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Vagabundo e traidor: ‘Ex-dissidente’ na votação do mínimo, Paim diz se sentir acolhido por Dilma

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 Paulo Paim, do PT/RS, foi reeleito senador: De defensor do salário mínimo e dos aposentados a pelego traíra

Depois de se anunciar como dissidente e alardear que votaria a favor do salário mínimo de R$ 560, o senador petista Paulo Paim (RS) mudou de opinião após se encontrar a presidente Dilma Rousseff.

Eleito quatro vezes deputado e no segundo mandato de senador, Paim está eufórico com o tratamento recebido na quarta-feira da presidente Dilma Rousseff. Não apenas por ter sido a primeira vez em que conversou a sós com um presidente da República, mas também por entender que promoveu o "momento histórico".

É assim que ele chama a decisão do governo a abrir o debate sobre três pontos: a manutenção da atual política do mínimo até 2023, no caso do PT continuar no governo, e não 2015; mudanças no fator previdenciário e adoção de uma política de valorização dos benefícios de aposentados e pensionistas. "Não falamos no mérito e, sim, na reabertura do debate", explica.

Paulo Paim é protagonista da maior reviravolta na votação do mínimo. Num curto espaço de tempo, ele abandonou a defesa intransigente e anunciada do mínimo no valor de R$ 560, patrocinado pela Força Sindical, para assumir os R$ 545 do governo.

Em vez de recriminações, ele diz que só vê motivos para comemorar a decisão decorrente da sua conversa com a presidente, a quem trata como uma amiga de muito tempo, a quem atribui o mérito de tê-lo levado, há cerca de 30 anos, para a vida sindical. "Eu trabalhava na forjaria da Tramontina, em Canoas, e ela e o então marido, Carlos Araujo, aí faziam militância e foram eles que me convenceram a disputar o sindicato dos metalúrgicos", conta.

O senador afirma que todas as vezes em que esteve no Planalto – sempre com as centrais sindicais – foi bem tratado pelos "anfitriões" José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu tive uma reação respeitosa com todos eles", conta. Mas nada parecido ao encontro com a presidente Dilma, ao qual chama de "momento muito especial, um grande momento". "Foi por isso que demorou tanto, cerca de uma hora", explica. [Pelo jeito rolou até um orgasmo]

Aos que acham que ele foi "enquadrado" pela presidente, diz tratar-se de calúnia e ciúme. "Isso é bobagem, é assunto de quem não tem o que falar. Tem a ciumeira dos que tentam desvalorizar tanto a política como o gesto da presidente". No lugar da reprimenda pela posição em defesa do mínimo maior, o senador garante que teve uma "bela conversa". "A presidente estava muito tranquila, sorridente e simpática, está muito animada com o governo e disse que vai chamar as centrais para conversar, eu me senti muito acolhido com o gesto que ela fez". Estadão Online