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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Por que quero ser presidente do Brasil

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Chego ao final desta longa caminhada honrado pela livre vontade dos brasileiros de representar o sonho da mudança que move o país. Em cada pedaço de chão por onde caminhei, tive o privilégio de me encontrar com o Brasil de verdade e de ver transmudadas frustrações e desalento em indignação e novas esperanças, que alimentaram meu espírito e tornaram ainda mais vivas as nossas grandes causas.

Obstinadamente, procuramos cumprir o nosso dever. Mergulhamos na realidade nacional e em problemas gigantescos, que se eternizaram pela incúria do atual ciclo de poder. Repete-se hoje o que já vimos: uma década perdida e sonhos de futuro adiados pelas circunstâncias ou pela conveniência.

Ao final, a constatação é a de que há quase tudo a ser feito e resta intocada uma grandiosa dívida social para com os brasileiros que querem melhorar de vida. Um novo e definitivo salto de desenvolvimento acabou engolfado pela má gestão, pelo desapreço ao planejamento, pelo aparelhamento do Estado, nenhum compromisso com o resultado e um projeto de país.

O nosso povo cobra uma nova e corajosa condução da economia nacional, capaz de reverter a posição do mais promissor entre os países emergentes, agora adernado na lanterna do crescimento, sem credibilidade e confiança, em plena recessão.

A estabilidade duramente conquistada fraqueja, atingida pela inflação. A balança comercial no vermelho e a desindustrialização em curso destroem a nossa indústria e nos roubam os melhores empregos.

Quase nenhum passo foi dado para resgatar da precariedade a nossa infraestrutura. Nesse campo, a paisagem é desoladora: obras pela metade, com orçamentos decuplicados, abandonadas pelo caminho.

No campo social, crises desrespeitam os cidadãos que mais precisam: hospitais públicos afundados em insuficiências, repletos de doentes sem atendimento digno! Persistem as filas para consultas, exames, cirurgias e remédios.

No campo da segurança, prevalece a omissão. O governismo abdicou da responsabilidade de coordenar uma efetiva política nacional e assiste, impassível, à tragédia de 56 mil assassinatos por ano, terceirizando responsabilidades a Estados e municípios endividados. Estamos perdendo uma geração inteira de jovens brasileiros, vítimas ou aliciados pelo crime.

Dos gabinetes em Brasília anunciou-se o fim da miséria, atropelando a realidade de um país ainda desigual. Essas, entre outras, são realidades do Brasil que hoje define seu futuro. Contentaram-se com a gestão diária da pobreza para instrumentalizá-la, como fazem agora, chantageando os beneficiários dos programas sociais com o tradicional terrorismo petista.

Para fazer a grande mudança que o país exige, será preciso mais do que propostas inovadoras e eficientes de boa governança. O primeiro passo é o resgate de princípios e valores cruciais — ética, transparência e planejamento público, qualidade dos gastos do Estado, do controle de resultados e tolerância zero com a corrupção. Acrescento ainda uma inédita audição da nossa sociedade, para tornar efetiva a participação dos cidadãos nos destinos do país.

Uma nova agenda se impõe.

No plano da gestão, é preciso acabar com o gigantismo e desperdícios de um governo com 39 ministérios e milhares de cargos de confiança, que servem a todos os interesses, menos ao interesse público.

A prioridade é cuidar das grandes emergências em duas áreas capitais — saúde e segurança —, que não podem esperar. Delas depende a vida das pessoas.

A retomada do crescimento demanda uma economia saudável e previsível, que não penaliza quem trabalha e produz, e um governo que guarda com zelo as políticas que estão sob sua responsabilidade. A primeira delas é gastar menos com o governo para poder investir mais na população.

Simultaneamente, temos que construir uma agenda para o futuro, que depende de uma nova escola e de um salto na qualidade da educação pública. Sem educação transformadora, nenhum sonho de desenvolvimento se tornará real e possível.

AÉCIO NEVES, 54, senador por Minas Gerais, é candidato à Presidência da República pelo PSDB

Written by Abobado

26 de outubro de 2014 at 09:10

Petralhas — Uma campanha movida a mentiras

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Ao mesmo tempo em que manipula índices e esconde dados desfavoráveis para não prejudicar o governo, a campanha de Dilma, capitaneada pelo ex-presidente Lula, dissemina falsas acusações em série contra Aécio Neves, com o objetivo de se manter no poder

Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial de 2002, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela construção do ‘Lulinha paz e amor”, fez uma declaração que viria a se tornar uma espécie de mantra do marketing político. “A democracia brasileira amadureceu e agora está provado que quem bate perde”, afirmou o publicitário traçando um paralelo com a eleição de 1989, quando Fernando Collor de Melo promoveu uma campanha de mentiras e ataques pessoais para derrotar Lula. Depois de 12 anos no poder, o PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, candidata à releição, resolveram desafiar esse mantra e trazem à disputa eleitoral uma sucessão de agressões e mentiras contra seus principais oponentes jamais vista na história recente do País. Também se valem do aparelhamento instalado no governo federal para manipular dados e esconder todos os indicadores que possam prejudicar a candidatura oficial, atentando contra a credibilidade de instituições como o Ipea e o IBGE. “O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, afirma a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB derrotada no primeiro turno. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.”

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SEM LIMITES
Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado
acusações sem qualquer fundamento contra o adversário,
Aécio Neves, em comícios pelo País

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos. No sábado 18, durante comício em Belo Horizonte (MG), Lula acusou Aécio de usar violência contra as mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, discursou o ex-presidente, referindo-se ao senador mineiro. No discurso, chamou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (…) É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado”.

No mesmo palanque, Lula, que como presidente da República determinou que o repórter Larry Rohter, do “New York Times”, fosse expulso do Brasil depois de publicar uma reportagem que o acusava de trabalhar sob efeito de álcool, insinuou que Aécio tem o hábito de dirigir embriagado, pois teria se recusado a se submeter ao teste do bafômetro em uma blitz de trânsito no Rio de Janeiro. A questão é que o candidato tucano já tratou desse tema publicamente. Disse que se arrepende de não ter feito o teste e que estava conduzindo o carro com a carteira de habilitação vencida. Ainda em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula comparou Aécio a Carlos Lacerda, o histriônico líder da oposição a Getúlio Vargas, e voltou a mentir ao acusar o tucano de perseguir professores. “Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais”, disse Lula.

É comum que nas campanhas eleitorais os discursos ganhem tons mais enfáticos. Isso, no entanto, não explica as calúnias cuidadosamente elaboradas pelos marqueteiros da campanha de Dilma. No caso do comício em Belo Horizonte, antes de Lula subir ao palanque, o mestre de cerimônias do evento sinalizou em que se transformaria aquele ato. Ele leu uma carta de uma suposta psicóloga atribuindo a Aécio Neves a prática de espancar mulheres. Acusou o tucano de ter “transtorno mental”, chamando-o de “ser desprezível, cafajeste e playboy mimado”. Na verdade, os ataques proferidos pelo ex-presidente fazem parte de uma bem articulada estratégia de campanha. Na terça-feira 21, três dias depois do comício, as ruas do centro de Belo Horizonte amanheceram repletas de grandes cartazes anônimos com os dizeres em letras amarelas em um fundo negro: “Você vota em candidato que agride mulher?”. É assim, insistindo na mentira, que o PT procura induzir o eleitor e desconstruir os adversários.

Na quinta-feira 23, o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem criticando o debate político na reta final das eleições no Brasil. O jornal constatou que o PT vem usando “táticas de difamação” contra seus opositores e cita diversas vezes a ex-senadora Marina Silva como a primeira vítima desse estratagema. “Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que ela, que é evangélica, iria proibir videogames”, diz o texto do “Financial Times”. “Uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”, afirmou Marina ao jornal. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil, que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar”, conclui o jornal.

Os exemplos dessa campanha montada em mentiras são inúmeros. Na terça-feira 21, em comício no Recife (PE), Lula usou das calúnias para impor a campanha do medo, apontando o adversário como alguém interessado em dividir o País entre ricos e pobres, Norte e Sul, etc., recurso que, na verdade, o próprio Lula costuma usar sempre que se vê politicamente acuado ou ameaçado de perder o poder. No palanque, o ex-presidente chegou ao cúmulo de comparar Aécio e o PSDB a nazistas. “Eles (Aécio e o PSDB) agridem a gente (nordestinos) como os nazistas na Segunda Guerra Mundial. São mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo.” O discurso provocou indignação. A Federação Israelita de São Paulo e outras entidades judaicas condenaram veementemente as declarações. Alheio às críticas, em seu Twitter, Lula também vem espalhando o terror e na semana passada postou: “O governo do PSDB significa o genocídio da juventude negra”. A escalada das ofensas parece não ter limites para o PT. Na quinta-feira 23, durante ato público no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), Lula disse que Aécio nunca trabalhou na vida e que os tucanos gostariam de transformar o Brasil em um país como o da época do Império, quando os pobres não podiam votar. “Antes de terminar o Império só podia votar quem tinha uma determinada quantia de dinheiro. Pobre não votava, índio não votava, analfabeto não votava. É esse o país que eles querem”, disse Lula. No mesmo ato, antes de subir em um carro de som, o ex-presidente voltou a afirmar o que repetidamente vem sendo dito pela candidata Dilma Rousseff: Aécio, se eleito, vai acabar com o Bolsa Família. Na verdade, e Lula sabe muito bem, o senador tucano já apresentou projeto no Congresso que transforma o Bolsa Família em lei, não podendo ser encerrado por qualquer que seja o presidente. Além de Lula, em diversos atos de campanha, a candidata Dilma vem pessoalmente praticando o terrorismo eleitoral. A presidenta já assegurou aos eleitores que Aécio planeja privatizar instituições como Banco do Brasil, Petrobras, os Correios, Caixa Econômica, entre outras, embora o programa de governo apresentado pelo tucano defenda o fortalecimento dessas instituições.

O vale-tudo do PT na reta final da campanha já pode ser constatado em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira 23, no Rio, diversos panfletos apócrifos foram apreendidos com um texto colocando o adversário como um “candidato contra o Rio”. Em São Paulo, surgiram nas proximidades da estação do metrô Ana Rosa e também na região da rua Augusta cartazes com os seguintes dizeres: “Aécio é o atraso para o Brasil”. Outro define o tucano como “o inimigo número 1 da educação”.

Não bastassem as mentiras e o terror, a campanha de Dilma também faz um flagrante uso da máquina pública, inclusive manipulando dados sobre a real situação do País. Por causa disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vive uma de suas maiores crises. O instituto foi proibido de divulgar um estudo com dados sobre a miséria social no Brasil, levantado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Os dados revelariam que os números apresentados pela campanha petista não correspondem à realidade. Temendo possíveis reflexos eleitorais, o Ipea só foi autorizado a divulgar a pesquisa depois das eleições. Ação totalitária fez com que o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, pedisse a exoneração do cargo. Não se trata do primeiro estudo preso nas gavetas do Ipea. Em setembro foi engavetado outro levantamento, feito com base nos dados das declarações de Imposto de Renda de brasileiros, que mostrava que a concentração de renda havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. São dados que contrariam o discurso recorrente dos governos petistas.

Também em relação aos indicadores da educação, o governo de Dilma vem usando a chamada prática de Ricupero, ex-ministro do governo Itamar: o que é bom a gente divulga, o que é ruim a gente esconde. As divulgações de dados negativos que poderiam prejudicar a campanha petista foram simplesmente adiadas. Informações atualizadas sobre o desempenho dos estudantes brasileiros em português e matemática e números sobre a arrecadação de tributos só se tornarão públicos depois do segundo turno. Dados sobre o desmatamento e o verdadeiro contingente de miseráveis no Brasil também estão suspensos. No caso da educação, os índices obtidos através de um exame nacional a que são submetidos sete milhões de alunos a cada dois anos tradicionalmente são mostrados até o mês de agosto. Este ano foi diferente. Em setembro, o Ministério da Educação divulgou o indicador que tem como base o ano de 2013, mas não mostrou o resultado em cada disciplina. A divulgação sobre a arrecadação de tributos, normalmente divulgada até o dia 25 de cada mês, também está atrasada.

Sobre o desmatamento, os números que historicamente são revelados mensalmente seguem o mesmo roteiro. Os indicadores referentes a agosto e setembro só serão conhecidos em novembro, depois de terminada a eleição. ONGs internacionais têm afirmado que o índice teria subido 191% entre 2013 e 2014. É assim, com o uso da máquina pública, manipulação de dados oficiais e uma sucessão de mentiras e falsas acusações que o PT, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff procuram se manter no poder. 

ISTOÉ Online

Quem erra menos acerta mais – Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra Aécio na reta final da campanha com 54,6% das intenções de voto, enquanto a petista soma 45,4%

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Aécio Neves seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse hoje

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.

De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.

Para conquistar os indecisos as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB e ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio de Janeiro a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidente. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os últimos programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque, as pesquisas internas mostram a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.

No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, ao invés de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação — como costumava fazer o partido em eleições passadas — os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d’água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter á frente do tucano no Estado.

PESQUISA ISTOÉ/Sensus
Realização: Sensus
Registro na Justiça Eleitoral: BR-01166/2014
Entrevistas: 2.000, em cinco regiões, 24 estados e 136 municípios do País
Metodologia: Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo: De 21 a 24 de outubro
Margem de erro: +/- 2,2%
Confiança: 95%

ISTOÉ Online

Written by Abobado

24 de outubro de 2014 at 12:54

Contra baixaria petralha, Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV

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Candidato do PSDB pede que eleitor ‘não tenha medo do PT’ em referência à onda de boatos sobre o fim de programas sociais se ele for eleito

Bombardeado desde o último final de semana por ataques pessoais feitos pelo PT, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez um longo depoimento em seu programa eleitoral na TV apontando "a onda de calúnias" propaladas contra ele na reta final da eleição. O tucano exibiu mensagens de apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia aérea em agosto.

Marina afirmou que foi vítima na primeira etapa da eleição dos ataques feitos pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff que agora se repetem contra o tucano. "Eduardo Campos e eu fomos vítimas da mesma estratégia destrutiva que agora é usada contra Aécio", disse. "Não se deixem intimidar pela campanha que a candidata Dilma está fazendo", completou. Na sequência, Renata Campos também deixou mensagem afirmando que Aécio "não representa um partido, mas um conjunto de forças que se juntaram no segundo turno".

Aécio lembrou a artilharia desferida pelo PT a Eduardo Campos e afirmou que "as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora dizem o mesmo sobre ele". Foi um recado direto ao ex-presidente Lula, que tem capitaneado a onda de baixarias em comícios pelo país — algo lamentável para um ex-presidente da República. Além de chamar o tucano de "playboy", Lula tem dito que o tucano é violento com mulheres: "Fui acusado de comportamento criminoso, de ser desrespeitoso com as mulheres, uma ofensa à minha esposa e à minha filha".

O tucano ainda citou o terrorismo eleitoral feito pelo PT, que desde o início da campanha espalha o discurso do medo, segundo o qual programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida serão encerrados se o PT deixar o poder e bancos públicos serão privatizados. "Não podemos ter medo do PT. Eu não tenho medo do PT", disse.

Veja Online

Aécio: Lula ‘apequena sua biografia’ ao promover baixaria

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Candidato do PSDB tem sido atacado diariamente pelo ex-presidente, que assumiu o papel de capitanear a baixaria na reta final da campanha

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira o papel desempenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições deste ano. Desde o último final de semana, Lula tornou-se protagonista da baixaria promovida contra o PSDB.

“O Lula não está disputando a eleição, eu o ignoro. Mas lamento apenas que um ex-presidente da República se permita cumprir um papel tão inexpressivo como o que ele vem cumprindo no final dessa campanha eleitoral”, disse Aécio, numa rara menção ao petista. “É triste para sua própria biografia. Só quem perde com isso é ele, que apequena sua biografia com ataques torpes e absurdos”, completou.

Embora não seja candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Lula tem feito ataques pessoais a Aécio, a quem chamou de "filhinho de papai" e insinuou que agride mulheres. "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula em Belo Horizonte no último sábado. O ex-presidente também comparou o tucano a Fernando Collor de Melo, candidato que em 1989 que protagonizou baixarias contra o próprio petista e, ironicamente, hoje é seu aliado. Nesta terça, o petista chegou ao ponto de comparar tucanos a nazistas.

Para minimizar o terrorismo eleitoral disseminado pelo PT, Aécio Neves reiterou nesta quarta o compromisso de manter programas sociais, como o Bolsa Família, fortalecer o papel dos bancos públicos, acabar com o aparelhamento da máquina estatal e discutir um mecanismo para acabar com o fator previdenciário. “Nessa reta finalíssima da campanha é hora de reiterarmos alguns compromissos: o primeiro deles é o compromisso de garantir a continuidade dos programas sociais em andamento, em especial do Bolsa Família. O segundo, o compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, com a sua profissionalização e com a valorização dos servidores de carreira. Falo isso, em especial, aos servidores da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES e de empresas públicas, como os Correios, a Petrobras e a Eletrobras”, disse. “Quero reiterar meu compromisso com os aposentados brasileiros. Vamos rever o fator previdenciário e encontrar uma forma de não impactar e punir os aposentados brasileiros.”

Mais uma vez, Aécio Neves disse ser o “candidato de amplo sentimento de mudança” e afirmou que, diante de todos os ataques, “deixa que as pessoas respondam nas urnas todas essas infâmias”. “A verdade vai vencer a mentira e as propostas vão vencer os ataques. Tenho certeza que o Brasil novo, renovado nos seus valores e nas suas práticas vai vencer o Brasil velho e antigo que é representado hoje por este governo”, declarou. “Essa campanha vai ficar marcada na história do Brasil como a campanha da infâmia por parte dos nossos adversários.”

Comício

À noite, Aécio participou de um comício na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, e voltou a afirmar que pretende ser eleito para vai “libertar” o Brasil do governo do PT. Ele criticou as ofensas que vem recebendo de adversários e pediu que seus eleitores “convençam” os indecisos em prol do PSDB e “virem o voto contrário”. Apesar de não ter conseguido vencer em Minas no primeiro turno, o candidato disse que, na reta final da campanha, “a maior vitória vai ser em Minas, minha casa, minha causa e minha vida”.

“Neste próximo domingo estaremos escolhendo o país no qual queremos viver, se no Brasil honrado, que respeita sua história e que constrói seu futuro, ou nesse país da vergonha, da mentira, do achincalhe e das ofensas em que se transformou a campanha adversária”, discursou. “Estamos a poucos dias da liberação do Brasil, [do fim] de um governo que se apropriou de um Estado nacional em benefício de um pequeno grupo e em detrimento dos interesses maiores de nossa gente”, concluiu, ao lado de políticos e de artistas como Milton Gonçalves, César Menotti e Fabiano e Fagner.

Veja Online

Nova pesquisa mostra que Aécio mantém liderança em Minas

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Eleitores mineiros reiteram a preferência por Aécio, apesar do arsenal de ataques e calúnias utilizado pela candidatura adversária

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, mantém a liderança nas intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Veritá e divulgada pelo jornal Hoje em Dia, nesta segunda-feira (20/10). Considerando os votos válidos, Aécio tem 54,7% da preferência do eleitorado contra 45,3% da candidata do PT, Dilma Rousseff. Foram ouvidos 3.100 eleitores em todo o Estado.

A pesquisa revela a opção consolidada e a confiança dos mineiros no ex-governador Aécio Neves, mesmo diante da campanha de ataques e calúnias realizada pela adversária. Entre os entrevistados, 60,1% disseram acreditar que Aécio Neves será o próximo presidente da República, enquanto 39,9% acreditam na reeleição de Dilma e 12,7% não responderam ou não souberam responder.

Aécio lamentou as mentiras divulgadas pelos adversários em todo o país de que ele irá acabar com programas sociais como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa, Minha Vida. Em entrevista no último domingo, Aécio repudiou o comportamento dos adversários.

“Não podemos permitir que nas próximas eleições se repita esse filme perverso do atentado contra a dignidade das famílias que recebem o Bolsa Família. Existem pessoas pagas pelos nossos adversários andando de porta em porta pelas regiões mais pobres do Brasil, como no Vale do Jequitinhonha, em Minas, dizendo que, se ganharmos as eleições, vamos acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade com essas famílias”, alertou.

Aécio reiterou o compromisso de manter e ampliar o Bolsa Família. “Aqueles programas que vêm dando certo, que melhoram a vida das pessoas, como o Bolsa Família, não apenas serão continuados, mas serão aprimorados”, disse.

De acordo com o Instituto Veritá, considerando o total de votos, Aécio teria 48,3% das intenções de voto contra 40% de Dilma. Brancos e nulos somam 3,7%, e 7,9% do eleitorado não sabem ou não responderam. O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 19 de outubro, ouvindo 3.100 eleitores em todas as regiões de Minas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01143/2014.

Jornal Hoje em Dia – Minas

Roubalheira petralha – Ex-diretor diz que Gleisi Hoffmann recebeu R$ 1 milhão de esquema na Petrobrás

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Em delação premiada, Costa afirma que repasse para a campanha da senadora ‘se comprova’ na inscrição que ele próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal, na qual ele anota: ‘PB 0,1’, uma suposta referência a Paulo Bernardo

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na estatal repassou R$ 1 milhão para a campanha ao Senado da petista Gleisi Hoffmann (PR). Em 2011, no início do governo da presidente Dilma Rousseff, ela se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil — posto que ocupou até fevereiro deste ano.

O ex-diretor da Petrobrás disse que recebeu pedido para "ajudar na candidatura" de Gleisi. A solicitação, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, foi feita pelo doleiro Alberto Youssef. Costa e Youssef são alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na Petrobrás para promover corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor da estatal lembrou ainda que, em 2010, o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, a petista concorreu ao governo do Paraná e terminou a disputa na terceira colocação, com 14,9% dos votos.

Registro

Costa disse que o repasse de R$ 1 milhão para a campanha da senadora "se comprova" na inscrição que ele próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela PF no dia 20 de março, três dias depois da deflagração da Lava Jato.

Numa página do caderno do ex-diretor consta, entre outras, a seguinte anotação: "PB 0,1". Segundo o delator da Lava Jato, o registro significa "Paulo Bernardo, R$ 1 milhão". Importante quadro do PT, Bernardo ocupa desde 2011 o cargo de ministro das Comunicações na gestão de Dilma, candidata à reeleição.

Em espécie

Os investigadores da Lava Jato tiveram a confirmação de que a quantia de R$ 1 milhão destinada à campanha de Gleisi foi entregue em espécie, em Curitiba, para "um emissário" da campanha da senadora.

Costa já concluiu o processo de delação, após sucessivos depoimentos a um grupo de procuradores da República. Youssef decidiu seguir o mesmo caminho e ainda está fazendo declarações. Em seu relato, o ex-diretor da Petrobrás disse que o dinheiro para a campanha de Gleisi saiu de uma cota equivalente a 1% sobre o valor de contratos superfaturados da Petrobrás.

Esse valor, afirmou Costa, era da "propina do PP", partido da base aliada ao governo Dilma que foi presidido pelo deputado José Janene (PR), morto em 2010. Janene foi líder do PP na Câmara dos Deputados e réu do mensalão federal no Supremo Tribunal Federal.

O ex-executivo da Petrobrás revelou que o PT e o PMDB eram contemplados com parcelas de valores dos contratos de diretorias da estatal. O partido do governo, segundo ele, ficava com até 3% em alguns casos.

Youssef contou em seu depoimento à Justiça Federal que Costa, apesar de cuidar do 1% destinado ao PP na diretoria de Abastecimento, "muitas vezes tinha que atender a pedidos do PMDB e do PT".

Em uma das denúncias da Lava Jato, os procuradores da República responsáveis pela investigação do esquema registram que, numa planilha encontrada com os réus, constam anotações manuscritas de seis grandes construtoras do País, todas com contratos ativos na Petrobrás. "Doaram, juntas, R$ 35,3 milhões a partidos da base parlamentar de apoio ao governo federal na campanha de 2010."

Estadão Online