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Roubalheira petralha: PF suspeita que ex-diretor da Petrobras fraudava documentos para receber propina

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Arquivos apreendidos com Paulo Roberto Costa apontam adulteração em faturas enviadas à gigante dinamarquesa Maersk, suspeita de pagar comissão a ele pelo aluguel de navios à Petrobras

BANDIDO DEBOCHADO
O corrupto Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, foi solto pela Polícia Federal na segunda-feira (19) por determinação de Teori Zavaski, ministro petralha do STF

A Polícia Federal obteve indícios de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fraudava documentos para receber dinheiro de propina da dinamarquesa Maersk. Como ÉPOCA revelou em sua última edição, a PF encontrou vasta documentação digital, na casa de Paulo Roberto. Nela, aparecem evidências que reforçam a suspeita de que a Maersk pagara propina, entre 2006 e 2010, para alugar navios à Petrobras. Nesse período, Paulo Roberto era diretor de abastecimento da estatal e comandava os contratos de afretamento de navios. Segundo os documentos, extraídos pela PF de um pen drive de Paulo Roberto, a Maersk pagou R$ 6,2 milhões em comissões. O dinheiro era pago numa conta dum amigo de Paulo Roberto, Wanderley Gandra.

Gandra é piloto de helicóptero e parceiro de carteado nos jogos de buraco organizados por Paulo Roberto. A PF suspeita, diante das evidências encontradas na casa de Paulo Roberto, que Gandra seja laranja dele nas transações com a Maersk. A dinamarquesa Maersk é a maior empresa de navios do mundo, com faturamento anual de US$ 47,4 bilhões e ações negociadas na bolsa. Num dos arquivos, até agora inédito, Gandra presta contas do dinheiro recebido pela Maersk. Aponta as datas e os valores em que sacava dinheiro da conta da Gandra Brokerage, empresa que recebia os pagamentos da empresa dinamarquesa. Gandra registrava, ao lado de cada transação: “Retirei como lucro”.

Os arquivos secretos de Paulo Roberto estão nos processos da operação Lava Jato, em que a PF investiga uma espécie de sistema bancário paralelo no Brasil, comandado por quatro doleiros — o mais famoso deles é Alberto Youssef, de quem Paulo Roberto era sócio informal. ÉPOCA obteve acesso à íntegra dessa investigação, enviada na semana passada ao Supremo Tribunal Federal após o ministro Teori Zavascki suspender os processos e ordenar a libertação de Paulo Roberto. As provas da investigação somam 4 terabytes — o equivalente a 1 milhão de músicas ou 4 mil horas de vídeo.

As provas revelam como Gandra recebia o dinheiro da Maersk. Havia contratos secretos entre uma empresa controlada pela Maersk e Gandra. Previam o pagamento de comissão de 1,25% sobre o dinheiro que a Maersk recebesse para alugar navios à Petrobras. O dinheiro, segundo comprovantes bancários, vinha diretamente da Dinamarca.

Para receber os pagamentos, descobriu a PF, Gandra e Paulo Roberto preparavam recibos mensais à Maersk. Ao analisar os documentos de Paulo Roberto, a PF descobriu evidências de que Paulo Roberto fraudava os recibos. Num dos arquivos, a PF localizou um documento que continha apenas um recorte digital da assinatura de Gandra, necessária para enviar os recibos à Dinamarca. Sem os recibos, o dinheiro não era pago.

A Polícia Federal encontrou indícios de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ou alguém de sua confiança fraudava a assinatura em documentos enviados à Maersk para o recebimento da comissão de corretagem referente ao aluguel da embarcações pela Petrobras

A assinatura, nos exatos moldes da encontrada nesse arquivo, consta das dezenas de recibos apresentados pela empresa de Gandra à Maersk. Cópias desses recibos também estavam nos pen drives. A análise da PF nos documentos aponta evidências de que os recibos eram assinados de forma fraudulenta. Paulo Roberto, diz o relatório, apenas enxertava neles, digitalmente, a assinatura do amigo. “Existe, portanto, a possibilidade de que o próprio Paulo Roberto Costa ou alguém de sua confiança seja o responsável pela confecção das notas de débito”, dizem os peritos da PF no relatório sobre o caso.

Planilhas encontradas em poder de Paulo Roberto mostram os valores recebidos pela Gandra Brokerage. O amigo Wanderley Gandra afirma ter enviado por engano o material ao ex-diretor da Petrobras

No mesmo pen drive, há numerosos indícios de que a Gandra Brokerage era apenas uma empresa de fachada do grupo de Paulo Roberto. Na contabilidade da empresa, apreendida com Paulo Roberto, constam apenas pagamentos da Maersk. A sede da Gandra Brokerage ficava num apartamento residencial no bairro do Cosme Velho, no Rio.

A sede da Gandra Brokerage funciona num edifício residencial do Cosme Velho, bairro da Zona Sul do Rio

Endereço da Gandra Brokerage, em cartão de apresentação de Wanderley Gandra

A ÉPOCA, Gandra, o amigo de Paulo Roberto, disse que ele foi o responsável “por trazer a Maersk para o Brasil”, em 2006: "Expliquei que o Brasil tinha potencial muito grande”. Negou qualquer irregularidade. E disse que “mandou por engano” ao amigo Paulo Roberto os arquivos da Maersk. "Nós jogamos buraco, e a gente manda a tabela… quem ganhou, quem perdeu. Devo ter mandado o e-mail errado para ele, no lugar da tabela”, disse.

Em nota, a Maersk confirma que tinha contrato com a Gandra Brokerage, mas não esclarece por que a escolhera para fazer negócios com a Petrobras. A Maersk nega quaisquer irregularidades. "No Brasil — e trabalhando estritamente dentro das normas  da indústria —, a Maersk Tankers usou a Corretagem Gandra e pagou uma comissão de 1,25%, que é a padrão do setor/indústria. A Maersk Tankers é a única empresa da Maersk que tem realizado negócios com a Corretagem Gandra. A Maersk não tem nenhum contrato com Paulo Roberto Costa”, diz a nota. A Maersk confirma que só paga a comissão “após a apresentação de faturas oficiais emitidas pelo corretor em questão”. Nélio Machado, advogado que assumiu recentemente a defesa de Paulo Roberto Costa, diz que não ainda conversou com seu cliente sobre a investigação da PF. Afirma que Paulo Roberto prestará os esclarecimentos quando for necessário.

ÉPOCA Online
DIEGO ESCOSTEGUY E MARCELO ROCHA

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