Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Archive for the ‘Laguna’ Category

Laguna: Vereador Cleosmar pega grana do governo e presta contas com notas frias

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Do blog do Canga

O vereador do PR de Laguna Cleosmar Fernandes entrou numa fria. Bem, numa fria vírgula. Primeiro meteu a mão numa bufunfa. O plano o foi bem articulado e funcionou a contento até arrancar dinheiro público dos cofres do estado.

A empresa Laguna Convention & Visitors Bureau (com esse nome pomposo só pode ser falcatrua) criada pelo vereador Cleosmar pediu subvenção ao governo e recebeu do Fundo de Desenvolvimento Social a quantia de R$ 70 mil. O dinheiro seria para "proporcionar atividade extra classe para crianças e adolescentes carentes de sete a catorze anos de idade, de forma saudável com equilíbrio e responsabilidade" (legítimo papo peneira 90). A nota é assinada por Maria Rubia de Oliveira Fernandes Oliveira que seria a responsável pelo tal Laguna Convention.

Muito bem, tudo certinho, vem papel e vai dinheiro. A entidade embolsou os R$ 70 mil e depois tinha que prestar contas. Aí começa o rolo. Provavelmente como nenhuma atividade extra curricular (muito vago né?) foi executada com as crianças carentes, a entidade não tinha notas fiscais de compras ou prestação de serviços que comprovasse a aplicação da verba.

Mas isso não é problema para quem sabe fazer rolo com papel. A entidade apresentou uma série de notas fiscais frias. Só que dentro da Secretaria da Fazenda existem alguns funcionários honestos que não compactuam com as falcatruas do governo com seus aliados no interior.

As notas não passaram no crivo da Fazenda e a Laguna Convention foi obrigada a devolver a quantia embolsada. Só que té agora não devolveu nada. O caso foi parar no Ministério Público. Hoje o procurador Geral do MP estará recebendo um calhamaço de documentos que comprovam as falcatruas perpetuadas pela tal Laguna Conventions.

Veja abaixo a friagem das notas e a análise de contas da Secretaria da Fazenda:

 

      

Written by Abobado

8 de junho de 2010 at 12:41

Matei minhas amigas

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Operação abelha na Cabeçuda: Bombeiro Rogério vestido para matar

Não tive alternativa. A presença de novos vizinhos me obrigou a matar abelhas amigas que há mais de um ano e meio eram companheiras da minha solidão semanal.

Durante esse período convivemos em paz e harmonia. Um respeitando o espaço do outro. Iam e vinham o dia inteiro, voavam sobre a minha cabeça, se divertiam na tela do computador, da TV e faziam festa na luz fluorescente da cozinha, onde muitas, exaustas, jaziam no chão e aguardavam a cerimônia de sepultamento pela manhã. Eu as tratava com dignidade, afinal estavam a cuidar de uma rainha. Elas respondiam com fidelidade e jamais se mostraram hostis com este servo que as hospedou durante todo esse tempo.

No começo de minha parceria com as abelhas confesso que o medo cercava os meus dias aqui em Laguna; temia não só por mim, mas também pelo meu cachorro, o Pimenta. Com o tempo percebi que era possível essa familiaridade desde que um não atrapalhasse a vida do outro.

O tempo foi passando, a prole se multiplicando a cada dia. A produção estava dando certo, pois nos dias em que batia vento sul por aqui era possível sentir o aroma delicioso do mel que as meninas produziam.

Posso dizer que foram bons meses os que passamos juntos; juro que me doeu no coração vê-las dizimando assim, de uma forma tão violenta. E o pior de tudo é que nem tive a honra de conhecer a rainha, coitada, que ficou sem chance de tirar a coroa e morrer com dignidade.

Gente boa pra caramba: Bombeiros Justino, Damásio e Rogério, orgulho da Laguna

Os responsáveis pela penosa, porém necessária extinção foram os valorosos bombeiros Justino, Damásio e Rogério. O Justino, por sinal, ao ver o meu computador ligado nem quis saber muito das abelhas. Pediu pra procurar na internet uma música cantada pela dupla Osvaldir e Carlos Magrão. Qual a peça? “Vida de Bombeiro”, Faixa 13 do CD “Lua Bonita”.

Parecia um daqueles filmes bem doidos, tipo dois assassinos matando uma família inteira e um escutando música mantendo dois reféns sob sua “mira” (eu e o Pimenta). As abelhinhas agonizando com o álcool sobre elas, voando sem rumo e eu fazendo sala pro bombeiro ouvindo uma naba de música.

317 é cachorro na centena: Bombeiro Justino, a orca e o simpático Damásio. Meu fetiche realizado

Mas os caras foram super legais, como é peculiar nesses heróis que fazem parte do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

Minhas amigas se foram de uma forma trágica. Melhor seria se tivessem se mudado antes, procurado outro lugar como algumas espécies o fazem. Esperei que isso pudesse acontecer. No fundo acho que sentiam que o fim delas estava marcado para esta noite do dia 30 de janeiro (22h13m começou o genocídio). Por incrível que  pareça hoje, apesar do calor que fez aqui em Laguna, foi o dia em que as abelhinhas menos trabalharam. É sério, gente!

Vão em paz, minhas amigas. Não sei se existe céu para abelhas, mas o andar de baixo por certo não deve ser o meu destino. Não por este motivo. Foi um mal necessário.

E pra encerrar esse papo melancólico, antes elas do que eu!

Importante: A remoção/extinção de ninho de abelhas deve ser executado por pessoas qualificadas ou pelo Corpo de Bombeiros. Nunca tente fazer isso por sua própria conta pois o risco é muito grande. Mas para os curiosos eu vou dizer o que eles utlizaram e o que fizeram para exterminar os insetos: cinco litros de álcool (de carro ou de uso doméstico), pó de gafanhoto e uma bucha de pano (não fornecem o material). Injetam o álcool com uma bomba de pulverizar no local onde as abelhas estão alojadas, colocam o pó de gafanhoto (Neocid, coisas do tipo) e tapam a saída/entrada do ninho com a bucha de pano. Esse trabalho é feito somente no período noturno. Para cachopas de abelha ou marimbondo eu não sei como faz.

As abelhas que conseguem escapar ajojam em mais ou menos meia hora. É conveniente fechar portas e janelas durante a operação e não esboçar qualquer reação caso alguma delas passe zunindo pela sua frente.

O telefone do Corpo de Bombeiros da Laguna é 48-3647-0411. Se ligar daqui para o 193 vai dar lá em Braço do Norte. Coisa de doido, mas é a realidade.

Written by Abobado

31 de janeiro de 2009 at 01:08

Ponte de ferro da Cabeçuda: Quando cair, me avisem

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A ponte de ferro com a maria fumaça transportando carga e passageiros

A história

Ponte Ferroviária das Laranjeiras. Assim foi chamada durante muitas décadas a Ponte da Estrada de Ferro Tereza Cristina, com um comprimento de 1.480 metros. Depois popularizou-se como “de Cabeçuda".

Em 07 de março de 1876, organizou-se na praça de Londres, uma Companhia com o título “The Donna Thereza Christina Railway Company Limited”, que foi autorizada a funcionar no Brasil por Decreto nº 6.343, de 20 de setembro de 1876. O escritório da “Companhia”, como era tratada a concessionária, foi instalado na Laguna.

Em 18 de julho de 1882, pela primeira vez um trem percorreu o trajeto Imbituba-Laguna. A construção da chamada Ponte das Laranjeiras tornou-se um capítulo à parte na construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristrina.

A ponte funcionou até 1934, quando em 1º de setembro daquele ano foi inaugurada a atual Ponte Henrique Lage.

A Estrada de Ferro já havia sido encampada pelo Governo Federal em 1902. Em 1906 as oficinas da Estrada de Ferro que eram situadas em Imbituba, foram transferidas para Tubarão. Os escritórios que desde a construção da Estrada de Ferro eram situadas na Laguna já haviam sido transferidos para a Cidade Azul. Em 1916 retornaram à Laguna onde ficaram até 1923. (texto de Valmir Guedes Jr)

Grade que deveria impedir o acesso de pessoas à ponte – não adianta nada!

A realidade

As imagens e os vídeos retratam fielmente a real situação desse importante patrimônio histórico, não só de Laguna, mas de todo o Brasil.

A “manutenção” da ponte deveria ser da competência da Ferrovia Dona Tereza Cristina, cabendo à Prefeitura Municipal de Laguna a fiscalização e limpeza do local.

Nenhuma providência vem sendo tomada, nem pela empresa que deveria zelar pelo seu patrimônio, tampouco pela Prefeitura de Laguna. Há de se ressaltar que o Decreto Municipal n° 34/77 determinou o tombamento da edificação. É mais ou menos assim: a Ferrovia joga a bola para a Prefeitura e a municipalidade devolve para a Ferrovia.

Na verdade a Ponte de Ferro da Cabeçuda é um peso que ninguém tem o menor interesse em carregar. Como o tempo se encarrega de tudo, melhor fosse que o patrimônio desabasse em plena Lagoa do Imaruí. É assim que os responsáveis pela manutenção da ponte devem estar pensando.

Cravos de madeira apodrecidos tentam suportar o peso da estrutura. As casas embaixo da ponte correm risco

Além da omissão pela conservação da patrimônio, a Prefeitura de Laguna faz vistas grossas à construção de casas sob a ponte. Há diversos imóveis edificados de forma irregular que oferecem grande risco aos moradores. Como pode ser observado, não existe a mínima segurança e qualquer pessoa leiga simplesmente fica abismada com o estado de conservação da nossa querida ponte e a coragem das pessoas em morarem embaixo dela.

Moradias irregulares embaixo da ponte

Não vou me alongar mais nesse assunto. As imagens são a prova cabal do que acabei de relatar e o que mais escreva servirá apenas para encher linguiça. Vejam e avaliem se estou “falando” da boca pra fora.

No vídeo, veja a situação da ponte na parte de cima e de baixo

Um abraço a todos e até a próxima.

Written by Abobado

17 de janeiro de 2009 at 13:14

O meu paraíso

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Um dia daqueles bem xaropes.

Nenhuma notícia interessante; nada que merecesse destaque ou justificasse o meu trabalho de copiar e colar alguma coisa neste espaço; só naba do Ramagi na Faxa de Gaze.

Hoise resolvi aproveitar o lindo dia (arrombassi, São Pedro!), tirei a bunda da cadeira e fui na praia fazer um “trelinho” da paisagem dos fundos da minha casa.

Pra quem me chama de mentiroso e diz que eu não moro na beira (na beira mesmo) da lagoa, está aí a prova! Arrepara a voz do mané…

Me perdoem pela tremedeira. O Ronaldo Coutinho (aquele da previsão do tempo que de quando em vez manda um abraço pra mim no programa do Hélio Costa – o Cabeça) tem razão ao dizer que eu preciso “regular a lenta”. A verdade é que se como fotógrafo eu já me considero uma negação, imaginem com uma filmadora na mão. Mas o que vale mesmo é a intenção, não tem?

Semana que vem vou testar a minha paciência. Pretendo ir no Farol de Santa Marta dar uma olhada naquela vergonheira e mostrar alguma coisa pra vocês. Isso se o dono da ONG Rasgamar, que é um cavalo vestido, não me der uma camaçada de pau. Tens tempo!

Um abraço a todos e viva o Vitório e a Ideli (mangalô treis veis).

Written by Abobado

14 de janeiro de 2009 at 21:58

Publicado em Laguna

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Laguna – Fonte da Carioca: Quem conhece?

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Construída pelos escravos, em 1863, a Fonte da Carioca até hoje abastece a população de água potável, cuja nascente, no alto do morro, é protegida e fiscalizada constantemente. Ao processo de depuração natural uniu-se a filtração artificial com filtros de areia. A água da Carioca, conforme crendice popular, tem poderes afrodisíacos. Os visitantes que beberem daquela água ficarão eternamente enamorados por Laguna.

Crendices e bobagens à parte, quem conhece um pouco de Laguna e a história de Santa Catarina sabe que a Fonte da Carioca é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade e o espaço mais utilizado pela população local durante o ano inteiro. A água é boa e nem se compara com a que é distribuída pela Casan (um nojo, pra ser bem franco).

Esse pequeno filme que fiz no dia de hoje mostra como as autoridades municipais tratam esse lindo e importante patrimônio histórico.

O calçamento é secular, concordo, mas uma acomodação e um ajuste nas pedras poderia e deveria ser feito. É difícil quem acesse a Fonte da Carioca que não dê uma topada ou leve um escorregão; tombo na certa!

As torneiras, mesmo que se tente fechá-las, continuam pingando sem parar (dia e noite); o prédio da fonte carece (há tempo) de uma reforma, uma pintura que seja; reparem no limo grudado nas paredes e nas torneiras; existe uma frondosa árvore na frente da Fonte da Carioca, mas nenhum banco para as pessoas sentarem, descansarem e desfrutarem da beleza do local.

E é assim que o rico patrimônio da nossa querida Laguna vem sendo tratado. Coisas que me deixam indignado, mas que tem que ser mostradas.

Apesar do descaso das autoridades a Fonte da Carioca continuará firme e forte.

E viva o Vitório!

Written by Abobado

30 de dezembro de 2008 at 19:09

Laguna – Apesar de tudo, eu gosto!

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Para esse pessoal que vive reclamando que eu não publico nada sobre a terra que me adotou, vai uma pequena amostra do Centro Histórico da Laguna.

Mostro rapidamente o Cine Mussi (fechado há muito tempo), o prédio do Hoepcke (construção pintada de amarelo que hoje abriga uma loja de móveis), as casas antigas que dão de frente para o cais, o sino do Rotary Club, o cais propriamente dito, um dos diversos barcos que levam passageiros para a “Carniça” e Barra, detalhe do Mercado Público e as bobagenzinhas da decoração de natal.

Estou analisando se vou ter disposição para registrar o descaso das autoridades com relação ao Patrimônio Histórico dessa linda cidade. Coisa para o próximo ano.

Um abraço.

Written by Abobado

18 de dezembro de 2008 at 14:48