Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for fevereiro 26th, 2015

Roubalheira petralha: Delator diz que pagou propina ao afilhado de Dirceu na Petrobras

with one comment

Shinko Nakandakari fechou acordo de delação premiada e confessou que pagou, em nome da Galvão Engenharia, 2,1 milhões de reais a Renato Duque

O engenheiro Shinko Nakandakari, que assinou acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça no escândalo do petrolão, disse em depoimento ao Ministério Público Federal que pagou propina ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ao ex-braço direito dele Pedro Barusco e ao ex-gerente-geral de refinaria Abreu e Lima Glauco Legatti em troca de contratos com a estatal.

Em todos os casos, disse que o pagamento de dinheiro sujo foi autorizado e definido previamente pelos executivos Dario Galvão (presidente da Galvão Engenharia), Erton Medeiros (diretor da empreiteira) e Luís Augusto Disfrutti (antecessor de Erton na empresa). A Galvão Engenharia é uma das empresas integrantes do Clube do Bilhão, grupo de construtoras que fraudava contratos com a Petrobras e distribuía vantagens ilícitas a agentes públicos e parlamentares. Erton está preso preventivamente em Curitiba desde o ano passado.

Os valores de propina, discriminados por obra e valor, eram registrados em uma tabela intitulada “controle de medição” e administrada pelo próprio Shinko, que atuava como carregador de malas de dinheiro no petrolão. Na lista das propinas, Barusco era identificado como “Amigão”, enquanto Duque tinha o codinome de “Nobre”.

De acordo com o depoimento do delator, entre setembro de 2008 e agosto de 2010, por exemplo, 3 milhões de reais em propina recolhidos da Galvão Engenharia foram entregues a Renato Duque (2,1 milhões de reais) e 900.000 reais ao próprio Shinko. De dezembro de 2010 a dezembro de 2013, 4,41 milhões de reais em dinheiro sujo, também da Galvão, foram repassados a Barusco. Em julho de 2011, 1 milhão de reais foi repassado a Duque em restaurantes de luxo, como o Fasano, no Rio de Janeiro.

No pagamento da propina, a Galvão Engenharia depositava o dinheiro na conta dos filhos de Shinko e, na sequência, o engenheiro ou seus filhos repassavam os recursos para Barusco, Duque e Glauco Legatti. O engenheiro foi contratado pela Galvão Engenharia por conhecer o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e, por isso, conseguir aditivos em contratos e turbinar o caixa da construtora.

Para exemplificar o envolvimento da cúpula da construtora com o esquema de corrupção na Petrobras, Shinko Nakandakari relatou que, em uma das reuniões da empresa, em 13 de junho de 2011, Dario Galvão informou, após negociar contratos com a Petrobras, que “a Galvão sabia recompensar bem os parceiros”.

Embora as propinas pagas pela Galvão Engenharia incluíssem também repasses à diretoria de Gás e Energia, já comandada pela ex-presidente da Petrobras Graça Foster, o delator não fez referência a qualquer irregularidade cometida pela ex-executiva.

Versões

Embora em todo o seu depoimento Shinko Nakandakari tenha afirmado que a direção da Galvão Engenharia ditava as regras e os valores das propinas a serem pagas, o ex-diretor-presidente da Divisão de Engenharia Industrial da empresa Erton Medeiros, preso na sétima fase da operação Lava Jato, apresentou uma versão diferente à Justiça. Ele informou que a empreiteira pagou 8,8 milhões de reais entre 2010 e 2014 em propina a Shinko, que teria se apresentado como emissário de Pedro Barusco.

Em documento apresentado à Justiça, Erton Fonseca apresentou notais fiscais e tabelas que comprovariam a cobrança e o pagamento de propina e diz que “a Galvão Engenharia foi impingida a pagar à empresa LFSN Consultoria Engenharia entre os anos de 2010 e 2014, por determinação de Shinko Nakandakari”.

Depoimento

Em outro depoimento aos procuradores da República, também anexado ao processo criminal contra executivos da Galvão Engenharia, o presidente da empresa Estaleiros do Brasil, Maurício Godoy, afirmou que participou de reuniões do Clube do Bilhão em prédios da UTC e da Queiroz Galvão. De acordo com o executivo da Estaleiros do Brasil, uma empresa do grupo Toyo Setal, as empresas de cartel também chamavam o clube de "grupo" ou "mesa". Ele disse ter participado de reuniões do cartel com até 16 empresas, incluindo a Galvão Engenharia.

"Após o acerto, a empresa que havia sido escolhida para vencer a licitação fazia seu estudo de custos, definia seu preço de venda e informava às demais quais preços elas deveriam apresentar", resumiu Godoy.

As informações foram passadas aos procuradores da República, porque ele tem interesse em aderir ao acordo de leniência fechado pelo MP com o grupo Toyo Setal.​

Veja Online

Roubalheira petralha coloca Petrobrás na lona

leave a comment »

O rebaixamento da Petrobrás por renomada agência de classificação de risco é só mais uma consequência dos desmandos e malfeitos cometidos durante a longa gestão petista. A extensão dessas consequências ainda será verificada nos próximos meses

PATRIOTAS A SOLDO
Petralhas convocados por Lula dão aula de democracia no Rio de Janeiro (24/02/2015)

Saqueada, processada e desvalorizada nos mercados, a Petrobrás foi humilhada mais uma vez ao ser rebaixada ao grau especulativo, reservado aos pagadores duvidosos, pela agência Moody’s de classificação de risco. Pouco antes do anúncio do rebaixamento, baderneiros do PT se exibiram em arruaça no Rio de Janeiro num ato "em defesa" da estatal, com pancadaria e discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi um prelúdio perfeito para a notícia divulgada logo depois do fechamento da Bolsa de Valores. Defesa contra quem? A manifestação ocorreu como se nenhuma relação existisse entre a longa gestão petista, o loteamento de cargos, a indicação de malandros para altas posições na empresa e a pilhagem revelada pela Operação Lava Jato. No dia seguinte, as ações da companhia caíram de novo, mas a esse espetáculo os investidores do mercado de capitais já estão acostumados. Novidade, mesmo, foi a extensão do rebaixamento informado na véspera: num único movimento, a empresa caiu duas posições na escala da avaliação de riscos.

O tamanho dos danos causados pelo saque prolongado e pela interferência política na gestão da empresa — hoje uma das mais endividadas do mundo — só será divulgado oficialmente quando estiver pronto o balanço do terceiro trimestre do ano passado. Uma primeira estimativa indicou uma diferença de R$ 88 bilhões, para mais, na avaliação dos ativos. Mas essa avaliação, considerada insegura, nem sequer foi incluída no arremedo de balanço apresentado em janeiro e nunca publicado oficialmente.

A dimensão do estrago pode ser desconhecida, neste momento, mas nenhuma dúvida existe quanto a alguns pontos: as perdas são enormes, a capacidade de investimento foi muito reduzida nos últimos anos e as condições financeiras da empresa são precárias. Por isso mesmo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ofereceu à Moody’s uma "carta de conforto", isto é, uma garantia de ajuda à Petrobrás, se necessária. A agência recusou o acordo.

As explicações para o rebaixamento da empresa vieram sem nenhuma surpresa. A agência mencionou a preocupação com os resultados da Operação Lava Jato, as dificuldades de caixa da Petrobrás e as prováveis consequências de um novo atraso na publicação de um balanço auditado. Se o atraso ocorrer, credores poderão antecipar cobranças de bilhões e até sujeitar a empresa a uma declaração de calote técnico, a impossibilidade de cumprir uma obrigação num prazo determinado.

Duas das maiores agências de classificação, a Standard & Poor’s e a Fitch, ainda atribuem à Petrobrás o grau de investimento, conferido aos pagadores considerados seguros. Mas é difícil de dizer por quanto tempo manterão essa avaliação. O rebaixamento por uma das três maiores agências classificadoras já é um sinal ruim para o mercado. A empresa rebaixada já é muito endividada, sua situação é sabidamente difícil e a extensão real de seus problemas ainda é desconhecida.

Mas os problemas da Petrobrás são muito especiais, porque vão muito além da empresa, ainda classificada como a maior do Brasil. Suas dificuldades para investir e até para operar normalmente já afetam muitas outras companhias. Economistas do setor financeiro têm procurado estimar o impacto desses problemas no crescimento econômico do País.

Qualquer socorro à Petrobrás com recursos do Tesouro afetará a saúde das contas públicas e tornará mais difícil o ajuste programado pela equipe econômica. Mesmo sem esse fator, o resultado fiscal prometido para o ano já é qualificado como duvidoso por vários especialistas. A promessa é obter um superávit primário — dinheiro para pagamento de juros — equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Se o Tesouro socorrer a Petrobrás, o governo assumirá o risco de um rebaixamento da nota de crédito soberano, advertiu na semana passada o analista Mauro Leos, vice-presidente da Moody’s.

Opinião do Estadão