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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Florianópolis – "A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", diz Amin

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Para o candidato à prefeitura de Florianópolis Esperidião Amin (PP), seu opositor, Dário Berger (PMDB), mistura negócios públicos e privados e por isso há um conflito de interesses em sua administração da cidade.

Amin foi entrevistado esta manhã durante 25 minutos por Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, da rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

No primeiro bloco da entrevista, Amin disse que se candidatou para defender os interesses da cidade e afirmou haver um problema ético no fato de o prefeito ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a segurança, segundo ele, de escolas do Estado.

— Eu não tenho nada contra o Dário Berger. Mas a cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares. O prefeito é sócio da Casvig, que custa aos cofres estaduais R$ 140 milhões. Nem vou falar sobre o lençol preto, que está se desmilingüindo. O principal problema do Dário é que ele mistura negócios privados com públicos.
Segundo Amin, o dinheiro que o governo paga à empresa para segurança equivale a 1,5 vezes o valor necessário para construir a Via Expressa Sul.

— Nas escolas, quem está dentro é a Casvig. Quanto maior a insegurança da cidade, mais a Casvig fatura. Este método classifica um conflito de interesses.

Se eleito, Amin disse que irá estimular a criação de cooperativas locais para atuar na vigilância local e denunciar a atuação da empresa em escolas estaduais.

O candidato também negou os boatos de que seria dono da empresa de transporte coletivo Transol.

— Se eu fosse o dono da Transol, como a lenda dizia, também seria um conflito de interesse. Eu nunca fui, nem quero ser. Enquanto eu estiver na política, quero estimular o empreendedorismo dos outros.

Balanço da campanha

O candidato disse estar muito animado com a campanha e afirmou ter a sensação de que está cumprindo com o seu dever. Também destacou a última pesquisa do Ibope, em que Dário Berger aparece com 6 pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior e ele subiu um ponto.

— Eu acho que está resumido na pesquisa. Nós estamos subindo, o nosso adversário está caindo, o número de indecisos está aumentando e o percentual de pessoas que podem mudar de votos está aumentando. São quatro informações, todas a favor da nossa candidatura. As pesquisas mostram que o eleitor está mais confirmando o desejo de mudança que o de continuísmo.

Amin falou ainda sobre o apoio dos outros partidos às candidaturas e disse que apoiaria qualquer candidato de oposição que chegasse ao segundo turno.

— O governo do Estado deu uma prensa nos que têm cargo em comissão, empregos públicos. O PFL, PSDB, não podiam ficar contra o governo. O PT eu já disse que ia deixar livre, porque o Lula precisa do PMDB. Eu não tenho nenhuma queixa.

O candidato disse ainda que não terá dificuldade de relacionamento com outros prefeitos da região para implantar projetos de interesse da Grande Florianópolis.

Troca de acusações

Amin afirmou que sua campanha é limpa, ao contrário da de Dário Berger.

— Nós não perdemos nenhum direito de resposta. Enquanto o meu adversário forjou um jornal. O marqueteiro vai ser acionado judicialmente. Ele pegou um jornal, tirou o nome, a data e disse que eu atrasei dinheiro para creches (quando era governador).

Cooperativas

Amin disse que vai estimular a criação de cooperativas em diversas áreas de trabalho.

— Vamos fazer nos Ingleses uma cooperativa de vigilância. Vamos treinar, aproveitar os moradores da região. O que não tem cabimento é que escolas do Estado recebem merenda de outro estado, uniforme, e ter uma só empresa de segurança. Cooperativas para fazer as casas do Maciço do Morro da Cruz, criar cooperativas de papeleiros, para fazer a reciclagem. Vamos deixar as pessoas ganharem dinheiro, e não o grande empresário.

Obras e ônibus

Entre as obras que o candidato disse que irá realizar estão a Via Expressa Sul, o elevado em frente ao terminal Rita Maria, a Beira-Mar Continental, a duplicação da Rua Antônio Edu Vieira e a duplicação da Via Expressa (BR-282). Também explicou a proposta de reduzir em 50% o valor da passagem de ônibus nos horários de pico.

— Isso (as obras) não vai ficar pronto em seis meses. O que eu posso fazer já: 50% de redução da passagem no horário de pico.

Ele explicou que o valor será pago através de subsídio e que vai haver dinheiro para as outras obras programadas.

— Nós vamos ganhar dinheiro com isso, porque o carro vai ter menos espaço e para o ônibus vai ter mais espaço.

Amin também disse que irá reativar os terminais de ônibus que estão desativados para linhas interbairros.

— O ônibus vai ser beneficiado. Se faltar, vamos botar vans. Vai ter 50% de desconto e, se for pouco, vamos aumentar.

Afirmou ainda que apoia a criação do metrô de superfície e disse que irá criar mais ciclovias. Aproveitou para rebater a informação de Jorge Bornhausen (DEM) de que a Beira-Mar não teria sido construída por ele.

— A Avenida Beira-Mar, que eu inaugurei em 1985 e que eu iniciei como prefeito, está pronta para receber (o metrô). Ela precisa de uma faixa exclusiva para ônibus já e uma faixa exclusiva para o metrô.

Máquina da prefeitura

O candidato disse que irá diminuir o número de funcionários terceirizados na prefeitura e implantar a gratificação por desempenho.

— Nós não podemos ter mais terceirizados que funcionários de carreira. É o cacoete de um gestor que tem uma empresa prestadora de serviço. E, se o servidor cumpre com o seu dever, deve ser premiado.

Amin também afirmou que vai descentralizar o atendimento da prefeitura à população, que precisará de deslocar menos.

— Nós vamos levar isso a todos os distritos, inclusive na Tapera, onde vamos criar uma Intendência. E o hospital maternidade do Norte da Ilha.

ClicRBS

Written by Abobado

22 de outubro de 2008 at 14:30

Opinião no Estadão: Todo dia é Dia da Hipocrisia

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Luiz Weis

O presidente Lula, criticando os críticos da propaganda de Marta Suplicy, que perguntou se o prefeito Gilberto Kassab é casado e tem filhos, disse que ainda vai criar no Brasil o Dia da Hipocrisia. São hipócritas, argumentou, os que acusaram a candidata de explorar o preconceito contra os homossexuais – embutido naquelas perguntas, que se tornaram o acontecimento singular mais falado da campanha deste ano. Ou porque, sugeriu Lula, os acusadores fingem ignorar que a candidata tem um histórico reconhecido de combate ao preconceito, ou porque ela própria foi vítima disso (“dona Marta”, a que trocou o marido, um santo homem, por um argentino), ou ainda porque eles próprios estão entre os incuráveis portadores do preconceito antimartista.

Debater generalidades é como ler jornal numa ventania, uma exasperante perda de tempo. Mas um ponto não pode passar batido das palavras do presidente. É a conclusão implícita de que, pelo que fez, pelo que passou e por serem o que são, presumivelmente, os que lhe apontam o dedo, Marta tem direito à imunidade quando apela para o feio sentimento da homofobia, compartilhado por sabe-se lá quantos eleitores paulistanos. É irrelevante a esta altura especular se Marta autorizou ou foi surpreendida pela baixaria, como todo mundo. Candidatos têm responsabilidade objetiva pelo que os seus propagandistas levam ao ar. É irrelevante também querer dividir ao meio um fio de cabelo, contestando a alegação de que a intenção não era difamar o adversário, mas chamar a atenção para as suas zonas de sombra: em política, o que parece é.

A rigor, Lula expressou uma idéia conveniente que surge a toda hora em inumeráveis circunstâncias. É a da alegada superioridade moral das vítimas sobre os seus algozes, o que impediria até mesmo se admitir que possam ter agido como eles e condená-las por isso. Nesse sofisma, é simplesmente inconcebível, por definição, que alguém alvo de preconceitos notórios e duradouros descesse ao nível dos que os dispararam, imitando-os por um motivo ou outro. Escudados nessa ficção, Marta e o responsável pela sua propaganda, o publicitário João Santana, não viram nada de mais em dizer que a sua única falta foi a de não ter antecipado a “celeuma” que se formaria na esteira das perguntas inflamatórias. Parafraseando a citação famosa, não foi um crime, só um erro.

O que remete à criação retórica de Lula. Para o público, na política todo dia é Dia de Hipocrisia – e, em tempos de eleição, durasse o dia o dobro, dobrada seria a hipocrisia. Mas precisamente por causa dessa percepção, a manipulação do eleitorado é um exercício de resultados em geral incertos, em que a incerteza tende a aumentar quanto mais extensa a milhagem da democracia. Em 1989, na primeira eleição presidencial direta em três decênios no Brasil, por exemplo, a maioria caiu no conto do caçador de marajás – e elegeu uma fraude. É bem verdade que nunca se sabe o que o trará o dia de amanhã, mas a chance de uma nova mistificação do gênero, de iguais proporções, parece menos provável a cada ciclo eleitoral vivido pelos brasileiros – e, desde aquela eleição solteira de triste memória, já tivemos uma dezena.

Se o cidadão parte do princípio de que a hipocrisia é indissociável da vida política e da disputa pelo voto, fica menos indefeso diante do que lhe prometem os praticantes do ofício, mas não fica necessariamente mais cínico. De alguma forma, tempera o ceticismo radical do veredicto de que “são todos farinha do mesmo saco” com um senso realista da inevitabilidade da política – impossível um país funcionar sem ela – e de sua própria aptidão para influir no jogo. Costuma-se ouvir que tamanho é o desencanto de sociedade com os políticos que, se o voto se tornasse facultativo, a maioria decerto se absteria. Pode até ser. Mas, na vida real, são proporcionalmente poucos os eleitores que, obrigados ao sufrágio, aproveitam a ocasião para se desforrar da cambada de hipócritas, anulando o voto ou votando em branco.

A chamada “alienação eleitoral” não é um problema na democracia brasileira. Evidentemente, vota-se mais – e com mais convicção de que o voto fará alguma diferença – para candidatos a cargos executivos do que para o Legislativo. E a reeleição para presidente, governadores e prefeitos é outra oportunidade que o eleitor aproveita para julgar o desempenho dos políticos. Esqueçam-se por um momento as vantagens comparativas que os incumbentes têm em relação aos adversários – no limite, o proverbial “uso da máquina”. O que interessa é que o eleitor escolhe, em vez de simplesmente dar de ombros. A certeza de que os políticos são hipócritas, reforçada pela rotina dos antagonismos de ontem que se transformam em alianças para amanhã, tampouco torna o eleitor indiferente às propostas dos candidatos. Longe disso.

Intuitivamente, talvez, o público procura descontar de todas elas os seus componentes que lhe pareçam mais enganadores (o que não quer dizer que o que sobra em cada caso seja de fato a banda boa, viável, das promessas), ao mesmo tempo que, com o outro olho, acompanha o teatro eleitoral – o desempenho dos candidatos nos seus programas e, de modo especial, nos debates. Outro sinal de que o eleitor não é um pobre coitado pronto a entrar na conversa dos marqueteiros, pois não tem ilusões sobre o compromisso dos políticos com a verdade, mesmo daqueles em que vota uma vez e outra, é a freqüente consistência da distribuição dos resultados das votações para prefeito segundo um conjunto de indicadores sociais. O voto não é aleatório, como seria de esperar que fosse se as pessoas votassem como quem tira cara ou coroa entre um punhado de hipócritas.
Os eleitores, em suma, não se pautam por uma visão moralista da política – no sentido da ostentada indignação de Lula que o levou a falar em Dia da Hipocrisia. Eles conhecem o jogo e os jogadores.

Luiz Weis é jornalista

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22 de outubro de 2008 at 11:15

Florianópolis – Esperidião Amin propõe reduzir valor das passagens de ônibus em horários de pico

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O candidato Esperidião Amin (PP) conversou na manhã desta terça-feira com internautas do diario.com.br. Em 45 minutos de bate-papo, o candidato respondeu perguntas dos leitores sobre assuntos como transporte público e saúde.

Durante o chat, Amin foi questionado sobre a proposta de redução da tarifa de ônibus nos horários de pico. Para o candidato, a medida depende da ampliação da frota de Florianópolis.

Ainda em relação ao transporte urbano, Amin defendeu a implantação de faixas exclusivas para ônibus e a instalação de relógios nas paradas, além da colocação de veículos mais confortáveis.

Quanto às eleições de 2010, onde será eleito o governador do Estado, Amin, que foi governador duas vezes, ressaltou que não estará na disputa.

120 pessoas participaram do chat

O chat, moderado por um jornalista do diario.com.br, teve a participação de 120 internautas — 60 fazendo perguntas —, que fizeram 214 perguntas.

Amin respondeu 28 questionamentos durante o bate-papo. As perguntas foram filtradas e ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. ClicRBS

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21 de outubro de 2008 at 12:58

Florianópolis – Dário Berger promete ampliar sistema de tratamento de esgoto

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O prefeito de Florianópolis e candidato do PMDB à reeleição, Dário Berger, promete ampliar de 45% para 80% o número de ruas com tratamento de esgoto na Capital.

A declaração foi dada durante a série de entrevistas online do diario.com.br na manhã desta segunda-feira. O candidato respondeu perguntas de 90 internautas que participaram do chat durante 45 minutos. Mais de 220 dúvidas não foram respondidas por falta de tempo.

Antes de serem encaminhadas ao entrevistado, as questões foram filtradas por um jornalista do diario.com.br. Ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Nesta terça-feira é a vez de Esperidião Amin (PP), também às 11h.

Segurança

Para minimizar os problemas de violência e segurança na Capital, o candidato do PMDB pretende levar para outros morros de Florianópolis os projetos sociais implantados no Maciço do Morro da Cruz durante o atual mandato.

Tapete preto

Dário Berger disse que com a Operação Tapete Preto asfaltou cerca de 700 ruas em Florianópolis e se compromete a pavimentar o restante caso seja reeleito.

Transportes

O candidato aposta em transportes alternativos para desafogar o trânsito em Florianópolis e promete fazer 100 quilômetros de ciclovias nos próximos quatro anos. Para solucionar os problemas de congestionamento no Sul da Ilha de Santa Catarina, Dário quer construir o elevado no trevo da Seta e criar uma terceira pista na SC-405. ClicRBS

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20 de outubro de 2008 at 12:58

Briga de foice pelo poder

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Ipojuca Pontes

A política é a atividade superior do homem que tem por objetivo  definir e propiciar a melhor direção dos negócios públicos, certo? Errado. Errado pra cachorro. Exemplo? Em São Paulo e Rio de Janeiro, nesta segunda fase da refrega eleitoral pela posse das duas prefeituras mais ricas do país, a “arte de bem governar” virou, entre os respectivos candidatos, uma tremenda briga de foice no escuro. De fato, uma batalha incruenta, onde vale tudo, inclusive (como diria o caudilho Brizola, ao medir a ambição política do Dr. Lula) “pisar o pescoço da mãe”. 

Certo, justifica-se, está em jogo o usufruto de receitas tributárias que envolvem bilhões de reais a cada mês, empregos de familiares e companheiros, mordomias sem fim, banquetes infindáveis, viagens internacionais, folguedos do carnaval, bons negócios com empreiteiras compreensivas – para não falar no fanal de luz que pode levar o eleito à governança do Estado e até à Presidência da República. Então, com perdão da palavra, por que titubear? Diante de um quadro tão inebriante quanto dionisíaco, o que representa, na ética política em andamento, um simples pisar de pescoço – seja da própria mãe ou da mãe do adversário? Nada, um zero a esquerda.  

No Rio de Janeiro temos o caso do candidato Eduardo Paes, o típico carreirista político. De esquerda, ele começou no ecológico Partido Verde. Para subir na hierarquia da atividade, ingressou no DEM (ex-PFL), tido como “de direita”, onde, pelas mãos do blogueiro César Maia, foi feito Secretário do Meio Ambiente (e, devido a irregularidades, está sendo processado por improbidade administrativa). Em seguida, para se fazer deputado federal, bandeou-se para o PSDB. Pelo empenho, tornou-se  líder do partido no período da CPI dos Correios. Nela, diante dos holofotes, denunciou veemente o socialista Lula da Silva como o agente beneficiário por trás da “quadrilha organizada” instalada em Brasília (aventou, até, o seu impeachment), sem livrar a cara de Lulinha, o filho, transformado em milionário da noite para o dia.  

Mas em política a grande meta (negócio) é o poder executivo. Para ser candidato a prefeito da cidade, Paes largou o tucanato e ingressou no PMDB pelas mãos de Sérgio Cabral, o governador leninista e generoso anfitrião noturno de Lula, que se mostrou reticente com as pretensões do algoz. O que, vale dizer, não representou obstáculo algum. Para obter o aval de Sua Santidade, Paes não pensou duas vezes: escreveu copiosa carta ao Soberano pedindo desculpas pelas palavras impensadas – desculpas, claro, extensivas à D. Marisa e ao herdeiro (milionário) Lulinha.    

Mas em matéria de pragmatismo abjeto o candidato Gabeira, que ficou famoso por seqüestrar o embaixador americano Charles Elbrick, usar tanga e calçar sandálias tecidas com folha de maconha, não fez por menos. Flagrado pela mídia tecendo críticas por telefone à vereadora aliada, Lucinha – a mais bem votada da zona oeste da cidade, a quem chamou de “analfabeta política de visão suburbana” -, Gabeira, pensando nos votos da companheira, apresentou um maroto pedido de desculpas, tal como fez o seu adversário Paes. Enviando o pedido de desculpas em nota à imprensa, o candidato verde, antigo “pauteiro” de jornal, não perdeu espaço e ainda prometeu se empenhar na “valorização e o crescimento dos subúrbios da cidade”. 

Em São Paulo, por sua vez, a luta pelo poder entre as facções atinge a chamada região do baixo-ventre. Diante da flagrante vantagem eleitoral do candidato Gilberto Kassab (DEM-SP), o programa de propaganda televisivo da candidata Marta Suplicy (PT-SP) interrogou, com malícia, se o adversário era casado e tinha filhos – mesmo sabendo, com antecipação, que ele não era casado e muito menos pai de filho.

A pergunta, claro, dizia respeito à macheza do candidato, a ser interpretada assim: pode um sujeito ao qual se coloca dúvida sobre a sua masculinidade ser prefeito de São Paulo? (De minha parte, creio que sim, pois Edward Koch, judeu e homossexual, governou a cidade de New York durante dez anos – de 1977 a 1987 – com o aplauso dos seus habitantes). 

A indagação torna-se mais irônica, ou indecente, quando se sabe que Marta Suplicy é “sexóloga progressista”, que faz figura e hora na vida política por supostamente defender “as minorias” de todos os tons e matizes. Sobrelevado o fato de que, há poucos anos, no posto de prefeita, a atual ministra de Turismo de Lula arrostou escandaloso adultério quando trocou o brando marido (Eduardo Suplicy) pela galanteria do aspone Luís Fabre, dito revolucionário da Quarta Internacional, mas, na realidade, nascido “em la Boca” da vizinha Buenos Aires sob o batismo de Felipe Belisário Wermus (sendo acusado de possuir contas em paraísos fiscais abastecidas com dinheiro proveniente do superfaturamento da coleta do lixo administrado pelas prefeitura do PT).

Já o prefeito Kassab – que, embora “de direita”, fez vultosa doação de campanha ao PCdoB – não deixa de ser figura curiosa. Interrogado por um repórter de jornal se era ou não homossexual, achou por bem negar, dando-se ao luxo de um sorriso à Mona Lisa, depois. Talvez por isso, levando-se em conta o conservadorismo da sociedade, o candidato do DEM tenha perdido cinco pontos de vantagem na disputa contra a “sexóloga progressista” do PT. Os dezessete pontos iniciais de vantagem reduziram-se a uma dúzia.

Desde que Maquiavel, ele mesmo um pilantra, demonstrou a notória oposição entre a ética política e a ética religiosa – aquela que nos ensina a não roubar, matar ou desejar a mulher do próximo -, os políticos encontraram um sólido lastro teórico para justificar suas patifarias. Vale tudo, inclusive pisar o pescoço da mãe, pois, como ficou consagrado, o objetivo é tomar o poder para se “promover o bem comum”. Mídia sem Máscara

Written by Abobado

20 de outubro de 2008 at 11:56

Dário Berger e Joares Silveira trocam idéias

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Você vai ouvir agora um diálogo, por telefone, entre o vereador Joares Silveira e o prefeito Dário Berger. Falam sobre a cidade. O diálogo é extremamente esclarecedor no sentido que mostra bem como são e como agem os nossos políticos, vereadores e prefeito. Como encaram os problemas de Florianópolis e como defendem os seus interesses e de “amigos” contra os interesses da cidade. As gravações foram feitas durante a Operação Moeda Verde. Espere 13 segundo para iniciar o show. Clique aqui e confira. Do CangaBlog

Comentário: É desta forma que essa gente trata os interesses da população. É por isso que querem se perpetuar no poder a todo custo. Não estão nem aí pra moral, ética e qualquer outro adjetivo que sugira um pouco de probidade ou transparência com a coisa pública.

É por essas e outras que devemos mudar a atual condução de nossa Prefeitura Municipal. Dário Berger não tem mais as mínimas condições de continuar comandando os destinos de nossa cidade.

Written by Abobado

19 de outubro de 2008 at 18:03

César Valente: A falência dos partidos

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Este segundo turno em Florianópolis será interessante de se acompanhar, porque vai ser uma daquelas eleições em que se poderá avaliar que tipo de influência terão os partidos políticos no comportamento do eleitor.

Votar em nomes, considerar a pessoa do candidato, em vez das suas posições políticas ou mesmo da sua folha corrida, é uma tendência que vem se consolidando a cada eleição. O sujeito votou no Cesar Jr, ou no Amin, ou na Angela, ou no Dário e, se perguntar direitinho qual é o partido (coligação, então, nem pensar), é capaz da maioria não saber.

Agora, para ganhar espaço, mostrar serviço e aparecer bem na foto, os dirigentes partidários estão fazendo seus jogos. Usam a “unidade partidária” como bandeira, mas estão mesmo é preocupados com o dia de amanhã e com a conta do supermercado. E aí anunciam que “o partido decidiu apoiar” como se estivessem transferindo, automaticamente, os votos de um curral eleitoral. E, em alguns casos, o “partido” é uma ficção e os votos que diz ter são de algum candidato, cujos eleitores provavelmente nem sabem que estão sendo ofertados como um dote.

No caso específico do Dário Berger, os partidos políticos estão todos (inclusive o PMDB) numa situação muito desconfortável. Eles sabem que o candidato é daqueles que não dá muita bola pra partido político. Sempre que a estrutura partidária oferece alguma resistência aos planos da família ou não atende às necessidades, eles mudam. Sem drama (da parte deles) e sem remorso. O partido que é “abandonado” fica amuado, choroso, lamentando a perda de um candidato com recursos e com votos, combinação rara e muito valorizada no mercado eleitoral. Foi assim com o PTB, com o PFL e com o PSDB e naturalmente, mais dia, menos dia, será com o PMDB.

Os Berger identificaram essa tendência personalista do eleitorado e estão aproveitando a onda, mantendo-se, o mais possível, descolados das legendas. Usam-nas apenas porque a legislação obriga. Então, é engraçado ver os partidos todos paparicando o candidato, tentando assegurar, para ele, para si e para os eleitores, que a vitória do Dário, se ocorrer, será devido ao grande esforço das direções partidárias, que forneceram os votos necessários, colhidos nas suas disciplinadas hostes.

Bom, este é o jogo (pelo menos como consigo ver, aqui do meu canto) e o futuro dará as informações que podem complementar o quadro: tanto apreço dos partidos pela candidatura conseguirá sensibilizar os Berger a ponto de torná-los mais partidários e menos individualistas? O eleitor que votou contra o Dário no primeiro turno mudará o voto no segundo turno? E, se o fizer, terá sido por “orientação partidária” ou porque também não gosta do Amin?

Antes de encerrar: refiro-me “aos Berger” sem qualquer conotação pejorativa. Até onde consegui observar – e sempre observei de longe – há, na família, uma precisa e eficiente divisão de tarefas. Agem sempre coordenadamente e complementarmente. O Dilmo toca as empresas e fica fora dos holofotes, o Djalma e o Dário exercem os mandatos e a Dona Rose, que, a meu ver, é o gênio político (já falei aqui, é articulada, fala muito melhor que o Djalma e o Dário, sabe exatamente onde atuar e de que forma), não é só uma primeira dama. E ninguém está brincando. Trata-se de um projeto de longo prazo, estruturado e executado segundo as melhores técnicas de marketing político. De Olho na Capital

Written by Abobado

10 de outubro de 2008 at 15:06