Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Posts Tagged ‘César Valente

Cesar Valente: O jardineiro é Dário e os otário somos nozes

leave a comment »

natal_2009_diario_oficialMário Cavallazzi disse na rádio CBN que os recursos seriam provenientes da iniciativa privada: Mentiroso

No press-release com que a assessoria de imprensa do vereador João Amin divulga que ele entrou com uma ação popular contra a árveres enlameada de Natal, tem alguns detalhes do negócio feito entre a prefeitura e a (como está sendo chamada no tuíter) Pal(no)co Sul. Transcrevo, para ilustrar a nossa sexta ensolarada e amena, enquanto esperamos bater o sinal pra sair em desabalada carreira rumo ao bar mais próximo.

“Ação popular pede anulação do pagamento da árvore de Natal

O vereador João Amin deu entrada em uma ação popular requerendo à Justiça que determine a anulação do contrato de R$ 3,7 milhões firmado entre a prefeitura e a empresa Palco Sul para a montagem e desmontagem da árvore de Natal instalada na Avenida Beira-Mar Norte.

A ação, assinada pelo advogado Marcelo Peregrino Ferreira, aponta inúmeras irregularidades. A principal delas é com relação à inexigibilidade de licitação para a escolha da empresa. De acordo com o advogado, a Palco Sul não detém o know how para construir a estrutura, razão pela qual sub-contratou a empresa Feelings Eventos Ltda.

Pelo contrato, a Palco Sul, pequena empresa com sede em Tubarão, vai receber quase R$ 200 mil a título de comissão, apenas por ter intermediado a contratação da Feelings. O advogado explica que a lei só ampara a inexigibilidade quando não houver possibilidade de licitação, o que não é o caso.

Primeiro porque a Palco Sul não possui conhecimento técnico específico para a montagem da árvore de Natal em questão, e segundo porque outras empresas no Brasil já prestaram serviço idêntico a cidades como São Paulo, RJ, Belo Horizonte e Brasília.

Além disso, a ação popular demonstra que recursos destinados a obras públicas de infraestrutura foram “remanejados” para a árvore e outros itens da decoração natalina, entre eles recursos provenientes de financiamentos, ou seja, tinham destinação exclusiva.

A ação popular pede o cancelamento do pagamento até o julgamento do mérito. Pelo contrato firmado entre a prefeitura e a Palco Sul é o seguinte:

R$ 540.000,00 até 18 de novembro de 2.009;
R$ 1.580.000,00 até 1º de dezembro de 2.009;
R$ 580.000,00 até 20 de dezembro de 2.009;
R$ 1.000.000,00 até 1º de janeiro de 2.009.

– Minha consciência não me permitiu ficar omisso diante de tantas irregularidades. A prefeitura dispensou licitação para contratar uma empresa que não detém a tecnologia para fazer o trabalho, e isso é absolutamente ilegal. A Palco Sul vai apenas e tão somente receber a comissão para intermediar a contratação de outra empresa, é um absurdo – afirmou o vereador João Amin.

Número da ação no site do TJ: 023.09.079179-0″

Clique aqui para ler a íntegra da ação (em PDF).

De olho Na Capital

Leia mais:

O natal da canalhada

Árvore de natal da corrupção

Greve dos ônibus em Florianópolis: A culpa é nossa!

with 9 comments

Ônibus parados na Capital: Passou da hora de Florianópolis ter uma empresa pública de transporte coletivo

Cesar Valente

As empresas de ônibus, por intermédio de seus prepostos motoristas e cobradores, deixarão a população a pé nesta terça, a partir das 7h da manhã.

A quem responsabilizar?

Ao prefeito ausente, é claro que não. Ele nem tem cabeça pra isso, envolvido com a defesa de seu processo no TRE e os muitos projetos políticos, entre os quais a estadualização do nome. Incluam-no fora disso.

O prefeito de fato, pobre João Batista, também não pode ser chamado às falas, porque pouco sabe da tal caixa preta. E, na verdade, sabe muita coisa de quase nada. Ou nada de quase tudo. Apesar do transporte público ser uma concessão municipal, ao longo dos anos ficou claro que a prefeitura e a Câmara de Vereadores é que são concessões da iniciativa privada. Portanto nem um, nem os outros, podem fazer qualquer coisa contra o que os verdadeiros donos da cidade decidirem.

Ah, quem sabe a culpa seja dos motoristas e cobradores e do seu sindicato, dirigido com o pragmatismo próprio da era lulista? Ora, para isso era preciso que alguém acreditasse que há uma negociação entre patrões e empregados e que o impasse se deu por justas questões trabalhistas. Não sei vocês, mas eu estou ainda aguardando algum sinal divino que me mostre que não estão todos, patrões e empregados, no mesmo ônibus, tentando tirar o máximo proveito dos otários que pagam impostos e votam sem pensar.

A culpa disso tudo, portanto, é nossa. De todos nós, contribuintes/eleitores, que temos o governo que merecemos. Que somos feitos de gato e sapato porque não nos damos ao respeito. E o pior é que nem adianta reclamar para a Polícia, porque o comandante obedece a ordens do prefeito e de mais ninguém. Não está ali para defender a Constituição, obedecer os regulamentos, fazer cumprir a lei ou defender os contribuintes: está ali porque o seu amado chefe civil o promoveu e sua função é dar apoio armado ao que seu idolatrado líder achar de fazer (cheguei a essas conclusões ouvindo o próprio comandante falar à tropa, numa gravação que consta de processo que corre na Justiça Militar).

Só não direi “bem feito”, porque ninguém merece tamanho desrespeito. Nem mesmo os que ainda continuam achando o Dário o máximo. De Olho na Capital

Cesar Valente: Diarinho ganha mais uma!

leave a comment »

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, inconformado com a derrota na sua candidatura à reeleição, está exercendo seu jus sperniandi. Foi aos tribunais pedir que o Diarinho e o candidato eleito fossem condenados por abuso do poder econômico e mau uso dos meios de comunicação.

Na primeira instância o juiz excluiu o Diarinho da história, porque não cabe, nesse caso, acionar uma pessoa jurídica. Eles recorreram, com um “agravo de instrumento”. Que nem chegou a ser analisado, porque alguém se atrapalhou e acabou perdendo o prazo legal para o recurso.

Tá lá, na decisão do juiz relator Márcio Luiz Fogaça Vicari:

Desta forma, o agravo de instrumento é flagrantemente intempestivo, uma vez que, intimados da decisão do Juízo a quo, por seu procurador devidamente constituído, no dia 31 de outubro, às 18h (fl. 109 verso), os agravantes somente interpuseram o presente recurso às 16h58min do dia 4 de novembro de 2008 (fl. 2), quando já ultrapassado o tríduo legal estabelecido no art. 258 do Código Eleitoral.
Conseqüentemente, o agravo não deve ser conhecido.

Em todo caso, fica cada vez mais claro, pelo que dizem os advogados do Volnei nas petições, que eles realmente acreditam que o Diarinho foi o responsável pela derrota do PT em Itajaí. Olha só este trecho do relatório do Juiz, onde ele resume o que os advogados disseram:

Consignam, ademais, que a participação da empresa jornalística em questão é primordial à apuração dos fatos, já que, coibidos os demais investigados de divulgarem as matérias relacionadas à “Operação Influenza” , o referido órgão de imprensa foi o principal responsável por influir no pleito, ao veicular as reportagens com o suposto objetivo de atingir “a honra do homem público perante os eleitores” , servindo “unicamente para a exposição pública degradante.

Vejam bem: o que teria influenciado os eleitores não foram as coisas que o Volnei e seus colaboradores fizeram ao longo dos quatro anos, nem o que a investigação da Polícia Federal descobriu, muito menos a forma como ele falava ao telefone (coisa revelada em uma gravação provavelmente autêntica, porque nunca desmentida, publicada no You Tube). Isso não é considerado degradante. Nem acham que tem poder para influenciar o eleitor. Mas, se um jornal divulgar essas histórias, aí a culpa é do jornal, que fez o que fez “unicamente” para macular a honra do homem público.

Esta forma de encarar as coisas é muito comum, entre os políticos. Para muitos, o problema não é ter pisado na bola, estar enrolado com os tribunais e com as leis. Enquanto não sair no jornal, considera-se que a honra está intacta. A consciência pode ter extensas áreas necrosadas ou putrefatas, mas eles se acreditam probos e honrados. O grande problema é publicar a notícia, divulgar o malfeito, levantar o tapete.

Jornais independentes e sem medo de cara feia são mesmo muito chatos e inconvenientes. De Olho na Capital

Observação: A foto e o áudio foram inseridos no post por este blog.

Written by Abobado

7 de novembro de 2008 at 20:29

César Velente: Cá com meus botões

leave a comment »

Nas campanhas eleitorais, especialmente para cargos majoritários (prefeitos, governadores, presidentes), chega uma hora em que não basta falar bem do nosso candidato preferido, é preciso falar (muito) mal do principal adversário. É nesse contexto que surgem os “dossiês”, os boatos e são turbinados os eventuais malfeitos.

A poucos dias do segundo turno, as conversas, nas rodas de apoiadores do Dário, mostram um Amin satânico. E nas rodas de apoiadores do Amin, o Dário é a própria encarnação de Belzebu. Em um e outro lado, a pior coisa que pode acontecer para a cidade, para seus moradores, quiçá para o mundo, é a eleição do adversário. Será um desastre, uma hecatombe, o reinado do pecado, da devassidão e da corrupção desenfreada.

É claro que, à medida em que a data fatal se aproxima, o exagero aumenta. E quanto mais fanático o eleitor (torcedor?), mais cego e surdo. Quer dizer, cegueira e surdez seletivas. Vê e ouve muito bem se alguém por perto falar (muito) mal do seu “desafeto”. Mas nem nota se a conversa for do tipo “aquela história não é bem assim, na verdade o que aconteceu foi…” há um desligamento automático nesse ponto. Não quer nem saber. A razão, vocês sabem, foi expulsa de campo já nos primeiros minutos do jogo.

Nos casos mais graves, tanto no futebol quanto na política, além de não querer ouvir nem ver qualquer coisa que contradiga suas… vá lá, “convicções”, o sujeito ainda liga um PPPA. E aí, ao perceber que por perto está um simpatizante do “inimigo”, parte pra porrada automaticamente.

Nem sempre é fácil escapar das garras do fanatismo. Até porque, nas fases mais brandas, o fanatismo aparece disfarçado de uma visão crítica um pouco mais exacerbada. E nos engana, ao aparentar uma racionalidade que, no entanto, é tão falsa quanto as qualidades angelicais do seu candidato de preferência. Ou quanto os defeitos monstruosos do seu candidato/desafeto.

As competições são divertidas justamente porque despertam paixões, emocionam, provocam tomadas de posição e faz bem torcer por alguma coisa, de vez em quando. É muito saudável achar que um candidato é melhor que o outro e tentar convencer amigos e parentes a votar nele. Da mesma forma, é bom gostar de um time de futebol, acompanhar sua trajetória, sofrer e alegrar-se, xingar o juiz e reclamar dos pernas-de-pau que não acertam um passe. Também é bom tomar uma cervejinha, um vinho, ao redor de uma mesa de amigos.

Todas essas coisas, no entanto, podem perder sua graça rapidamente. Basta alguém encher a cara e fazer aflorar aquele mala que ninguém suporta. Ou, cego de ódio, achar que deve espancar alguém porque veste a camisa de outro time. Ou, idiotizado pelo fanatismo, começar a acreditar que, de fato, seu candidato é perfeito e o adversário é o demo. E, se ouvir alguém dizer o contrário, partir pra porrada automaticamente.

Tenho amigos que vão votar no Dário e ouço-os elogiar o candidato com grande convicção e até com argumentos bem razoáveis. Quando passam às críticas ao Amin, pingo vira letra. Mais ou menos como aquela história de que o Esperidião era dono da Transol, uma lenda urbana que ganhou aparência de verdade e ainda é repetida, independentemente de todos os desmentidos já feitos. Ninguém está preocupado se a coisa é verdade ou não: o negócio é juntar histórias cabeludas para soterrar com elas a imagem do careca.

Também tenho amigos que são Amin desde criancinha e naturalmente enumeram ene razões pelas quais é preciso trazê-lo de volta. Tal e qual o outro lado, quando começam a falar mal do Dário (e “dos Berger”), há uma estupenda amplificação dos malfeitos. O fato da AMB tê-lo colocado na lista de candidatos com processos ajudou bastante. Os negócios das empresas da família, então, são um prato cheio. O engraçado é que, para os fãs do Dário, isso conta pontos como coisa positiva, do ânimo empreendedor e até mesmo pra defendê-lo de suspeitas (“um sujeito rico não precisa roubar”). E para seus inimigos é uma das fontes de todo o mal.

Como nunca fui amigo – nem inimigo – de nenhum dos candidatos, estou naquela situação do apreciador de futebol que assiste a um jogo de times para os quais não torce: dá pra ver mais facilmente as boas jogadas e os lances fracos. Em alguns momentos até da pra se animar com um ataque melhor organizado, mas isso pode mudar se a defesa mostrar que sabe o que fazer. O jogo, visto assim, parece ter mais sabor do que aquele distorcido pelos olhos do fanatismo.

Ah, é claro que, quando eventualmente comento um drible que gostei, os torcedores do outro time acham que estou vestindo a camisa do adversário. E quando reclamo de alguma canelada, da mesma forma. Tem gente que acha que, finalmente, assumi a preferência ou que, como sempre souberam, sou um “pena alugada”. E lá vamos nós… De Olho na Capital

Written by Abobado

23 de outubro de 2008 at 10:08

Florianópolis – Dário Berger lidera pesquisas

with one comment

O candidato à reeleição para a prefeitura de Florianópolis, Dário Berger(PMDB), lidera a pesquisa estimulada para o segundo turno, com 56%, enquanto Esperidião Amin (PP) tem 32%. Considerados somente os votos válidos, Dário tem 64% e Amin, 36%. Na pesquisa espontânea o peemedebista atinge 54% e o pepista, 31%.

O Ibope realizou 805 entrevistas entre os dias 9 e 10 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em Joinville, onde também haverá segundo turno, a pesquisa foi realizada pelo Instituto Mapa. Carlito Merss (PT) lidera a estimulada com 60,2% e Darci de Matos (DEM) tem 26,2%. Na intenção de votos da espontânea, Merss obtém 55,7% e Darci, 23,9%.
O Mapa perguntou aos 805 entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum. O democrata alcança 35,3% e o petista, 16,1%. A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 10 de outubro e tem uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. DC Online

A opinião de César Valente

A pesquisa Ibope/RBS divulgada hoje coloca Dário Berger em grande vantagem, para o segundo turno (56%). Esperidião Amin, na pesquisa, cresceu muito menos do que seria necessário, para que se considerasse a disputa equilibrada (ficou com 32%).

Aí, dirão vocês: mas dá pra confiar em pesquisas? Bom, digamos que dá pra confiar desconfiando. É possível que tenha acontecido, como na pesquisa anterior à eleição do primeiro turno, um “arredondamento” pra cima no caso do candidato preferencial das novas elites e um “enxugamento” que mirrou as intenções no grande inimigo histórico. Mesmo assim, não é de duvidar que Amin não tenha ainda virado o jogo.

Ontem ouvi, de algumas pessoas, que a intenção delas, ao votar no Dário, era apenas derrotar – de vez – a família Amin (tinham algumas contas a acertar, sequelas de algum ou alguns dos governos passados). E o Dário? “Bom, desse a Justiça vai se encarregar”, disseram, confiantes que o clã Berger não terá vida tão longa quanto as oligarquias que o precederam. Achei um racioncínio tosco. Até porque é possível que os Berger, com duas prefeituras e a perspectiva de vôos cada vez mais altos, passem a ser mais cuidadosos e a deixar menos rabos. Mas recolhi minha viola, porque, concordando com essa história, estava um grupo relativamente grande e em política, como futebol, não tem muita gente disposta a argumentar racionalmente. De Olho na Capital

Written by Abobado

11 de outubro de 2008 at 20:48

César Valente: A falência dos partidos

leave a comment »

partidos_falencia

Este segundo turno em Florianópolis será interessante de se acompanhar, porque vai ser uma daquelas eleições em que se poderá avaliar que tipo de influência terão os partidos políticos no comportamento do eleitor.

Votar em nomes, considerar a pessoa do candidato, em vez das suas posições políticas ou mesmo da sua folha corrida, é uma tendência que vem se consolidando a cada eleição. O sujeito votou no Cesar Jr, ou no Amin, ou na Angela, ou no Dário e, se perguntar direitinho qual é o partido (coligação, então, nem pensar), é capaz da maioria não saber.

Agora, para ganhar espaço, mostrar serviço e aparecer bem na foto, os dirigentes partidários estão fazendo seus jogos. Usam a “unidade partidária” como bandeira, mas estão mesmo é preocupados com o dia de amanhã e com a conta do supermercado. E aí anunciam que “o partido decidiu apoiar” como se estivessem transferindo, automaticamente, os votos de um curral eleitoral. E, em alguns casos, o “partido” é uma ficção e os votos que diz ter são de algum candidato, cujos eleitores provavelmente nem sabem que estão sendo ofertados como um dote.

No caso específico do Dário Berger, os partidos políticos estão todos (inclusive o PMDB) numa situação muito desconfortável. Eles sabem que o candidato é daqueles que não dá muita bola pra partido político. Sempre que a estrutura partidária oferece alguma resistência aos planos da família ou não atende às necessidades, eles mudam. Sem drama (da parte deles) e sem remorso. O partido que é “abandonado” fica amuado, choroso, lamentando a perda de um candidato com recursos e com votos, combinação rara e muito valorizada no mercado eleitoral. Foi assim com o PTB, com o PFL e com o PSDB e naturalmente, mais dia, menos dia, será com o PMDB.

Os Berger identificaram essa tendência personalista do eleitorado e estão aproveitando a onda, mantendo-se, o mais possível, descolados das legendas. Usam-nas apenas porque a legislação obriga. Então, é engraçado ver os partidos todos paparicando o candidato, tentando assegurar, para ele, para si e para os eleitores, que a vitória do Dário, se ocorrer, será devido ao grande esforço das direções partidárias, que forneceram os votos necessários, colhidos nas suas disciplinadas hostes.

Bom, este é o jogo (pelo menos como consigo ver, aqui do meu canto) e o futuro dará as informações que podem complementar o quadro: tanto apreço dos partidos pela candidatura conseguirá sensibilizar os Berger a ponto de torná-los mais partidários e menos individualistas? O eleitor que votou contra o Dário no primeiro turno mudará o voto no segundo turno? E, se o fizer, terá sido por “orientação partidária” ou porque também não gosta do Amin?

Antes de encerrar: refiro-me “aos Berger” sem qualquer conotação pejorativa. Até onde consegui observar – e sempre observei de longe – há, na família, uma precisa e eficiente divisão de tarefas. Agem sempre coordenadamente e complementarmente. O Dilmo toca as empresas e fica fora dos holofotes, o Djalma e o Dário exercem os mandatos e a Dona Rose, que, a meu ver, é o gênio político (já falei aqui, é articulada, fala muito melhor que o Djalma e o Dário, sabe exatamente onde atuar e de que forma), não é só uma primeira dama. E ninguém está brincando. Trata-se de um projeto de longo prazo, estruturado e executado segundo as melhores técnicas de marketing político. De Olho na Capital

Written by Abobado

10 de outubro de 2008 at 15:06

César Valente: A “comissãozinha” de Chapecó

leave a comment »

Abaixo o vídeo exibido no programa eleitoral do PT, em Chapecó, que foi a sensação da semana na cidade. É de 2004 e mostra o candidato do PFL, João Rodrigues, e seu vice do PP, Élio Cella. Preparavam-se para gravar mais um programa do horário eleitoral e conversavam, diante das câmeras, sobre um programa social, para o qual seria bom comprar um caminhão baú. E aí João Rodrigues diz que tem que pedir uma comissãozinha sobre o caminhão.

O agora prefeito e candidato à reeleição pelo DEM jura que foi uma daquelas bobagens que os inexperientes (ou os tolos) falam quando se pede que digam alguma coisa para testar o volume dos microfones antes de uma gravação, e depois passam a vida inteira se arrependendo. O fato é que as imagens estavam com a produtora que fez a campanha de 2004 e que ficou de fora desta. Aí, por algum motivo ainda não suficientemente esclarecido, resolveu dar (ou vender) o material para o PT (na edição, a turma do PT fez vários “replays” pra que não reste dúvida sobre o que foi dito). De Olho na Capital

Written by Abobado

22 de setembro de 2008 at 10:17

Publicado em Política

Tagged with , ,