Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Opinião do Estadão: A política nas ruas

with one comment

O lulopetismo, do alto de sua soberba, messiânico e populista, a partir de 2003 tomou enorme gosto pelo poder e passou a cultivar a obsessão de nele se perpetuar
 

Brasília: Carteiros queimam bandeira do PT em manifestação no dia 20 de junho

As manifestações populares que tomaram as ruas nas últimas semanas, entre os resultados concretos que já produziram — como a redução das tarifas dos transportes — e outros que certamente ainda provocarão, colocam a nu a monumental realização de Lula e do PT em pouco mais de dez anos no poder: a debilitação, quase a anulação, do debate político em seu maior foro institucional, o Parlamento.

Na falta de quem exprimisse seus anseios e necessidades mais prementes — captá-los e processá-los é função dos políticos, numa democracia representativa —, o cidadão saiu às ruas para dizer ele próprio o que pensa e o que quer do governo. É simples assim. Menos mal, é claro, que vivemos num país em que o cidadão tem a liberdade de sair às ruas para se manifestar. Mas é muito ruim que seja forçado a esse exercício democrático porque se cansou de ver obstruídos os canais institucionais que, por definição, existem para representá-lo.

Esse gravíssimo sintoma do mau funcionamento do sistema democrático só pode ser debitado na conta de quem tem a responsabilidade de manejá-lo: o governo.

E o simples fato de o governo ter sido constrangido a vir a público para admitir que o coro das ruas tem razão e para anunciar providências emergenciais para atendê-lo leva à inescapável conclusão: se o governo tivesse tido a competência de fazer antes, no tempo certo, o que está tentando fazer agora, sob a pressão do clamor popular, os brasileiros estariam hoje celebrando em paz o país de sonho que o PT prometeu e não entregou.

O fato é que o lulopetismo, do alto de sua soberba, messiânico e populista, a partir de 2003 tomou enorme gosto pelo poder e passou a cultivar a obsessão de nele se perpetuar. Uma ambição até legítima, se sustentada de forma genuinamente democrática.

Mas está longe de ser democrático quem sustenta seu poder — para ficarmos apenas no caso do Congresso Nacional — por meio da subjugação das instituições, exatamente aquelas que têm a missão constitucional de representar os cidadãos (a Câmara dos Deputados) e as unidades federadas (o Senado Federal), além de fiscalizar os atos do Executivo. Pois foi exatamente essa a tarefa a que, inicialmente sob o desastrado comando do mensaleiro José Dirceu, o PT se dedicou com afinco: transformar o Congresso Nacional num mero balcão de negócios, silenciando a discussão das grandes questões políticas do País com a generosa distribuição de toda sorte de vantagens pessoais, inclusive de nacos de poder. Afinal, para que debate, se os iluminados donos do poder sempre souberam perfeita e exatamente o que o povo quer?

É claro que, a partir do instante em que senadores e deputados se mostram incapazes e desinteressados de atuar em sintonia com o sentimento popular, se abre espaço para o clamor das ruas. Trata-se de reação saudável do ponto de vista da democracia, mas obviamente excepcional. A necessária participação popular nos sistemas democráticos tem à sua disposição mecanismos e foros adequados, de organizações não governamentais e entidades associativas aos partidos políticos. Mas é nos Parlamentos que devem desaguar as aspirações populares.

Por essa razão é que, por meio da cooptação puramente fisiológica dos partidos no Congresso Nacional, o lulopetismo vinha tentando impor-se absoluto e incontrastável na missão de definir os rumos do País. Vinha — até que as ruas se tingiram de verde-amarelo e chamaram para si a definição da agenda política prioritária e aos atônitos governantes não restou senão correr atrás do prejuízo.

A teoria da separação e autonomia dos Poderes constitui o núcleo duro do sistema democrático de governo. Sua prática, entretanto, depende da competência com que os atores da cena política logram equilibrar o jogo de interesses conflitantes inevitável em qualquer tipo de convivência humana. Aqui, lamentavelmente, o lulopetismo alterou em seu benefício o equilíbrio entre os Poderes da República ao impor o fisiologismo como moeda corrente da vida pública nacional. Despolitizou o Parlamento. O resultado está nas ruas.

Anúncios

Uma resposta

Subscribe to comments with RSS.

  1. O VO e o PT!
    Lúcio Reis

    Em relação a materia aicma.Teria que buscar no meu acervo já encimei algum posicionamento com crônica com esse título. Parece-me que sim e assim, se já, considere o título como “O VO e o PT de novo” e assim, principio este preâmbulo registrando o seguinte: O espelho da história reflete claramente as verdades, os devaneios, a reação, as mudanças, as comparações e a brutal desilusão de que a sociedade brasileira foi enganada, vilipendiada e que, nossos poderes republicanos carecem de mão de obra qualificada, responsável, proba e não a que há 12 anos manuseia os botões da engrenagem que emperrada, enferrujada pela corrupção e indecência explicita no trato do que é de todos, estagnou nossa Locomotiva na estação da incompetência e o silvio do homem da plataforma indica que a estação é a de “São Francisco” cujo lema da igrejinha é o do é dando que se recebe e sempre o provedor é o erário.
    O verde oliva afastou de nossos sonos o pesadelo, o fantasma de um comunismo retrogrado e que silenciava e que silencia, que tolhia e tolhe a liderdade da cidadania e apenas privilegia meia dúzia que se encastela no poder e tem ojeriza a alternância no comando e mando e adora as benesses das mordomias que lhes favorece e, enquanto à massa as migalhas a título de esmola.
    À passagem do VO pelo poder, houve excessos? Por certo houve e, sem dúvida não é essa comissão da verdade a mais indicada a ouvir, analisar e concluir, posto que os delizes e excessos, não foram apenas unilateral mas, de ambos os lados da trincheira e ambos portavam armamento e não eram bombinhas de São João e nem baladeira de abater passarinho ou falcão.
    No entanto, há que se considerar, ver e concluir haver uma brutal diferença entre os objetivos, pois enquanto os vermelhos pretendiam mergular a Nação na escuridão da repressão ditatorial, o verde oliva ao clamor do povo, buscava a luz do sol da liberdade e o prateado luar dos relacionamentos respeitosos, amorosos e do entendimento igaulitário. Por isso, hoje a sociedade sabe e informa: que governante militar enriqueceu ao passar pelo poder durante pouco mais de duas décadas? Nenhum! Porém, não se pode o mesmo declarar dos que assumiram o mando desta Nação a partir das diretas já.
    Feito o saneamento, o País politicamente foi devolvido aos repatriados e que, com mais idade, e crendo-se com mais experiências e menos inconsequentes e criminosos, pudessem administrar o destino do Brasil e conduzi-lo ao pódio seguro do crescimento com igualdade social e divisão igualitária dos direitos, das riquezas e de todos os itens que a Constituição destina a cada cidadão.
    Ledo engano, a mão de obra operária ainda não estava e nem está habilitada a administrar essa enorme, rica e magnífica indústria que se chama Brasil, suas riquezas e seu indiscritível poder econômico que podem conduzi-la ao topo das grandiossimas Nações do univeros pelo caminho do nióbio e do pré-sal. Porém entregar a chave do cofre a eles, foi um desastre e que hoje toda a sociedade já sabe a partir do Waldomiro Diniz, Dirceu, Bob Jefferson, Genuino e toda camarailha condenada pelo STF.
    E assim, o que o povo passou a testemunhar após ser-lhe aplicado um brutal anestésico de esperança, mudanças, crescimento e divisão igualitária , pelo anestesista de porta e palanque de fábricas e que em companhia de seus enfermeitos e até de uma enfermeira mor com o doce nome de Rose, trajando não i jaleco branco da lisura e da limpeza mas, com a capa vermelha de verdugo da corrupção, do desmando e todo procedimento anti ético, moral e configurando-se não numa entidade partidária mas, numa quadrilha jamais vista antes em nosso País e que, antes atuava com o fuzil e passou a usar a caneta, o paletó e gravata dos corruptos de plantão.
    Conclusão, o povo despertou da primeira dose da anestesia passou seu efeito e hoje, ainda há parcela sonambula e de olhos vendados pelas bolsas assistenciais e assim já da para fazer uma comparação entre o VO e o PT, pois aqueles guiando e dirigindo a Nação com óleo combustível de qualidade, a colocou nos trilhos e este, sob o efeito do combustível álcool 51 entorpeceu a visão o caracter e assim ficou contra indicado a quem se dispõe dirigir “Brasília” ou outro veículo qualquer e, dirigindo tortuosamente derrapou nas fezes defecadas nas estradas, descarrilhou a locomotiva ao avançar o sinal da moral, ética e honestidade.
    Por isso hoje, vemos em praça pública a queima de bandeiras da sigla petista e deduzo ainda veremos a criação de nova sigla para abrigar os meliantes que trouxeram o caos ao nosso querido Brasil e com ela terntarão outra vez enganar a massa.
    Lúcio Reis

    Lúcio Reis

    30 de junho de 2013 at 12:34


A área de comentários é liberada. Mas não venham pra cá cantar de galo e me atacar ou atacar a quem defendo. Sejam educados e comportem-se. Se não gostam do que publico, criem um blog e sejam felizes. Petralha aqui, não!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s