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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Política externa: Fracasso rotundo

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Arthur Virgílio

Foi simbólico o fato de o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar, no último dia de seu mandato, a decisão de não extraditar Cesare Battisti. Representou o triste coroamento de uma política externa eivada de graves equívocos e omissões.

Manter no Brasil um homem acusado de haver cometido quatro assassinatos e condenado pela Justiça da sólida democracia italiana foi o ato derradeiro de extensa série de erros. A atitude – justificada por parecer jurídico de conveniência -, na verdade, exprimiu a simpatia do governo brasileiro pela "causa" de Battisti.

Que causa? O réu e seus companheiros pretendiam derrubar um regime democrático, substituindo-o por uma ditadura de esquerda. Não deveria, então, ser acolhido na condição de perseguido político, a merecer asilo, pois este se o concede a quem luta pela liberdade, e não a terroristas que a ameaçam.

O governo brasileiro, estranhamente, explicitou que a devolução de Battisti à Itália, para cumprir a pena a que fora condenado, poderia "gerar riscos", como se naquele país – berço do Direito Romano, fonte da legislação civil e penal da Europa e do Brasil – as instituições não fossem respeitáveis. Criou desnecessário contencioso com nação amiga, abrindo ferida que levará tempo para cicatrizar, movido por tola visão ideológica. Sem esquecer que a Itália, relevante na União Europeia, poderá, proximamente, tornar-se adversária do Brasil nesse foro.

O caráter político da decisão pode ser medido pelo contraste com o caso dos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram a delegação de Cuba durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, mas foram rapidamente localizados e remetidos a Havana. Neste caso, pela ótica brasileira, a situação não configuraria "riscos", apesar de, poucos anos antes, três jovens terem sido sumariamente fuzilados pelo castrismo. Não eram ativistas políticos. Não atentavam contra Fidel. Apenas tencionavam sair de Cuba e tentar a sorte longe dali. Foram sacrificados sem que certos intelectuais brasileiros redigissem manifesto implorando, se não queriam protestar, pelas jovens vidas em jogo.

Falou alto a simpatia pela ditadura cubana, pela ação no episódio dos boxeadores e pelo silêncio diante dos assassinatos. Outra vergonha: a morte, após 89 dias em greve de fome, do prisioneiro Orlando Zapata, que coincidiu com a foto sorridente de Lula com os irmãos Castro, estampada mundo afora. Mais tarde, o ex-presidente, em dia infeliz, compararia presos de opinião cubanos a criminosos das falanges que atuam nos presídios de São Paulo e do Rio.

Lamentável atração por ditaduras e aspirantes a ditadores, de Hugo Chávez ao genocídio sudanês, chegando ao Irã de Mahmoud Ahmadinejad, que apedreja mulheres e teve no Brasil o primeiro Estado a reconhecer a "legitimidade" de suas últimas eleições, até mesmo comparando a oposição fraudada a torcedores de futebol inconformados com a derrota do seu time. Mais: aliado à Turquia e nela isolado, deu aval à justificativa iraniana para prosseguir com um programa nuclear cujo objetivo é fabricar artefatos atômicos para aumentar a tensão e ameaçar Israel. Lamentável: Brasil e Turquia foram os únicos países a votar, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, contra sanções ao Irã, enquanto 12 votos aprovaram as restrições.

Erro clamoroso

Péssimo para a pretensão, tão exaustivamente perseguida, de obter para o Brasil assento permanente no Conselho de Segurança. Perda de prestígio internacional para o ex-presidente, que visava a afirmar certa posição de liderança no mundo, passando do estágio da curiosidade que despertava à fase do respeito que não faltou a Bill Clinton, Felipe González, Fernando Henrique Cardoso.

Balanço: a cadeira ficou ainda mais distante; em oito anos, perdeu eleições para importantes organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sem contar, sequer, com o voto do cortejado Chávez. E quando surgiu um brasileiro com possibilidade real de vitória para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abriu mão dessa perspectiva, sempre magnetizado pelo assento permanente no conselho, e colheu nova derrota ao apoiar a frágil candidatura do egípcio Farouk Hosni.

Tantos tropeços – nem tratamos do vexatório episódio Zelaya/Honduras – decorrem da caolha e passadista política Sul-Sul, que sonha em unir países pobres contra ricos, como se aqueles estivessem unidos – não estão! – em torno de uma pauta comum e estes nada tivessem de bom a oferecer ao Brasil na relação política, tecnológica e comercial. No penúltimo dia de mandato, Lula, com rancor juvenil, declarou ter "gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Rússia, da crise do México". Como se fenômenos econômicos que lhe escapam ao alcance justificassem a errônea política exterior que praticou.

Uma política externa bem-sucedida deve ser, a um tempo, consistente, coerente, pragmática e ética. Não gastarei espaço falando de claras incoerências e inconsistências. Vejo, isso sim, que o apregoado pragmatismo falhou e a ética esteve ausente da ação diplomática.

Afinal, vendeu a alma por um Conselho de Segurança que não veio. O caso Battisti é nódoa que custará a desaparecer. A agressão à ética está nos votos – ou no silêncio ruidoso – com que o Brasil protegeu ditaduras e ditadores toda vez que violaram direitos humanos ou cercearam liberdades públicas, como o direito-dever de informar por meios de comunicação livres de censura e de ameaças. Estadão

Arthur Virgílio, diplomata e líder da Minoria no Senado

O caso da agenda: Arthur Virgílio quer que Lina volte a falar aos senadores

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Lina Vieira no Senado: A agenda foi encontrada e todo mundo sabe quem é que está mentindo

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), protocolará amanhã, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, requerimento para que a ex-secretária da Receita, Lina Vieira, seja convidada a comparecer novamente à Comissão.

"Devido ao surgimento de novas e irrefutáveis provas – assinala o senador – é imprescindível a presença da Sra. Lina Vieira, para apresentar todas as evidências que não tinham sido demonstradas da outra vez."

Nota o líder tucano que, quando esteve na Comissão, em agosto, a ex-secretária deu detalhes de sua ida ao Palácio do Planalto, a chamado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para tratar de assunto relacionado com investigação da Receita Federal envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney. Mas como sua agenda, segundo suas informações, se extraviara, não soubera precisar a data do encontro.

"A agenda, porém – assinala o senador – foi finalmente encontrada, conforme noticia a revista Veja na edição desta semana. Diz a matéria que, logo após a reunião com a ministra Dilma, no dia 9 de outubro de 2008, a ex-secretária da Receita escreveu a mão, na agenda: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney". Gabinete do Senador

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19 de outubro de 2009 at 16:26

A zona do Senado: Virgílio quer vetar senador com "ficha suja" no Conselho de Ética

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Virgílio em coletiva: A providência é interessante e necesaária, mas se gritar "pega ladrão" será fica algum?

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou nesta quinta-feira requerimento na Mesa Diretora da Casa que proíbe a eleição de senadores para o Conselho de Ética que respondam a processos judiciais, em qualquer instância, por crimes contra o patrimônio, a administração e as finanças públicas. O tucano argumenta que os integrantes do conselho devem ter lisura ética para julgarem os colegas.

"É imperioso que os membros do conselho, titulares ou suplentes, tenham a isenção necessária para avaliar a conduta ética de seus pares. O projeto dá transparência e segurança às ações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, bem como transmite para a sociedade um padrão de isenção quanto ao julgamento dos seus representantes legitimamente eleitos", afirmou.

Atualmente, não há restrições para a indicação de parlamentares ao Conselho de Ética. As vagas são divididas de acordo com o tamanho das bancadas partidárias na Casa. Cada líder de partido com assento no colegiado indica os seus representantes. Folha Online

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13 de agosto de 2009 at 19:08

A zona do Senado: Simon pede renúncia de Sarney e diz estar envergonhado

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Pedro Simon: Chegamos no limite. José Sarney tem que renunciar a presidência como seus antecessores

Logo após discurso do líder do PSDB, o senador Arthur Virgilio (AM), pedindo ao Conselho de Ética do Senado para investigar denúncias contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um discurso emocionado pedindo, desta vez, a renúncia do presidente do Senado:

– Chegamos no limite! Nessa altura não adianta mais o presidente Sarney se afastar. Ele tem que renunciar a presidência como seus antecessores. O que adianta encaminhar isso para o Conselho de Ética? Perdemos toda a credibilidade! Os membros do Conselho não foram indicados por suas qualidades, mas pela fidelidade, para fazer o que querem o líder Renan Calheiros e o Sarney, que controlam o partido.

Simon afirmou ainda que o Senado está em uma situação limite e disse não saber o que fazer.

Estou morrendo de vergonha! Me dizem: vá para outro partido. Mas não tenho para onde ir meu Deus! Estou pensando em ir para casa. Não tenho mais nada a fazer aqui – desabafou o senador, afirmando que fora ao gabinete de Sarney para pedir que renunciasse, mas o presidente reagiu com tanta veemência, que desistiu. O Globo Online

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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14 de julho de 2009 at 14:12

A zona do Senado: Arthur Virgílio critica apoio de Lula a Sarney diz que presidente é refém do PMDB

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Arthur Virgílio: Para o senador, Lula, que apoia José Sarney, tem uma visão caolha da governabilidade

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta sexta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é refém do PMDB porque faz uma política na base da barganha do voto. O tucano disse ainda que Lula precisa de várias "muletas" para governar e tem uma "visão caolha da governabilidade". Virgilio afirmou ainda que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) é como um parto branco.

Segundo o líder do PSDB, a afirmação de que o presidente Lula apoia o presidente do Senado, em nome da governabilidade, não tem fundamento porque o PSDB, em 90% das votações na Casa, sempre votou com o governo.

"O presidente Lula tem uma visão caolha da governabilidade. Em 90% das matérias aprovadas no Senado, o PSDB votou com o governo. O problema do presidente Lula é que ele acha que precisa sem dar algo em troca de apoio. Mas voto é de graça. Ele se sente refém porque quer. Ele precisa para de xingar a gente e aprender a conversar", afirmou.

Para Virgílio, a interferência do presidente Lula a favor de Sarney afronta a opinião pública. "Ele deveria ouvir os eleitores dele. Com certeza eles não apoiam a permanência de Sarney por aqui", disse. Folha Online

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3 de julho de 2009 at 12:41

A zona do Senado: PSDB pede que Sarney se licencie durante investigações

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Arthur Virgílio: Pode ser caco também, mas pelo menos tá batendo forte contra a sacanagem no Senado

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), anunciou que seu partido defende o licenciamento do presidente da Casa, José Sarney, durante as investigações sobre irregularidades administrativas no Senado.

– Não peço, em nome do partido, a renúncia, mas sim que Sarney se afaste pelo tempo necessário às investigações – afirmou ele.

As declarações de Arthur Virgílio foram feitas logo após reunião entre os senadores do PSDB. Agência Senado

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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30 de junho de 2009 at 17:57

Arthur Virgílio apresenta denúncia contra Sarney

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Virgílio: "O senador Sarney não tem a mínima condição moral de permanecer como presidente da Casa"

Usando a tribuna do Senado nesta tarde, Arthur Virgílio (PSDB/AM) leu denúncia que pretende apresentar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado pedindo a investigação do presidente da Casa, José Sarney.

O líder do PSDB embasou seu pedido na série de escândalos no âmbito da administração do Senado, que atingiram os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi – este, envolvido na intermediação de empréstimos consignados a funcionários da Casa.

Para Arthur Virgílio, é grave o fato de um neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, ser sócio de uma empresa que também atua no Senado a com intermediação de empréstimos consignados. No pedido de investigação contra Sarney, Arthur Virgílio enumerou diversas denúncias contra o atual presidente do Senado. Agência Senado

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Foto: Geraldo Magela – Agência Senado