Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for dezembro 9th, 2012

Antes de ir para prisão, chefe da quadrilha não consegue mobilizar nem os petralhas

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Atos em São Paulo e Curitiba foram marcados pela ausência de petistas de peso; ex-ministro pretende realizar encontros em outras duas cidades

Condenado a mais de dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa, o ex-ministro José Dirceu já conhece seu destino – e não se conforma. Antes de começar a cumprir sua pena, que deve ser iniciada em regime fechado, o petista tenta há semanas organizar eventos com militantes do partido em sua defesa. Mas o que Dirceu não esperava era que seu prestígio estivesse tão baixo dentro da legenda onde construiu sua trajetória política e onde alcançou posto de líder influente. Os três primeiros atos organizados até agora foram esvaziados e não produziram nenhum barulho.

O golpe de misericórdia veio na reunião do Diretório Nacional do PT na última sexta-feira, em Brasília. Representando Dirceu, Serge Goulart, da tendência radical O Trabalho, apresentou uma moção sugerindo que o partido fosse às ruas para promover atos contra o STF e que não reconhecesse o julgamento do mensalão, segundo informou o jornal O Globo. Porém, a proposta nem chegou a ser votada. A direção do PT não ousou dar início a um confronto com o órgão que encabeça um dos poderes da República – e também não quis submeter os mensaleiros a mais uma derrota pública. Após o encontro, o partido divulgou uma nota, mas nenhuma linha fazia referência ao mensalão.

Os apoiadores de Dirceu tentaram reunir militantes em atos em São Paulo, Osasco (SP) e Curitiba. Na próxima semana, deverão ser feitas novas tentativas em Guarulhos (SP) e Porto Alegre (a menos que a decisão do diretório nacional enterre de vez os planos de Dirceu).

Em Osasco, o anfitrião do encontro realizado em uma escola foi outro condenado no mensalão, o deputado João Paulo Cunha. Ao grupo, também juntou-se o ex-presidente do PT José Genoino. Na plateia, entretanto, os políticos mais ilustres eram vereadores e prefeitos de pequenos municípios paulistas, como Bofete e Jaboticabal, além de representantes de partidos nanicos como o PSDC e PTN. O presidente do PT, Rui Falcão, e os deputados Jilmar Tatto (PT-SP), líder do PT na Câmara, e Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo, que haviam sido inicialmente anunciados como participantes do evento, não foram. Ao explicar as ausências, os organizadores culparam o “trânsito de São Paulo”.

O ex-chefe do PT e ex-homem forte do governo Lula, acostumado a agendas requisitadas e à tribuna da Câmara dos Deputados, teve dificuldade para reunir 150 pessoas em Curitiba, a maioria estudantes no último dia 3. O organizador foi o deputado federal Zeca Dirceu (PT), seu filho. No Paraná, o partido conta com quadros nacionais, como o casal de ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e o deputado federal Dr. Rosinha. Mas apenas o secretário nacional de comunicação do PT, o paranaense André Vargas, compareceu.

Em São Paulo, um novo encontro reuniu Dirceu e Genoino na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, no dia 24. A única cara conhecida na plateia era o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e o encontro foi preenchido por militantes do Fórum do Diálogo Petista, criado por filiados de correntes consideradas radicais do PT. No discurso, Dirceu repetiu a ladainha de que sua condenação foi um golpe da elite e da imprensa, falou em “martírio” e chegou a afirmar que só não foi “fuzilado porque num Estado democrático de Direito não há pena de morte”.

Suplicy afirma que participou do encontro esvaziado para ouvir Dirceu. “Eu conheço os três (Dirceu, Genoino e João Paulo Cunha) há 32 anos. Fui lá para ouvir, refletir. Fui para isso. Acho que é uma questão dolorosa. Sobre ausências eu prefiro só responder por mim. Cada um é cada um”, disse Suplicy.

São essas correntes petistas que têm pressionado o partido para que a direção nacional seja mais enérgica ao defender os réus. Dirigente da tendência O Trabalho, Markus Sokol disse em novembro que existe “insatisfação na base do partido” com a forma com que o partido tem lidado com o resultado do julgamento – tímida, na sua opinião. “Se ficar sem resposta, outras organizações que incomodam a elite dominante não poderão se sentir garantidas”, disse o dirigente.

“Falta solidariedade no nosso partido. É na hora ruim que se conhece o companheiro. Eles [Dirceu, Genoino e Cunha] merecem mais do nosso carinho”, afirmou em Osasco o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), um dos petista que saiu em defesa do ex-ministro publicamente. A desculpa de petistas para não comparecer tem sido de que os atos não são eventos oficiais do partido e não contam com a chancela dos diretórios locais.

O PT fará de tudo para minimizar os danos do julgamento do mensalão. Tentará reescrever a história, afirmando que não se valeu de métodos criminosos para assegurar o poder. Mas, no momento ao menos, não existe apoio irrestrito aos condenados pelo STF. Se isso representará a derrocada definitiva de José Dirceu, uma das figuras mais poderosas do PT – e também do país, no início da década passada – é uma história a se acompanhar de perto.

Veja Online

Corrupção petralha: Lanchas-patrulha da Ideli ficam paradas em Florianópolis e Laguna

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Duas das três embarcações destinadas à fiscalização em Santa Catarina estão fora de operação

Alvo de polêmica há três anos, duas das três lanchas-patrulha compradas pelo Ministério da Pesca e destinadas a entidades de Santa Catarina estão fora de operação. Problemas decorrentes do uso impedem a utilização das embarcações, que fazem parte da compra de 28 unidades ao custo de R$ 1,1 milhão e um total de R$ 31,8 milhões.

As aquisições geraram contestação por terem sido licitadas sem uma prévia avaliação da necessidade de aquisição e o Tribunal de Contas da União abriu investigação, que ainda não foi concluída. Os veículos náuticos foram fabricados por uma empresa catarinense.

As duas lanchas que precisam de conserto estão com a Polícia Militar Ambiental do Estado. A Seap 5, que é operada pela 1ª Companhia, em Florianópolis, teve a hélice de um dos motores quebrada. A tripulação fazia patrulha em alto-mar quando na altura da Ilha de Ratones, a equipe percebeu o problema.

A embarcação estava na semana passada no terreno da sede da companhia, próximo à cabeceira continental da Ponte Pedro Ivo Campos. A lancha estaria parada há seis meses.

A outra embarcação, a Seap 1 (foto), que monitorava a pesca em Laguna, também está parada há mais de três meses, mas tem a previsão de retornar ao mar antes do Natal para a Operação Verão da PM. Essa seria uma das lanchas mais utilizadas, com 950 horas de navegação desde 2009 para cá. Conforme o comandante da 3a Companhia de Polícia Militar Ambiental, Jeffer Francisco Fernandes, o casco foi danificado ao bater em pedaços de madeira em dia de mar revolto. A embarcação está em conserto na empresa Intech Boating, em São José.

O comandante da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, Leibnitz Martinez Hipólito, confirmou que a lancha de Laguna deve voltar a operar este mês. A corporação não informou o custo dos reparos para o Estado. De acordo com o proprietário da Intech Boating, José Antônio Galízio Neto, assim que a PM encaminhar a lancha da Capital para o conserto, em dois dias ficaria pronta.

A terceira lancha, a Seap 16, está em operação pela Polícia Federal, no Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) da Capital. A embarcação tem utilização direcionada para incursões de patrulhamento, fiscalização e em projeto de educação ambiental.

TCU ainda investiga compra

A aquisição das lanchas-patrulha pelo Ministério da Pesca ainda é alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) iniciada em 2011, que analisa a suspeita de uma série de irregularidades, entre elas a ausência de pesquisa de preço e da necessidade de compra das embarcações, assim como direcionamento de licitação e suposto superfaturamento.

Em março deste ano, um acórdão dos ministros decidiu por converter o processo em tomada de contas especial para apurar a responsabilidade por danos à administração pública e à obtenção de ressarcimento. São 12 pessoas citadas, entre eles o então ministro da Pesca, o catarinense Altemir Gregolin, e a empresa Intech Boating Comércio de Embarcações. Em março, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmou que, após ser contratada para construir as lanchas, a empresa Intech Boating, criada em São José, em 2007, foi procurada pelos petistas para colaborar com a campanha eleitoral. A fabricante doou R$ 150 mil para o PT catarinense nas eleições de 2010 para a campanha para governo do Estado da atual ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O PT defendeu que a doação foi registrada no TSE.

Depois da campanha, Ideli sucedeu Gregolin na Pesca, em janeiro de 2011. Ficou cinco meses no ministério e pagou o restante dos R$ 5,2 milhões que a Intech ainda tinha para receber da Pesca. Em abril de 2012, o PSDB entrou com uma representação na Comissão de Ética da Presidência da República solicitando a investigação da conduta da ministra. O caso foi arquivado em maio.

Diário Catarinense

Operação Porto Seguro: Gurgel vai “convidar” Lula a esclarecer que laços mantém com Rose, indiciada por formação de quadrilha

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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedirá explicações de Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas reais relações com Rosemary Nóvoa de Noronha. Gurgel não quer saber de informações íntimas entre ambos – que só valem para revistinhas de fofocas. Objetivamente, interessa ter certeza se Lula tinha alguma influência nas ações fora da lei praticadas pela Rosemary – uma velha amiga e assessora de confiança. Rose foi a única apadrinhada por Lula que Dilma Rousseff manteve quando assumiu. Logo, é fortíssima a relação entre o Godfather e a "Doutora Rose".

O procurador-geral só quer ter convicção se a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo praticava sozinha os crimes corrupção ativa, tráfico de influência e formação de quadrilha, ou se Rose tinha “amigos” acima lhe dando ordens de comando dos negócios que a Polícia Federal mapeou no inquérito da Operação Porto Seguro. Até agora, "Tio" Lula não foi objeto direto de investigação. Mas o Rosegate lhe abriu o portão do inferno para ter a vida pessoal e política devassada.

A tendência é que o procurador-geral, pelo menos em um primeiro momento, não exponha o ex-presidente da República aos leões. O pedido para Lula prestar esclarecimentos pode até preservá-lo com o “direito” a conceder um depoimento reservado à Polícia Federal e à Justiça, assim que o inquérito for para a vara federal competente ou até para o Supremo Tribunal Federal, se houver caso de “foro privilegiado” aos principais envolvidos.

Gênios jurídicos que trabalham para o PT já estudam até a hipótese de Lula, em segredo, procurar a PF e declarar tudo que sabe: nada! O fato de se apresentar espontaneamente apenas para se dizer “traído” (na confiança) por uma ex-assessora seria uma tática para fugir, ao menos por enquanto, da vergonha pública de ser chamado a depor oficialmente pelo procurador-geral. Independentemente de qualquer coisa, Luiz Inácio Lula da Silva tem a obrigação moral de vir a público esclarecer sua ligação com Rose. Frases curtas e grossas para a imprensa não resolvem o problema – que se agrava.

A operação abafa está em andamento. Semana passada, advogados de Rose procuraram a Polícia Federal para reclamar que a intimidade da cliente deles estava sendo indevidamente devassada. A tática é clara: impedir que eventuais elementos investigatórios sejam usados como provas de alguma forte ligação entre ela e Lula. O objetivo é impedir que a Justiça leve em conta o conteúdo de 122 ligações captadas entre Rose e Lula pelo sistema “Guardião” da Polícia Federal. Outras ligações “pessoais” de Rose para José Dirceu ou demais dirigentes petistas também se tornariam anuláveis como provas para um futuro julgamento.

O indiciamento de Rose também por formação de quadrilha pegou os lixeiros do PT de calça curta. Até então, inclusive na mídia amestrada, a tática era apresentar Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (Ana), como o “chefe da quadrilha”. Agora, com Rose no mesmo barco, tem tudo para ser afundada esta tese furada sobre o real comando das operações criminosas. E se for provada a tese – defendida pela oposição – de que Rose agia em nome de Lula ou de Dirceu, o Rosegate ganha uma dimensão idêntica ao da Ação Penal 470 – que condenou os mensaleiros.

O discurso defensivo dos petistas indica claramente um desespero de causa. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a repetir  que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é objeto de investigação pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. No discurso oficial, pode realmente não ser. Na realidade objetiva, se a PF não investigar, seus servidores incorrem em omissão e prática de rigor seletivo (só investigando quem convém). Pelo menos uma das cinco forças de poder dentro da PF tem absolutamente tudo sobre o Rosegate. Se as informações serão usadas é problema para a Justiça.

Por Jorge Serrão – Alerta Total