Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Petralhas em alerta máximo – Ex-diretor vai ao Congresso falar sobre roubalheira na Petrobras

leave a comment »

A poucas semanas do 1º turno da eleição presidencial, presença de Paulo Roberto Costa na CPMI da Petrobras assusta governistas e anima opositores

Depois dos depoimentos nos quais cita envolvimento de políticos num suposto esquema de propina na Petrobras, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa estará pela primeira vez, nesta quarta-feira, frente à frente com os parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga a empresa. Seu depoimento está previsto para as 14h30. O ex-diretor saiu da sede da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira, às 8h, em Curitiba (PR), onde está preso, e se dirigiu ao aeroporto de São José dos Pinhais. O ex-diretor pousou em Brasília, em avião da PF, por volta das 11h40m. No Congresso, antes de ir à sessão da CPI, Costa fica sob o monitoramento da Polícia Legislativa.

O Senado informou que, dentro do prédio, o ex-diretor da estatal não usará algemas, de acordo com a recomendação do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato.

Ainda que a previsão seja de que Costa deva se manter calado para não ter o acordo de sua delação premiada com o Ministério Público prejudicado, a expectativa é de enfrentamento entre deputados e senadores da oposição e do governo. A poucas semanas do primeiro turno da eleição presidencial, a presença de Costa no Congresso Nacional assusta governistas e anima opositores, otimistas com o novo cenário detectado pela pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, com um crescimento do ex-governador Aécio Neves (PSDB), que saiu de 15% para 19%. Foi o maior beneficiado com a rodada de ontem.

A base do governo, orientada pelo Palácio do Planalto, vai defender que a sessão seja fechada, sem acesso dos jornalistas. Uma sessão aberta, mesmo com Costa em silêncio, vai gerar imagens de senadores e deputados de PPS, DEM e PSDB fechando o cerco com duros questionamentos ao ex-diretor da Petrobras, o que já seria suficiente, no entendimento dos governistas, para atingir a candidatura de Dilma. O presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), chegou a se reunir ontem no Planalto para discutir como conduzir a sessão com Costa.

O ex-diretor será conduzido por agentes da Polícia Federal e o translado até Brasília se dá num avião da instituição. A aeronave seria a mesma que trouxe para Brasília os condenados do mensalão, no final do ano passado.

O juiz federal Sérgio Moro foi quem proferiu um despacho com providências para organizar a ida Costa à CPI. Moro recomendou que não sejam usadas algemas na apresentação do ex-diretor e ressaltou que como investigado ele tem direito a permanecer em silêncio na comissão. A CPI marcou o depoimento após revelações de citações de políticos. Em seu despacho, Moro ressaltou que, como o ex-direto está preso sob sua jurisdição, cabe a ele organizar a ida. Ele quem determinou que a Polícia Federal faça a escolta. Dentro do Congresso, o ex-diretor será conduzido pela Polícia Legislativa, provavelmente com a presença de alguns agentes da PF.

“Não sendo Paulo Roberto Costa acusado de crimes praticados com violência ou grave ameaça, deve ser evitada a utilização de algemas na apresentação do preso”, diz o juiz no despacho.

Moro ressalta que por ser investigado o ex-diretor tem o direito de ficar calado durante o depoimento.

“De forma desnecessária e redundante, consigno, não obstante, que a Paulo Roberto Costa devem ser garantidos os direitos inerentes à condição de acusado/investigado, inclusive direito ao silêncio e à assistência pelo defensor constituído”, afirma o juiz.

Lava-jato

A Polícia Federal indiciou 46 pessoas por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre elas Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. O ex-diretor da Petrobras e o doleiro atuaram juntos na área de consultoria a empresas que têm negócios com a Petrobras. Dono da empresa Costa Global, Costa havia se associado a Youssef para a compra da Ecoglobal, empresa que obteve um contrato de R$ 443,8 milhões com a estatal, segundo a investigação. Esse contrato foi apreendido na sede da Petrobras.

Pelas investigações da PF na operação Lava-Jato, Youssef e outros três doleiros movimentaram aproximadamente R$ 10 bilhões de forma atípica. Alguns indiciados foram apontados também por corrupção, formação de quadrilha e tráfico de drogas.

O Globo Online

Anúncios

A área de comentários é liberada. Mas não venham pra cá cantar de galo e me atacar ou atacar a quem defendo. Sejam educados e comportem-se. Se não gostam do que publico, criem um blog e sejam felizes. Petralha aqui, não!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s