Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for maio 2011

É muita lama: PPS quer investigar repasse de R$ 1 milhão a cunhada de Palocci

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Folha Online

A Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto, entidade que tem como vice-presidente uma cunhada do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), recebeu, entre 2008 e 2010, R$ 1 milhão do governo federal, de acordo com levantamento feito pelo PPS na Câmara dos Deputados.

O PPS anunciou na tarde desta terça-feira que vai pedir cópia de toda a documentação dos convênios firmados entre os ministérios do Turismo e da Cultura e a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto.

A entidade tem como vice-presidente Heliana da Silva Palocci. Ela é mulher de um irmão de Palocci.

Do total repassado, R$ 550 mil vieram de convênios cujos recursos foram garantidos por meio de duas emendas apresentadas pelo então deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) em 2008 e 2009.

Como a Folha revelou em 22 de maio, Palocci apresentou emenda de R$ 250 mil ao Orçamento 2009, indicando como beneficiária a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto. Outra emenda, no valor de R$ 300 mil, foi apresentada na lei orçamentária do ano seguinte.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias veda a destinação de recursos a entidades privadas dirigidas por parentes de agentes políticos dos três Poderes, mas não prevê sanções para quem desrespeita a regra.

As emendas de Palocci foram pagas pelo Ministério do Turismo, que firmou convênios com a entidade para promover edições da Feira do Livro de Ribeirão, município paulista onde o ministro começou a carreira política.

Ao apresentar as emendas, o então deputado justificou a indicação dizendo ser necessária "ajuda financeira federal para que se garanta a continuidade" do evento. De acordo com a justificativa do então deputado, a feira é um "evento cultural-artístico-turístico de impacto e repercussão que ultrapassam em muito os limites geográficos do nordeste do Estado de SP".

Outro lado

Sobre as emendas, Palocci disse à Folha, por meio da assessoria de imprensa, que cabe ao ministério analisar os repasses. "A análise das transferências de recursos para o setor privado compete ao ministério responsável pela execução das ações", informou via assessoria em 20 de maio.

O Ministério do Turismo informou que o projeto da Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto passou pela análise da pasta, "que considerou que a proposta apresentada satisfazia às exigências técnicas e legais para a celebração do convênio". O ministério não comentou o fato de o autor da emenda ter indicado o repasse para entidade ligada a uma cunhada dele.

Também por meio da assessoria, a entidade esclareceu que a cunhada de Palocci ocupa o cargo de vice-presidente da Feira do Livro porque é "educadora, tem escola e grande prestígio" em Ribeirão Preto. Informou também que os recursos são captados por meio de lei de incentivo cultural e junto a patrocinadores.

Patrimônio

Além de ter aumentado em pelo menos 20 vezes o próprio patrimônio entre 2006 e 2010 – o ministro comprou um apartamento de luxo e um escritório em São Paulo -, sua empresa de consultoria faturou R$ 20 milhões no ano passado.

Palocci nega ter cometido irregularidades na condução de seus negócios privados.

Leia mais:
"Ou vota a PEC 300, ou o Palocci vem aqui", diz Garotinho na Câmara

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Caso Palocci mete o governo na bolha de plástico

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O governo agora decidiu que não fala mais sobre o caso Antonio Palocci. Como o caso Antonio Palocci ainda não tem uma explicação nem mesmo razoável, então a imprensa insiste em perguntar sobre o caso Antonio Palocci, o que deixa o governo irritado com os jornalistas. A ser assim, o caso Antonio Palocci ainda forçará Dilma e seus ministros a se trancar numa bolha de plástico para que não tenha de responder perguntas sobre, bem…, sobre o caso Antonio Palocci.

É uma situação chata pra eles. Até o normalmente caroável Paulo Bernardo, tão amigo dos jornalistas, perdeu a calma nesta segunda — e quase dá de cara no chão, tão irritado estava. Indagado sobre o caso, como vocês verão abaixo, afirmou: “Já que a agenda de vocês é essa, então eu não falo”

Viram só? Jornalista não tem mais “pergunta”, mas “agenda”, como se houvesse uma contradição de interesses entre a imprensa e os altos assuntos do estado. Tsc, tsc, tsc… Cuidado, hein, imprensa! O tal controle da mídia está agora na pasta de Bernardo! Vai que ele se zangue e tire do armário o projeto Franklin Martins. O homem anda rondando os palácios…

José Eduardo Cardozo, destinado a superar os sucessos de Tarso Genro na Justiça, anunciou — e, parece, contou um furo formidável:
Volto a repetir o que já disse. Para a Polícia Federal, não há crime, por isso, ele não será investigado. Há muita fumaça para pouca fagulha”.

A metáfora da fumaça e da fagulha saiu toda torta, meio sem sentido. A alegoria é desconjuntada. Onde há fumaça, como sabem, costuma haver fogo, mas isso é o de menos. O que me espanta é a lógica de Cardozo: “Para a Polícia Federal não há crime, por isso, ele não será investigado”. Deixem-me ver se entendi:
– a PF não investiga porque não há crime:
– sem investigar, como saber se há crime?

Sabem qual é o busílis? Bernardo se cala porque não tem o que dizer. Obrigado a falar alguma coisa, saem esses monumentos lógicos de José Eduardo Cardozo. Tá feia a coisa. Não há nenhuma megapossível-futura-quem sabe-provável reserva de petróleo a ser anunciada, não?

Leiam texto se Lucas Ferraz, na Folha:
Em visita de pouco mais de cinco horas a Montevidéu, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff evitou contato com a imprensa. Os ministros que integravam a comitiva presidencial se irritaram com perguntas sobre o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Palocci é coordenador político do governo e pivô de uma crise, depois que a Folha publicou que o seu patrimônio multiplicou por 20 em quatro anos, e que sua empresa faturou R$ 20 milhões em 2010, ano eleitoral.

Após reunião bilateral com o colega José Pepe Mujica, Dilma se limitou a uma declaração formal sobre a visita ao Uruguai. Ela disse que não teria tempo para falar com jornalistas. A presidente embarcou para Brasília no final desta tarde. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) se irritou ao ser questionado sobre Palocci. “Já que a agenda de vocês é essa, eu não falo. Com licença que vou almoçar”, disse, ríspido. O ministro, ao tentar sair dos jornalistas, tropeçou em um cabo e quase caiu.

“Volto a repetir o que já disse. Para a Polícia Federal, não há crime, por isso ele não será investigado. Há muita fumaça para pouca fagulha”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ele, Palocci não pode divulgar a origem do dinheiro que recebeu em 2010. “Ele pode ser processado pelas empresas se fizer isso. Os contratos de consultoria têm caráter confidencial”, afirmou.

Por Reinaldo Azevedo

CPI do Futebol antecipou denúncias contra Ricardo Teixeira, diz Alvaro Dias

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O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) defendeu nesta segunda-feira (30) o papel das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Congresso Nacional, que para ele são muitas vezes criticadas indevidamente. Num momento em que reúne assinaturas para criação de uma CPI que investigue o crescimento patrimonial do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, Alvaro Dias usou como exemplo de ação de sucesso a CPI do Futebol, presidida e idealizada por ele em 2000 e 2001.

Segundo o senador, as denúncias apresentadas pela CPI do Futebol voltaram à pauta este mês com a revelação, pela emissora de televisão inglesa BBC, de que dois dirigentes de futebol foram obrigados a devolver dinheiro de propinas em um acordo para encerrar investigação criminal na Suíça, em 2010. Um dos dirigentes, de acordo com a BBC, foi o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. No final do ano passado, Ricardo Teixeira, que faz parte do conselho consultivo de marketing e TV da Fifa, também foi acusado de receber cerca de R$ 16 milhões de propina para a escolha da empresa International Sports and Leisure (ISL) como agência de marketing da entidade.

Alvaro Dias lembrou que, em seu relatório final, a CPI do Futebol apontou existência de crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro praticados por dirigentes da CBF. Ao investigar o assunto, a CPI identificou movimentações financeiras suspeitas entre empresas, envolvendo Ricardo Teixeira. O senador leu parte do relatório do ex-senador Geraldo Althoff, que apontava envolvimento do dirigente com a empresa Sanud Etablissement, com sede em um paraíso fiscal.

– O que a imprensa internacional denuncia hoje, a CPI do Futebol denunciou aqui em 2001. Esta denúncia surgiu exatamente das investigações da CPI do Futebol e, provavelmente, seu relatório final é que motivou a abertura de inquérito na Suíça para as investigações que acabaram levando o senhor Ricardo Teixeira a devolver dinheiro de propina, conforme anunciou a BBC – afirmou o senador.

O líder do PSDB no Senado também criticou o silêncio do governo federal quanto às denúncias, uma vez que a CBF e Ricardo Teixeira participam da organização da Copa do Mundo de 2014 no país.

– Que credibilidade tem este dirigente? Que autoridade moral tem ele para movimentar os bilhões necessários para execução do projeto da Copa 2014? O governo tem responsabilidade ao admitir que alguém com esse currículo e essa imagem internacional seja o condutor de projeto desta relevância para o Brasil – cobrou Alvaro Dias. Agência Senado

“Nossa união é a fraqueza deles; nossa desunião, a fortaleza deles”

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Serra:Não podemos deixar a mentira e a intriga prosperarem, nos dividirem. Quem faz isso trabalha pelos adversários. É isso o que desejam: um PSDB diminuído e desunido’

Na Convenção do PSDB, de sábado (28), fiz um discurso de improviso e dei algumas entrevistas. Não tenho as gravações. Mas lembro do conteúdo de alguns trechos.

O que não se pode perder

Há cerca de um ano, nós nos reunimos aqui neste auditório, em Brasília, na largada de nossa campanha à Presidência. Esta é a primeira oportunidade que tenho para agradecer o apoio de vocês ao longo daqueles meses difíceis e vibrantes. Eleição, a gente ganha ou perde. O que não se pode perder, o que não perdemos, o que não perdi, é a personalidade, o caráter, os princípios e o espírito de luta.

Adversários e intrigas

Nossos adversários querem fazer crer que somos fracos.  Isso não é verdade. Lutando contra o uso da máquina governamental, tivemos quase 44 milhões de votos na última eleição. Ganhamos a eleição presidencial em dez estados. Elegemos oito governadores do partido e mais três que apoiamos. Nosso problema é outro: temos de corresponder às expectativas de tanta gente que confiou em nós. Fiscalizar, cobrar coerência, criticar os erros, apresentar nossas propostas, mobilizar. Coisas que até os que votaram nos adversários querem que façamos.

Não podemos deixar a mentira e a intriga prosperarem, nos dividirem. Quem faz isso trabalha pelos adversários. É isso o que desejam: um PSDB diminuído e desunido.

O Governo

Em muito menos tempo de governo do que se poderia imaginar, o pior já está acontecendo. Temos uma Presidência em que, cada vez mais, quem foi eleita não governa, e quem governa não foi eleito. O atual governo se mostra negligente, omisso e incompetente. E recomeça o ritual de navegar nas águas da corrupção, dos escândalos.

Herança

O governo Lula deixou a verdadeira herança maldita à sucessora que ele próprio escolheu e elegeu. Inflação em alta, principalmente nos alimentos e nos serviços. Estradas abandonadas,  aeroportos em colapso, portos que não dão conta, obras paradas por todo o país. Saneamento básico a passos de tartaruga. Educação e Saúde cada vez mais enriquecidas nos discursos e cada vez mais empobrecidas na realidade dos fatos. Desindustrialização em marcha –  e não há país grande e forte no mundo com uma indústria fraca. As únicas coisas que vão bem nessa área são a exportação de bons empregos para outros países e a indústria da mistificação.

Segurança

A verdadeira herança maldita está na omissão do atual governo, na covardia da falta de empenho para melhorar e garantir a segurança contra o crime. Está no tráfico de drogas à solta. Lembram do grande anúncio eleitoral do combate ao crack?  Uma fraude! Nossas fronteiras já eram escancaradas ao tráfico e ao contrabando de armas antes dos cortes recentes de recursos da polícia federal.

Onde fomos governo, enfrentamos o crime. Para dar o exemplo de São Paulo: a queda dos índices de violência começou com o Mário Covas, continuou com o Alckmin, prosseguiu quando fui governador e, agora, novamente com o Geraldo. Baixou a níveis de países desenvolvidos.

Futuro

Temos uma grande tarefa pela frente. Caminharemos unidos, porque isso é o que o Brasil  espera de nós. Vamos chegar unidos às disputas. A nossa união é a fraqueza deles; nossa desunião, a fortaleza deles. Isso é o que esperam de nós as dezenas de milhões que nos apoiaram. Muito mais gente estará disposta a se juntar a nós desde que tenhamos uma mensagem clara aos brasileiros. Temos um encontro marcado com o futuro do Brasil. Sou um soldado dessa luta.

José Serra

Um governo de fantasia e a arte de mentir: Petroleiro João Cândido está ‘encalhado’ há um ano

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Petroleiro brasileiro furado: Considerado marco da retomada da indústria naval brasileira, o João Candido nunca deixou estaleiro em Pernambuco, onde sofre reparos. Gente mentirosa, politiqueira, safada e irresponsável

Apontado há um ano como marco da recuperação naval brasileira, o petroleiro João Candido, lançado ao mar na presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da, à época, pré-candidata petista Dilma Rousseff, jamais deixou o cais do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no litoral de Pernambuco.

Fracassou a previsão do EAS e da Petrobrás Transporte S.A. (Transpetro) de que a partir de agosto do ano passado o João Candido estaria pronto para realizar viagens de longo curso. Desde a solenidade de lançamento ao mar, em 7 de maio de 2010, a embarcação passa por reparos.

Não há ainda uma data para a entrada em operação do petroleiro, o primeiro dos 22 encomendados ao EAS pela Transpetro. Em nota, o estaleiro limitou-se a informar que o início do emprego naval da embarcação deverá ocorrer no próximo semestre.

Além de criar tensão na Petrobrás e na Transpetro, que cobram a entrega do primeiro navio da encomenda, o atraso gerou uma crise sem precedentes no estaleiro, cuja construção foi simultânea ao do João Candido.

Controlado pelas empreiteiras nacionais Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, pela PJMR Empreendimento e pela sul-coreana Samsung Heavy Industries, o EAS demitiu neste ano a maior parte dos executivos responsáveis pela construção do petroleiro. Perderam o emprego o presidente Ângelo Alberto Bellelis ; o diretor industrial, Reiqui Abe, e seu adjunto, Domingos Edral; e o diretor de Planejamento, Wanderley Marques.

Na indústria naval, entre o lançamento ao mar e a entrada em operação de um navio, passam-se, em média, três meses, período de realização de testes. Tanto que o EAS anunciou no lançamento que em agosto de 2010 o navio estaria apto a navegar.

O lançamento do navio foi uma festa única na cidade-sede do estaleiro, Ipojuca (PE). Lula e a ex-ministra Dilma abraçaram operários, distribuíram autógrafos, posaram para fotografias – atividade comum naquela pré-campanha presidencial. A embarcação foi batizada em homenagem ao célebre marinheiro João Candido (1880-1969), líder da Revolta da Chibata, em que liderou, em 1910, cerca de 2.000 marinheiros negros rebelados contra os maus-tratos a que eram submetidos pelos comandantes da Marinha.

"Novo Ciclo"

Em discurso na cerimônia, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, anunciou que o João Candido abria um "novo ciclo" para a indústria naval brasileira. Afinal, a última encomenda da Petrobrás a um estaleiro do Brasil para a construção de um navio daquele porte ocorrera em 1987. E o navio só foi entregue dez anos depois.

Especialistas e profissionais da indústria naval e da Marinha Mercante creditam o atraso na entrega à construção simultânea do navio e do estaleiro. Apontam ainda a precariedade da mão de obra local como um dos fatores determinantes para o não cumprimento dos prazos.

Embora defenda o empreendimento e sustente que a embarcação estará apta a navegar em poucos meses, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida, afirma que já eram esperados problemas.

"Não houve surpresas. Muita coisa no navio foi feita de forma adaptada ao crescimento do estaleiro. Houve falta de equipamentos no estaleiro para a montagem do navio. Isso seguramente ocorreu. Como houve a decisão de iniciar a construção do navio concomitantemente à construção do estaleiro, ficou claro, para quem conhece o setor, que haveria problemas", disse Almeida.

Um dos equipamentos a que o presidente do Sindmar se referiu são os guindastes do tipo goliath. Os dois primeiros só chegaram, desmontados, em julho de 2009, um ano de atraso, conforme revelou, antes de ser demitido, o presidente Bellelis. Os goliaths têm 100 m de altura, vão de 164 metros e capacidade para içar 1.500 toneladas. O navio começou a ser construído sem o auxílio vital dessas máquinas.

A questão da mão de obra foi abordada por um experiente projetista naval, que pediu para não ter o nome identificado. O especialista disse que um atraso tão grande não é comum. Na Coreia do Sul, dois meses costumam separar o lançamento ao mar do início da operação.

O operário sul-coreano é extremamente bem treinado. Apesar de dizer que o brasileiro também recebe bom treinamento, o projetista argumenta que nosso profissional não tem grande experiência, especialmente em Pernambuco, Estado sem tradição na indústria. A experiência dele no setor indica que, para tornar-se eficiente e rápido, um operário naval precisa de quatro ou cinco anos de serviços ininterruptos, o que não ocorre no Brasil. O Estado de S. Paulo

É claro que tem treta: CGU se recusa a investigar ascensão patrimonial de Palocci

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Bandido fino e com costa quente é outra coisa: A CGU se recusa a cumprir um decreto que determina sindicância patrimonial de integrantes do governo. Isso é o que eu chamo de gente limpa e decente. A Controladoria só serve pra ferrar prefeitura comandada por partido de oposição. É de dar nojo!

Duas semanas depois de revelada a vultosa evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o que gerou suspeitas sobre tráfico de influência, a Controladoria-Geral da União (CGU) se recusa a abrir sindicância para avaliar o caso, apesar de decreto presidencial vigente determinar a investigação a partir de notícia ou de indícios de enriquecimento ilícito e evolução patrimonial incompatível de agentes públicos.

Para não investigar o caso, a CGU alega que Palocci não era "agente público" na época em que recebeu os pagamentos feitos à empresa Projeto Consultoria Financeira e Econômica Ltda., que prestou serviços de consultoria a bancos, montadoras e indústrias. A consultoria foi aberta em 2006 e em 2010 Palocci mudou o objeto social da empresa, que se transformou em administradora de imóveis. A maior parte dos rendimentos, porém, ocorreu no final de 2010, período em que o ministro adquiriu um apartamento de luxo avaliado em R$ 6,6 milhões.

Parte dos pagamentos, no entanto, foi feita depois que Palocci assumiu a coordenação técnica do governo de transição, indicado pela presidente eleita Dilma Rousseff. O petista foi oficialmente nomeado para a equipe de transição no dia 3 de dezembro. O ministro da Casa Civil já admitiu a políticos que a maior parte dos pagamentos da Projeto ocorreu nos meses de novembro e dezembro.

Palocci dividia seu tempo em Brasília entre o Centro Cultural do Banco do Brasil, sede da transição, e a residência de Dilma Rousseff, quando recebeu dinheiro referente à quitação dos contratos de consultoria da Projeto, informou ao Estado o advogado do ministro, José Roberto Batochio.

"De fato, isso é verdade", disse o advogado sobre a data do registro dos pagamentos. "A empresa encerrou suas atividades e, como tinha contratos em andamento, esses contratos foram rescindidos, e os pagamentos ocorreram no final do ano passado, em novembro e dezembro", confirmou Batochio.

Decreto

A ordem para que a CGU abra sindicância patrimonial para investigar indícios de enriquecimento ilícito de agentes públicos consta de decreto assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final de junho de 2005. Estadão Online

Parte do decreto n° 5.483, assinado pelo presidente Lula em 30 de junho de 2005. Para ver a íntegra do documento, clique aqui.

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Política e democracia

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Dilma e a corja de senadores petralhas: Tentam de todas as formas tapar o sol com a peneira protegendo um bandido chamado Antonio Palocci. Se o envolvido se omite nas explicações, as suspeitas serão sempre tratadas como verdadeiras. A ‘Rainha Muda’ está se enterrando porque quer!

Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

Dilma Rousseff seria a última pessoa autorizada a tratar a atividade política com menosprezo, produto que é da dedicação exclusiva de seu antecessor, mentor e agora também tutor, à política no exercício da Presidência da República.

No entanto, a presidente repete neste aspecto Fernando Collor, que assumiu a chefia da Nação, em 1990, com ares imperiais e assim se manteve até que o Congresso lhe mostrasse com quantos paus se faz o equilíbrio entre Poderes.

O distanciamento a que se impõe a atual presidente é o mesmo imposto pelo ex. A motivação objetiva pode até ser diferente, mas há um dado subjetivo que os aproxima: ambos carecem de substância no ramo e chegaram à Presidência por razões alheias a uma trajetória pessoal consistente.

Ele por uma obra de ficção publicitária muito bem engendrada, ela por unção do então presidente Luiz Inácio da Silva e sua inesgotável capacidade de mirar os fins sem se importar com os meios.

Dilma Rousseff está apenas no começo de seus quatro (ou oito) anos de mandato e já precisou da interferência externa para lidar com a evidência de que a fidelidade de uma base parlamentar ampla e diversificada como a que Lula lhe legou requer manutenção.

Não apenas com verbas e cargos. A coisa não é tão fácil assim. A presidente, seus auxiliares e quase a totalidade do País têm todo o direito de considerar que no Congresso só há vendilhões.

Ocorre que essa, além de ser uma visão distorcida da realidade, desconsidera o fato de que mesmo os vendilhões não necessariamente têm de si essa mesma impressão.

Dilma pode achar que aquela maioria está ali para servi-la ao custo da submissão à majestade detentora do poder de lhes distribuir benesses. Mas os parlamentares também acham que seus votos lhe conferem outros direitos.

Querem acesso ao poder, querem prestígio, querem ser levados em conta. Submetem-se, mas exigem em contrapartida não ser tratados como meros carimbadores das vontades do Palácio do Planalto.

Por mais que o comportamento da maioria leve os menos íntimos com o ofício a concluir que o peso da Presidência, ainda mais quando exercida com distanciamento e uma boa dose de atitude de intimidação, seja o suficiente.

Não é. Há sutilezas envolvidas no jogo bruto do poder. E até por ser violento requer alguma sofisticação estratégica. A isso se pode chamar genericamente de fazer política.

O primeiro dado é levar em consideração o outro. No caso, o Parlamento. O governo da presidente Dilma não o faz quando põe na articulação política um deputado de inépcia reconhecida, sinalizando que para ela a área é um pormenor.

Concentra poder nas mãos de um só ministro que, por excesso de atribuições e soberba decorrente da posição, não faz a interlocução com o Congresso como deveria.

Ignora a política e acredita que mandando seus líderes transmitirem recados sobre o quanto está irritada com esta ou aquela conduta obterá automaticamente obediência.

Mesmo depois da intervenção de Lula, Dilma não dá mostras de boa vontade em aprender. Defendeu Palocci dizendo que a oposição "faz política" como se fosse atividade menor, quando é na política que se movem as democracias. Em toda e qualquer decisão ela está presente.

Por orientação de Lula, a presidente marcou encontros com parlamentares de sua base, mas já foi logo avisando ao PT que não sabe quando e se haveria novas reuniões.

Na votação do Código Florestal na Câmara supôs que bastasse baixar uma ordem para vê-la cumprida. A ameaça de demitir os ministros do PMDB foi ato de quem não entendeu da missa a metade.

Agora, quando o Senado se prepara para examinar alterações no rito das medidas provisórias simplesmente manda dizer que, com ela, "não tem acordo".

Como, se a política é a arte de compor interesses? Algo que se aprende fazendo.

A respeito disso, o compositor Gutemberg Guarabyra faz um pertinente resumo: "Um verdadeiro presidente é formado, educado, aperfeiçoado no exercício da atividade política. Lula foi um verdadeiro presidente. FHC idem. Dilma está mais para interventora, delegada para assumir o governo provisoriamente".