Abobado

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Archive for fevereiro 20th, 2011

Novo Código Florestal: Eu sou a favor!

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Fernandes é a cara do Figueira ou o Figueira é a cara do Fernandes?

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altFernandes, 10 do Figueirense: O 100° e o 101° gols com a camisa alvinegra em jogo contra o Joinville. Fernandes é 10!

A adoração e o respeito do torcedor alvinegro não foram conquistados por acaso na carreira de Fernandes. Neste domingo, dia 20, diante do Joinville, o meia alcançou um feito histórico de dar inveja a muitos jogadores: marcou o centésimo gol vestindo a camisa de um mesmo clube, o Figueirense. O gol ocorreu aos 13 minutos do primeiro tempo. Bruno lançou para Breitner que, de cabeça, encontrou Fernandes livre na pequena área. Sem dificuldade, o meia mandou para a rede e assinalou o gol histórico.  Ele ainda faria mais. Aos 30 minutos do segundo tempo, Fernandes marcaria o gol 101 da sua carreira no Alvinegro. Ovacionado pela torcida, o ídolo alvinegro foi substituído aos 39 minutos do segundo tempo.

Fernandes e Figueirense, uma história de amor

A história do ídolo alvinegro com o clube começou ainda em 1999, quando foi contratado do Santos. Em 8 de julho, na vitória de 2 a 1 sobre o Criciúma, ele anotou o seu primeiro gol pelo clube. No mesmo ano, ajudou o Figueirense a ser campeão catarinense, após um jejum de cinco anos sem um título estadual. É um casamento que já dura mais de dez anos, interrompido apenas por um rápido empréstimo ao Palmeiras e passagens pelo futebol coreano e árabe.

Foi com ele no time que o Furacão conquistou cinco títulos estaduais (1999, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2008), o acesso à Série A do Brasileiro, em 2001, além do vice campeonato da Copa do Brasil, em 2007.

Em sua trajetória de goleador, uma equipe tem uma participação especial, o Imbituba. Foi contra o time da Vila que ele marcou o gol de número 95 com a camisa alvinegra e se tornou o maior artilheiro da história do clube, ultrapassando Calico, com 94 gols. No dia 14 de fevereiro deste ano, outra vez diante da equipe da Zimba, o meia marcou o 99º e acendeu a expectativa pelo centésimo.

Ele também é um dos jogadores que mais atuaram com a camisa do Figueirense. São 353 jogos vestido o manto alvinegro. Fernandes também é referência nos clássicos com o Avaí: foram 16 participações e cinco gols assinalados – sendo quatro pelo Catarinense e um pelo Brasileiro da Série B. Agora, com a vaga na final do turno do Estadual e o retorno à Série A do Brasileiro garantidos, o atacante tem um objetivo claro: seguir fazendo gols para ajudar o Figueirense a conquistar cada vez mais títulos. E ainda maiores.

Por Melissa Bulegon – Diário Catarinense
Foto: Flávio Neves – DC

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20 de fevereiro de 2011 at 18:23

Os quadrilheiros do mensalão alegam que não recebiam pagamentos mensais. Têm razão: eles roubavam todos os dias

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altPT: ‘Ninguém será tratado como mensaleiro pelos guardas do presídio. Todos serão identificados por números’

Leiam as observações, sempre oportuníssimas, do nosso Ethan Edwards. Comento em seguida:

Um erro de origem debilita a acusação contra o PT e seu governo: a palavra “mensalão”. Inventada por Roberto Jefferson, que com ela pretendeu resumir o que se passava nas relações entre o governo e seus aliados, a palavra não expressa com justiça (na verdade, oculta) o que de fato acontecia ─ e é, por isso, o ponto em que se aferra a defesa da grande quadrilha. Por tudo o que se publicou na época, é óbvio que não havia mensalão no sentido que o termo sugere, isto é, um pagamento mensal, regular, com valores mais ou menos fixos, que o governo destinaria a seus aliados.

Havia, sim, um gigantesco esquema fraudulento pelo qual o governo, por meio de bancos que ele controla, bancos “amigos” e agências de publicidade (Marcos Valério à frente), transferia recursos oriundos de órgãos públicos, empresas estatais, fundos de pensão, etc. para políticos do PT e da “base aliada” no sentido de pagar serviços passados e futuros, aliviar dificuldades de caixa, cobrir gastos de campanha, socorrer amigos necessitados, etc. Em suma, um enorme, monumental caixa secreto, abastecido com recursos públicos, uma espécie de Tesouro Nacional Petista, controlado politicamente por quem se sabe, operado em diferentes níveis hierárquicos por (1) petistas muuuuito graúdos, (2) dirigentes do partido, (3) funcionários do partido e (4) Marcos Valério e sua agência.

É um esquema muito maior, mais sério, capaz de causar muito mais dano à República do que um trivial “mensalão” – uma folha de pagamento paralela destinada a 100 ou 200 parlamentares. Por isso, com perdão do caríssimo Augusto Nunes e dos amigos da coluna, considero um erro acusar o PT e o governo com uma palavra deliberadamente equívoca inventada por Roberto Jefferson.

É isso, exatamente, o que desejam os advogados da quadrilha: que a discussão se fixe na palavra “mensalão”, porque nesse caso, com dois ou três argumentos, eles provam que não houve pagamentos mensais regulares, que não teria sentido o PT pagar seus próprios parlamentares para que votassem com o governo, que é costume os partidos usarem restos de dinheiro de campanha para cobrir despesas de seus parlamentares, etc. Desaparece o Tesouro Nacional Petista. Desaparecem seus operadores e até mesmo o valerioduto. Restam João Paulo e seus 50 mil reais, Silvinho e seu Land Rover, mais dois ou três ladrõezinhos mixurucas a gastar sobras de campanha. E é isso que esperam os grandes, os enormes ladrões da República, para que possam dormir serenamente em seus lençóis de linho egípcio.

Mais uma vez, Ethan Edwards foi direto ao ponto. Para escapar da cadeia, a quadrilha que promoveu o Grande Roubo popularizado com o nome de Mensalão transformou-se na mais fervorosa guardiã do calendário gregoriano: só teriam existido mensaleiros, recitam, se os assaltos fossem consumados uma vez por mês. Nesse aspecto, os meliantes estão cobertos de razão. Os crimes ocorriam todo dia, ou de hora em hora, ou de minuto em minuto.

Seja lá qual for seu nome, o essencial é que a roubalheira imensa seja exemplarmente punida pelo Supremo Tribunal Federal. A denominação dos gatunos é irrelevante. O que importa é o STF compreender que o bando merece castigo. Nas melhores cadeias, aliás, ninguém é chamado pelo ofício que exerceu fora dali. Ninguém será tratado como mensaleiro pelos guardas do presídio. Todos serão identificados por números.

Augusto Nunes

Written by Abobado

20 de fevereiro de 2011 at 15:11

Opinião do Estadão: O fim da reprovação

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Depois de intenso debate travado entre 2009 e 2010, inclusive com a realização de audiências públicas em São Paulo, Salvador e Distrito Federal, o Conselho Nacional de Educação tomou a decisão de recomendar “fortemente” a todas escolas públicas, privadas e confessionais a substituição do sistema seriado – que permite a reprovação em todas as séries do ensino fundamental – por um “ciclo de alfabetização e letramento”, em que os alunos são submetidos ao regime de progressão continuada, durante os três primeiros anos – ou seja, no período em que aprendem a ler e a escrever.

Para o CNE, o princípio da continuidade – especialmente na fase de alfabetização – traz mais benefícios para os alunos do que a chamada “cultura da reprovação”. A medida, que não tem caráter de lei e é objeto de acirrada polêmica entre os pedagogos, foi homologada no final do governo Lula pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Com isso, os diretores de todas as escolas do País ganharam liberdade para decidir se continuarão reprovando alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental ou se adotarão a recomendação do CNE.

O ensino fundamental tem 31 milhões de alunos estudando em 152 mil escolas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Desse total, aproximadamente dez milhões estão matriculados nos três primeiros anos desse ciclo. Em 2009, a taxa de reprovação desses dez milhões de alunos foi de 5,1%. O índice é considerado alto pelos especialistas em pedagogia.

Na campanha para o governo de São Paulo, Mercadante promete acabar com a “progressão continuada”. Governo de salafras!

“Isso mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. As pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado nessa fase, dificilmente terá sucesso. A recomendação do CNE é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos” – diz a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. “A reprovação no ensino fundamental devia ser zero”, afirma o professor da USP Ocimar Alavarsi, que coordenou a rede municipal de São Paulo, entre 1995 e 2008.

Vários professores também entendem que, na faixa etária dos 6 aos 8 anos, as crianças têm ritmos diferentes de aprendizagem e que reprovação logo no início do curso compromete o rendimento da alfabetização – o que desestimula as crianças, levando-as a abandonar a escola. No Norte e Nordeste, as regiões mais pobres do País, as altas taxas de evasão escolar têm sido atribuídas aos altos índices de reprovação nos anos iniciais do ensino básico. Segundo os defensores das diretrizes recomendadas pelo CNE, com a adoção do regime de progressão continuada nas três primeiras séries os professores podem avaliar cada criança e os alunos só podem ser reprovados no final do terceiro ano.

Para os críticos dessa política, a substituição da reprovação pelo regime da progressão continuada seria uma estratégia eficaz se as classes fossem pequenas, se os professores estivessem motivados e as escolas contassem com projetos pedagógicos realistas. “Na prática, porém, as escolas têm salas superlotadas, as aulas de reforço são dadas por voluntários, os professores têm pouquíssimo tempo para planejar aulas e as condições de trabalho são ruins. A sensação é que a proposta (do CNE) não foi feita por quem conhece o dia a dia das escolas” – diz Susana Gutierrez, coordenadora do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação do Rio de Janeiro. Sem reformar o currículo e investir nos professores, “as crianças que não aprendem com o sistema seriado também não aprenderão no Ciclo de Alfabetização e Letramento”, afirma Cláudia Fernandes, coordenadora do mestrado em educação da UniRio.

Aperfeiçoar o ensino fundamental é decisivo para que o país possa promover a revolução educacional. No entanto, a simples adoção da progressão continuada, nos termos em que foi proposta pelo CNE e pelo MEC – sem expansão da rede escolar e sem a modernização dos currículos – não garante melhor alfabetização nem aumento da qualidade da educação.