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Archive for fevereiro 5th, 2015

Roubalheira petralha: Planilha de Barusco detalha percentual desviado para o PT de cada obra da Petrobras

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Onze operadores citados em planilha do ex-gerente executivo da Petrobras, Pedro Barusco, atuaram em 87 obras que somaram R$ 47 bilhões no Brasil e US$ 11 bilhões em contratos no exterior. Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), o delator disse que de 1% a 2% dos contratos firmados, entre 2003 e 2010, na estatal eram repartidos entre partidos políticos e dirigentes da estatal.

Um dos principais nomes dentro do esquema é o do consultor Mario Goes, proprietário da Rio Marines. Segundo Barusco, o engenheiro era a figura responsável pelo pagamento regular de propinas em nome de “várias” construtoras no Brasil e no exterior. Em muitos casos, os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo entregue por Goes à políticos e funcionários da estatal em hotéis e restaurantes do Rio.

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Os encontros eram sempre em hotéis e restaurantes do Rio onde o próprio consultor entregava malas de dinheiro contendo até R$ 500 mil em cada uma com a propina. Outra parte dos recursos era depositada diretamente em contas no exterior.

Além dos operadores, que faziam o pagamento das propinas, na planilha é possível identificar quem em cada empresa ficou responsável por negociar as vantagens indevidas com os dirigentes da Petrobras. Parte dos nomes citados por Barusco já está presa na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde novembro.

A planilha detalha ainda o percentual de propina em cada obra e a quem ela se destinava. A participação de cada um era anotada em códigos. Onde aparece escrito “PR” significa o valor pago ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, acusado pelo MPF de operar em favor do PP.

Os recursos desviados para o PT foram grafados por Barusco com a anotação “PART”. Em depoimento, ele revelou que o partido recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propina. Cerca de US$ 50 milhões passaram pela mão do atual tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo Barusco. Onde está escrito “casa” seria a parte que coube no esquema a Barusco e ao ex-diretor de Serviços Renato Duque.

O Globo Online

Roubalheira petralha: PT recebeu até US$ 200 milhões em propina da Petrobras

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Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.

Barusco afirma que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, teve "participação" no recebimento desse suborno. Vaccari Neto, de acordo com ele, ficou, até março de 2013, com US$ 4,5 milhões. Ainda segundo ele, houve pagamentos até fevereiro do ano passado. O depoimento foi prestado no dia 20 de novembro último e veio à tona nesta quinta-feira (5).

Segundo Barusco, Vaccari participou pessoalmente de um acerto fechado entre funcionários da Petrobras e estaleiros nacionais e internacionais relativos a 21 contratos para construção de navios equipados com sondas, contratações que envolveram ao todo cerca de US$ 22 bilhões.

"Essa combinação envolveu o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, o declarante [Barusco] e os agentes de cada um dos estaleiros, que deveria ser distribuído o percentual de 1%, posteriormente para 0,9%", declarou Barusco. Segundo o delator, desse 1% sobre o valor dos contratos, a divisão se dava da seguinte forma: "2/3 [dois terços] para João Vaccari; e 1/3 para ‘Casa 1’ e ‘Casa 2’". Barusco envolveu outros funcionários da Petrobras no esquema.

A "Casa 1", segundo o ex-gerente, era o termo usado para "o pagamento de propina no âmbito da Petrobras, especificamente para o diretor de Serviços Renato Duque e Roberto Gonçalves, o qual substituiu o declarante na gerência executiva da Área de Engenharia".

A "Casa 2" referia-se "ao pagamento de propinas no âmbito da Setebrasil, especificamente para o declarante, João Carlos de Medeiros Ferraz, presidente da empresa e, posteriormente, também houve a inclusão de Eduardo Musa, diretor de participações da empresa".

Durante o depoimento, Barusco entregou à força-tarefa da Lava Jato uma série de documentos que, segundo ele, comprovam os pagamentos realizados pelos estaleiros para contas bancárias localizadas na Suíça e sob controle de diversos operadores do esquema, incluindo Renato Duque, ex-diretor de Serviços indicado pelo PT e que teve recentemente a prisão relaxada por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), em habeas corpus.

Barusco disse que um dos pagamentos foi de US$ 2,1 milhões do estaleiro Jurong para Renato Duque, na Suíça. Até março de 2013, segundo Barusco, João Vaccari já havia recebido um total de US$ 4,52 milhões do estaleiro Kepell Fels. Vaccari era identificado numa tabela de pagamento de valores pela sigla de "Moch", que significava "mochila", "uma vez que o declarante quase sempre presenciava João Vaccari Neto usando uma mochila".

Ele apontou ainda Milton Pascowitch como operador da Engevix no esquema. Ele foi levado nesta quinta-feira (5) à Polícia Federal para ser ouvido sobre movimentações de dinheiro no exterior. As tabelas com as inscrições foram entregues por Barusco à Polícia Federal.

Folha Online