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PSDB quer que MP investigue se houve gestão temerária e fraudulenta da Caixa Econômica Federal

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Aécio em coletiva: ‘As explicações não são suficientes. Infelizmente, a faxina ficou na história. O máximo que se assistiu foi uma varrida da sujeira para debaixo do tapete’

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), anunciou nesta terça-feira (14) que o partido apresentará uma representação no Ministério Público para que seja esclarecido se houve gestão temerária e fraudulenta da Caixa Econômica Federal (CEF), seja por parte do conselho, dos diretores ou do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na ação da instituição que acabou confiscando indevidamente os saldos de 525.527 cadernetas de poupança feita pela Caixa Econômica Federal (CEF).

O PSDB também decidiu solicitar ao Ministério Público que ingresse com Ação Civil Pública para assegurar a defesa dos poupadores atingidos. Já no Congresso Nacional, o partido pretende cobrar explicações das autoridades públicas, em audiências públicas.

“As explicações não são suficientes”, afirmou Aécio. “Infelizmente a faxina ficou na história, o máximo que se assistiu foi uma varrida da sujeira para debaixo do tapete”, acrescentou.

Congresso

Segundo Aécio, o PSDB aguarda apenas o início dos trabalhos legislativos, na primeira semana de fevereiro, para pedir explicações oficiais das autoridades públicas sobre o episódio. De acordo com o presidente nacional do partido, serão apresentados convites tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado para que os ministros da Fazenda e da Controladoria-Geral da União (CGU) e o presidente do Banco Central prestem esclarecimentos.

Aécio lembrou que não foi a primeira vez que a Caixa Econômica cometeu irregularidades envolvendo poupadores. “No caso do Bolsa Família, a Caixa mentiu aos brasileiros. Não anunciou a mudança do calendário, permitiu que durante dias se criasse uma especulação infundada no Brasil e uma sensação de desespero em muitas famílias”, ressaltou.

A revista Istoé revelou, na sua última edição, que a Caixa Econômica Federal incorporou R$ 420 milhões do saldo de contas poupança de clientes com CPF irregular no lucro líquido do banco em 2012. Seguindo determinação do Banco Central (BC) teve que desfazer a movimentação. “No mínimo, houve esperteza, não dizem que o exemplo vem de cima?”, ressaltou.

A Caixa informou, em nota, que encerrou 496.776 contas cujos CPF tinham sido cancelados ou suspensos pela Receita Federal. Segundo a instituição, a operação não foi comunicada ao BC porque não havia indícios de fraudes ou lavagem de dinheiro, que precisam ser informadas ao órgão regulador.

Site do PSDB Nacional

O que é spread?

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Spread bancário no Brasil: Como entender essa patifaria, agiotagem e rapinagem no nosso bolso

Entre em um banco e deposite 100 reais em uma caderneta de poupança. O funcionário lhe dirá para retornar daqui a um mês, para receber seus polpudos dividendos, algo como R$ 100,60. Em seguida, ao mesmo funcionário, no mesmo balcão, você pede 100 reais emprestados. Receberá a resposta de que – além de todos os trâmites de cadastro, garantia, ficha pregressa etc. -, deverá pagar, daqui a um mês, algo como 109 reais.

Essa ”pequena” diferença – algo como 15 vezes mais – é o que os bancos e os economistas, ministros, presidentes de bancos centrais, e todos os que funcionam como seus ventríloquos, chamam de spread. Em inglês, para melhor disfarçar, como convêm ao economês.

Mas o que é o spread? Os dicionários falam sempre de algo como ”extensão”, ”propagação”, ”expansão”, no máximo ”pasta para passar no pão”. Nada que possa esclarecer essa estranha mágica de pagar 0,6% e cobrar 9% ao mês e que faz a felicidade dos bancos e propicia os recordes de lucratividade do sistema financeiro à custa de quem não vive da especulação.

Os dicionários de economia esclarecem que spread é a diferença entre o quanto os bancos pagam e o quanto recebem; em outras palavras, o lucro dos bancos. Nenhum investimento permite ganhar tanto, em prazo tão curto, com tanta liquidez e pouco ou nada de imposto – recordemos que investimentos estrangeiros na Bovespa não pagam imposto, ao contrário da cesta básica, de livros etc. Consciência.net

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9 de abril de 2009 at 13:04

Política de juros do BC vai na contramão do mundo, diz Aécio

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Na opinião de Aécio o BC brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo

Banco Central brasileiro vai na contramão do resto do mundo e contradiz os esforços do governo federal para reduzir os efeitos da crise financeira global.

"Eu acho que o Banco Central brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo" afirmou Aécio, que disputa com o governador de São Paulo, José Serra, outro crítico do BC, o direito de ser o candidato do PSDB à eleição presidencial de 2010.

"Em determinado momento, nós vamos ter que chegar à constatação de que o mundo inteiro está errado ao abaixar as suas taxas de juros para incrementar segmentos importantes da sua economia", ironizou Aécio, em entrevista na sede do governo mineiro.

O tucano afirmou que é apenas "espectador" do cenário econômico nacional, mas ressaltou que espera que o BC reduza a taxa básica de juros, atualmente em 13,75%. Na segunda-feira, levantamento feito junto ao mercado financeiro pelo próprio BC indicou expectativa de queda na taxa Selic que, segundo a pesquisa, chegaria a 11,75% em dezembro. Reuters

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13 de janeiro de 2009 at 19:09

Opinião do Estadão: O BC freia especulação

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Com mais de US$ 200 bilhões de reservas, o Banco Central (BC) tem muita munição para enfrentar uma onda especulativa no mercado de câmbio. Seu poder de fogo já foi demonstrado nos últimos dias quando voltou a oferecer dólares no mercado a vista pela primeira vez depois de cinco anos. As pressões no mercado cambial começaram quando se agravou a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa. Aplicadores deslocaram dinheiro de mercados emergentes, como o Brasil, para cobrir perdas noutros países. Ficaram mais intensas quando algumas grandes empresas brasileiras tiveram de absorver prejuízos de apostas erradas em derivativos. A esses fatores acrescentou-se, enfim, um evidente movimento de especulação, com a moeda americana valorizando-se mesmo em dias de fluxo cambial positivo. Ontem, o BC voltou a intervir no mercado, embora o dólar, de manhã, recuasse tanto na BM&F quanto nas operações de balcão.

O agravamento da crise internacional mostra o acerto da acumulação de reservas. Essa estratégia foi criticada por analistas de várias tendências por causa de seu custo fiscal. Para comprar moeda estrangeira é preciso emitir moeda nacional, com efeito inflacionário, ou vender títulos públicos, endividando o Tesouro. O problema é saber se o preço é compensador. Neste caso, já não pode haver dúvida. O custo para o Brasil seria muito maior se o País entrasse nesta crise com um volume de reservas mais modesto.

Pressões cambiais em épocas de crise internacional são inevitáveis, e tanto mais fortes quanto mais vulnerável pareça o país. Um alto volume de reservas é conveniente não só para cobrir problemas de financiamento externo, previsíveis em tempos de turbulência internacional, mas também para enfrentar ondas de especulação.
Um dólar mais caro pode ser conveniente para o comércio exterior brasileiro, por baratear as exportações e encarecer as importações, mas é preciso evitar variações cambiais abruptas, tanto para cima quanto para baixo. Um mínimo de previsibilidade é necessário para o planejamento empresarial mesmo de curto prazo. As intervenções do BC no mercado cambial são, na maior parte das vezes, tentativas de manter uma certa ordem nos negócios e limitar o impacto das oscilações.

A depreciação do real, benéfica para as contas externas, poderá ser, no entanto, um fator de pressão inflacionária. Mas essa pressão, como observou o economista Charles Collyns, do Fundo Monetário Internacional (FMI), poderá ser compensada, com alguma folga, pela desaceleração econômica prevista para 2009. Triste consolo. Com o crescimento econômico diminuindo de 5,2% em 2008 para 3,5% no próximo ano, haverá uma folga maior de capacidade produtiva e isso contribuirá para a estabilização dos preços. É um argumento compatível com os princípios de política seguidos pelo BC. Neste momento é desejável, no entanto, impor um freio aos especuladores. E os dois dias de intervenção do BC mostram que isso vai custar muito menos do que se temia.
Quanto a problemas de financiamento externo, já se manifestaram, provocados pelo encurtamento do crédito internacional e pelo aumento da aversão ao risco. Por enquanto, não são tão graves quanto foram noutras ocasiões, mas já afetam as atividades econômicas. São especialmente graves, neste momento, a escassez de crédito para os exportadores e o atraso dos empréstimos para o plantio. Essas dificuldades podem refletir-se nas contas externas, somando-se a uma provável diminuição do investimento estrangeiro direto em 2009. Se a poupança recebida de fora for insuficiente para equilibrar o balanço de pagamentos, haverá reservas mais que suficientes para cobrir o déficit em conta corrente.

O BC está fazendo o que é possível para preparar o Brasil para enfrentar um período de crise que ninguém sabe quanto vai durar. Isso vai depender da ação dos governos do mundo rico e de sua capacidade de cooperação. O governo americano já dispõe de um plano de ação e a ação ousada do governo britânico, estatizando parcialmente alguns grandes bancos e comandando a liquidação de outros, é um sinal animador.

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10 de outubro de 2008 at 09:31

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Desgoverno Lula injeta R$ 87,2 bilhões no mercado, mas BC nega que seja socorro a bancos com problemas

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Jorge Serrão

Dois países sairão como grandes credores líquidos quando baixar a poeira da crise especulativa transnacional. Os Estados Unidos, simplesmente porque são os emissores do dólar, a principal moeda de trocas internacionais. E o Brasil, simplesmente porque é o produtor mundial de alimentos e das principais commodities estratégicas. O problema é que não tiramos proveito da nossa vantagem estratégica.

A diferença entre EUA e Brasil – e que nos desfavorece – é a mentalidade produtiva. Aqui no País cuja economia é presidida por Henrique Meirelles vale a cultura especulativa. O modelo econômico brasileiro, um monetarismo ortodoxo e intervencionista, não valoriza a produção, a geração ou distribuição de renda. Desde a década de 60, de diferentes maneiras, a economia daqui funciona sob a lógica do overnight. Ganha quem aplica (inclusive e principalmente golpes). E perde quem trabalha e produz.

O Brasil é governado pelo banqueirismo. No Capitalismo de Estado Tupiniquim, que mais parece uma União Soviética pelo autoritarismo econômico, ganha quem especula – não quem produz. Especuladores conseguem até isenção de impostos. Não é à toa que aqui se praticam as mais altas taxas de juros do mundo, prejudicando o sistema produtivo, em nome de uma pretensa estabilidade econômica.

Agora, na crise global, o Banco Central dá mais um socorro a quem produz? Não. O BC socorre os bancos que tiveram grandes perdas porque especularam além do permitido. Nos últimos 30 dias, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do Banco Central fez quatro operações de compra de carteiras de bancos médios, principalmente de crédito consignado e financiamento de veículos. O negócio envolveu um valor total de R$ 700 milhões.

O curioso é que o diretor-executivo do FGC, Antônio Carlos Bueno de Camargo Silva, garantiu que não houve nenhuma "operação de socorro ou salvadora" para os bancos. O BC jura que foram operações normais de mercado. A retórica é repetida pelo presidente Henrique Meirelles (banqueiro “aposentado” do Bank Boston que comanda o BC de acordo com interesses da Oligarquia Financeira Trasnacional). Meirelles alega que os recursos liberados para o mercado não se destinam a salvar bancos, mas sim para garantir liquidez.

O Banco Central decidiu alterar ontem, pela terceira vez, as regras do compulsório dos bancos. Trata-se do dinheiro que as instituições são obrigadas a deixar depositado diariamente no BC. A desculpa é que seria para minimizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. A autoridade monetária, sempre generosa com os bancos, libera R$ 59,9 bilhões ao mercado.

Na verdade, o desgoverno dos banqueiros – que nega a existência de um pacote para a crise – já liberou R$ 27,35 bilhões em ampliação de endividamento do BNDES. Também soltou recursos para a agricultura. E permitiu a utilização de valores do FGTS e do FAT. O volume total de injeção ao mercado chega a R$ 87,2 bilhões.

Sobrará mais dinheiro para especulação, e para sustentar a farra do crédito, que é uma lógica especulativa para manter o consumo aquecido. Alerta Total

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9 de outubro de 2008 at 20:20

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Desgoverno Lula injeta R$ 87,2 bilhões no mercado, mas BC nega que seja socorro a bancos com problemas

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Jorge Serrão

Dois países sairão como grandes credores líquidos quando baixar a poeira da crise especulativa transnacional. Os Estados Unidos, simplesmente porque são os emissores do dólar, a principal moeda de trocas internacionais. E o Brasil, simplesmente porque é o produtor mundial de alimentos e das principais commodities estratégicas. O problema é que não tiramos proveito da nossa vantagem estratégica.

A diferença entre EUA e Brasil – e que nos desfavorece – é a mentalidade produtiva. Aqui no País cuja economia é presidida por Henrique Meirelles vale a cultura especulativa. O modelo econômico brasileiro, um monetarismo ortodoxo e intervencionista, não valoriza a produção, a geração ou distribuição de renda. Desde a década de 60, de diferentes maneiras, a economia daqui funciona sob a lógica do overnight. Ganha quem aplica (inclusive e principalmente golpes). E perde quem trabalha e produz.

O Brasil é governado pelo banqueirismo. No Capitalismo de Estado Tupiniquim, que mais parece uma União Soviética pelo autoritarismo econômico, ganha quem especula – não quem produz. Especuladores conseguem até isenção de impostos. Não é à toa que aqui se praticam as mais altas taxas de juros do mundo, prejudicando o sistema produtivo, em nome de uma pretensa estabilidade econômica.

Agora, na crise global, o Banco Central dá mais um socorro a quem produz? Não. O BC socorre os bancos que tiveram grandes perdas porque especularam além do permitido. Nos últimos 30 dias, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do Banco Central fez quatro operações de compra de carteiras de bancos médios, principalmente de crédito consignado e financiamento de veículos. O negócio envolveu um valor total de R$ 700 milhões.

O curioso é que o diretor-executivo do FGC, Antônio Carlos Bueno de Camargo Silva, garantiu que não houve nenhuma "operação de socorro ou salvadora" para os bancos. O BC jura que foram operações normais de mercado. A retórica é repetida pelo presidente Henrique Meirelles (banqueiro “aposentado” do Bank Boston que comanda o BC de acordo com interesses da Oligarquia Financeira Trasnacional). Meirelles alega que os recursos liberados para o mercado não se destinam a salvar bancos, mas sim para garantir liquidez.

O Banco Central decidiu alterar ontem, pela terceira vez, as regras do compulsório dos bancos. Trata-se do dinheiro que as instituições são obrigadas a deixar depositado diariamente no BC. A desculpa é que seria para minimizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. A autoridade monetária, sempre generosa com os bancos, libera R$ 59,9 bilhões ao mercado.

Na verdade, o desgoverno dos banqueiros – que nega a existência de um pacote para a crise – já liberou R$ 27,35 bilhões em ampliação de endividamento do BNDES. Também soltou recursos para a agricultura. E permitiu a utilização de valores do FGTS e do FAT. O volume total de injeção ao mercado chega a R$ 87,2 bilhões.

Sobrará mais dinheiro para especulação, e para sustentar a farra do crédito, que é uma lógica especulativa para manter o consumo aquecido. Alerta Total

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9 de outubro de 2008 at 20:04

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Opinião do Estadão: Ação contra a crise

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mantega_meirelles_07102008

A crise é grave e a sociedade não pode ter dúvida quanto a isso, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num encontro com parlamentares. Ele havia autorizado o Banco Central (BC), por meio de medida provisória, a comprar carteiras de crédito de bancos pequenos e, naquele momento, pedia apoio para a aprovação da iniciativa pelo Congresso. Num ambiente de pânico, pelo menos essa boa notícia: o governo brasileiro decidiu reconhecer a seriedade da crise, sem meias palavras, e a urgência de ações para limitar seu impacto na economia brasileira. É, aliás, notável, a velocidade da mudança de tom do discurso oficial – do otimismo irresponsável para o realismo assustado. O Banco Central já vinha oferecendo socorro aos bancos e procurando aliviar os efeitos da escassez internacional de crédito. Com mais um instrumento, poderá ampliar o alcance de sua intervenção, se isso for necessário.

A nova iniciativa do governo brasileiro contrasta com a timidez demonstrada pelas autoridades européias, mais empenhadas em cuidar dos problemas caso a caso do que em adotar providências amplas para reduzir a insegurança.

A medida provisória também autoriza o Banco Central a conceder empréstimos em moeda estrangeira e abre um novo canal de financiamento às empresas de arrendamento mercantil (leasing), permitindo-lhes a emissão de letras. Até agora, essas companhias captavam recursos por meio de um processo mais complicado, lançando debêntures.
As novas medidas, portanto, têm duplo caráter. Algumas foram concebidas para facilitar o ajuste por meio de transações de mercado. É o caso da nova facilidade concedida às empresas de leasing. É o caso, também, do estímulo concedido aos bancos, na semana passada, para a compra de carteiras de outras instituições (como prêmio, poderia haver uma redução de até 40% em seus depósitos compulsórios). A autorização ao Banco Central para realizar operações desse tipo amplia o arsenal da política anticrise e a torna mais audaciosa.

Mas a crise não se esgota no mercado financeiro. Quebras de bancos e pânico nas bolsas fornecem manchetes e grandes histórias aos meios de comunicação. Como ignorar, por exemplo, a turbulência na Bovespa, na segunda-feira, quando o pregão foi suspenso duas vezes por causa da queda extraordinária das cotações? Os piores efeitos ocorrem, no entanto, na economia real. Crédito curto e fuga de investidores podem afetar a produção de alimentos, a venda de bens duráveis, o financiamento de exportações e o nível de emprego.

Esses efeitos podem atingir a economia brasileira por vários canais, como a Bolsa de Valores, o sistema bancário, o mercado de produtos básicos e o comércio global. O Brasil pode estar mais preparado que noutros tempos para enfrentar um choque externo, mas não está imune a seus efeitos que, aliás, já estão sendo sentidos.

Preços de minérios, produtos agrícolas e outras commodities podem ser afetados tanto pela insegurança dos investidores quanto pela redução do comércio, resultante do esfriamento da economia mundial. O efeito da insegurança já é sensível. As projeções mais pessimistas apontam recessão nos Estados Unidos e noutras grandes economias do Primeiro Mundo, mas nem os mais otimistas descartam a hipótese de uma severa redução do crescimento nos países mais avançados.

O governo brasileiro já detectou sinais de perigo, como a escassez de crédito para o plantio da safra de verão de cereais, oleaginosas e fibras, como arroz, feijão, soja, milho e algodão. Já identificou, também, a redução do financiamento para exportação e o encurtamento do crédito ao consumo.

Pelas informações disponíveis até ontem, no entanto, o governo continuava estudando várias possíveis medidas para garantir o financiamento aos agricultores. É conveniente abreviar os estudos, porque o tempo adequado ao plantio é limitado. Da mesma forma, é urgente ampliar o apoio financeiro aos exportadores, porque o comércio é um dos canais de transmissão da crise. Se as exportações continuarem crescendo muito mais lentamente que as importações, como ocorre há mais de um ano, o País se tornará muito mais vulnerável. Reservas elevadas podem ser uma proteção, mas é tolice queimá-las quando isso é evitável.

Written by Abobado

8 de outubro de 2008 at 09:15