Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for setembro 24th, 2014

Roubalheira petralha na Petrobras: Alberto Youssef assina acordo de delação premiada com Ministério Público

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Um dia depois de propor o recurso da delação premiada, o doleiro Alberto Youssef assinou um acordo com o Ministério Público Federal em Curitiba, em troca da redução de pena, segundo reportagem do Jornal Nacional. De acordo com a reportagem, o doleiro já começou a falar com os procuradores responsáveis pelas investigações sobre desvios de dinheiro em contratos de empreiteiras com a Petrobras.

No entanto, o advogado Antonio Figueiredo Basto negou por três vezes ao GLOBO que Youssef tenha iniciado a série de depoimentos. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também disse que nada sabe sobre o início da delação de Youssef.

— Eu desconheço a ida dele ao Ministério Público. Se foi, foi a revelia dos advogados, o que é pouco provável. Eu conversei com ele na carceragem da PF e ele nada me disse sobre isso — afirmou Basto.

De acordo com uma fonte que acompanha o caso de perto, Youssef deixou a carceragem da Polícia Federal no Paraná nesta quarta-feira, e teria tido um encontro com os procuradores na manhã de hoje.

Youssef está preso há seis meses e, conforme Basto, não suportou a pressão e resolveu colaborar com a Justiça.

Para obter os benefícios da delação, o doleiro terá que fazer revelações importantes sobre pessoas que estejam acima dele na hierarquia das organização acusada de desviar dinheiro da Petrobras. Ele terá também que apresentar provas ou indicar onde Polícia Federal e Ministério Público Federal poderiam obter informações que dêem suporte a suas acusações. Para os procuradores, a delação de Youssef poderá ter mais impacto que as revelações já feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O Globo Online

O autorretrato de Dilma, a petralha incompetente

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Por ter chorado numa entrevista ao dizer que fora "injustiçada" pelo ex-presidente Lula, a candidata Marina Silva foi alvo de impiedosos comentários de sua rival Dilma Rousseff. "Um presidente da República sofre pressão 24 horas por dia", argumentou a petista. "Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República." E, como se ainda pudesse haver dúvida sobre a sua opinião, soltou a bordoada final: "A gente tem que aguentar a barra". Passados apenas oito dias dessa suposta lição de moral destinada a marcar a adversária perante o eleitorado como incapaz de segurar o rojão do governo do País, Dilma acabou provando do próprio veneno.

Habituada, da cadeira presidencial, a falar o que quiser, quando quiser e para quem quiser — e a cortar rudemente a palavra do infeliz do assessor que tenha cometido a temeridade de contrariá-la —, a autoritária candidata à reeleição foi incapaz de aguentar a barra de uma entrevista de meia hora a três jornalistas da Rede Globo, no "Bom dia, Brasil". A sabatina foi gravada domingo no Palácio da Alvorada e levada ao ar, na íntegra, na edição da manhã seguinte do noticioso. Os entrevistadores capricharam na contundência das perguntas e na frequência com que aparteavam as respostas. Se foram, ou não, além do chamamento jornalístico do dever, cabe aos telespectadores julgar.

Já a conduta da presidente sob estresse, em um foro público, por não ditar as regras do jogo nem, portanto, dar as cartas como de costume entre as quatro paredes de seu gabinete, é matéria de interesse legítimo da sociedade. Fornece elementos novos, a menos de duas semanas das eleições, sobre o que poderiam representar para o Brasil mais quatro anos da "gerentona" quando desprovida do conforto dos efeitos especiais que lustram a sua figura no horário de propaganda e, eventualmente, do temor servil que infundiu aos seus no desastroso primeiro mandato. Isso porque os reverentes de hoje sabem que não haverá Dilma 3.0 em 2018 nem ela será alguém na ordem das coisas a partir de então.

A presidente, que tão fielmente se autorretratou no Bom Dia, Brasil é, em essência, assim: não podendo destratar os interlocutores, maltrata os fatos; contestadas as suas versões com dados objetivos e ao alcance de todos quantos por eles se interessem, se faz de vítima como a Marina Silva a quem, por isso, desdenhou. Cobrada por não responder a uma pergunta, retruca estar "fazendo a premissa para chegar na conclusão (sic)", ensejando a réplica de ficar na premissa "muito tempo". É da natureza dessas situações com hora marcada que o entrevistado procure alongar-se nas respostas para reduzir a chance de ser atingido por novas perguntas embaraçosas. Some-se a isso o apreço da presidente pelo som da própria voz — e já estaria armado o cenário de confronto entre quem quer saber e quem quer esconder.

Mas o que ateou fogo ao embate foram menos as falsidades assacadas por Dilma do que a compulsiva insistência da candidata, já à beira de um ataque de nervos, em apresentá-las como cristalinas verdades. Quando repete que não tinha a mais remota ideia da corrupção em escala industrial na diretoria de abastecimento da Petrobrás ocupada por Paulo Roberto Costa de 2004 (quando ela chefiava o Conselho de Administração da estatal) a 2012 (quando ocupava havia mais de um ano o Planalto), não há, por ora, como desmascarar a incrível alegação. Mas quando ela afirma e reafirma — no mais desmoralizante de seus vexames — que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) não mede desemprego, mas taxa de ocupação, e não poderia, portanto, ter apurado que 13,7% dos brasileiros de 18 a 24 anos estão sem trabalho, é o fim da linha.

Depois da entrevista, o programa fez questão de convalidar os números da jornalista que a contestava. De duas, uma, afinal: ou Dilma, a economista e detalhista, desconhece o que o IBGE pesquisa numa área de gritante interesse para o governo — o que simplesmente não é crível — ou quis jogar areia na verdade, atolando de vez no fiasco. De todo modo, é de dizer dela o que ela disse de Marina: assim "não dá para ser presidente da República".

Editorial do Estadão

Áudio: senador responsabiliza PT por caixa 2 baiano

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Depois de culpar o PT pelo envolvimento de seu nome no esquema de desvio de dinheiro público na Bahia, o senador Walter Pinheiro disse que foi mal interpretado. A entrevista, porém, não deixa dúvidas. ‘A mulher chegou na minha campanha trazida pelo PT’, diz petista em gravação

A edição de VEJA desta semana revelou um esquema milionário de desvio de verbas de programas sociais para campanhas do Partido dos Trabalhadores na Bahia. De 2004 a 2010, valendo-se de uma organização não governamental fundada por militantes, o PT conseguia desviar recursos de administrações petistas diretamente para o caixa dois eleitoral de campanha. Em entrevista, a presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, entregou uma lista de políticos e dirigentes petistas que se locupletavam da verba desviada inclusive do Fundo de Combate à Pobreza na Bahia. Além de deputados federais, deputados estaduais, secretários do governo Jaques Wagner (PT) e até integrantes do governo Dilma Rousseff, Dalva Sele aponta o vice-líder do PT no Senado, Walter Pinheiro, como um dos principais beneficiários do esquema. Segundo ela, parte da campanha de Pinheiro para prefeito de Salvador, em 2008, foi financiada com dinheiro sujo.

Confrontado por VEJA sobre as declarações de Dalva Sele, o senador contou sua versão da história em dois telefonemas. Na primeira ligação, Walter Pinheiro admite ter recebido ajuda de Dalva Sele na campanha, mas nega ter feito caixa dois. Depois, no segundo telefonema, ele envolveu seu próprio partido. Ao reconhecer a montagem do esquema, o senador condenou o PT por tê-lo atirado num clássico esquema de caixa dois eleitoral: “Essa mulher (Dalva) pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do negócio do mensalão. Ela não veio para a minha campanha pelas minhas mãos, ela veio a partir das relações delas dentro do PT.”

As duas entrevistas concedidas por Walter Pinheiro foram gravadas. A primeira, foi registrada na reportagem de VEJA que está nas bancas. A segunda, foi publicada no site de VEJA. Ao ser questionado por suas declarações o senador resolveu voltar atrás nas suas palavras. “A matéria foi uma interpretação do repórter da revista, publicada fora do contexto do diálogo estabelecido, e parcialmente reproduzido por este site. Em nenhum momento, Pinheiro culpa o partido, mas uma ‘pessoa se dizendo ser do PT’”, diz Pinheiro em nota distribuída à imprensa. Ouça os trechos da entrevista em que Walter Pinheiro responsabiliza o PT pelo caixa dois eleitoral na Bahia.

Veja Online