 milhões. Em 2008, a dotação prevista pelo Orçamento-Geral da União foi aumentada para R$ 120 milhões. Em 2010, o TSE informou em seu site ter gasto nas obras cerca de R$ 285 milhões até o mês de julho. E, na semana passada, segundo os números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a construção já havia consumido mais de R$ 360 milhões.

A estimativa é de que, ao seu término, que está previsto para o final deste ano, ela deverá ter um custo total de R$ 440 milhões. Como em todas as obras de edifícios públicos em Brasília, o projeto arquitetônico – que custou R$ 5,9 milhões e foi escolhido sem licitação – é de autoria do escritório de Oscar Niemeyer. Somente com mesas, cadeiras, poltronas, móveis para a biblioteca e equipamentos de som, ar-condicionado, informática, aparelhos de cozinha, extintores de incêndio, cercas e portões os gastos serão superiores a R$ 76 milhões. As medidas de segurança devem chegar a R$ 6 milhões. Os valores constam dos pregões registrados pelo TSE. A decoração dos gabinetes dos ministros custará R$ 693 mil.

Alegando que o TSE feriu os princípios constitucionais da economicidade, da moralidade e da finalidade da administração pública e que o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou indícios de superfaturamento e de outras graves irregularidades, o Ministério Público Federal (MPF) impetrou ação civil pública contra a última instância da Justiça Eleitoral. Em sua defesa, a direção do TSE afirma que vem tomando providências para reduzir custos e explica que os móveis e equipamentos da sede atual serão levados para a nova. A aquisição de mais 4 mil peças de mobiliário seria apenas “complementar”.

Os custos absurdos são apenas um dos lados da questão. O outro – na verdade, o principal – diz respeito à necessidade de a Justiça Eleitoral ter uma sede suntuosa para abrigar sete ministros – dos quais três integram o Supremo Tribunal Federal e dois pertencem ao Superior Tribunal de Justiça. Lá eles já dispõem de amplos gabinetes e de estruturas próprias, o que torna a obra do TSE desnecessária.

O Tribunal Superior Eleitoral é o braço do Poder Judiciário com menor demanda de serviços. Em 2009, ele recebeu somente 4.514 processos. No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal recebeu mais de 103 mil ações e o STJ e o TST julgaram 354 mil e 204,1 mil processos, respectivamente.

Na realidade, o TSE é uma corte que atua basicamente nos períodos eleitorais – a cada dois anos. Dos sete ministros, apenas dois precisariam de gabinetes, por não pertencerem aos quadros da magistratura. Eles representam a classe dos advogados. Os profissionais que trabalham com direito eleitoral consideram que a atual sede do TSE é mais do que suficiente e adequada para suas atividades.

Nada justifica o tamanho e o luxo nababesco da nova sede do TSE. Em vez de gastar rios de dinheiro com palácios suntuosos e desnecessários, a Justiça agiria de maneira mais responsável se concentrasse seus gastos na modernização e na melhoria de atendimento da primeira instância, para dar aos cidadãos comuns que dependem de seus serviços o tratamento digno e eficiente a que têm direito.

Written by Abobado

11 de janeiro de 2011 at 07:59