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Guerra no Rio de Janeiro: General diz que Exército vai revidar em caso de confronto com criminosos

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altGeneral Adriano (segundo à esquerda): ‘Se tiver confronto, infelizmente vamos ter partir pra a reação’

O general do Exército Adriano Pereira Júnior (comandante do Comando Militar do Leste) afirmou na tarde desta sexta-feira em entrevista coletiva que cerca de 60% dos 800 homens enviados ao Rio de Janeiro têm experiência no tipo de operação que acompanha na cidade. Questionado sobre a possibilidade de um confronto direto entre criminosos, ele respondeu: "Se tiver confronto, infelizmente vamos ter partir pra isso".

Na noite de quinta-feira (25), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21).

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem foi solicitada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e teve que ser autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois o número de homens solicitado foi acima do que o ministério poderia liberar. Também foram enviados ao Rio dez blindados e três helicópteros da Força Aérea.

‘Nós, do Rio de Janeiro, estamos muito felizes porque o Brasil se uniu pela nossa causa’, afirmou, mais cedo, o governador do Rio sobre a autorização do reforço policial.

O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, – que também participou de entrevista – disse que a operação foi planejada, mas foi antecipada. Ele explicou que o papel das forças federais na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão é logístico e estratégico.

"Era uma operação para ser mais para frente. Vimos o que tinha e o que faltava e solicitamos apoio da Marinha. Depois de fazer a entrada [nas favelas], há uma necessidade estratégica para nós, que toda aquela região tenha os acessos controlados", afirmou. Folha Online

Viva o Rio! Ou: Beltrame estava constrangido porque sabe que teve de trocar a UPP pela UPP do B!

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altViolência no Rio: Policiais do Bope chegam à Vila Cruzeiro em blindado da Marinha. É guerra!

É evidente que eu me integro ao esforço patriótico contra a barbárie nas ruas e nas favelas do Rio. Sempre que os bandidos estiverem de um lado, eu estarei DE outro, mas não necessariamente DO lado de uma política oficial errada. Em 2006, em São Paulo, também foi assim. O PCC deu ordem para barbarizar, a polícia foi para as ruas, botou ordem na bagunça. O que acho positivo desta vez, na comparação com o que se deu em São Paulo, é que não há, pelo menos até onde alcanço, jornalistas tentando ouvir advogado de bandido como se fosse o “outro lado”. Naquele caso, a desordem era, claramente, uma tentativa de influir nas eleições. Desta feita, reinou a paz pré-eleitoral — tanto é assim que as UPPs foram um cabo eleitoral e tanto —, e a confusão, estranhamente, se deu depois. Se eu fosse jornalista investigativo, veria um monte de chifre na cabeça desse cavalo. Isso parece jabuti na mão do Chico Buarque: há algo de estranho aí. Fica até parecendo que há reação a algum acordo não-cumprido.

altVi ontem no Jornal Nacional uma entrevista de José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio. Ele sabe que teve de mudar a sua política, tanto que se nota certo constrangimento, ainda que isso não seja, de modo nenhum, explorado pela imprensa. O clima patriótico não deixa. QUAL ERA UMA DAS RESERVAS DESTE ESCRIBA CONTRA A TAL POLÍCIA PACIFICADORA? O governo se orgulhava, para júbilo dos “pacifistas”, de ocupar morros sem dar um tiro e sem prender ninguém. Aliás, o aviso era feito com antecedência. Quem achasse por bem deveria cair fora. E uma parte caía. O essencial ficava para negociar. Vocês leram em algum lugar que o tráfico está extinto nos morros “pacificados”?

Qual era a minha outra reserva com a política anterior? Se ninguém é preso, a bandidagem vai se alojar em outro lugar — convertida à “religião” da cidadania é que não foi. E foi o que vimos ontem nas imagens aéreas transmitidas pelo Jornal Nacional: um verdadeiro exército armado migrando da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão. Um dia, eu sei, a polícia chegará lá. Mas fica a pergunta: chegará como tem feito neta semana, PRENDENDO BANDIDOS (bem poucos ainda) ou chegará como vinha fazendo, ESPALHANDO OS BANDIDOS?

O jornalismo pode ignorar a MUDANÇA DA POLÍTICA, mas Beltrame, ele próprio, não ignora. Na declaração de ontem, afirmou que “prender bandido é importante, que apreender droga é importante, mas o mais importante é recuperar o território”. A frase está errada: a recuperação do território é o objetivo. E deve ser alcançado prendendo os bandidos e apreendendo as drogas. Não há uma hierarquia nessas ações. Ocorre que ele tenta, no discurso ao menos, conciliar a política de agora com a política de antes, passando a impressão de que se trata de um conjunto de ações, de continuidade.

E não é verdade. Os fatos me dão razão. O governo do Rio acreditou certamente que poderia haver milagre; que bandido com menos emprego no mundo crime — os pés de chinelo do tráfico das áreas “pacificadas” estão desempregados — talvez procurasse trabalho honesto. A escalada dos crimes comuns na cidade já sugeria que a coisa não era bem assim. E não era mesmo!

O lugar de toda aquela gente que vimos fugindo é a cadeia. Se não deu para prender hoje, que se tente amanhã, depois, quando for possível. O QUE CABRAL E BELTRAME NÃO PODEM MAIS É “PACIFICAR” ÁREAS TOMADAS PELO NARCOTRÁFICO SEM PRENDER NINGUÉM. ESSA POLÍTICA FOI PARA A CUCUIA. ATÉ PORQUE, SE DESSE CERTO PARA O RIO, SERIA UMA TRAGÉDIA PARA OS ESTADOS VIZINHOS: O RIO SE TORNARIA EXPORTADOR DO CRIME.

Beltrame estava ontem um tanto constrangido porque sabe que teve de trocar a UPP pela UPP, a Unidade de Polícia Pacificadora pela Unidade de Polícia Prendedora — que batizei aqui de “UPP do B”. Sempre destacando que prendeu muito pouco até agora. E bandido solto, como sempre adverti aqui, é um problemão!

Por Reinaldo Azevedo

Guerra no Rio de Janeiro: Bandidos queimam mais sete automóveis

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altViolência no Rio: No início da madrugada desta quinta, carro foi incendiado na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca

Chegaram a sete os automóveis – cinco carros e dois ônibus – incendiados no Rio de Janeiro durante a noite desta quarta-feira (24), desde as 20h, cinco deles na zona norte, um na Baixada Fluminense e outro em Niterói (Região Metropolitana).

Os dois casos mais recentes foram de dois ônibus. Em um deles, às 23h40, os criminosos mataram o motorista do veículo que passava pela avenida Brasil, próximo ao viaduto Lobo Júnior, na Penha (zona norte) – mesmo bairro onde durante o dia houve confrontos entre PMs e traficantes, com diversos mortos. Ninguém foi preso. O local fica perto do 22º Distrito Policial (Penha), que se reforçou à noite, temendo ataques. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, outro ônibus foi incendiado na avenida Presidente Costa e Silva, no bairro de Edson Passos.

Na zona norte do Rio, bandidos atearam fogo a uma van na avenida Martin Luther King, próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho. O local é perto da cabine da PM atacada na segunda-feira.

Na avenida Dom Hélder Câmara, um caminhão foi incendiado na altura do número 1.790, em frente à favela do Jacarezinho. Os bombeiros só conseguiram chegar ao local para apagar as chamas depois que cessou um tiroteio que ocorria, na mesma hora, entre traficantes e policiais militares.

Perto dali, no Sampaio, um Honda Civic foi incendiado na saída do túnel Noel Rosa, que liga o bairro à Vila Isabel. Segundo a PM, os bandidos emparelharam, mandaram que os ocupantes do carro descessem e depois atearam fogo.

De acordo com a polícia, os bandidos do Jacarezinho tentaram fechar o viaduto que liga o túnel Noel Rosa ao Jacaré. Na maior parte da zona norte e da Baixada Fluminense, muitas lojas fecharam as portas mais cedo com medo de ataques de bandidos.

Na Tijuca, um Corsa prateado foi queimado na rua Félix da Cunha, embaixo do morro da Chacrinha. Segundo testemunhas, o veículo foi incendiado por cerca de dez menores que saíram do morro, quebraram a janela do motorista, jogaram gasolina e atearam fogo no carro, que estava vazio. O dono do automóvel, um professor de caratê, dava aula em uma academia e foi avisado, mas quando chegou já o encontrou em chamas.

Também na Tijuca, policiais prenderam Hugo Leonardo de Souza Oliveira, 23, que havia tentado atear fogo em um Fox preto, no Largo da Segunda-Feira. Folha Online

Foto: Wilton Junior/Agência Estado