Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for setembro 4th, 2012

Serra: ‘O PT abandonou São Paulo’

leave a comment »

Para rebater as críticas feitas por seus adversários a sua renúncia a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do Estado em 2006, o candidato do PSDB à sucessão municipal, José Serra, disse que o PT abandonou a cidade quando esteve na administração municipal. O tucano atacou a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), entre 2001 e 2004, para rebater uma propaganda de TV em que a campanha do candidato Fernando Haddad (PT) se refere indiretamente a Serra como "aquele candidato que abandonou a Prefeitura no meio do mandato".

"Pior do que qualquer coisa é o abandono em que a cidade ficou quando eles tiveram a Prefeitura. Dezesseis mil reais em caixa, fila de 13 mil credores, postos de saúde sem remédios, obras paradas e a grande obra que fizeram que foram os túneis dos Jardins, que inundaram logo depois e que custaram uma fortuna", disse Serra, após evento de sua campanha. "Esse é o PT, então não há surpresa nenhuma."

Nos últimos dias, o candidato do PSDB passou a explicar voluntariamente o episódio da renúncia, mesmo quando não é provocado por eleitores ou jornalistas. Nesta terça-feira, o tucano subiu ao palanque de um buffet na zona leste de São Paulo para falar a um grupo de mil mulheres idosas, convidadas pela candidata a vereador Myryam Athie (DEM). Cada uma pagou R$ 20 pelo convite para um "chá" com a presença de Serra. Foram servidos salgadinhos e refrigerantes em copos de plástico.

"Tem muito boato se espalhando – boatos importantes. Um deles é o boato de que, se for eleito, eu saio para me candidatar em dois anos. Eu fiz isso uma vez, sim, mas fiz com o apoio da população de São Paulo. Tive mais votos para governador do que para prefeito", justificou-se o tucano. "Porque, do jeito que as coisas estavam, o PT ia levar o governo do Estado e ia arrebentar o Estado como já tinha arrebentado a Prefeitura! Por isso eu fui candidato."

Myryam Athie, que já foi vereadora, também encarou o episódio em seu discurso, mas de maneira mais discreta. "Essa história que querem lembrar, aquela ação lá atrás… Vocês sabem que muitas vezes a gente tem que ir para o sacrifício", disse.

A candidata também adotou a estratégia ensaiada por militantes da campanha de Serra nas ruas, que tentam convencer os eleitores de que o tucano é o candidato mais preparado e que seus principais adversários são inexperientes. "Não dá para testar! Nós temos que ficar com o que nós já conhecemos", afirmou.

Estadão Online

O discurso que Serra não faria, contra as regras do marketing. Ou: Sobre o novo e o velho

leave a comment »

A cada alusão depreciativa que leio à idade do tucano José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, sinto o nojo que qualquer preconceito sempre provoca em mim. O curioso é que a mesma imprensa que é politicamente correta no limite da paralisia do pensamento se entrega gostosamente a especulações asquerosas nessa área.

Abaixo, vai um texto que jamais seria dito no horário eleitoral gratuito pelo candidato tucano. Não seria porque certamente seria considerado contrário aos cânones do marketing. Porque seria considerado dramático demais, quem sabe até incompreensível. Uma das razões por que jamais seria um político é que considero o marketing uma ciência por demais inexata.

É evidente que o que vai abaixo não é uma sugestão para Serra. Não pagaria esse mico. Eu reitero que este é o discurso que ele não faria. O que vai abaixo encerra um entendimento deste escriba da realidade política e dos valores que estão em disputa nessa eleição. E é composto também de fragmentos de discurso que ele próprio já fez.

*

Eu lhes trago uma mensagem antiga, que se renova a cada dia: a democracia, com todas as suas imperfeições, ainda é o melhor caminho para resolvermos as nossas diferenças.

Eu lhes trago aqui uma convicção antiga, que se prova verdadeira a cada dia: a igualdade sem a liberdade é justiça tirana; a liberdade sem a busca da igualdade é injustiça cordial. E nós somos aqueles que lutam por um mundo justo, porém amoroso.

Eu lhes trago aqui uma crença antiga, que se faz viva a cada dia: a única razão de ser de um governo, em qualquer esfera, é cuidar das pessoas. E esse cuidado implica criar as condições para que cada brasileiro tenha plenas condições de cuidar de si mesmo.

Sou antigo porque acredito na democracia.
Sou antigo porque acredito na igualdade.
Sou antigo porque acredito na liberdade.
Sou antigo porque acredito na Justiça.
Sou antigo porque acredito na eficiência.
Sou antigo porque acredito na autonomia.

E, por isso, minhas caras, meu caros, por isso mesmo, eu sou muito jovem. Aos 70 anos — eu tenho orgulho da minha idade, eu tenho orgulho da minha luta, eu tenho orgulho da minha história —, eu posso lhes dizer que a idade de uma mulher e a idade de um homem não se medem apenas pelo tempo que viveram, mas também por sua experiência e por sua capacidade de se renovar.

A luta por democracia, por igualdade, por liberdade e por justiça é bem mais velha do que eu, bem mais velha do que todos nós. Ela acompanha a trajetória humana desde os seus primórdios. Que proclamem por aí: a experiência que acumulei em diversos cargos públicos vale bem mais, se quiserem, do que os 70 anos que tenho.

A juventude de uma mulher e de um homem está na sua ousadia.
A juventude de uma mulher e de um homem está no combate ao preconceito.
A juventude de uma mulher e de um homem está na sua inquietude.

E eu tenho a satisfação de ter construído uma carreira política que ousou dizer “não” ao arbítrio, que lutou contra o peso das ideias mortas, que soube se renovar e se preparar para o futuro.

O que pode haver de mais velho neste país do que a incompetência?
O que pode haver de mais velho neste país do que a aposta na impunidade?
O que pode haver de mais velho neste país do que a aposta no vale-tudo?
O que pode haver de mais velho neste país do que a corrupção, que rouba a o futuro de nossas crianças e de nossos jovens e sequestra o presente de nossos homens e mulheres?

Velha, no Brasil, é velhacaria!
Velho, no Brasil, é o autoritarismo!
Velho, no Brasil, é o vale-tudo.

Hitler se tornou chanceler da Alemanha antes de completar 44 anos. Todos conhecem as consequências. Fez o que fez porque era jovem? Não! Produziu a tragédia que produziu porque, na verdade, velhas eram suas ideias. Konrad Adenauer assumiu a chancelaria da Alemanha Ocidental, em 1949, aos 73 anos e conduziu o país até os 87 anos. Só deixou o Parlamento ao morrer, em 1967, aos 91!

Hitler matou milhões porque, sendo jovem, era muito velho.
Adenauer salvou a democracia porque, sendo velho, era muito jovem.

Podem me chamar de velho. Fico feliz que não possam me chamar de velhaco. Os jornalistas lembrarão que Ulysses Guimarães já disse isso antes. É verdade. Foi na disputa eleitoral de 1989, quando perdeu para Lula e Collor.

Ulysses perdeu a eleição, mas não perdeu a vergonha na cara. Eu quero, sim, ganhar a eleição. Mas, para tanto, não aceito a perder a vergonha.

Encerro
É isso. Alguém tem de ter vergonha, incluindo partes consideráveis da imprensa, nesse processo eleitoral. Nem que seja um dos candidatos à Prefeitura!

Por Reinaldo Azevedo

Written by Abobado

4 de setembro de 2012 at 21:52

Mensalão: Alckmin cita julgamento como exemplo de combate à corrupção

leave a comment »

Em seminário promovido pelo Ministério Público Democrático, o governador afirmou que a impunidade estimula o crime de colarinho branco

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), citou o julgamento do mensalão como exemplo de combate à corrupção de políticos no país. A afirmação foi feita durante um seminário promovido pelo Ministério Público Democrático (MPD), nesta terça-feira, em São Paulo.

“A punição tem um sentido pedagógico para melhorar a vida pública. A impunidade é que estimula o crime do colarinho branco”, afirmou Alckmin. O governador ressaltou que esse tipo de delito é sofisticado, envolvendo contratos, editais e questões jurídicas. "Não é como um assalto à mão armada. Não deixa impressão digital."

O tucano também criticou a existência de tantos partidos políticos no Brasil o que, segundo ele, dificulta a governabilidade e estimula a atividade ilícita.

“O sistema político brasileiro está de ponta-cabeça. Vai mal e tem tudo para piorar”, afirmou o governador. “Não há democracia no mundo que tenha 30 partidos políticos, muitos de aluguel. Criou um partido é dinheiro na veia”, concluiu, apontando esse sistema como uma das causas para a deterioração do quadro político brasileiro.

Alckmin defendeu a reforma política com a proibição de coligação proporcional e disse que a controladoria do estado tem aprimorado seus sistemas de controle interno para dificultar atos de corrupção. “Servidor público que tiver renda incompatível com o salário tem de se explicar à Controladoria no prazo de dez dias”, afirmou.

Eleições

Alckmin comentou a rejeição de 43% do candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, dizendo que ela reflete um "momento político"o. Alckmin elogiou o pronunciamento de Serra no horário eleitoral desta segunda, em que passou boa parte do programa explicando por que deixou o cargo de prefeito em 2006 para concorrer ao governo do estado.

"O pronunciamento do Serra foi muito necessário para não deixar dúvida em relação ao seu mandato de quatro anos fazendo um bom trabalho em São Paulo", declarou o governador. Alckmin disse estar confiante que Serra irá para o segundo turno na disputa.

Veja Online

A greve da oposição pode estar no fim: na resposta à nota de Dilma, o PSDB ataca Lula, critica o governo e defende FHC

with one comment

O Instituto Teotônio Vilela responde a Dilma: ‘O PT detesta ouvir verdades incômodas’

Segue-se a íntegra do texto divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB

O PT adora assacar mentiras contra seus adversários e detesta quando lhe são ditas verdades incômodas. É isso o que explica a reação coordenada entre a presidente Dilma Rousseff e seu tutor às mazelas do governo petista expostas por Fernando Henrique Cardoso no último domingo. Ao rol de realidades desnudadas, os petistas responderam com as mistificações de sempre. O líder tucano está coberto de razão.

Em artigo publicado em O Globo e n’O Estado de S.Paulo, o presidente lista diversos componentes da “herança pesada” recebida por Dilma de seu antecessor. São muitos: a crise moral, o mensalão, a falta de reformas institucionais, o aumento da carga tributária, as iniquidades na Previdência, a ineficiência dos investimentos públicos, os descaminhos da política energética. Examinada a lista, é de se perguntar: há alguma mentira nela? Nenhuma.

Fernando Henrique lamenta a corrosão moral que marcou o primeiro ano da gestão Dilma. Fato: dos 37 ministros que assumiram com a presidente, sete foram defenestrados por suspeitas de corrupção e irregularidades de toda natureza. Não custa lembrá-los: Antonio Palocci (Casa Civil), Carlos Lupi (Trabalho), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Wagner Rossi (Agricultura) e Mario Negromonte (Cidades).

Em seguida, o presidente trata do mensalão. Dos 37 réus, dez são do PT. São eles: os já condenados João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato; José Genoino e Delúbio Soares, os próximos da lista; o único absolvido Luiz Gushiken; José Dirceu, Silvio Pereira, Paulo Rocha, Professor Luizinho e João Magno de Moura. Mente Fernando Henrique ao denunciar a “busca de hegemonia a peso de ouro alheio” por esta gente? Por tudo o que se viu ao longo das 17 sessões de julgamento realizadas no STF até agora, nem um pouco.

Segundo alguns jornais, Dilma teria ficado especialmente brava com a menção à desastrada política energética que vigora no governo petista. Mas quem, senão a própria atual presidente da Petrobras, ressaltou noutro dia que, desde 2003, a estatal não cumpre suas metas de produção? Quem, senão a própria empresa, deve apresentar nova queda na produção neste ano e registrou, após 13 anos, bilionário prejuízo? Quem vale hoje menos do que valia dois anos atrás, antes de um processo de capitalização embalado em clima de fanfarra eleitoral?

No artigo, Fernando Henrique também aponta os equívocos que transformaram o Brasil de potência na geração de etanol em importador do produto. Os fatos: neste ano-safra, a produção de álcool no país caiu 15% e compramos dos Estados Unidos nada menos que 1,8 bilhão de litros do biocombustível. Em consequência deste desarranjo, as importações de gasolina deverão mais que quadruplicar até o fim da década.

O líder tucano trata, ainda, dos atrasos na Transnordestina e na transposição do rio São Francisco. Quem há de negá-los? A ferrovia só tem um terço das obras prontas, liga nada a lugar algum e já encareceu 50%, bancada por financiamento do BNDES. A transposição tem seis dos 14 lotes com obras suspensas, muitas por suspeitas de irregularidades. Seu término, antes previsto para 2010, já foi estendido para, no mínimo, 2015.

A presidente tentou rebater as sóbrias palavras de Fernando Henrique com uma nota oficial combinada com Lula, segundo revelou o Estadão. Disse, por exemplo, que seu antecessor legou-lhe “uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura”. Em que país ela está vivendo? Ou, pior: qual país ela pensa que está governando?

“Economia sólida” será a que cresce menos que todos os países latino-americanos e é a quarta mais desigual e injusta do continente? “Crescimento robusto” será aquele que, neste ano, ficará em cerca de metade do que foi o pibinho de 2011? “Investimentos consistentes em infraestrutura” são a paralisia que se vê em estradas, ferrovias, aeroportos, portos e conjuntos habitacionais, e que, na última década, deixou de aplicar quase R$ 50 bilhões em recursos orçamentários? Francamente…

Dilma chama atenção para “os avanços que o país obteve nos últimos dez anos”. Se não fosse tão sectária, mais correto seria dizer dos avanços que vêm sendo construídos por toda a nação desde a transição democrática ─ da qual, aliás, o PT recusou-se a participar no colégio eleitoral. Mais adequado ainda seria falar da completa ausência de avanços institucionais na última década, em que o arcabouço arduamente construído na gestão tucana foi sendo, dia após dia, dilapidado até o osso, até não sobrar nada que permita ao país lançar-se a novos saltos rumo ao futuro.

Para terminar, a presidente da República diz que seu tutor é “um exemplo de estadista”. Sobre isso, não é preciso dizer muito. Basta lembrar que, neste instante, Luiz Inácio Lula da Silva está mergulhado até a alma em disputas eleitorais pelo Brasil “mordendo a canela” de adversários e exalando ódio a quem não lhe diz amém. Enquanto isso, Fernando Henrique dedica-se a apontar erros e elogiar eventuais acertos, buscando colaborar para a melhoria do país. A verdade muitas vezes é incômoda, mas nunca foi tão necessária quanto agora.

Do blog do Augusto Nunes