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Aécio em Porto Alegre: ‘Basta desse desgoverno’

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CHEGOU A HORA DE MUDAR
Aécio e Ana Amélia reúnem milhares de pessoas no ginásio do Gigantinho

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez críticas ao PT e à campanha da presidente Dilma Rousseff em comício na tarde deste sábado na capital gaúcha, ao lado da senadora Ana Amélia Lemos, que concorre ao governo do Rio Grande do Sul pelo PP, aliado dos tucanos no Estado. "Foi dada a largada para a campanha da decência e da dignidade", disse o senador aos militantes no ginásio Gigantinho. "Basta desse desgoverno, chega de tanta irresponsabilidade."

Em outro momento, Aécio afirmou que o PSDB não fará campanha com ataques covardes a quem quer que seja, mas sim "com propostas para mudar o Brasil". Em um discurso inflamado, o mineiro falou que seus adversários não têm limites nas armas que usam para ficar no poder. "A cada ataque e mentira que contarem sobre nós, vamos falar a verdade sobre eles", falou.

Na coletiva de imprensa concedida antes do comício em Porto Alegre, Aécio havia concentrado as críticas à política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. De acordo com a organização do evento, estavam presentes cerca de 8 mil pessoas.

Depois de Aécio foi a vez de Ana Amélia discursar no comício. De acordo com as pesquisas de intenção de voto, ela lidera a disputa no Rio Grande do Sul, na frente do atual governador, Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição. "Daqui até a eleição temos a missão de levar o nome de Aécio para todos os rincões", afirmou Ana Amélia.

No final de sua intervenção, ela fez Aécio se emocionar ao dizer que desejava que, no Dia dos Pais, no próximo domingo, o tucano fosse presenteado com a saída de seu filho Bernardo do hospital. O bebê nasceu no dia 8 de junho, prematuro, no Rio de Janeiro, e permanece na incubadora. Sua irmã gêmea, Júlia, já está em casa.

Estadão Online

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Coisa pra vomitar – Integrantes do PP acionam TSE para anular convenção do partido, comprado pelos petralhas

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Após evento, presidente do PP anunciou apoio a reeleição de Dilma. Dissidentes apontam que proposta foi aprovada sem contagem de votos

Revolta na Convenção Nacional do Partido Progressista

A senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata do PP ao governo do Rio Grande do Sul, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ação pedindo a anulação da convenção nacional do PP realizada nesta quarta-feira (25). Após o evento, a Executiva Nacional do partido anunciou apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff com base em resolução proposta durante a convenção.

A ação é assinada por outros sete membros do partido além da senadora. Eles pedem a anulação do encontro alegando que a resolução foi declarada aprovada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI) sem que houvesse contagem dos votos.

A proposta transferia para Executiva Nacional, órgão de cúpula do partido, a decisão sobre o apoio à candidatura de Dilma, que foi anunciada logo após a convenção.

Na ação cautelar, os membros do PP pedem que seja determinado que a comissão executiva que definiu o apoio a Dilma "se abstenha de proceder à escolha dos candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República". Foram  anexados ao pedido feito à Justiça documentos de áudio e vídeo da convenção. A representação terá como relator o ministro do TSE Henrique Neves, que pode aceitar ou rejeitar o pedido de anulação a qualquer momento.

De acordo com a ação, "pode ser facilmente aferido" a partir da gravação do evento que "a proposta [resolução que remete decisão sobre eleições para a Executiva Nacional] não foi votada e nem muito menos aprovada: em verdade, o ilustre presidente declarou a resolução aprovada por aclamação sem que tal aprovação tenha sido efetivada pelos convencionais".

Convenção conturbada

A convenção do PP desta quarta foi conturbada e terminou de forma abrupta por determinação de Ciro Nogueira, logo após ele declarar a aprovação da resolução. A expectativa era que os convencionais, delegados do partido que participavam da convenção, votassem pelo apoio à candidatura de Dilma. No entanto, a maior parte dos correligionários presentes subiu à tribuna para defender neutralidade nas eleições ou candidatura própria.

Contrariado pelos colegas de partido que criticavam a provável aliança do PP com o PT na disputa presidencial, Ciro Nogueira apresentou às pressas resolução que garantia que a executiva nacional (grupo menor e mais fácil de criar consenso) poderia tomar a decisão sobre o candidato que seria apoiado pelo partido. O presidente declarou a proposta aprovada segundos após anunciar votação e sem que os votos fossem contabilizados.

Ciro Nogueira acabou vaiado e ouviu gritos de “vendido” e “bandido”. Ele declarou a convenção encerrada e seguiu para a reunião da executiva. O apoia à candidatura de Dilma foi anunciado momentos depois. "Sempre ouvimos democraticamente a todos. São 27 diretórios e apenas dois se rebelaram de forma inadequada. A maioria quer o apoio à presidente. Já está sacramentado o apoio", disse Nogueira após anunciar o apoio.

O PP tem hoje o comando do Ministério das Cidades, sob a chefia do ministro Gilberto Occhi. O partido também soma 39 deputados federais e forma na Câmara um bloco com o PROS (20 parlamentares) — que aprovou na terça-feira (24) o apoio a Dilma. Os 59 deputados do bloco representam a terceira maior bancada da Câmara. No Senado, o PP tem cinco representantes, de um total de 81 senadores.

Portal G1

Opinião do Estadão: As explicações terão de vir

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Enquanto, segundo o noticiário, o governo comemora a ausência de novidades na imprensa, no começo da semana, que agravassem ainda mais a situação do titular da Casa Civil – o "novo-milionário" Antonio Palocci –, a operação destinada a preservá-lo se concentra em esfriar a crise, lançando mão, alternadamente, de três justificativas. A primeira é que, ao ser convidado para integrar a equipe da presidente eleita Dilma Rousseff, o então deputado e o principal dos "três porquinhos" coordenadores da campanha da candidata petista apressou-se a informar a Comissão de Ética do Planalto que desde 2006, por intermédio de uma pessoa jurídica criada para esse fim, a Projeto, prestava serviços de consultoria a empresas – e disso dera conta ao Fisco. A comissão se limitou a aconselhá-lo a mudar a finalidade da firma, que passou a se intitular "administradora de imóveis".

A segunda justificativa dos governistas é que Palocci se explicará ainda ao Ministério Público, talvez antes mesmo de expirar o prazo de 15 dias fixado na última sexta-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Isso o dispensaria de explicar ao Congresso como efetivamente conseguiu multiplicar o seu patrimônio por 20, considerado apenas o valor (perto de R$ 7,5 milhões) que a Projeto pagou por dois imóveis adquiridos em 2009 e 2010 – a revelação que detonou o escândalo. "O Congresso, com todo o respeito, a gente sabe o que é, uma casa política", diz o governador petista da Bahia, Jaques Wagner, um dos cinco do partido que se reuniram na segunda-feira com o presidente da sigla, Rui Falcão, em Brasília, para reforçar a blindagem do ministro. A terceira justificativa, enfim, é que "o enriquecimento com causa justificada não é crime", nas palavras do titular da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.

De fato, não é. Mas a causa está longe de ter sido justificada pela singela versão de que a passagem de Palocci pelo Ministério da Fazenda proporcionou-lhe uma "experiência única", altamente valorizada pelo mercado, como se lê na já famosa nota em sua defesa, preparada para orientar os líderes da base parlamentar do Planalto e difundida por engano. Visto que Palocci desde o primeiro momento se recusou a revelar a natureza das consultorias prestadas e a identificar a sua clientela, invocando cláusulas contratuais de confidencialidade, permanecem no ar dúvidas legítimas sobre os seus serviços pagos a peso de ouro: apenas análises de conjuntura e projeção de tendências, ou, também, repasse de inside information e prática de advocacia administrativa?

As suspeitas se adensaram quando a Folha de S.Paulo informou que a Projeto faturou no ano passado R$ 20 milhões (ante nada mais do que R$ 160 mil em 2006), dos quais a metade em novembro e dezembro, ou seja, entre a eleição e a posse de Dilma Rousseff. A presidente eleita anunciou a nomeação de Palocci em 3 de dezembro. A revelação do jornal não foi contestada, mas mereceu uma estranha explicação. Ao saber que o futuro ministro deixara de dar consultorias e que a Projeto teria uma nova razão social, os seus clientes quitaram antecipadamente os seus débitos por serviços prestados. Nada que ver, portanto, com caixas 2 de campanha, relações promíscuas entre agentes públicos e privados e ilícitos do gênero. Só que, à falta das explicações fundamentadas que Palocci deve ao público sobre fatos graves demais para serem aceitos passivamente, o princípio da presunção de inocência, também mencionado pelo ministro da Justiça, compete em condições cada vez mais adversas com os indícios veementes de que a história oficial está muito mal contada.

Convencidos disso, anteontem, pela primeira vez, 3 senadores pediram em plenário o afastamento de Palocci até o esclarecimento dos seus atos e a eventual demonstração de sua inocência. Essa posição foi externada pelo tucano Alvaro Dias, o dissidente do PMDB Jarbas Vasconcelos e a senadora do PP, da base aliada, Ana Amélia Lemos. Ela citou o caso clássico de outro chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, no governo Itamar Franco. Posto o ministro sob suspeição, o presidente o tirou do cargo – para o qual voltou quando as acusações contra ele não se sustentaram.