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Na Copa, Dilma foi apenas candidata. Pior para o Brasil

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TRÊS SEGUNDOS
Dilma entrega taça a Lahm com pressa e cara de poucos amigos

Daqui a algumas décadas, quando as imagens do capitão da seleção alemã Philipp Lahm erguendo a taça da Copa do Mundo de 2014 forem exibidas, é possível que poucas pessoas compreendam por que a senhora de verde que entrega o troféu ao jogador parece querer se livrar da taça o quanto antes. Também vai ser difícil entender por que a presidente Dilma Rousseff não exibe um sorriso em um momento tão especial. Pelo contrário: não disfarça seu desconforto com a missão. Aos que se perguntarem no futuro por que estaria Dilma tão frustrada, adianta-se a explicação: quem entregou o troféu a Lahm foi a candidata à reeleição. E não a presidente da República.

A imagem de Dilma ganha contornos ainda mais melancólicos quando comparada às da chanceler alemã Angela Merkel. Se de um lado a presidente brasileira evitava ser vista pelo público, a chanceler alemã passou boa parte do jogo se exibindo, dando entrevistas e acenando a todos os alemães no estádio. Merkel — como sua seleção — exerceu no Brasil o que na diplomacia define-se como soft power, ou poder suave: a capacidade de um país para conseguir o que deseja por meio de sua cultura e de sua imagem, de sorrisos e paciência, em oposição a balas e canhões. Já Dilma demonstrou total falta de fair play: adotou uma postura aquém do que se espera do chefe de Estado de um país-sede da Copa. A presidente não estava ali para agradar aos eleitores, mas representava o país numa cerimônia assistida por cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. E o fez com uma postura mal humorada que contrastou com o que os estrangeiros mais elogiaram nesta Copa: a hospitalidade brasileira.

De fato, até o momento em que Lahm ergue a taça, o estádio foi tomado por vaias e xingamentos a Dilma. A organização do evento, contudo, blindou a presidente de um constrangimento mundial ao abafar os sons com música alta na transmissão televisiva. Se do outro lado do mundo os torcedores não podiam decifrar o abafado xingamento à presidente, o rosto de Dilma entregou o que a Fifa tentava esconder. Se já havia quebrado uma tradição ao optar por não discursar na abertura da Copa, Dilma mais uma vez falhou em seu compromisso como presidente ao segurar a taça por meros três segundos, empurrando-a a Lahm.

Nesta segunda-feira, em Brasília, Dilma voltou a misturar Copa e política. Em nova demonstração de que teme os efeitos eleitorais da goleada sofrida pelo Brasil para a Alemanha, saiu-se com um discurso de superação. "Nós tivemos a Copa das Copas. Tivemos, sem tergiversar, um problema, que foi a nossa partida com a Alemanha. No entanto, eu acredito que tudo na vida é superação. O Brasil demonstrou também uma grande dignidade após sofrer esse revés num jogo. Mostrou que tem dignidade, porque é preciso inclusive atitude para saber perder. O povo brasileiro demonstrou que era capaz não só de fazer a Copa das Copas, mas de enfrentar também esse desafio, o que aconteceu". E associou o sucesso do torneio fora de campo diretamente à sua administração: "Foi uma árdua conquista para o meu governo. Nós todos nos empenhamos para assegurar que a Copa do Mundo trouxesse não só uma grande oportunidade de sediar o mais importante evento de futebol do planeta, como também queríamos demonstrar que o Brasil estava capacitado e tinha todas as condições para assegurar infraestrutura, segurança, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas, seleções e a todos os chefes de Estado que viessem nos visitar".

Novamente, Dilma prefere discursar sobre o tema em evento fechado, com público controlado. Fica claro por que a presidente passou quase toda a Copa longe dos estádios: esteve apenas à abertura, onde foi vaiada e hostilizada, e à final, quando compareceu hesitante para cumprir o papel reservado ao chefe do país-sede na cerimônia de premiação.

Veja Online

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