Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for junho 4th, 2012

Roubalheira petralha: Governo perde conta de quanto gastará nos Jogos do Rio

leave a comment »

Investimento havia sido estimado em R$ 23,66 bilhões para as obras de infraestrutura

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, confirmou nesta segunda-feira que não existe mais uma previsão de gastos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na candidatura, o investimento havia sido estimado em US$ 11,6 bilhões (R$ 23,66 bilhões) para as obras de infraestrutura, e US$ 2,8 bilhões (R$ 5,7 bilhões) para a formação do Comitê Organizador.

Segundo o presidente da APO – órgão do governo federal responsável pelo acompanhamento dos preparativos para os Jogos do Rio de Janeiro -, os valores da candidatura eram uma "referência" e muitas obras ainda estão apenas na fase de projetos. Por isso não é possível estimar o custo total. Mesmo sem a definição, Fortes prometeu que os projetos vão sempre buscar o "menor valor possível".

As autoridades brasileiras conseguiram entregar somente na semana passada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a Matriz de Responsabilidades, documento que detalha as obras, valores e responsáveis pelos investimentos e execução em cada nível de governo (estadual, municipal ou federal). O COI esperava a entrega da Matriz desde 2010.

Maracanã

O governo do Rio de Janeiro quer evitar que o estádio, sede da abertura dos Jogos de 2016 e da final da Copa do Mundo de 2014, seja administrado por um time. A secretaria estadual de Casa Civil analisa proposta de modelo de concessão do Maracanã à iniciativa privada.

Depois da análise, será realizada licitação para a escolha dos novos administradores. "Não será direcionada a clubes", disse o secretário Régis Fichtner, que também participou da reunião com o COI. Mesmo que a empresa ou consórcio vencedor firme parceria com um time carioca, o governo quer evitar "exclusividades". "O Maracanã não será a casa de um só clube, mas de todos, como sempre foi", disse.

Estadão Online

Opinião do Estadão: As universidades do Lula

leave a comment »

O vídeo abaixo, de abril de 2012, trata sobre o campus Rio Paranaíba, da Universidade Federal de Viçosa, obra de cuspe de um governo safado, politiqueiro e corrupto

Nas centenas de discursos que o presidente Lula pronunciou nos últimos meses de seu mandato, em 2010, um dos temas mais recorrentes foi a educação. Em diversas oportunidades afirmou ter criado mais universidades que o presidente Juscelino Kubitschek. Em cinco anos de governo, JK criou 10 instituições, enquanto Lula, em seus dois mandatos, criou 14, sendo 10 voltadas para a interiorização da educação superior e 4 para promover a integração regional e internacional.

Um ano e meio depois de ter deixado o governo, algumas das universidades por ele inauguradas com muita pompa, circunstância e rojão funcionam em instalações emprestadas e prédios improvisados, sem água, refeitório, biblioteca e professores em número suficiente. O câmpus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Guarulhos é uma boa amostra do tipo de instituições de ensino erguidas pelo presidente “recordista” com a preocupação precípua de “mostrar serviço”.

Alunos da Unifesp em um dos protestos por melhores condições de ensino. O governo petralha é muito bom de propaganda, mas péssimo de serviço!

O acesso ao câmpus é difícil e não há ônibus suficientes. As salas de aula são abafadas. O refeitório funciona num galpão de madeira. Cerca de 30 mil livros destinados à biblioteca continuam encaixotados. A biblioteca tem 240 mil livros mas, como não há lugar onde colocá-los, só 70% do acervo pode ser consultado. Por falta de infraestrutura, o laboratório de informática não tem como ser ampliado. A demora para se tirar uma fotocópia é de 40 minutos, em média. E quando os 50 computadores são operados simultaneamente, a velocidade da internet cai.

Projetado originariamente pela prefeitura de Guarulhos para abrigar uma escola técnica, o câmpus funciona desde 2006, oferecendo cursos de ciências sociais, filosofia, história, letras e pedagogia a cerca de 3,1 mil alunos. Mas, como um edifício prometido desde 2007 jamais saiu do papel, os poucos prédios disponíveis estão superlotados e algumas aulas tiveram de ser transferidas para uma escola municipal que atende cerca de 700 crianças.

Nessa escola, os cursos da Unifesp são dados à tarde e à noite, mas o número de salas também é insuficiente. “Estamos discutindo Hegel e a molecada está no recreio, fazendo correria ao lado. Como não há ventilação e o prédio pega sol o dia inteiro, no verão é insuportável”, diz o estudante Michael de Santana. Por causa da falta de salas climatizadas, a ilha de edição de vídeo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo não pode ser usada. Além disso, há carência de professores em muitos cursos e o quadro administrativo tem menos da metade do número de servidores necessários.

Para exigir que o governo da presidente Dilma Rousseff terminasse o que Lula “inaugurou”, os alunos deflagraram uma greve no final de março, que perdura até agora. Em maio, ocuparam a reitoria acadêmica por três dias. A direção do câmpus da Unifesp em Guarulhos alega que o uso das dependências da escola municipal do bairro dos Pimentas foi planejado de comum acordo com a prefeitura de Guarulhos, como contrapartida pela instalação do câmpus na cidade, em 2007. As salas serão devolvidas quando o prédio novo – cuja licitação só foi concluída este ano – for construído. Para amenizar os problemas, a Unifesp alugou um prédio em frente ao câmpus, para servir de sala de aula.

Outras universidades federais criadas por Lula enfrentam problemas semelhantes. Na própria Unifesp, um dos prédios da unidade da Baixada Santista está interditado desde o final de abril, por causa de uma forte chuva. Em Minas Gerais, o câmpus avançado da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha, também criada em 2007, só tem um quinto de suas instalações construídas. Na Universidade Federal do ABC, os problemas de gestão e logística desestimularam os alunos – em 2009, a instituição registrou uma taxa de evasão de 42%, uma das mais altas do País.

Esse é o cenário de muitas das universidades criadas por Lula. Suas primeiras turmas estão tendo fortes prejuízos em sua formação acadêmica, como reconhecem os professores e dirigentes dessas instituições.