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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for the ‘Crise financeira’ Category

Lula: ‘Brasil será um dos poucos que não terão recessão’

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Zé Marolinha e Tabaré Vázquez do Uruguai, em cerimônia no Planalto (Foto: Ricardo Stuckert)

Apesar de dizer que acredita na reversão do quadro de desaceleração da economia, o presidente Luiz Inácio Lula Silva, ao ser indagado hoje sobre a possibilidade de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ser próximo de zero, respondeu: "Mesmo que seja próximo de zero, o Brasil será um dos poucos países do mundo, dos emergentes, que não terão recessão, como terão os países ricos", disse Lula, após almoço, no Itamaraty, com o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

O presidente ressaltou que estamos no começo do ano e disse que as obras de infraestrutura estão "acontecendo com força". Ele lembrou ainda que o governo vai lançar o programa de habitação. Segundo ele, o que é preocupante é a situação nos Estados Unidos e o que é preciso é estancar a crise. Embora diga que esta situação é preocupante, Lula acrescentou que está muito otimista com o quadro que se desenha. Estadão Online

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10 de março de 2009 at 17:23

Embraer não vai rever demissões

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Lula: Presidente do Brasil que compra avião no exterior. Isso é que é incentivo à Embraer!

O presidente da Embraer, Frederico Curado, afirmou hoje, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, que a empresa não irá rever as 4.270 demissões anunciadas na semana passada. Ele explicou que a empresa teve de reduzir o seu quadro de pessoal em razão da significativa queda nas encomendas de aviões no mercado externo. Segundo ele, mais de 80% das receitas da empresa são de compradores internacionais. Curado afirmou que assim que houver uma recuperação do mercado de aviação, a empresa poderá recontratar os funcionários demitidos. "Assim que as encomendas voltarem, temos todo o interesse em fazer contratações", afirmou em breve entrevista no Palácio do Planalto.

Houve uma queda em 30% nos pedidos que vão até 2012 e, segundo ele, a empresa está sentindo o impacto da retração do mercado mundial desde julho do ano passado. O presidente da Embraer informou que não houve uma discussão prévia com o governo sobre as demissões e o Palácio do Planalto só foi comunicado da decisão um dia antes. Curado justificou o fato de não ter tido uma discussão prévia com o governo porque a empresa entende que o Estado, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de financiamentos às exportações já tem cumprido seu papel. "O problema não é do governo, nem do mercado brasileiro, é do mercado mundial", disse. Agência Estado

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25 de fevereiro de 2009 at 18:52

Opinião do Estadão: Chorrilho de disparates

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Eles se merecem: só um bocó como o Lula pra carregar esse mala do Carlos Lupi

Fiel ao seu conveniente princípio de conduta política – não entrar em bola dividida, como diria ele, com o seu gosto pelas metáforas futebolísticas -, o presidente Lula deixa o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à vontade em campo para ameaçar o empresariado com represálias às demissões, além de produzir um chorrilho de disparates sobre a crise que já atingiu a economia nacional. Para punir empresas que demitem ele falou, na terça-feira, em corte de crédito dos bancos estatais. O que levou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a cobrar dele “a lista das empresas salvas” e a adverti-lo de que “não é hora de fazer demagogia”.

Felizmente, na entrevista ao Estado de ontem, o tom mudou nessa questão das conversações entre empresários e empregados: “se as partes envolvidas acordam não cabe ao poder público intervir”, disse ele. Mas o resto da entrevista foi um chorrilho de disparates. O pensamento vivo de Lupi se compõe de duas peças de puro desvario. Uma acusa empresários “espertos” de desempregar, “forçando a mão para pressionar (o governo), para ganhar uma margem de lucro maior”.

A outra peça contém a previsão de que a crise do desemprego no Brasil “não dura mais que dois meses” – portanto, a onda de desemprego “está no fim”. Em março recomeça a geração de empregos e o ano fechou com saldo positivo de 1,5 milhão de novos postos de trabalho. Indo mais longe do que Lula com a sua teoria da “marolinha”, Lupi enriquece o festival de besteiras que assola o governo com a “filosofia de vida de carioca”. Ela consistiria em saber que a onda que “parece que vai matar todo mundo acaba em espuma na beira da areia“. (A onda que se ergueu no Oceano Índico em dezembro de 2004, o tsunami, matou 230 mil pessoas antes de virar espuma.)

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16 de janeiro de 2009 at 11:41

Política de juros do BC vai na contramão do mundo, diz Aécio

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Na opinião de Aécio o BC brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo

Banco Central brasileiro vai na contramão do resto do mundo e contradiz os esforços do governo federal para reduzir os efeitos da crise financeira global.

"Eu acho que o Banco Central brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo" afirmou Aécio, que disputa com o governador de São Paulo, José Serra, outro crítico do BC, o direito de ser o candidato do PSDB à eleição presidencial de 2010.

"Em determinado momento, nós vamos ter que chegar à constatação de que o mundo inteiro está errado ao abaixar as suas taxas de juros para incrementar segmentos importantes da sua economia", ironizou Aécio, em entrevista na sede do governo mineiro.

O tucano afirmou que é apenas "espectador" do cenário econômico nacional, mas ressaltou que espera que o BC reduza a taxa básica de juros, atualmente em 13,75%. Na segunda-feira, levantamento feito junto ao mercado financeiro pelo próprio BC indicou expectativa de queda na taxa Selic que, segundo a pesquisa, chegaria a 11,75% em dezembro. Reuters

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13 de janeiro de 2009 at 19:09

Opinião do Estadão: A ameaça das demissões

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Se discurso oficial criar emprego, o Brasil passará pela crise global com pouquíssimas demissões. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a economia brasileira vai abrir 1,5 milhão de postos de trabalho com carteira assinada em 2009. Essa estimativa, apresentada há uma semana, foi acompanhada de uma profecia audaciosa: "Em janeiro a situação se estabiliza e em março volta o crescimento forte na área da empregabilidade, que mede o bom resultado de uma economia." Toda pessoa responsável torcerá pelo acerto dessa previsão, mas os dados, neste momento, não justificam muito entusiasmo. Um terço das indústrias pesquisadas no mês passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja demitir pessoal até fevereiro. Essa parcela, 32,5%, é praticamente igual à de janeiro de 1999, quando ocorreu uma das piores crises cambiais das últimas duas décadas.

No Brasil, os efeitos da crise internacional têm sido menos severos, até agora, do que noutras grandes economias, mas os sinais de enfraquecimento da atividade industrial são inequívocos. Houve acúmulo de estoques a partir de outubro, várias indústrias deram férias coletivas e parte dos produtos foi desencalhada graças a cortes de impostos e de preços. As exportações perderam impulso e o mercado interno não foi suficiente, até agora, para compensar o menor dinamismo do comércio exterior.

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13 de janeiro de 2009 at 08:13

Publicado em Crise financeira

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GM desligará 744 funcionários temporários em São José dos Campos

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GM do Brasil em dia de festa, comemorando a marolinha do Lula

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirmou nesta segunda-feira, 12, que a General Motors (GM) informou à entidade que desligará 744 trabalhadores temporários da unidade da montadora na cidade. Segundo o sindicato, entre os demitidos estão 600 trabalhadores contratados no ano passado por meio de contratos por prazo determinado. "Alguns desses contratos venceriam somente em junho, mas a empresa dispensará os metalúrgicos imediatamente", informou.

A GM informou apenas que não está renovando os contratos de funcionários temporários, mas não confirmou o número citado pelo sindicato. A montadora deve divulgar comunicado oficial sobre o tema até o final do dia. Agência Estado

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12 de janeiro de 2009 at 15:48

O Zé Marolinha – Lula: Brasil não quebrou e não vai quebrar

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que “o Brasil não quebrou e não vai quebrar” por causa da crise financeira internacional. Em discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”, Lula afirmou que a origem da crise é “o sistema financeiro que ousou vender o que não tinha”. Para ele, ou o mercado financeiro muda, para que os Estados possam regulá-lo, ou outras crises virão.

Na visão dele, o pior da crise financeira já passou. Mas ele desejou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, aja rápido para resolver a crise. “Se em um ano ele não resolver, vão debitar o problema na conta dele. Obama acaba de ser eleito e tem força política para resolver a crise.”

Lula também ressaltou que a situação brasileira é diferente de outros países, especialmente dos países desenvolvidos. Ele observou que a situação fiscal, as reservas, o potencial de investimentos do Estado são motivos para avaliar que os efeitos da crise serão diferentes no Brasil. “Enquanto os outros ficaram como uma cigarra cantarolando, nós estávamos como formiguinhas aqui fazendo nossas reservas. Por isso, estamos bem”, afirmou.

Pacote

O presidente voltou a descartar a edição de um pacote econômico semelhantes aos adotados em governos anteriores. “Não haverá possibilidade de pacote econômico daqueles que estavam acostumados a acontecer”, afirmou o presidente, ao defender as medidas anunciadas hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que definem mais prazo para o pagamento de alguns impostos federais.

O presidente disse que está conversando com todos os setores da economia para “que o governo não dê um tiro no pé” com as medidas que vem adotando para enfrentar a crise financeira. Ele fez um apelo a sua equipe, a empresários e a lideranças de classes para que o próximo ano seja positivo na área econômica. “A gente não pode ficar choramingando ou torcendo contra nós mesmos”, disse.

Consumo e crédito

O presidente aproveitou seu pronunciamento para dar um recado às entidades de classe que vêm ameaçando o governo com greves para obter reajustes salariais. “Em época de crise, não tem greve, contratações, aumento real de salário. É época de apertar o cinto. Todo trabalhador sabe que perde com a crise“, afirmou.

Lula também fez um apelo para que os consumidores continuem comprando para que as indústrias continuem produzindo e não mandem trabalhadores embora. “Se, por medo, as pessoas deixarem de comprar suas casas, deixarem de trocar de televisão, aí será um problema”, observou.

Lula avaliou que a falta de crédito no Brasil é maior do que deveria ser. “É claro que há um processo de desconfiança, mas tomamos medidas, como a liberação do compulsório”, explicou. Ele disse que é para manter o consumo aquecido que ele “vende otimismo”.  Agência Estado

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6 de novembro de 2008 at 13:41

Publicado em Crise financeira

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Desgoverno agora vai socorrer construtoras, mas segue com a marola de que está tudo bem com o Brasil

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Jorge Serrão

Aos empreiteiros e banqueiros tudo. Na lógica de sempre, sob a desculpa da crise internacional, o desgoverno agora vai mexer nas regras de uso da poupança a fim de liberar recursos para financiar as necessidades de capital de giro das construtoras. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou uma medida provisória de sua majestade Lula permitirá à Caixa Econômica Federal destinar R$ 2 bilhões ao setor. A taxa de juros ficará em torno de 9% ao ano, mais a TR.

Atualmente, os bancos são obrigados a aplicar 65% do montante captado com a caderneta para setor, mas só o fazem com financiamento direto ao mutuário ou para as empresas durante a fase de construção de moradias. Em princípio, o desgoverno alega que a medida valerá apenas para a Caixa Econômica Federal. Mas não há quem descarte que os bancos, para compensar ausência de ganhos em outros negócios, entrem no lucrativo esquema do Sistema Financeiro da Habitação.

Na gestão da crise, a equipe de Lula continua marolando. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, informou ontem, no Plenário da Câmara, que, ao todo, o BC já movimentou US$ 22,9 bilhões com as diversas modalidades de venda de câmbio durante a crise. Mas Meirelles , alega que o valor ”não é quase nada" perto da injeção efetiva US$ 595 bilhões dos sistemas financeiros americano e europeu.

Segundo Meirelles, até a última segunda-feira, o BC vendeu US$ 12,9 bilhões em swaps, US$ 3,7 bilhões em linhas, US$ 1,5 bilhões em não-rolagem de swap reverso, US$ 1,6 bilhões no primeiro leilão para linhas de comércio exterior, realizado ontem, e US$ 3,2 bilhões no mercado à vista.

O presidente do BC voltou a afirmar que a crise mundial é severa, mas que o Brasil tem condições de enfrentá-la bem. Segundo ele, o Brasil é um dos países com melhor desempenho econômico neste período de crise internacional de crédito. Durante sua apresentação no plenário da Câmara, Meirelles afirmou que o principal diferencial desta crise em relação às anteriores é o fato de outras instituições financeiras, além das bancárias, estarem sofrendo impactos intensos da falta de crédito.

Reunismo

Lula da Silva convocou, para as 14h da próxima segunda-feira, uma reunião extraordinária do Mercosul (ou será da turma do Foro de São Paulo?) para discutir a crise financeira internacional.

O encontro marcado por Lula, que está exercendo a presidência do bloco comercial, está marcado para o Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O objetivo é avaliar os impactos da crise financeira mundial em cada país do bloco e possíveis mecanismos que permitam atenuar os efeitos da crise nas nações do Mercosul e dos impactos provocados pela quebra de grandes bancos nos Estados Unidos. Alerta Total

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22 de outubro de 2008 at 11:35

Opinião do Estadão: Mercado interno não basta

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A pior etapa da crise mundial já começou, com retração dos negócios no mundo rico, paralisação de fábricas e demissões simultâneas de milhares de trabalhadores. O socorro ao setor financeiro está em marcha nos países mais avançados e em vários emergentes, incluído o Brasil, e a quebradeira dos bancos provavelmente será contida. Isso limitará os danos, mas não impedirá uma severa redução do crescimento. Nos Estados Unidos e na Europa há sinais de recessão e nenhum país será uma ilha de tranqüilidade. O governo brasileiro já se movimenta para criar defesas contra mais esse risco. Essa é uma notícia animadora, mas ainda falta definir claramente a estratégia anti-recessão.

As autoridades têm respondido, até agora, aos desafios mais evidentes e imediatos. É preciso apoiar os bancos médios, garantir o crédito para o plantio da safra 2008-2009 e restabelecer o financiamento à exportação.

O Banco Central (BC) tem assumido a maior parte das tarefas, com apoio, quando necessário, da Presidência da República e do Ministério da Fazenda. O BNDES tem procurado reforço financeiro no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento, para compensar o fechamento de outras fontes de recursos.

O Ministério do Planejamento já se dispõe a reavaliar a proposta orçamentária em tramitação no Congresso para ajustá-la, se for o caso, a um cenário de menor crescimento da receita.

O conjunto parece bom, mesmo com alguma demora na obtenção de resultados. Não basta o BC oferecer dólares ao mercado. É preciso garantir a destinação desse dinheiro aos exportadores. Por isso, foram previstos leilões de moeda estrangeira carimbada, com destinação obrigatória. Esses leilões foram programados para começar hoje.

Mas o problema, nesta altura, não consiste somente em restabelecer o financiamento aos exportadores. Essa é a tarefa mais urgente, mas o desafio é mais amplo. A grande pergunta é sobre como promover um razoável crescimento econômico no próximo ano, talvez próximo de 3,5%, sem desarranjar seriamente as contas externas.

A expansão econômica deste ano, estimada em mais de 5%, só foi possível com uma grande redução do superávit comercial e um aumento considerável do déficit em conta corrente. Esse déficit poderá situar-se, no fim do ano, em cerca de 1,8% do PIB. O buraco projetado para 2009 equivale a cerca de 2% da produção do País, se a atividade crescer 3,5%.

Pelos critérios mais comuns, um déficit desse tamanho é perfeitamente aceitável. Não envolve risco importante para o País. Ações baseadas nesses critérios, no entanto, são muitas vezes perigosas. Conta corrente no vermelho só não é problema quando se pode financiá-la com investimento estrangeiro direto. Ninguém pode saber, agora, se esse tipo de recurso continuará entrando no País, em 2009, na proporção necessária.

Além disso, o descompasso entre importações e exportações aumentou, em 2008, apesar das cotações excepcionais de vários produtos básicos. Em 2009 não se poderá contar com preços extraordinários de exportação nem com um mercado favorável.

Para o País atravessar o ano sem maiores problemas e sem a criação de maiores desequilíbrios, o governo deverá calibrar a expansão da demanda interna e a evolução das exportações. Estimular o mercado interno sem dar atenção maior ao comércio exterior poderá redundar, em pouco tempo, numa combinação de inflação mais alta com desarranjo no balanço de pagamentos. O próximo passo poderá ser uma visita ao Fundo Monetário Internacional.

O governo, segundo alguns economistas, deveria gastar mais para neutralizar os efeitos da recessão externa. Mais seguro, no entanto, seria conter os gastos de custeio, reduzir impostos e aumentar o financiamento à exportação e à produção. Uma ação defensiva na frente comercial pode ser necessária para conter a invasão de produtos vendidos em regime de dumping. Muito mais produtiva, no entanto, será uma ação ofensiva, provavelmente facilitada por uma moeda menos valorizada que a dos últimos anos. Será uma boa oportunidade para o governo mostrar se é capaz, mesmo, de formular e de aplicar uma política de produção e de competitividade adequada à economia globalizada.

Written by Abobado

20 de outubro de 2008 at 11:04

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