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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Ruth Rocha: ‘Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo!’

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A escritora Ruth Rocha teve seu nome incluído numa lista de ‘intelectuais’ apoiadores da candidata Dilma e do PT. Quem autorizou? Leiam a carta e tirem suas conclusões. Com certeza vão chamar a atingida de mentirosa.

 

Carta à candidata Dilma

 

“Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apoio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abracadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem…”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apoiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então…

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.”

Ruth Rocha, escritora

SP, 25/10/2010

Cesar Valente: Diarinho ganha mais uma!

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O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, inconformado com a derrota na sua candidatura à reeleição, está exercendo seu jus sperniandi. Foi aos tribunais pedir que o Diarinho e o candidato eleito fossem condenados por abuso do poder econômico e mau uso dos meios de comunicação.

Na primeira instância o juiz excluiu o Diarinho da história, porque não cabe, nesse caso, acionar uma pessoa jurídica. Eles recorreram, com um “agravo de instrumento”. Que nem chegou a ser analisado, porque alguém se atrapalhou e acabou perdendo o prazo legal para o recurso.

Tá lá, na decisão do juiz relator Márcio Luiz Fogaça Vicari:

Desta forma, o agravo de instrumento é flagrantemente intempestivo, uma vez que, intimados da decisão do Juízo a quo, por seu procurador devidamente constituído, no dia 31 de outubro, às 18h (fl. 109 verso), os agravantes somente interpuseram o presente recurso às 16h58min do dia 4 de novembro de 2008 (fl. 2), quando já ultrapassado o tríduo legal estabelecido no art. 258 do Código Eleitoral.
Conseqüentemente, o agravo não deve ser conhecido.

Em todo caso, fica cada vez mais claro, pelo que dizem os advogados do Volnei nas petições, que eles realmente acreditam que o Diarinho foi o responsável pela derrota do PT em Itajaí. Olha só este trecho do relatório do Juiz, onde ele resume o que os advogados disseram:

Consignam, ademais, que a participação da empresa jornalística em questão é primordial à apuração dos fatos, já que, coibidos os demais investigados de divulgarem as matérias relacionadas à “Operação Influenza” , o referido órgão de imprensa foi o principal responsável por influir no pleito, ao veicular as reportagens com o suposto objetivo de atingir “a honra do homem público perante os eleitores” , servindo “unicamente para a exposição pública degradante.

Vejam bem: o que teria influenciado os eleitores não foram as coisas que o Volnei e seus colaboradores fizeram ao longo dos quatro anos, nem o que a investigação da Polícia Federal descobriu, muito menos a forma como ele falava ao telefone (coisa revelada em uma gravação provavelmente autêntica, porque nunca desmentida, publicada no You Tube). Isso não é considerado degradante. Nem acham que tem poder para influenciar o eleitor. Mas, se um jornal divulgar essas histórias, aí a culpa é do jornal, que fez o que fez “unicamente” para macular a honra do homem público.

Esta forma de encarar as coisas é muito comum, entre os políticos. Para muitos, o problema não é ter pisado na bola, estar enrolado com os tribunais e com as leis. Enquanto não sair no jornal, considera-se que a honra está intacta. A consciência pode ter extensas áreas necrosadas ou putrefatas, mas eles se acreditam probos e honrados. O grande problema é publicar a notícia, divulgar o malfeito, levantar o tapete.

Jornais independentes e sem medo de cara feia são mesmo muito chatos e inconvenientes. De Olho na Capital

Observação: A foto e o áudio foram inseridos no post por este blog.

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7 de novembro de 2008 at 20:29

Florianópolis – Bomba! Novo grampo denuncia quem são nossos políticos!

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Acabou de aterrizar no Cangablog mais um grampo da PF. Uma conversinha entre o vereador Juarez Silveira e o prefeito Dário Berger. É de chorar… de rir! Falam dos empresários Marcondes e Péricles Druck, do Marcílio e do Amashta, da eleição para a presidência da Casa e até uma ameaça ao governador que o Dário faz tipo se ele fizer tal coisa apoio o Amin. Saio como vice do Amin. Mas tem muito mais coisas interessantes.

Dá para entender como eles “planejam” a atuação política em função dos seus interesses e de empresários. Sente, pegue uma bebidinha e aproveite. CangaBlog

Clique aqui e ouça tudo

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24 de outubro de 2008 at 14:33

Florianópolis – Dário manda censurar e ameça jornal Impacto

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O juiz Luiz Henrique Martins Portelinha, juiz Eleitoral da 101ª Zona Eleitoral, mandou, mais uma vez, a imprensa ficar calada quanto às críticas ao candidato Dário Berger. Parece que se tornou uma prática comum a censura à imprensa em Florianópolis. O oficial de justiça do TRE compareceu à sede do Jornal Impacto, em São José, munido da decisão do juiz e se fez acompanhar, estranhamente, pelo segurança do prefeito Dário Berger, o policial militar Silvio Odair de Souza não fardado.

Parece que a ação não era apenas de apreensão dos jornais como manda a decisão judicial. Mas uma clara demonstração de intimidação vergonhosa, covarde, ilegal e descabida. Uma demonstração de que tem gente que quer ganhar o poder de qualquer forma e, para isto, não vai medir esforços. Inclusive usando de todos os seus poderes e artifícios. Assim, para nós, já fica claro que se algum atentado criminoso acontecer contra sede do Jornal Impacto ou contra um de seus membros, administradores, funcionários e jornalistas, já teremos uma clara demonstração de quem é o responsável.

Mas, as ameaças explícitas que provavelmente se seguirão não vão nos calar. Elas nos darão mais força para lutarmos contra as pessoas que enojam e se locupletam na nossa cidade. Assim como já fizeram na nossa São José. Estas pessoas que se acham acima do bem e do mal enojam a política da nossa terra. Nossas matérias têm incomodado muita gente que se diz acima de qualquer suspeita, mas, pelo visto, é apenas gente baixa, pequena, miúda. E esta ameaça explícita do prefeito Dário Berger será respondida na justiça e com a nossa principal arma – a verdade. A mesma verdade que ele quer calar. Ele, que já responde a 56 processos em vários fóruns, vai receber mais um. Blog do Canga

Clique nas imagens para viasualizar as matérias do jornal numa melhor definição

Trambiques do prefeito Dário Berger, enrolado na Operação Moeda Verde

Tire as crianças da sala para não ouvirem a baixarias que tá na imprensa livre. Escute, ou leia, as falcatruas praticadas pelo prefeito Dário Berger e por seu representante na Câmara, Juarez Silveira, Juju, o boca grande, na Operação Moeda Verde. As escutas foram autorizadas pela justiça e realizadas pela Polícia Federal.

A Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, voltou às páginas dos jornais. E, desta vez, pelas mãos da imprensa livre. A imprensa não domesticada. Os supostos crimes praticados pelos principais envolvidos, Dário Berger, Juarez Silveira e outros mais, pode levar os acusados às barras da lei. Depois de um ano estacionado em Porto Alegre, a população torce para que os juízes do TRF 4ª Região deixem de lado o colarinho do chope e troque tudo pela Moeda Verde. É mais útil para a nossa população. O poder do prefeito Dário Berger, seu foro privilegiado, de nada lhe valeu na divulgação das falcatruas praticadas com sua permissão e conivência. Jornal Impacto

Written by Abobado

24 de outubro de 2008 at 12:27

Florianópolis – "Não está em minha agenda ser candidato a governador em 2010", diz Dário Berger

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O peemedebista foi entrevistado por 25 minutos nesta quinta-feira pelo apresentador Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS, Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, na rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

O candidato à prefeitura de Florianópolis Dário Berger (PMDB) disse que não está em sua agenda ser candidato a governador do Estado em 2010.

— Não estou pensando nisso, nunca discuti o assunto, nunca me perguntaram, o partido nunca se manifestou a esse respeito e eu também não quero saber. O meu foco é essa eleição de hoje.

Ao ser questionado se seria candidato caso surgisse a oportunidade, Dário disse que "aí é outra conjuntura, isso é uma conjectura".

O peemedebista disse que não há maior orgulho para ele do que ser prefeito de Florianópolis. Agradeceu o apoio que teve por onde passou e os quase 100 mil votos recebidos no primeiro turno. Destacou que a grande proposta de sua campanha é a continuidade do trabalho realizado durante o primeiro mandato como prefeito de Florianópolis.

— Não podemos parar. Quero agradecer aos que confiaram em mim no primeiro turno e dizer que trabalhei muito durante esses três anos. Acho que fizemos uma grande diferença e quero pedir desculpa por aquilo que não fiz. Mas estamos no caminho certo. Florianópolis dá passos largos rumo ao seu desenvolvimento. Os programas estão implantados e não podemos perder esse curso da historia.

Defesa das acusações

Dário Berger disse que faz uma campanha propositiva e limpa, ao contrário de seu adversário, Esperidião Amin (PP).

— Pelo que eu posso observar, o amor dele pela cidade não é tão grande assim. O amor nas regiões mais distantes deixou muito a desejar. A cidade era completamente desassistida e abandonada. É o amor passional, aquele que mata o contribuinte por amor. Sem estrada, sem esgoto, sem ruas, mas que prega o amor. Eu sou diferente. Procuro fazer uma campanha propositiva, limpa, animada.

Ele atribuiu as acusações de Amin ao desespero por estar atrás nas pesquisas.

— A população não aprova os métodos dele, aprova os meus métodos, que administro a prefeitura com consciência, responsabilidade, e sou adepto da administração de resultados.

Ao ser questionado sobre o fato de que estaria atacado fortemente o adversário, Dário disse estar apenas se defendendo e citou o programa eleitoral de Amin em que uma mulher diz que o peemedebista é como um câncer.

— Para cada ação existe uma reação… e isso gerou uma comoção muito forte, primeiro na família, segundo nos militantes. Eu sou um ser humano como qualquer outro. E como ser humano, nem sempre acertamos. Agora, nós não podemos perder o respeito, a responsabilidade. O administrador tem que ter equilíbrio emocional, o que não observamos no candidato.

Dário também rebateu a acusação de que não estaria respeitando o projeto aprovado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) para a construção de um elevado em frente ao Terminal Rodoviário Rita Maria.

— É mais uma mentira dele. A legislação estabelece que alteração do sistema viário tem que passar por aprovação no Ipuf. O que é um absurdo, mas vamos respeitar. O projeto do Rita Maria será executado de acordo com as normas existentes e a aprovação dos técnicos do Ipuf.

Acusações

Dário Berger disse que Amin "não é tão santo quanto parece" e que ele deixou um "rastro de falcatruas" quando ocupou cargos públicos.

— É só pesquisar. A própria revista IstoÉ, os jornais da época, o site do Tribunal de Justiça. Coloca lá o nome do Dário, o do oponente, e verifica quantos processos eu tenho e o meu oponente tem. A comparação é completamente fora de parâmetro.

Dário também citou a nota de Jorge Bornhausen (DEM) que diz que Amin não realizou obras que ele diz que fez na cidade.

— Ele diz que fez e não fez. Está comprovado em nota oficial que ele não fez e ele continua dizendo que fez. Isso é um absurdo, não se constrói nada com mentiras. Eu procuro me apresentar de maneira limpa, cristalina, com entusiasmo, alegria. Você não constrói nada com ódio e rancor.

O candidato também questionou o número de aposentadorias que Amin recebe e reclamou das agressões recebidas.
Disse ainda não é ele quem mistura negócios com política, e sim Amin e a mulher, Angela, que segundo ele tiveram os bens indisponibilizados pela Justiça para garantir o pagamento de R$ 4,1 milhões por causa de "uma negociata que ele fez com um laboratório e com a SC Genéricos".

Casvig

Dário rebateu as acusações de Amin, que disse que o fato de o peemedebista ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a vigilância de escolas do Estado, é imoral.

O candidato disse que a empresa já tem 30 anos e que também prestou serviços em várias instituições quando Amin foi governador.

— E se era imoral, se tem alguma irregularidade, por que ele não corrigiu na época em que era governador? Eu não tenho nenhuma mácula com relação à nossa empresa, à empresa do meu irmão, com relação a qualquer tipo de contrato. O que existe são acusações sem nenhum respaldo.

Estrutura da prefeitura

Dário admitiu que a estrutura da prefeitura é arcaica e ultrapassada, não possuindo inclusive um centro administrativo.

— O que é uma vergonha para uma Capital. Precisamos construir primeiro uma prefeitura, para centralizar as atividades, e segundo fazer a reforma administrativa para dar mais eficiência a alguns órgãos emblemáticos.

Ele disse que ainda não fez estes projetos porque, quando assumiu a prefeitura, descobriu que existiam problemas que não haviam sido divulgados.

— Não fiz porque para mim tudo foi uma caixa de surpresas. Quando eu cheguei disseram que tinha 700 ruas para pavimentar. Eu pavimentei as 700. Mas tem mais 700. Não existe um banco de dados e por isso é uma dificuldade. A Procuradoria existia de direto mas não de fato, tive que mandar um projeto para a Câmara para instituir. E por isso que eu não fiz a reforma.

Dário também afirmou que irá descentralizar o atendimento e implantar o governo eletrônico para que a população possa resolver algumas questões pela internet.

— Eu diria que é primordial para a dinâmica de atendimento da cidade. E no meu projeto tem a descentralização. Já estou fazendo a da saúde e vou fazer a da administração, criando as subprefeituras ou secretarias, de forma que o cidadão do Sul, Norte, da Lagoa, não vai precisar vir ao Centro para resolver problemas na prefeitura.

Grande Florianópolis

O candidato disse que o fato de ser irmão do prefeito eleito de São José e do mesmo partido do prefeito de Palhoça facilitará a resolução de questões que envolvem a Grande Florianópolis.

— Eu acho que facilita muito. Essa é uma relação de amizade recíproca e até fraternal.

Transporte coletivo

O peemedebista afirmou que o transporte coletivo não foi o tema principal desta campanha, o que quer dizer "que não está tão ruim".

— Ele precisa ser remodelado sistematicamente. Agora, ele passou por uma grande transformação. A tarifa era de R$ 3, hoje é de R$ 1,98, o sistema é solidário, temos 240 horários diretos.

Dário também disse que irá fazer a licitação para empresas de transporte, como determina a lei, e criticou a proposta de Amin de oferecer desconto de 50% nas passagens de ônibus em horários de pico.

— Eles ficaram 24 anos, implantaram um sistema cuja tarifa ficou em R$ 3 e agora vêm oferecer desconto? Nem saber fazer a proposta eles souberam. Como você vai mensurar a passagem no horário de pico? E por que só no horário de pico? Isso demonstra bem o desespero de que está ultrapassado, faz promessas demagógicas. Uma coisa é o que ele diz e outra o que faz. ClicRBS

Written by Abobado

23 de outubro de 2008 at 15:09

César Velente: Cá com meus botões

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Nas campanhas eleitorais, especialmente para cargos majoritários (prefeitos, governadores, presidentes), chega uma hora em que não basta falar bem do nosso candidato preferido, é preciso falar (muito) mal do principal adversário. É nesse contexto que surgem os “dossiês”, os boatos e são turbinados os eventuais malfeitos.

A poucos dias do segundo turno, as conversas, nas rodas de apoiadores do Dário, mostram um Amin satânico. E nas rodas de apoiadores do Amin, o Dário é a própria encarnação de Belzebu. Em um e outro lado, a pior coisa que pode acontecer para a cidade, para seus moradores, quiçá para o mundo, é a eleição do adversário. Será um desastre, uma hecatombe, o reinado do pecado, da devassidão e da corrupção desenfreada.

É claro que, à medida em que a data fatal se aproxima, o exagero aumenta. E quanto mais fanático o eleitor (torcedor?), mais cego e surdo. Quer dizer, cegueira e surdez seletivas. Vê e ouve muito bem se alguém por perto falar (muito) mal do seu “desafeto”. Mas nem nota se a conversa for do tipo “aquela história não é bem assim, na verdade o que aconteceu foi…” há um desligamento automático nesse ponto. Não quer nem saber. A razão, vocês sabem, foi expulsa de campo já nos primeiros minutos do jogo.

Nos casos mais graves, tanto no futebol quanto na política, além de não querer ouvir nem ver qualquer coisa que contradiga suas… vá lá, “convicções”, o sujeito ainda liga um PPPA. E aí, ao perceber que por perto está um simpatizante do “inimigo”, parte pra porrada automaticamente.

Nem sempre é fácil escapar das garras do fanatismo. Até porque, nas fases mais brandas, o fanatismo aparece disfarçado de uma visão crítica um pouco mais exacerbada. E nos engana, ao aparentar uma racionalidade que, no entanto, é tão falsa quanto as qualidades angelicais do seu candidato de preferência. Ou quanto os defeitos monstruosos do seu candidato/desafeto.

As competições são divertidas justamente porque despertam paixões, emocionam, provocam tomadas de posição e faz bem torcer por alguma coisa, de vez em quando. É muito saudável achar que um candidato é melhor que o outro e tentar convencer amigos e parentes a votar nele. Da mesma forma, é bom gostar de um time de futebol, acompanhar sua trajetória, sofrer e alegrar-se, xingar o juiz e reclamar dos pernas-de-pau que não acertam um passe. Também é bom tomar uma cervejinha, um vinho, ao redor de uma mesa de amigos.

Todas essas coisas, no entanto, podem perder sua graça rapidamente. Basta alguém encher a cara e fazer aflorar aquele mala que ninguém suporta. Ou, cego de ódio, achar que deve espancar alguém porque veste a camisa de outro time. Ou, idiotizado pelo fanatismo, começar a acreditar que, de fato, seu candidato é perfeito e o adversário é o demo. E, se ouvir alguém dizer o contrário, partir pra porrada automaticamente.

Tenho amigos que vão votar no Dário e ouço-os elogiar o candidato com grande convicção e até com argumentos bem razoáveis. Quando passam às críticas ao Amin, pingo vira letra. Mais ou menos como aquela história de que o Esperidião era dono da Transol, uma lenda urbana que ganhou aparência de verdade e ainda é repetida, independentemente de todos os desmentidos já feitos. Ninguém está preocupado se a coisa é verdade ou não: o negócio é juntar histórias cabeludas para soterrar com elas a imagem do careca.

Também tenho amigos que são Amin desde criancinha e naturalmente enumeram ene razões pelas quais é preciso trazê-lo de volta. Tal e qual o outro lado, quando começam a falar mal do Dário (e “dos Berger”), há uma estupenda amplificação dos malfeitos. O fato da AMB tê-lo colocado na lista de candidatos com processos ajudou bastante. Os negócios das empresas da família, então, são um prato cheio. O engraçado é que, para os fãs do Dário, isso conta pontos como coisa positiva, do ânimo empreendedor e até mesmo pra defendê-lo de suspeitas (“um sujeito rico não precisa roubar”). E para seus inimigos é uma das fontes de todo o mal.

Como nunca fui amigo – nem inimigo – de nenhum dos candidatos, estou naquela situação do apreciador de futebol que assiste a um jogo de times para os quais não torce: dá pra ver mais facilmente as boas jogadas e os lances fracos. Em alguns momentos até da pra se animar com um ataque melhor organizado, mas isso pode mudar se a defesa mostrar que sabe o que fazer. O jogo, visto assim, parece ter mais sabor do que aquele distorcido pelos olhos do fanatismo.

Ah, é claro que, quando eventualmente comento um drible que gostei, os torcedores do outro time acham que estou vestindo a camisa do adversário. E quando reclamo de alguma canelada, da mesma forma. Tem gente que acha que, finalmente, assumi a preferência ou que, como sempre souberam, sou um “pena alugada”. E lá vamos nós… De Olho na Capital

Written by Abobado

23 de outubro de 2008 at 10:08

Florianópolis – O cabo eleitoral do Amin

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Do CangaBlog

Não, não é nada do que vocês estão pensando. Eles não uniram forças para cumprir tudo que estão prometendo fazer se eleitos. Continuam adversários. A foto é da época que Dario votava em Amin. No último debate Esperidião Amin afirmou que Dário sempre foi seu eleitor até perder a eleição para governador. Dário negou. Agora a assessoria de Amin distribuiu a foto que prova o que Amin disse. CangaBlog

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23 de outubro de 2008 at 00:21

Florianópolis – "A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", diz Amin

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Para o candidato à prefeitura de Florianópolis Esperidião Amin (PP), seu opositor, Dário Berger (PMDB), mistura negócios públicos e privados e por isso há um conflito de interesses em sua administração da cidade.

Amin foi entrevistado esta manhã durante 25 minutos por Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, da rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

No primeiro bloco da entrevista, Amin disse que se candidatou para defender os interesses da cidade e afirmou haver um problema ético no fato de o prefeito ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a segurança, segundo ele, de escolas do Estado.

— Eu não tenho nada contra o Dário Berger. Mas a cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares. O prefeito é sócio da Casvig, que custa aos cofres estaduais R$ 140 milhões. Nem vou falar sobre o lençol preto, que está se desmilingüindo. O principal problema do Dário é que ele mistura negócios privados com públicos.
Segundo Amin, o dinheiro que o governo paga à empresa para segurança equivale a 1,5 vezes o valor necessário para construir a Via Expressa Sul.

— Nas escolas, quem está dentro é a Casvig. Quanto maior a insegurança da cidade, mais a Casvig fatura. Este método classifica um conflito de interesses.

Se eleito, Amin disse que irá estimular a criação de cooperativas locais para atuar na vigilância local e denunciar a atuação da empresa em escolas estaduais.

O candidato também negou os boatos de que seria dono da empresa de transporte coletivo Transol.

— Se eu fosse o dono da Transol, como a lenda dizia, também seria um conflito de interesse. Eu nunca fui, nem quero ser. Enquanto eu estiver na política, quero estimular o empreendedorismo dos outros.

Balanço da campanha

O candidato disse estar muito animado com a campanha e afirmou ter a sensação de que está cumprindo com o seu dever. Também destacou a última pesquisa do Ibope, em que Dário Berger aparece com 6 pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior e ele subiu um ponto.

— Eu acho que está resumido na pesquisa. Nós estamos subindo, o nosso adversário está caindo, o número de indecisos está aumentando e o percentual de pessoas que podem mudar de votos está aumentando. São quatro informações, todas a favor da nossa candidatura. As pesquisas mostram que o eleitor está mais confirmando o desejo de mudança que o de continuísmo.

Amin falou ainda sobre o apoio dos outros partidos às candidaturas e disse que apoiaria qualquer candidato de oposição que chegasse ao segundo turno.

— O governo do Estado deu uma prensa nos que têm cargo em comissão, empregos públicos. O PFL, PSDB, não podiam ficar contra o governo. O PT eu já disse que ia deixar livre, porque o Lula precisa do PMDB. Eu não tenho nenhuma queixa.

O candidato disse ainda que não terá dificuldade de relacionamento com outros prefeitos da região para implantar projetos de interesse da Grande Florianópolis.

Troca de acusações

Amin afirmou que sua campanha é limpa, ao contrário da de Dário Berger.

— Nós não perdemos nenhum direito de resposta. Enquanto o meu adversário forjou um jornal. O marqueteiro vai ser acionado judicialmente. Ele pegou um jornal, tirou o nome, a data e disse que eu atrasei dinheiro para creches (quando era governador).

Cooperativas

Amin disse que vai estimular a criação de cooperativas em diversas áreas de trabalho.

— Vamos fazer nos Ingleses uma cooperativa de vigilância. Vamos treinar, aproveitar os moradores da região. O que não tem cabimento é que escolas do Estado recebem merenda de outro estado, uniforme, e ter uma só empresa de segurança. Cooperativas para fazer as casas do Maciço do Morro da Cruz, criar cooperativas de papeleiros, para fazer a reciclagem. Vamos deixar as pessoas ganharem dinheiro, e não o grande empresário.

Obras e ônibus

Entre as obras que o candidato disse que irá realizar estão a Via Expressa Sul, o elevado em frente ao terminal Rita Maria, a Beira-Mar Continental, a duplicação da Rua Antônio Edu Vieira e a duplicação da Via Expressa (BR-282). Também explicou a proposta de reduzir em 50% o valor da passagem de ônibus nos horários de pico.

— Isso (as obras) não vai ficar pronto em seis meses. O que eu posso fazer já: 50% de redução da passagem no horário de pico.

Ele explicou que o valor será pago através de subsídio e que vai haver dinheiro para as outras obras programadas.

— Nós vamos ganhar dinheiro com isso, porque o carro vai ter menos espaço e para o ônibus vai ter mais espaço.

Amin também disse que irá reativar os terminais de ônibus que estão desativados para linhas interbairros.

— O ônibus vai ser beneficiado. Se faltar, vamos botar vans. Vai ter 50% de desconto e, se for pouco, vamos aumentar.

Afirmou ainda que apoia a criação do metrô de superfície e disse que irá criar mais ciclovias. Aproveitou para rebater a informação de Jorge Bornhausen (DEM) de que a Beira-Mar não teria sido construída por ele.

— A Avenida Beira-Mar, que eu inaugurei em 1985 e que eu iniciei como prefeito, está pronta para receber (o metrô). Ela precisa de uma faixa exclusiva para ônibus já e uma faixa exclusiva para o metrô.

Máquina da prefeitura

O candidato disse que irá diminuir o número de funcionários terceirizados na prefeitura e implantar a gratificação por desempenho.

— Nós não podemos ter mais terceirizados que funcionários de carreira. É o cacoete de um gestor que tem uma empresa prestadora de serviço. E, se o servidor cumpre com o seu dever, deve ser premiado.

Amin também afirmou que vai descentralizar o atendimento da prefeitura à população, que precisará de deslocar menos.

— Nós vamos levar isso a todos os distritos, inclusive na Tapera, onde vamos criar uma Intendência. E o hospital maternidade do Norte da Ilha.

ClicRBS

Written by Abobado

22 de outubro de 2008 at 14:30

Opinião no Estadão: Todo dia é Dia da Hipocrisia

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Luiz Weis

O presidente Lula, criticando os críticos da propaganda de Marta Suplicy, que perguntou se o prefeito Gilberto Kassab é casado e tem filhos, disse que ainda vai criar no Brasil o Dia da Hipocrisia. São hipócritas, argumentou, os que acusaram a candidata de explorar o preconceito contra os homossexuais – embutido naquelas perguntas, que se tornaram o acontecimento singular mais falado da campanha deste ano. Ou porque, sugeriu Lula, os acusadores fingem ignorar que a candidata tem um histórico reconhecido de combate ao preconceito, ou porque ela própria foi vítima disso (“dona Marta”, a que trocou o marido, um santo homem, por um argentino), ou ainda porque eles próprios estão entre os incuráveis portadores do preconceito antimartista.

Debater generalidades é como ler jornal numa ventania, uma exasperante perda de tempo. Mas um ponto não pode passar batido das palavras do presidente. É a conclusão implícita de que, pelo que fez, pelo que passou e por serem o que são, presumivelmente, os que lhe apontam o dedo, Marta tem direito à imunidade quando apela para o feio sentimento da homofobia, compartilhado por sabe-se lá quantos eleitores paulistanos. É irrelevante a esta altura especular se Marta autorizou ou foi surpreendida pela baixaria, como todo mundo. Candidatos têm responsabilidade objetiva pelo que os seus propagandistas levam ao ar. É irrelevante também querer dividir ao meio um fio de cabelo, contestando a alegação de que a intenção não era difamar o adversário, mas chamar a atenção para as suas zonas de sombra: em política, o que parece é.

A rigor, Lula expressou uma idéia conveniente que surge a toda hora em inumeráveis circunstâncias. É a da alegada superioridade moral das vítimas sobre os seus algozes, o que impediria até mesmo se admitir que possam ter agido como eles e condená-las por isso. Nesse sofisma, é simplesmente inconcebível, por definição, que alguém alvo de preconceitos notórios e duradouros descesse ao nível dos que os dispararam, imitando-os por um motivo ou outro. Escudados nessa ficção, Marta e o responsável pela sua propaganda, o publicitário João Santana, não viram nada de mais em dizer que a sua única falta foi a de não ter antecipado a “celeuma” que se formaria na esteira das perguntas inflamatórias. Parafraseando a citação famosa, não foi um crime, só um erro.

O que remete à criação retórica de Lula. Para o público, na política todo dia é Dia de Hipocrisia – e, em tempos de eleição, durasse o dia o dobro, dobrada seria a hipocrisia. Mas precisamente por causa dessa percepção, a manipulação do eleitorado é um exercício de resultados em geral incertos, em que a incerteza tende a aumentar quanto mais extensa a milhagem da democracia. Em 1989, na primeira eleição presidencial direta em três decênios no Brasil, por exemplo, a maioria caiu no conto do caçador de marajás – e elegeu uma fraude. É bem verdade que nunca se sabe o que o trará o dia de amanhã, mas a chance de uma nova mistificação do gênero, de iguais proporções, parece menos provável a cada ciclo eleitoral vivido pelos brasileiros – e, desde aquela eleição solteira de triste memória, já tivemos uma dezena.

Se o cidadão parte do princípio de que a hipocrisia é indissociável da vida política e da disputa pelo voto, fica menos indefeso diante do que lhe prometem os praticantes do ofício, mas não fica necessariamente mais cínico. De alguma forma, tempera o ceticismo radical do veredicto de que “são todos farinha do mesmo saco” com um senso realista da inevitabilidade da política – impossível um país funcionar sem ela – e de sua própria aptidão para influir no jogo. Costuma-se ouvir que tamanho é o desencanto de sociedade com os políticos que, se o voto se tornasse facultativo, a maioria decerto se absteria. Pode até ser. Mas, na vida real, são proporcionalmente poucos os eleitores que, obrigados ao sufrágio, aproveitam a ocasião para se desforrar da cambada de hipócritas, anulando o voto ou votando em branco.

A chamada “alienação eleitoral” não é um problema na democracia brasileira. Evidentemente, vota-se mais – e com mais convicção de que o voto fará alguma diferença – para candidatos a cargos executivos do que para o Legislativo. E a reeleição para presidente, governadores e prefeitos é outra oportunidade que o eleitor aproveita para julgar o desempenho dos políticos. Esqueçam-se por um momento as vantagens comparativas que os incumbentes têm em relação aos adversários – no limite, o proverbial “uso da máquina”. O que interessa é que o eleitor escolhe, em vez de simplesmente dar de ombros. A certeza de que os políticos são hipócritas, reforçada pela rotina dos antagonismos de ontem que se transformam em alianças para amanhã, tampouco torna o eleitor indiferente às propostas dos candidatos. Longe disso.

Intuitivamente, talvez, o público procura descontar de todas elas os seus componentes que lhe pareçam mais enganadores (o que não quer dizer que o que sobra em cada caso seja de fato a banda boa, viável, das promessas), ao mesmo tempo que, com o outro olho, acompanha o teatro eleitoral – o desempenho dos candidatos nos seus programas e, de modo especial, nos debates. Outro sinal de que o eleitor não é um pobre coitado pronto a entrar na conversa dos marqueteiros, pois não tem ilusões sobre o compromisso dos políticos com a verdade, mesmo daqueles em que vota uma vez e outra, é a freqüente consistência da distribuição dos resultados das votações para prefeito segundo um conjunto de indicadores sociais. O voto não é aleatório, como seria de esperar que fosse se as pessoas votassem como quem tira cara ou coroa entre um punhado de hipócritas.
Os eleitores, em suma, não se pautam por uma visão moralista da política – no sentido da ostentada indignação de Lula que o levou a falar em Dia da Hipocrisia. Eles conhecem o jogo e os jogadores.

Luiz Weis é jornalista

Written by Abobado

22 de outubro de 2008 at 11:15

Florianópolis – Esperidião Amin propõe reduzir valor das passagens de ônibus em horários de pico

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O candidato Esperidião Amin (PP) conversou na manhã desta terça-feira com internautas do diario.com.br. Em 45 minutos de bate-papo, o candidato respondeu perguntas dos leitores sobre assuntos como transporte público e saúde.

Durante o chat, Amin foi questionado sobre a proposta de redução da tarifa de ônibus nos horários de pico. Para o candidato, a medida depende da ampliação da frota de Florianópolis.

Ainda em relação ao transporte urbano, Amin defendeu a implantação de faixas exclusivas para ônibus e a instalação de relógios nas paradas, além da colocação de veículos mais confortáveis.

Quanto às eleições de 2010, onde será eleito o governador do Estado, Amin, que foi governador duas vezes, ressaltou que não estará na disputa.

120 pessoas participaram do chat

O chat, moderado por um jornalista do diario.com.br, teve a participação de 120 internautas — 60 fazendo perguntas —, que fizeram 214 perguntas.

Amin respondeu 28 questionamentos durante o bate-papo. As perguntas foram filtradas e ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. ClicRBS

Written by Abobado

21 de outubro de 2008 at 12:58