Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for março 8th, 2012

Quem, então, é o verdadeiro PIG, Paulo Henrique Amorim?

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Fábio Pannunzio

PIG, de acordo com a Wikipédia, significa “Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) . É uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas por eles considerados tendenciosos, que se utilizariam do que chamam grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política contrária”.

PIG, na minha modesta maneira de ver as coisas, é uma expressão negativa, pejorativa, estigmatizante, com a qual o blogueiro Paulo Henrique e seus mujahidins achincalham todos os que não concordam com as bobagens que ele escreve. PIG, porco, é aquele que não se enquadra no maniqueísmo das categorias e das conveniências comerciais do blogueiro. É quem não se alinha ao neobolcheviquismo de araque de PHA.

O bordão popularizado por ele, as mentiras reiteradas, a arrogância — falta-lhe hombridade até para pedir desculpas! — transformaram Paulo Henrique Amorim numa espécie de ídolo de uma pequena turba de fanáticos religiosos — composta, em parte, pelos fanáticos da igreja universal, em parte pelos desocupados que conseguem uma sinecura no serviço público, em parte — acho que em grande parte — por pessoas bem-intencionadas, simplesmente equivocadas, porque é fácil aderir ao discurso de ocasião.

Tenho chamado o site dele de Der Angriff  (O Ataque). Era o nome do periódico em que Joseph Goebbels, valendo-se das mesmas técnicas,  vociferava contra os “canalhas” que ousavam se opor ao nazismo. Quem se der ao trabalho de fazer uma análise dos textos de ambos os Der Angriffs vai notar uma incômoda semelhança.

PHA é um cara estranho, que não admite críticas, de quem não se pode discordar. A imprensa independente deste País seria, na deformação da estranha paralaxe paulenriqueamoriniana, a trincheira do PIG porque não admite o contraditório, estaria fechada numa conspiração antipetista permanente. Estranho, no entanto, que seu Der Angfriff não publique comentários que contrariam a opinião férrea de seu editor.

Onde está a democracia? Seria necessário fazer uma Ley de Medios para democratizar a opinião na “blogosfera”, o espaço virtual em que o primeiro dos jacobinos da internet trama contra a nobreza francesa, a “Chuiça” em que ele transformou o Estado de São Paulo? Seus mujahidins parecem não se importar com o fato inquestionável de que a tal democracia da “nova mídia” é igualzinha às mais canhestras degenerações da “velha mídia”.

O mundo de PHA é necessariamente bipolar. Ele próprio incorpora a “velha mídia” na Record e a “nova mídia” na internet. É o bem (encarnado por ele) contra o mal (todos os que discordam do que ele pensa ou manifesta). O opróbrio do PIG contra a magnanimidade do JEG [Jornalismo da Esgotosfera Governista]. O petismo e o antipetismo. É necessariamente contraditório.  Senão, vejamos.

PHA denuncia a roubalheira da “direita” brasileira. Transformou a Privataria Tucana numa espécie de Livro Verde que deve, mais do que lido, ser cultuado, tomado como única expressão da verdade absoluta. Mas a roubalheira no governo que agora ele venera, essa fica bem longe de seus pitacos, de sua pena ferina e de seu vocabulário xucro. Ele não se importa, por exemplo, de recorrer ao “chefe de quadrilha” do mensalão para decretar que houve um “empate” com Heraldo Pereira, que está lhe dando uma surra judicial, moral, ética, e de compostura.

PHA diz que não é racista. Mas não hesita em lançar mão do léxico escravocrata para ofender quase todos os negros deste País majoritariamente negro.  Não é racista — pelo menos é o que ele diz —, mas acha que todo negro que não é militante do movimento negro é “negro de alma branca”. Seríamos, portanto, um País de negros de alma ariana (ou branca, como ele gosta de dizer).

Paulo Henrique Amorim anuncia, no corpo de uma retratação, que vai processar todo mundo que fala que ele injuria, ou que afirma que ele foi condenado por injúrias, inclusive injúrias raciais reincidentes (ele foi condenado sim, por Paulo Preto, “até as pedras sabem”!…). Tenho a sorte de estar entre as dezenas de jornalistas que ele já antecipou que vai mesmo processar, o que me confere uma espécie de imunidade para continuar dizendo o que eu bem entender sobre ele. Assim, posso dizer que o sentenciado Paulo Henrique Amorim, que não acata decisões judiciais, não cumpre com acordos judiciais, vai à Justiça que ele desmoraliza para buscar reparação pelo que não pode ser mais reparado no plano de sua reputação.

O estigmatizador-geral da República adora tachar colegas, mas dá pitis até em retratações públicas que a Justiça lhe obriga a fazer. Ele é capaz de admitir o erro no recôndito de uma sentença acordada — para levar alguma vantagem — mas não tem a honradez necessária para admitir publicamente que errou. Para ele, retratar-se não equivale a admitir culpa. Ora, o que é, então?

Ele diz que querem pegá-lo, armam uma arapuca para sufocá-lo financeiramente com os mais de 40 processos que ostenta como troféus. Mas, de uma tacada só, antecipa que lançará mão do mesmo estratagema adotado por seu patrão, o “bispo” Edir Macedo, e vai processar em massa. Transforma, assim, o Judiciário em tacape, borduna, zarabatana de sua sanha irracional contra a Globo. Eu também trabalhei lá durante 12 anos. Lendo os disparates que sua ira lhe inspira, fico muito contente de não ter sido contaminado pelo vírus desse ódio mortal que hoje parece ser a razão de sua vida.

Passando pelo Blog do Reinaldo Azevedo, assisti ao vídeo [acima] do direito de Resposta concedido a Lula contra os disparates do âncora de antanho. Lembro-me da campanha que ele inventou para injuriar Lula por causa da venda de um carro velho, mas não me lembrava em que termos isso tinha acontecido. Reinaldo refrescou-me a memória. O contraditório PHA, na época, estava plenamente alinhado com o pensamento neoliberal-tucano, que dele só recebia elogios. O homem que popularizou e universalizou o Partido da Imprensa Golpista é o mesmo que tentou golpear a candidatura de Lula 13 anos atrás. PHA, portanto, é o verdadeiro PIG.

O que mudou entre o PHA de 1998 e o PHA de 2012? Nada! Não se pode acusá-lo de ser incoerente. Na lógica estranha de seu universo de valores, PHA continua o mesmo injuriador compulsivo, arrogante, idólatra do Poder, sabujo do patrão (veja isso aqui, se duvidar), ferino com opositores, absoluto em seus espaços de manifestação profissional.

Tivesse ele a capacidade de pedir desculpas sinceras, pelo menos isso, talvez não estivesse passando pelo evidente pavor doloroso das perspectivas que lhe aguardam no fim da fila de seus 40 processos.

Artigo publicado no blog do Fábio Pannunzio em 06/03/2012.

Assistam a mais um vídeo que prova a coerência de Paulo Henrique Amorim

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Paulo Henrique Amorim exerce uma profissão um pouco complicada para alguém com o seu, como a gente chama?, perfil! Hoje, ele é um grande parceiro de Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), aquele deputado-delegado que se elegeu com os votos do palhaço Tiririca e que está a salvo, por enquanto, do indiciamento da própria Polícia Federal por causa da imunidade parlamentar. Até agora não se viu palhaçada… de Tiririca! Muito bem! Hoje Paulo Henrique trata Protógenes como herói, grande homem, ínclito, honesto a mais não poder etc. Passaram a compartilhar amigos e inimigos. Ambos devem saber por quê. Mas foi sempre assim?

Sabem como é Amorim… Em 1998, ele moveu uma verdadeira campanha contra Lula, como vocês já viram aqui. Hoje é lulista roxo. Até outro dia, adivinhem quem era objeto de seus ataques ferozes… Sim, o herói, o ínclito, o fabuloso… Protógenes! Trata-se, para não variar em seu samba de uma nota só, de mais um ataque à Globo e coisa e tal. A obsessão de sempre! Notem que o delegado — agora magnífico, incorruptível! — é visto como um mero empregado da emissora. Assistam.. Volto em seguida.

Então… Vamos brincar com a lógica de Paulo Henrique Amorim. Se, quando tratava Protógenes como inimigo, aquele rapaz era capacho da Globo, como ele sugere, a gente deve concluir que o delegado-deputado mudou de emissora e agora pertence à Record? Como se nota, Protógenes já teve a sorte de ser atacado por Amorim. Hoje é fartamente elogiado. Os dois devem saber os motivos.

Por Reinaldo Azevedo

Educação: Menos marketing, mais qualidade

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José Serra

Ao fim de nove anos de governo do PT, a política educacional brasileira resultou numa verdadeira sopa de pedras. Não tem consistência e as iniciativas desconexas se vão sucedendo – pedras jogadas na panela aquecida por vultosos recursos públicos produzindo pouca substância. Os Estados e os municípios cuidam da pré-escola, do ensino fundamental e médio. Mas a esfera federal detém capacidade legislativa e normativa, além de recursos em grande escala, para atuar no setor. No ensino superior público, o grande agente é o Ministério da Educação (MEC), com a exceção de uns poucos Estados que têm grandes universidades.

O mais recente exemplo dessa inconsistência é o Plano Nacional de Educação 2011-2020, resumido no Senado pelo novo titular da Educação, Aloizio Mercadante. A superficialidade e a confusão das falas do ministro afligem aqueles que consideram a educação o principal desafio brasileiro neste século.

Nem no plano nem nas falas há nenhuma pista para enfrentar o fato de que o ensino superior público no Brasil, na era petista, foi além da estagnação. Acredite se quiser: em 2010 formou menos 24 mil estudantes do que em 2004, segundo estimativa de Carlos Brito, da Fapesp, destoando da fase de forte expansão no governo Fernando Henrique Cardoso e do ministro Paulo Renato.

No momento, a pedra mais vistosa atirada na sopa são os tablets, a serem distribuídos de graça. Ninguém responsável pode rejeitar a chegada das modernas tecnologias às salas de aula. Mas não passa de mistificação barata – ou muito cara, a depender de como se faça – essa história de que a educação só melhora se cada aluno e cada professor tiverem nas mãos um iPad, como promete o ministro. Rejeitar a adoção de modernas tecnologias seria o mesmo que combater a luz elétrica e a água encanada. Mas um professor mal preparado o será em qualquer circunstância. Um aluno que mal sabe escrever e multiplicar não será redimido por um tablet. A distribuição de material eletrônico sem bons guias curriculares e programas de formação e qualificação dos professores é dessas firulas atrás de manchetes. O governo Lula fez isso em 2005 com laptops – "Um Computador por Aluno", lembram? O fracasso foi retumbante.

Como noticiou o jornal O Estado de S.Paulo, 3,8 milhões de crianças e jovens não estão na escola; na faixa dos 15 aos 17 anos, nos oito anos de FHC e Paulo Renato, o porcentual fora da escola caiu de 33% para 18%. Depois disso a inclusão se desacelerou e 14% ainda não frequentam nenhuma instituição de ensino. Acredite se quiser: em 2010 houve menos concluintes do ensino médio do que em 2003, com um decréscimo anual de 0,5% ao ano.

Com ou sem tablets – eles são uma ferramenta, não uma política pública em si -, o governo federal deveria empenhar-se em pôr na escola essa imensa fatia da juventude e elevar o padrão de ensino, em especial expandindo o ensino profissionalizante. Não é o que se vê. Tome-se o Pronatec, programa copiado do Protec, proposta nossa durante a campanha de 2010, tão combatida pelos petistas. Além do atraso para dar início ao programa, foram excluídas as bolsas em escolas técnicas particulares, precisamente as que atendem jovens mais pobres. Isso exclui cerca de 50% dos alunos dessas escolas.

Em São Paulo, em 11 anos, foram criadas 104 escolas técnicas de nível médio, abrindo 150 mil vagas adicionais. É preciso pensar mais no estudante e menos nas manchetes, mais em dar uma resposta aos problemas reais dos alunos e de suas famílias e menos em soluções marcadas pela publicidade e pelo açodamento. A improvisação é tanta que a capacitação técnica de professores e o método pedagógico que deveriam orientar a utilização dos milhões de tablets prometidos só estão previstos para depois da chegada dos aparelhos!

Outra pedra atirada na sopa da educação petista foi a tentativa de transformar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) numa prova de acesso à universidade. Sob o pretexto de pôr fim ao vestibular nas universidades federais, criou-se o maior vestibular do mundo ocidental. Assistiu-se a um festival de trapalhadas, injustiças, arbitrariedade, subjetivismo e falta de critério na correção das provas. No fim, o aluno nem sabe direito por que tirou essa ou aquela nota. Pior: as críticas corretas e sensatas foram consideradas tentativas de sabotagem. A incompetência flerta frequentemente com o autoritarismo.

Ao abordar as dificuldades do Enem como "vestibulão", o novo ministro produziu mais uma pérola, dizendo que os problemas decorrem do fato de o Brasil ser muito grande, e alegou que isso não é culpa do MEC. Será que o PT vai esperar que o País encolha para começar a governá-lo com competência? Ou, quem sabe, seus ministros possam candidatar-se ao cargo de gestor na Escandinávia, cujos países são bem menores que o Brasil e solicitam menos dos homens públicos, pois muitas das condições que ainda infelicitam o nosso povo já estão resolvidas por lá. É sempre bom lembrar que o Brasil, afinal de contas, já tinha esse tamanho antes de o PT chegar ao poder.

Em 2009, 65 nações participaram do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que verifica o conhecimento de estudantes de 15 anos em Matemática, leitura e Ciências. O resultado é vexaminoso: o Brasil obteve o 54.º lugar, junto com Panamá e Azerbaijão, atrás de países como Bulgária, Romênia, México, Chile e Uruguai.

O que nos falta? Tablets? Sem uma política pública consequente de valorização e qualificação do professor eles são inúteis. Servem à propaganda, não aos estudantes; servem à demagogia, não à elevação das sofríveis condições de ensino no País.

É possível, sim, mudar essa realidade, desde que se façam as escolhas certas. As autoridades nacionais da área educacional precisam perseguir menos a publicidade e mais a qualidade. Se o fizerem, as notícias fatalmente os alcançarão.

Opinião do Estadão: A celebração do fiasco

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O governo fez um balanço triunfal de mais um fiasco – o primeiro ano do PAC 2 – e reiterou o compromisso de elevar o investimento e conduzir a economia a uma expansão de 4,5% neste ano. A exibição de otimismo contrastou com mais uma notícia ruim divulgada poucas horas antes: em janeiro, a indústria produziu 2,1% menos que em dezembro. O grande assunto do dia anterior havia sido o pífio desempenho da economia nacional no ano passado. Mas tudo será melhor a partir de agora, apesar da crise internacional, garantiram os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior.

Foram feitos investimentos de R$ 204,4 bilhões em 2011, primeiro ano da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. Esse é o total das operações realizadas pelos envolvidos no PAC 2 – administração direta, estatais e setor privado. Esse valor corresponde a 21% do previsto para os anos de 2011 a 2014. Mas, como em todo balanço desse programa, o bolo apresentado como investimento é um tanto inflado. Uma parcela de R$ 75,1 bilhões – 36,7% do total – corresponde a financiamentos para habitação. Além disso, a maior parte do dinheiro investido pelas estatais foi aplicada, como em outros anos, por um único grupo – o da Petrobrás.

O chamado PAC orçamentário, incluído no Orçamento-Geral da União e financiado diretamente pelo Tesouro, ficou, de novo, longe da meta fixada para o período. O desembolso, de R$ 28 bilhões, foi maior que o de 2010, mas correspondeu a apenas 69,3% da verba autorizada para o ano, de R$ 40,4 bilhões.

Nenhum ministro deu atenção a esse detalhe nem se dispôs a discutir a enorme parcela de restos a pagar incluída nos desembolsos de cada ano. No ano passado, por exemplo, os restos corresponderam a R$ 18,6 bilhões, dois terços dos R$ 28 bilhões desembolsados. A maior parte da verba aplicada em 2011 destinou-se, portanto, a liquidar compromissos do PAC 1. Para este ano foram transferidos R$ 39,6 bilhões de compromissos assumidos e não quitados.

Apesar da execução medíocre, o PAC 2 foi apresentado no balanço como barreira protetora contra os impactos da crise internacional. É um evidente exagero, até porque, em 2011, o investimento das estatais da União, responsáveis pela maior parte do PAC, foi menor que em 2010.

Mas os dois ministros mantiveram quase sem mudança o discurso otimista e as promessas do ano passado. O Brasil, segundo o ministro da Fazenda, terá condições para um crescimento econômico bem maior que o de 2011. O governo dispõe de meios para enfrentar a enorme onda monetária criada nos países desenvolvidos e assim evitar a valorização excessiva do real. Essa valorização é nociva para a economia nacional porque torna os produtos brasileiros muito caros em moeda estrangeira. O ministro prometeu ficar atento e pronto, o tempo todo, para tomar as medidas necessárias para defender a indústria e animar a economia. Até esse ponto, nenhuma novidade.

Mas ele anunciou, na mesma cerimônia, a redução de uma das metas fixadas para 2012 – um volume de investimento produtivo equivalente a 20,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O alvo foi baixado para 20,4%, porque a proporção alcançada em 2011 ficou em 19,3%, segundo as contas divulgadas no dia anterior. O governo havia estimado uns 19,6% ou 19,7%. A nova meta, explicou o ministro, foi calculada sobre uma base mais baixa que a anterior.

Muito mais importante que esse palavrório é o problema real. O Brasil investe muito menos que o necessário para sustentar um crescimento igual ou superior a 5% por vários anos. Para isso seria preciso investir uns 24% do PIB.

Para investir aqueles 24%, seria preciso elevar a poupança nacional. Isso depende, em primeiro lugar, de uma gestão pública mais eficiente e de uma ampla desoneração do setor privado. Mas o governo continua apostando em benefícios fiscais paliativos, programas oficiais de baixo grau de execução e financiamentos especiais aos beneficiários de sempre – um número pequeno de grandes grupos. O fracasso dessa estratégia está mais que provado. Juros menores podem ajudar, segundo o ministro, mas juros dependem também do gasto público.