Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Opinião do Estadão: A novela do Cartão do SUS

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“Cartão” do SUS: Iguais a esse aí de cima, tenho três. Todos com um número de cadastro diferente

Promessa da candidata Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral, o projeto do Cartão Nacional de Saúde, que foi lançado há 12 anos, está sendo retomado novamente pelo governo. Ele já consumiu R$ 450 milhões dos R$ 610 milhões previstos em 1999, mas até hoje sua implantação não foi concluída. Embora o Ministério da Saúde tenha emitido centenas de milhares de cartões, com base num banco de dados com 192 milhões de nomes, a distribuição foi suspensa por causa de denúncias de fraudes cometidas nos contratos de confecção dos cartões e da descoberta de irregularidades nos cadastros do SUS. Do total de cartões confeccionados, cerca de 25% tinham nomes repetidos, errados e de pessoas já falecidas.

A ideia do Ministério da Saúde é adquirir cerca de 200 milhões de cartões magnéticos – a um custo estimado entre R$ 24 milhões e R$ 30 milhões – para distribuí-los nos 5,5 mil municípios do País até 2014 – o último ano de mandato de Dilma. Além de agilizar consultas e internações, uma vez que reduz as filas de espera, o Cartão Nacional de Saúde – também conhecido como Cartão SUS Nacional – ajuda a melhorar a qualidade do atendimento, na medida em que registra as doenças dos usuários num banco de dados, fornecendo aos médicos o histórico de cada paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), o número de vezes em que passou por consultas e os nomes dos remédios que recebe gratuitamente.

O banco de dados também fornece ao Ministério da Saúde as informações técnicas de que necessita para formular, implementar e executar as políticas do setor. O problema é que nem todas as Prefeituras dispõem de condições financeiras e técnicas para implantar um sistema de informática capaz de gerir a distribuição desses cartões e fiscalizar seu uso.

Em 2010, o Ministério da Saúde chegou a estudar a possibilidade de comprar novos softwares para cadastrar e gerir os dados dos pacientes do SUS. Mas a ideia foi descartada e, no mês passado, o Ministério assinou um convênio de cooperação tecnológica com a Prefeitura de São Paulo, que irá ceder gratuitamente a base do Programa Integrado de Gestão de Atendimento (Siga/SP) a todos os municípios sem sistema próprio de informática na área de saúde. Desenvolvido em 2005 pela Secretaria Municipal de Saúde, o Siga/SP é um software que permite à Prefeitura gerir cerca de 800 serviços prestados a 8 milhões de pessoas cadastradas.

A implantação do programa tornou possível controlar os serviços prestados a todas as gestantes atendidas pelo SUS paulistano, monitorar a evolução da gravidez de quase 100 mil mulheres e prever o número de vagas necessárias para atender à demanda da população, por região da cidade. O sucesso do Siga/SP ficou evidente em 2009, durante a ocorrência da pandemia da gripe A (H1N1), quando permitiu às autoridades municipais identificar as gestantes que poderiam ser atingidas. Além da capital, 15 municípios paulistas já estão utilizando esse software – e outros 40 municípios estão negociando convênios com a Prefeitura de São Paulo.

Com base nesse software, a ideia do governo federal é firmar um pacto com os Estados para dotar as unidades de saúde dos pequenos municípios de computadores. O maior problema, contudo, continua sendo o da distribuição do Cartão SUS Nacional. Durante o governo Lula, o Ministério da Saúde cogitou da possibilidade de adotar cartões com chip ou tarja magnética, que tinham um custo unitário de R$ 5. Como os gastos seriam altos, o governo Dilma determinou a utilização de cartões mais simples, a um custo unitário de R$ 0,12. E, para evitar erros, o nome e o número dos pacientes constarão de uma etiqueta que será colada em cada cartão nos postos de saúde. Além disso, o SUS terá de "limpar" sua base de dados, para eliminar nomes repetidos ou errados.

É incrível que, em plena era da informática, a União não tenha conseguido adotar um cartão nacional de saúde, precisando de pelo menos mais três anos para concluir um projeto que foi iniciado há 12 anos.

Santa Catarina – BR-101 tem 15 quilômetros de fila nos dois sentidos

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As placas que faltam na BR-101: Se você visse este aviso utilizaria a rodovia?

A BR-101 tem um engarrafamento de 15 quilômetros nos dois sentidos, a partir do Morro dos Cavalos, por volta do km 232, em Palhoça, interditado para detonação de rochas.

Além do trecho, a BR-101 também foi bloqueada para obras em Penha, município de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, e no Morro da Tractebel, em Capivari de Baixo, no Sul, às 12h desta terça-feira, mas já foi liberada.

A previsão da Autopista Sul era terminar os trabalhos no Morro dos Cavalos por volta das 14h, mas a interrupção foi prorrogada até as 18h30min. Não há desvio possível na estrada. ClicRBS

Leia mais aqui.

Comentário meu: Já estou acostumado com os congestionamentos da BR-101/Sul e da falta de informação por parte dos responsáveis (Dnit). Me utilizo dela religiosamente todos os finais de semana fazendo o trajeto Laguna/Florianópolis/Laguna. Sei os dias em que os serviços de detonação de rocha são executados e não pego a estrada nessas ocasiões.

Mas, com exceção dos caminhoneiros e outros que conhecem a estrada e suas manhas, muitos não sabem desses trabalhos de detonação (e do bloqueio na estrada), necessários para a continuação das obras de duplicação que nem Deus sabe quando vai terminar.

E é justamente em função da total falta de informação e descaso que venho propor ao digníssimo superintendente Regional do Dnit em Santa Catarina, João José dos Santos, que mande confeccionar placas alertando os motoristas sobre a interrupção da rodovia nos dias em que os trabalhos de detonação de rochas forem efetivados.

As placas poderiam e deveriam ser colocadas ao longo da rodovia (três ou quatro em cada trecho nos dois sentidos – sul e norte), e retiradas logo após a conclusão dos trabalhos e a abertura da estrada para o tráfego.

Medida prática, barata, simples e que evitaria esse caos que se verifica três dias por semana na BR-101/Sul.

Deixo aqui de chamar os responsáveis pelo Dnit de incompetentes, com falta de imaginação, que acham que todos pensam como eles, que tratam os usuários como se fossem idiotas, que só tentam resolver os problemas de nossas estradas quando o pior acontece, que não têm planejamento, que não sabem o que fazem e ainda dizem que existe um site decente que informa ao usuário sobre o estado das estradas federais em Santa Catarina.

A propósito, existe o dito site (nacional); uma página paupérrima, escrita com uma fonte (letra) que daria inveja a qualquer contrato de empresa de seguros ou TV por assinatura.

Parte do site do Dnit da internet: Até conseguir acessar você já está na fila da estrada

Clique aqui para chegar direto sem precisar percorrer o caminho das pedras e vejam por si só que não estou falando da boca pra fora!

O site que é recomendado no aviso (http://www.101sul.com.br) é outra naba e não pertence ao Dnit e sim à ESGA (Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental) que figura entre uma das muitas empresas que venceram a concorrência para a realização das obras de duplicação da estrada.

Ah!, e por falar em informação, comunicação, alguém, algum dia, já conseguiu falar com a Polícia Rodoviária Federal pelo telefone 191? Pois é. Eu também não. E por acaso, você que é leitor desse decadente blog, saberia informar qual é o número do telefone dos postos da PRF de Itapema, Palhoça, Biguaçu e Rancho Queimado? Difícil, né? Mas eles próprios também não sabem. Vejam na imagem abaixo o que consta do site do DPRF Nacional.

Informação do site do DPRF: Eles não sabem o número do telefone dos postos nas estradas. E nós?

Mas para que ninguém me chame de rabugento e que só fico criticando, eu descobri o número dos telefones dos postos da PRF. Anotem aí:

  • 47-3368-2930 – Itapema
  • 48-3285-4541 – Biguaçu
  • 48-3283-5624 – Palhoça
  • 48-3275-0302 – Rancho Queimado

Então meus amigos e minhas amigas, antes de pegar a BR-101/Sul, lembre-se que os serviços de detonação de rochas são executados nas terças, quintas e sábados, com interrupção de tráfego, das 12 às 14 horas, quando as condições climáticas permitirem e se não for feriado (tem essa também).

Mas não se torturem muito não. A praça de pedágio de Palhoça está quase prontinha e aí vai ter 0800 pra todo mundo deitar e rolar.

Então, aproveitem esta maravilha de estrada e boa viagem!

Written by Abobado

7 de abril de 2009 at 21:40

Enchentes em Santa Catarina – Tragédia não poderia ter sido evitada, diz secretário

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Blumenau, Vale do Itajaí, 26/11/2008

As fortes chuvas e os inúmeros desabamentos que assolaram o estado de Santa Catarina não foram previstos e, por isso, não poderiam ter sido evitados, segundo o secretário de Planejamento Urbano de Blumenau, Walfredo Balistieri. Ele admite, no entanto, que os casos mais graves ocorreram em regiões que sofreram a ação do homem. “O fenômeno é muito maior do que apenas a regularização fundiária. É uma somatória de problemas”, resumiu.

Ao contrário do que disse o engenheiro Juliano Gonçalves, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (AEAMVI), o secretário afirma que não recebeu nenhuma comunicação a respeito do volume de chuvas que atingiria a cidade e nem documentos que tratassem dos riscos de desabamentos. “Acho que está havendo uma confusão entre ocupação de área irregular com a catástrofe, com a quantidade incalculável de chuvas”, alegou. “Acho que ele está invertendo algumas situações”, ponderou.

Segundo Balistieri, todos os geólogos e meteorologistas consultados pela prefeitura, o que inclui profissionais das regiões Sul e do Sudeste do país, afirmaram que não era possível prever tamanho índice pluviométrico para a região. “Se ele [Gonçalves] tivesse essas informações, isso nos ajudaria muito”, ponderou.

Outro argumento utilizado pelo secretário para justificar sua posição é que os desabamentos aconteceram também em áreas que não sofreram intervenções do homem. Segundo ele, verdadeiras barreiras desabaram no parque nacional que fica ao sul da cidade e que não tem qualquer intervenção do homem. 

Moradias irregulares

Em entrevista concedida pelo telefone ao G1, o secretário afirmou que dos 300 mil habitantes de Blumenau, cerca de 60 mil vivem em situação de área irregular, invasão ou área de risco.

Segundo ele, ações para minimizar o problema já estavam no programa de governo da prefeitura antes mesmo do desastre. Prova disso, segundo ele, é a criação da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação e também diversos estudos realizados pela atual administração para essas áreas.

Mas, para ele, este não é um problema que pode ser resolvido em “apenas um ou dois anos”. Segundo Balistieri, a regularização fundiária é um problema que existe há quase 50 anos na cidade e que levará um certo tempo para ser solucionado. “É um trabalho muito grande, que envolve orçamento muito alto”, justificou.

Entidades avisaram autoridades sobre riscos em Blumenau

Edição de junho e outubro do jornal da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí, que alertava para o risco de catástrofe

O engenheiro Juliano Gonçalves, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (AEAMVI), disse ao G1 que 90% da catástrofe causada pelas enchentes em Santa Catarina poderia ter sido evitada se as autoridades tivessem ouvido os alertas das entidades técnicas. Segundo ele, alertas de riscos foram feitos – e ignorados – ao longo de todo o ano.

Gonçalves afirmou que inúmeros seminários sobre o tema foram realizados e contaram com a participação de representantes do governo local. Portal G1

Indicação de leitura: Valmir Martins

Clique aqui para ter acesso ao Jornal da AEAMVI completo

Written by Abobado

4 de dezembro de 2008 at 17:08

Enchentes em Santa Catarina – Desvio no Morro dos Cavalos – Perfeito

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Enseada
Morro dos Cavalos – 200 metros antes da queda da barreira

Morro dos Cavalos – Movimentação de máquinas na queda da barreira


Morro dos Cavalkos – No detalhe a barreira que caiu na BR-101


Morro dos Cavalos – Entrada para a Enseada de Brito – Pequeno trecho de terra
Acesso para a Enseada de Brito saindo da BR-101 – pequeno trecho de terra


Acesso para a Enseada de Brito – Início do calçamento – Polícial militar orienta a alternância do tráfego
Enseada de Brito – Veículos vindos do sentido norte/sul aguardam para entrar na BR-101


Enseada (7) Enseada de Brito – Acesso à BR-101

Detalhe no mapa: Morro dos Cavalos, sentido sul/norte – antes da queda de barreira – desvio pela rua Nossa Senhora do Rosário – Enseada de Brito

Conforme prometido, nesta manhã, por volta das 07h50m saí de Laguna em direção à Florianópolis, confiando no desvio que dá acesso à Enseada de Brito, no município de Palhoça (Morro dos Cavalos).

Durante o trajeto até o Morro dos Cavalos os únicos obstáculos foram os buracos na estrada (BR-101) e uma pequena obstrução de caminhões às margens da BR-101 no Posto Maciambú (antes da entrada da Praia do Sonho). No mais, o tráfego está mais do que tranquilo até porque não há qualquer movimento de caminhões ou ônibus no percurso.

O desvio (que na verdade é uma via de tráfego local normal da localidade de Enseada de Brito) está em ótimas condições de trafegabilidade. Nenhum problema de lama ou interrupções. Há, no entanto, um sistema de alternância de sentidos de tráfego: 20 veículos no sentido norte/sul e 20 veículos no sentido sul/norte. Não há filas (pelo menos no horário em que viajei) e a estrada está em boas condições.

O tempo que levei para entrar no acesso e sair no trevo da Enseada de Brito para a BR-101 foi de oito (8) minutos. A sequência das imagens é sempre no sentido sul/norte do Estado de Santa Catarina.

A informação vale também para quem quer se deslocar no sentido norte/sul. A afirmação de que o desvio está sento utilizado somente para veículos de emergência não procede.

Espero ter contribuído com estas informações, principalmente para aqueles que desejam se deslocar e estão receosos com relação ao estado de trafegabilidade do desvio e em função da completa desinformação por parte da Polícia Rodoviária Federal com relação ao assunto.

Um grande abraço a todos.

Written by Abobado

25 de novembro de 2008 at 12:47

Enchentes em Santa Catarina – BR-101/Sul – Desvio no Morro do Cavalos

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Detalhe no mapa: Morro dos Cavalos, sentido sul/norte – antes da queda de barreira – desvio pela rua Nossa Senhora do Rosário – Enseada de Brito

Há uma grande, uma enorme dificuldade em se obter informações acerca das alternativas de tráfego pela BR-101, principalmente por parte das pessoas que necessitam chegar em Florianópolis oriundas do Sul do Estado.

Existe a possibilidade da utilização de um desvio no Morro dos Cavalos, no sentido sul/norte, logo na descida do morro. O local está sinalizado com cones e a informação é a de que há condições de trafegabilidade.

O maior problema que pode ser enfrentado, conforme informações que coletei de pessoas que conseguiram fazer esse trajeto, é a questão do tempo em que se permanece na fila para passar por um ou dois trechos da estrada alternativa, que passa pela comunidade da Enseada do Brito, em Palhoça. “A estrada é boa e o motorista não irá encontrar dificuldades na sua utilização, já que a passagem da veículos de grande porte está proibida”, foi esta a indicação que recebi de quem conseguiu ultrapassar o desvio.

No mapa que ilustra este post o leitor pode observar a entrada à direita indicada como rua Nossa Senhora do Rosário. Este desvio fica localizado na descida do Morro dos Cavalos (sul/norte) antes da barreira que caiu na BR-101.

Volto a enfatizar a total desinformação por parte da Polícia Rodoviária Federal com relação a esse tema em especial. Há muito venho reclamando que todas as Superintendências Regionais da Polícia Federal deveriam ter um site (página na internet) exclusivo para informar a situação das estradas de Santa Catarina sob a sua jurisdição.

Não é a questão de ser uma situação passageira. O problema é que as estradas federais em Santa Catarina, sem exceção, em dias normais já são um desafio para qualquer motorista. Imaginem numa calamidade como a que estamos enfrentando atualmente.

O telefone 191 simplesmente está o tempo todo ocupado; não há qualquer indicação ao longo da rodovia informando sobre bloqueios ou possíveis desvios como alternativas para se chegar em qualquer lugar; as rádios hora informam uma coisa, hora outra; não há certeza de nada e o usuário fica refém de sua própria sorte.

Amanhã pela manhã estarei saindo aqui de Laguna com direção a Florianópolis e utilizarei o desvio que acabo de mostrar.

Assim que chegar ao meu destino atualizarei esta matéria para colocar os amigos a par da real situação.

Que Deus nos ajude a todos!

Atualização das 22 horas – Boletim da Polícia Rodoviária Federal

nota_PRF_br_101 Por incrível que pareça, o Boletim da Polícia Rodoviária Federal foi publicado pela Polícia Militar Rodoviária do Estado de Santa Catarina. Vai entender!

Written by Abobado

24 de novembro de 2008 at 15:26