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Archive for fevereiro 21st, 2013

Esquerdistas arruaceiros voltam a interromper evento com Yoani

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Blogueira cubana teve de abandonar bate-papo e sessão de autógrafos em uma livraria em São Paulo. "Eles gritam porque não têm argumentos", disse

Manifestantes interromperam evento com a blogueira Yoani Sánchez, em livraria em São Paulo.

Um grupo de manifestantes esquerdistas voltou a impedir de maneira agressiva na noite desta quinta-feira um evento com a presença da ativista cubana Yoani Sánchez. Desta vez, uma mesa redonda marcada no auditório de uma livraria paulistana foi cancelada meia hora depois de jovens vestidos com camisestas estampadas por símbolos comunistas passarem a interromper sistematicamente todas as perguntas feitas à blogueira. "Fascista, imperialista, mercenária", gritavam.

As ofensas só foram interrompidas por gritos do restante do público, que pedia silêncio. Yoani se manifestou diretamente aos agressores. “Gritam quando não têm argumentos”, disse.

A manifestação foi liderada por membros da União da Juventude Socialista (UJS), um grupo ligado ao PC do B. Antes do evento, nos corredores de um centro comercial da avenida Paulista, os esquerdistas se depararam com o protesto de um grupo estudantes a favor da cubana. Com faixas e cartazes onde se podia ler “Trocamos Yoani por Zé Dirceu” e “Fidel usa Adidas”, eles ironizaram e bateram boca com os membros da UJS.

O evento previa que o público mandasse perguntas por meio de folhas previamente distribuídas. Depois de cinco minutos, o método teve de ser interrompido porque os militantes não deixavam nem que as perguntas fossem lidas.

A mediadora do bate papo começou então a ler uma lista de perguntas que está circulando pela internet e são supostamente incômodas para blogueira, mas nem isso satisfez os manifestantes, que voltaram a interromper o evento. “Isso não é um comportamento civilizado”, disse a mediadora. André Tokarski, presidente da UJS, que estava presente no local e ficou visivelmente satisfeito quando Yoani abandonou o auditório.

Pouco depois, a organização desistiu do evento e uma sessão de autógrafos do livro de Yoani, De Cuba — Com Carinho, foi montada. A cubana não chegou a autografar nenhum exemplar porque o grupo impedia a aproximação de quem havia comprado a publicação. “Isso é um absurdo. Eles falam em liberdade de expressão, mas não deixam a moça falar. Eles não têm a mínima ideia do que é uma ditadura. Em Cuba, eles teriam sido fuzilados por promover uma manifestação dessas”, disse o cubano naturalizado americano Rafael Alvarez, de 60 anos, que fugiu da ilha aos 12 anos e vive em São Paulo há duas décadas.

Eventos

Mais cedo, Yoani conseguiu finalmente se expressar pela primeira vez em quatro dias sem ser interrompida. Em um debate realizado pela manhã na sede do jornal O Estado de S. Paulo, em que criticou a mudez do governo brasileiro com relação à questão dos direitos humanos em Cuba. "Há muito silêncio", disse a cubana. "Recomendaria uma posição mais enérgica."

Durante a tarde, ela gravou uma participação no programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante a gravação Yoani disse que não acredita que o ditador Raúl Castro vai promover reformas profundas no governo autoritário do país.

“Eu não acredito que o sistema cubano seja capaz ou queira a reforma. É um sistema baseado no imobilismo. É como uma casa velha que já resistiu à falta de manutenção, a dezenas de ciclones, mas na hora em que alguém vai fazer um pequeno reparo, ela desaba por completa. Se Raul Castro reformar, ele mata sua própria criatura”, disse.

A blogueira também disse não esperar que a população se revolte à exemplo do que aconteceu durante a recente “Primavera Árabe”, quando ditaduras do Oriente Médio foram derrubadas por revoltas populares. Há uma frase em Cuba que diz que ‘um jovem prefere mostrar sua valentia enfrentando um tubarão a caminho da Flórida, do que enfrentando a repressão’”.

Yoani também reclamou da campanha de difamação que vem sofrendo, dentro e fora de Cuba, que repetidamente a acusa de ser uma agente da CIA ou trabalhar para o imperialismo americano.

“É uma estratégia para desviar a atenção. É uma estratégia fabricada. Chega a ser infantil. Quando comecei o blog, vários jornalistas me procuraram, e as pessoas chegavam e me diziam ‘ele é agente da CIA’. Eu ficava com medo e não falava. Mais tarde, quando o governo passou a me acusar da mesma coisa, eu vi que era tudo mentira, que eles eram inocentes como eu”, disse.

Veja Online

Inconformado com a visita da inimiga cubana, o PT exige que o terrorista de estimação discurse na tribuna da Câmara

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Em meio à discussão do requerimento encaminhado pelo DEM ao Ministério da Justiça, reivindicado medidas que garantam a segurança da blogueira Yoani Sánchez, o deputado acreano Sibá Machado, vice-líder do PT na Câmara, resolveu explicar o que o partido acha da ditadura dos irmãos Castro ─ e da visita ao Congresso da perigosa cubana. Seguem-se três dos melhores-piores momentos do besteirol em dilmês silvícola:

“Nós somos favoráveis, é a posição do nosso partido, ao governo cubano. É um governo e um partido que têm procurado uma relação diplomática com todos os países do mundo, inclusive o Irã e a Coreia do Norte, chamando para o caminho da paz e para a solidariedade”.

“Todos os regimes e sistemas de governo e econômicos do mundo têm os seus ‘a favor’ e ‘contra’, mas não se está desestabilizando nem a democracia cubana, e muito menos a brasileira”.

“Uma pessoa que discorda do governo de Fidel Castro chega ao nosso país e vira motivo de festa para o PSDB? Desculpe, mas isso é mesquinhez, baixaria, é puxar para baixo e crescer que nem rabo de cavalo na política brasileira”.

Feito o que chamou de “esclarecimento”, Sibá completou o monumento à cretinice com mais uma pirueta mental: ele acha que o convite a Yoani Sánchez foi um erro que só será reparado se a Câmara oferecer uma recepção de gala ao terrorista italiano Cesare Battisti, homiziado no Brasil para escapar da prisão perpétua no país de origem. “Vamos trazer Battisti aqui”, insistiu o porta-voz do PT, que assim justificou a sugestão:

“Que ele venha também, deem direito também até ao espaço de tribuna para a gente falar sobre esse assunto. Se for para falar de firulas de matérias internas de outros países, temos matéria de sobra para tratar nesta Casa.”

A reportagem no site de VEJA seria apenas mais uma prova de que os idiotas estão por toda parte, e abundam no PT, se o parlamentar do Acre não tivesse discursado em nome do partido (que, nesta quarta-feira, comemorou o 10° aniversário da conquista do Palácio do Planalto). Constrangedoramente tosco, o companheiro que se elegeu suplente de Marina Silva, e virou senador quando a titular se tornou ministra de Lula, pelo menos é sincero. Agora deputado federal, continua revelando o que partido prefere esconder.

É dos battistis que o PT gosta, confirmou Sibá Machado. São as yoanis que o PT não quer. Enquanto ela  conspira contra a democracia mais avançada do planeta, ele luta pela derrubada de uma ditadura feroz. Entre a Itália e Cuba, o PT fica com a ilha-presídio. Entre uma mulher que vive em busca da liberdade e um homem que matou para sufocá-la, os companheiros preferem o homicida. Faz sentido. Os petistas e os battistis nasceram uns para os outros.

Augusto Nunes