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Archive for maio 27th, 2014

Roubalheira petralha: PF suspeita que ex-diretor da Petrobras fraudava documentos para receber propina

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Arquivos apreendidos com Paulo Roberto Costa apontam adulteração em faturas enviadas à gigante dinamarquesa Maersk, suspeita de pagar comissão a ele pelo aluguel de navios à Petrobras

BANDIDO DEBOCHADO
O corrupto Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, foi solto pela Polícia Federal na segunda-feira (19) por determinação de Teori Zavaski, ministro petralha do STF

A Polícia Federal obteve indícios de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fraudava documentos para receber dinheiro de propina da dinamarquesa Maersk. Como ÉPOCA revelou em sua última edição, a PF encontrou vasta documentação digital, na casa de Paulo Roberto. Nela, aparecem evidências que reforçam a suspeita de que a Maersk pagara propina, entre 2006 e 2010, para alugar navios à Petrobras. Nesse período, Paulo Roberto era diretor de abastecimento da estatal e comandava os contratos de afretamento de navios. Segundo os documentos, extraídos pela PF de um pen drive de Paulo Roberto, a Maersk pagou R$ 6,2 milhões em comissões. O dinheiro era pago numa conta dum amigo de Paulo Roberto, Wanderley Gandra.

Gandra é piloto de helicóptero e parceiro de carteado nos jogos de buraco organizados por Paulo Roberto. A PF suspeita, diante das evidências encontradas na casa de Paulo Roberto, que Gandra seja laranja dele nas transações com a Maersk. A dinamarquesa Maersk é a maior empresa de navios do mundo, com faturamento anual de US$ 47,4 bilhões e ações negociadas na bolsa. Num dos arquivos, até agora inédito, Gandra presta contas do dinheiro recebido pela Maersk. Aponta as datas e os valores em que sacava dinheiro da conta da Gandra Brokerage, empresa que recebia os pagamentos da empresa dinamarquesa. Gandra registrava, ao lado de cada transação: “Retirei como lucro”.

Os arquivos secretos de Paulo Roberto estão nos processos da operação Lava Jato, em que a PF investiga uma espécie de sistema bancário paralelo no Brasil, comandado por quatro doleiros — o mais famoso deles é Alberto Youssef, de quem Paulo Roberto era sócio informal. ÉPOCA obteve acesso à íntegra dessa investigação, enviada na semana passada ao Supremo Tribunal Federal após o ministro Teori Zavascki suspender os processos e ordenar a libertação de Paulo Roberto. As provas da investigação somam 4 terabytes — o equivalente a 1 milhão de músicas ou 4 mil horas de vídeo.

As provas revelam como Gandra recebia o dinheiro da Maersk. Havia contratos secretos entre uma empresa controlada pela Maersk e Gandra. Previam o pagamento de comissão de 1,25% sobre o dinheiro que a Maersk recebesse para alugar navios à Petrobras. O dinheiro, segundo comprovantes bancários, vinha diretamente da Dinamarca.

Para receber os pagamentos, descobriu a PF, Gandra e Paulo Roberto preparavam recibos mensais à Maersk. Ao analisar os documentos de Paulo Roberto, a PF descobriu evidências de que Paulo Roberto fraudava os recibos. Num dos arquivos, a PF localizou um documento que continha apenas um recorte digital da assinatura de Gandra, necessária para enviar os recibos à Dinamarca. Sem os recibos, o dinheiro não era pago.

A Polícia Federal encontrou indícios de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ou alguém de sua confiança fraudava a assinatura em documentos enviados à Maersk para o recebimento da comissão de corretagem referente ao aluguel da embarcações pela Petrobras

A assinatura, nos exatos moldes da encontrada nesse arquivo, consta das dezenas de recibos apresentados pela empresa de Gandra à Maersk. Cópias desses recibos também estavam nos pen drives. A análise da PF nos documentos aponta evidências de que os recibos eram assinados de forma fraudulenta. Paulo Roberto, diz o relatório, apenas enxertava neles, digitalmente, a assinatura do amigo. “Existe, portanto, a possibilidade de que o próprio Paulo Roberto Costa ou alguém de sua confiança seja o responsável pela confecção das notas de débito”, dizem os peritos da PF no relatório sobre o caso.

Planilhas encontradas em poder de Paulo Roberto mostram os valores recebidos pela Gandra Brokerage. O amigo Wanderley Gandra afirma ter enviado por engano o material ao ex-diretor da Petrobras

No mesmo pen drive, há numerosos indícios de que a Gandra Brokerage era apenas uma empresa de fachada do grupo de Paulo Roberto. Na contabilidade da empresa, apreendida com Paulo Roberto, constam apenas pagamentos da Maersk. A sede da Gandra Brokerage ficava num apartamento residencial no bairro do Cosme Velho, no Rio.

A sede da Gandra Brokerage funciona num edifício residencial do Cosme Velho, bairro da Zona Sul do Rio

Endereço da Gandra Brokerage, em cartão de apresentação de Wanderley Gandra

A ÉPOCA, Gandra, o amigo de Paulo Roberto, disse que ele foi o responsável “por trazer a Maersk para o Brasil”, em 2006: "Expliquei que o Brasil tinha potencial muito grande”. Negou qualquer irregularidade. E disse que “mandou por engano” ao amigo Paulo Roberto os arquivos da Maersk. "Nós jogamos buraco, e a gente manda a tabela… quem ganhou, quem perdeu. Devo ter mandado o e-mail errado para ele, no lugar da tabela”, disse.

Em nota, a Maersk confirma que tinha contrato com a Gandra Brokerage, mas não esclarece por que a escolhera para fazer negócios com a Petrobras. A Maersk nega quaisquer irregularidades. "No Brasil — e trabalhando estritamente dentro das normas  da indústria —, a Maersk Tankers usou a Corretagem Gandra e pagou uma comissão de 1,25%, que é a padrão do setor/indústria. A Maersk Tankers é a única empresa da Maersk que tem realizado negócios com a Corretagem Gandra. A Maersk não tem nenhum contrato com Paulo Roberto Costa”, diz a nota. A Maersk confirma que só paga a comissão “após a apresentação de faturas oficiais emitidas pelo corretor em questão”. Nélio Machado, advogado que assumiu recentemente a defesa de Paulo Roberto Costa, diz que não ainda conversou com seu cliente sobre a investigação da PF. Afirma que Paulo Roberto prestará os esclarecimentos quando for necessário.

ÉPOCA Online
DIEGO ESCOSTEGUY E MARCELO ROCHA

Só os petralhas operam esses milagres – Deputado do PT sai da miséria para um patrimônio de R$ 5,1 milhões

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Luiz Moura, que já cumpriu pena por roubo a mão armada, tem empresa de ônibus, cinco postos de gasolina, quatro casas…

O DEPUTADO BANDIDO E O CONVIDADO ESPECIAL
Luiz Moura (primeiro à esquerda) comemora seu aniversário com a presença de Alexandre Padilha (camisa azul), candidato petralha ao Governo do Estado de São Paulo. Tudo em casa…

Ora enrolado na trama que o envolveu em uma reunião com suspeitos de integrar o PCC, o deputado estadual Luiz Moura (PT) é um empresário de sucesso. Ao menos é o que se depreende da sua evolução patrimonial.

Documentos que vieram a público pelo portal do Estadão na última sexta feira, 23, revelam que, em cinco anos, Moura saiu de uma situação de pobreza para ser detentor de um patrimônio de R$ 5,1 milhões.

Em janeiro de 2005, para solicitar sua reabilitação criminal à Justiça catarinense — que o condenara por roubo —, além de afirmar que praticara os crimes porque usava entorpecentes, mas se regenerara, Moura assinou um atestado de pobreza no qual sustentava não possuir “condições financeiras de ressarcir a vítima”, no caso, um supermercado do qual subtraiu R$ 2,4 mil em Ilhota (SC).

Além disso, apresentou uma declaração de Imposto de Renda de 2004 (ano calendário 2003) na qual afirmava que, em todo o ano anterior tivera rendimentos que somaram R$ 15,8 mil, ou o equivalente a R$ 1,3 mil por mês.

Em 2010, contudo, quando se apresentou pela primeira vez como candidato, Luiz Moura, em sua declaração de bens, apresentou um patrimônio de R$ 5,1 milhões, dos quais R$ 4 milhões em cotas de uma empresa de ônibus — a Happy Play Tour —, cinco postos de gasolina, quatro casas e um ônibus.

Na ocasião, convenceu 104.705 eleitores a votarem nele, o que lhe rendeu uma cadeira na Assembleia Legislativa e um mandato de quatro anos.

Estadão Online