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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Contra baixaria petralha, Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV

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Candidato do PSDB pede que eleitor ‘não tenha medo do PT’ em referência à onda de boatos sobre o fim de programas sociais se ele for eleito

Bombardeado desde o último final de semana por ataques pessoais feitos pelo PT, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez um longo depoimento em seu programa eleitoral na TV apontando "a onda de calúnias" propaladas contra ele na reta final da eleição. O tucano exibiu mensagens de apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia aérea em agosto.

Marina afirmou que foi vítima na primeira etapa da eleição dos ataques feitos pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff que agora se repetem contra o tucano. "Eduardo Campos e eu fomos vítimas da mesma estratégia destrutiva que agora é usada contra Aécio", disse. "Não se deixem intimidar pela campanha que a candidata Dilma está fazendo", completou. Na sequência, Renata Campos também deixou mensagem afirmando que Aécio "não representa um partido, mas um conjunto de forças que se juntaram no segundo turno".

Aécio lembrou a artilharia desferida pelo PT a Eduardo Campos e afirmou que "as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora dizem o mesmo sobre ele". Foi um recado direto ao ex-presidente Lula, que tem capitaneado a onda de baixarias em comícios pelo país — algo lamentável para um ex-presidente da República. Além de chamar o tucano de "playboy", Lula tem dito que o tucano é violento com mulheres: "Fui acusado de comportamento criminoso, de ser desrespeitoso com as mulheres, uma ofensa à minha esposa e à minha filha".

O tucano ainda citou o terrorismo eleitoral feito pelo PT, que desde o início da campanha espalha o discurso do medo, segundo o qual programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida serão encerrados se o PT deixar o poder e bancos públicos serão privatizados. "Não podemos ter medo do PT. Eu não tenho medo do PT", disse.

Veja Online

Aécio: Lula ‘apequena sua biografia’ ao promover baixaria

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Candidato do PSDB tem sido atacado diariamente pelo ex-presidente, que assumiu o papel de capitanear a baixaria na reta final da campanha

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira o papel desempenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições deste ano. Desde o último final de semana, Lula tornou-se protagonista da baixaria promovida contra o PSDB.

“O Lula não está disputando a eleição, eu o ignoro. Mas lamento apenas que um ex-presidente da República se permita cumprir um papel tão inexpressivo como o que ele vem cumprindo no final dessa campanha eleitoral”, disse Aécio, numa rara menção ao petista. “É triste para sua própria biografia. Só quem perde com isso é ele, que apequena sua biografia com ataques torpes e absurdos”, completou.

Embora não seja candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Lula tem feito ataques pessoais a Aécio, a quem chamou de "filhinho de papai" e insinuou que agride mulheres. "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula em Belo Horizonte no último sábado. O ex-presidente também comparou o tucano a Fernando Collor de Melo, candidato que em 1989 que protagonizou baixarias contra o próprio petista e, ironicamente, hoje é seu aliado. Nesta terça, o petista chegou ao ponto de comparar tucanos a nazistas.

Para minimizar o terrorismo eleitoral disseminado pelo PT, Aécio Neves reiterou nesta quarta o compromisso de manter programas sociais, como o Bolsa Família, fortalecer o papel dos bancos públicos, acabar com o aparelhamento da máquina estatal e discutir um mecanismo para acabar com o fator previdenciário. “Nessa reta finalíssima da campanha é hora de reiterarmos alguns compromissos: o primeiro deles é o compromisso de garantir a continuidade dos programas sociais em andamento, em especial do Bolsa Família. O segundo, o compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, com a sua profissionalização e com a valorização dos servidores de carreira. Falo isso, em especial, aos servidores da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES e de empresas públicas, como os Correios, a Petrobras e a Eletrobras”, disse. “Quero reiterar meu compromisso com os aposentados brasileiros. Vamos rever o fator previdenciário e encontrar uma forma de não impactar e punir os aposentados brasileiros.”

Mais uma vez, Aécio Neves disse ser o “candidato de amplo sentimento de mudança” e afirmou que, diante de todos os ataques, “deixa que as pessoas respondam nas urnas todas essas infâmias”. “A verdade vai vencer a mentira e as propostas vão vencer os ataques. Tenho certeza que o Brasil novo, renovado nos seus valores e nas suas práticas vai vencer o Brasil velho e antigo que é representado hoje por este governo”, declarou. “Essa campanha vai ficar marcada na história do Brasil como a campanha da infâmia por parte dos nossos adversários.”

Comício

À noite, Aécio participou de um comício na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, e voltou a afirmar que pretende ser eleito para vai “libertar” o Brasil do governo do PT. Ele criticou as ofensas que vem recebendo de adversários e pediu que seus eleitores “convençam” os indecisos em prol do PSDB e “virem o voto contrário”. Apesar de não ter conseguido vencer em Minas no primeiro turno, o candidato disse que, na reta final da campanha, “a maior vitória vai ser em Minas, minha casa, minha causa e minha vida”.

“Neste próximo domingo estaremos escolhendo o país no qual queremos viver, se no Brasil honrado, que respeita sua história e que constrói seu futuro, ou nesse país da vergonha, da mentira, do achincalhe e das ofensas em que se transformou a campanha adversária”, discursou. “Estamos a poucos dias da liberação do Brasil, [do fim] de um governo que se apropriou de um Estado nacional em benefício de um pequeno grupo e em detrimento dos interesses maiores de nossa gente”, concluiu, ao lado de políticos e de artistas como Milton Gonçalves, César Menotti e Fabiano e Fagner.

Veja Online

Nova pesquisa mostra que Aécio mantém liderança em Minas

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Eleitores mineiros reiteram a preferência por Aécio, apesar do arsenal de ataques e calúnias utilizado pela candidatura adversária

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, mantém a liderança nas intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Veritá e divulgada pelo jornal Hoje em Dia, nesta segunda-feira (20/10). Considerando os votos válidos, Aécio tem 54,7% da preferência do eleitorado contra 45,3% da candidata do PT, Dilma Rousseff. Foram ouvidos 3.100 eleitores em todo o Estado.

A pesquisa revela a opção consolidada e a confiança dos mineiros no ex-governador Aécio Neves, mesmo diante da campanha de ataques e calúnias realizada pela adversária. Entre os entrevistados, 60,1% disseram acreditar que Aécio Neves será o próximo presidente da República, enquanto 39,9% acreditam na reeleição de Dilma e 12,7% não responderam ou não souberam responder.

Aécio lamentou as mentiras divulgadas pelos adversários em todo o país de que ele irá acabar com programas sociais como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa, Minha Vida. Em entrevista no último domingo, Aécio repudiou o comportamento dos adversários.

“Não podemos permitir que nas próximas eleições se repita esse filme perverso do atentado contra a dignidade das famílias que recebem o Bolsa Família. Existem pessoas pagas pelos nossos adversários andando de porta em porta pelas regiões mais pobres do Brasil, como no Vale do Jequitinhonha, em Minas, dizendo que, se ganharmos as eleições, vamos acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade com essas famílias”, alertou.

Aécio reiterou o compromisso de manter e ampliar o Bolsa Família. “Aqueles programas que vêm dando certo, que melhoram a vida das pessoas, como o Bolsa Família, não apenas serão continuados, mas serão aprimorados”, disse.

De acordo com o Instituto Veritá, considerando o total de votos, Aécio teria 48,3% das intenções de voto contra 40% de Dilma. Brancos e nulos somam 3,7%, e 7,9% do eleitorado não sabem ou não responderam. O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 19 de outubro, ouvindo 3.100 eleitores em todas as regiões de Minas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01143/2014.

Jornal Hoje em Dia – Minas

Roubalheira petralha – Ex-diretor diz que Gleisi Hoffmann recebeu R$ 1 milhão de esquema na Petrobrás

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Em delação premiada, Costa afirma que repasse para a campanha da senadora ‘se comprova’ na inscrição que ele próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal, na qual ele anota: ‘PB 0,1’, uma suposta referência a Paulo Bernardo

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na estatal repassou R$ 1 milhão para a campanha ao Senado da petista Gleisi Hoffmann (PR). Em 2011, no início do governo da presidente Dilma Rousseff, ela se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil — posto que ocupou até fevereiro deste ano.

O ex-diretor da Petrobrás disse que recebeu pedido para "ajudar na candidatura" de Gleisi. A solicitação, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, foi feita pelo doleiro Alberto Youssef. Costa e Youssef são alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na Petrobrás para promover corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor da estatal lembrou ainda que, em 2010, o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, a petista concorreu ao governo do Paraná e terminou a disputa na terceira colocação, com 14,9% dos votos.

Registro

Costa disse que o repasse de R$ 1 milhão para a campanha da senadora "se comprova" na inscrição que ele próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela PF no dia 20 de março, três dias depois da deflagração da Lava Jato.

Numa página do caderno do ex-diretor consta, entre outras, a seguinte anotação: "PB 0,1". Segundo o delator da Lava Jato, o registro significa "Paulo Bernardo, R$ 1 milhão". Importante quadro do PT, Bernardo ocupa desde 2011 o cargo de ministro das Comunicações na gestão de Dilma, candidata à reeleição.

Em espécie

Os investigadores da Lava Jato tiveram a confirmação de que a quantia de R$ 1 milhão destinada à campanha de Gleisi foi entregue em espécie, em Curitiba, para "um emissário" da campanha da senadora.

Costa já concluiu o processo de delação, após sucessivos depoimentos a um grupo de procuradores da República. Youssef decidiu seguir o mesmo caminho e ainda está fazendo declarações. Em seu relato, o ex-diretor da Petrobrás disse que o dinheiro para a campanha de Gleisi saiu de uma cota equivalente a 1% sobre o valor de contratos superfaturados da Petrobrás.

Esse valor, afirmou Costa, era da "propina do PP", partido da base aliada ao governo Dilma que foi presidido pelo deputado José Janene (PR), morto em 2010. Janene foi líder do PP na Câmara dos Deputados e réu do mensalão federal no Supremo Tribunal Federal.

O ex-executivo da Petrobrás revelou que o PT e o PMDB eram contemplados com parcelas de valores dos contratos de diretorias da estatal. O partido do governo, segundo ele, ficava com até 3% em alguns casos.

Youssef contou em seu depoimento à Justiça Federal que Costa, apesar de cuidar do 1% destinado ao PP na diretoria de Abastecimento, "muitas vezes tinha que atender a pedidos do PMDB e do PT".

Em uma das denúncias da Lava Jato, os procuradores da República responsáveis pela investigação do esquema registram que, numa planilha encontrada com os réus, constam anotações manuscritas de seis grandes construtoras do País, todas com contratos ativos na Petrobrás. "Doaram, juntas, R$ 35,3 milhões a partidos da base parlamentar de apoio ao governo federal na campanha de 2010."

Estadão Online

Aécio e Marina trocam elogios e agradecimentos

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No primeiro evento oficial ao lado de Marina Silva (PSB) após receber o apoio da ex-ministra no segundo turno, o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) reforçou mensagens ligadas à sustentabilidade em seu discurso. "Nenhum avanço será completo sem a sustentabilidade, por isso a nossa parceria", disse, ao se dirigir a Marina.

Aécio citou o desenvolvimento sustentável como um dos três eixos fundamentais para a parceria. Os outros dois foram o respeito à democracia — momento em que o candidato citou a liberdade de imprensa em uma alfinetada à proposta do PT de regular a mídia — e o avanço de políticas sociais, com institucionalização de programas de renda.

"Os programas de transferência de renda não são dádiva, nem favor, são direitos e serão mantidos. As contribuições de Marina foram essenciais para esse foco na inclusão social que vai prevalecer no nosso programa", disse Aécio sem citar nominalmente o Bolsa Família.

O tucano voltou a defender o combate à inflação e retomada do crescimento econômico, com recuperação da credibilidade internacional do País. No início de seu discurso, Aécio fez deferências à ex-ministra.

"Esse é o momento mais importante da nossa caminhada." Ele também citou o candidato que morreu em acidente aéreo, Eduardo Campos, e repetiu a mensagem de ser o candidato de um projeto de mudança. "Não sou candidato de um só partido, mas da transformação", afirmou.

Ao final ele voltou a agradecer Marina e seu "gesto generoso" de participar de um projeto de construção para o País que fará "valer a pena vencer a eleição".

Marina também fez agradecimentos, a Deus, ao tucano pela forma generosa com que a tratou, e ao senador Pedro Simon (PMDB-RS), que estava no evento e a quem Marina chamou de pessoa "muito especial".

Sobre a parceria com Aécio, Marina disse que foi possível graças ao compromisso programático "corajoso" assumido pelo candidato na carta divulgada no Recife, no último sábado, 11.

Ela frisou a importância da sustentabilidade e a possibilidade de ecologia e economia andarem lado a lado. "O desenvolvimento econômico e social com proteção ambiental é essencial no Brasil", disse a ex-ministra.

Ela também falou sobre a institucionalização dos programas sociais. "Políticas públicas não podem ser ‘fulanizadas’ e partidarizadas. Honrar o Bolsa Família é um passo significativo."

A ex-ministra também ressaltou o compromisso de Aécio em manter a demarcação de terras indígenas como prerrogativa do Executivo — sem deixar que se passe a responsabilidade para o Congresso.

Ela chegou a se confundir, dizendo que a demarcação seguiria sob responsabilidade do Congresso, mas logo se corrigiu alegando que todos sabem sua posição. O candidato tucano não falou sobre o tema.

Exame.com

Written by Abobado

17 de outubro de 2014 at 14:24

Roubalheira petralha: PF fecha elo de propina em fundo da Petrobrás

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Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, intermediou negócio fechado com doleiro

A Polícia Federal acredita ter conseguido fechar o ciclo de uma transação que teria envolvido o pagamento de propina de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, feito com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef — um dos alvos centrais da Operação Lava Jato — e que causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão.

No computador de Youssef, há uma pasta com 12 arquivos referentes aos negócios do doleiro com a Petros.
O negócio teria sido intermediado, segundo suspeita a PF, pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e tratado diretamente com dois diretores da Petros — indicações petistas, entre eles o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso (2011-2014).

A PF registra a possível interferência de um político não identificado “de grande influência na casa” na liberação de um seguro, em órgão do Ministério da Fazenda, que era condicionante para a transação.

“Esse recurso foi desviado para pagamento de propina para funcionários da Petros”, afirmou Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado que, segundo a PF, atuava como testa de ferro de Alberto Youssef.

TRANSCRIÇÃO DO DEPOIMENTO DE CARLOS ALBERTO PEREIRA DA COSTA À JUSTIÇA FEDERAL

Costa tinha em seu nome pelo menos duas empresas usadas pelo doleiro, uma delas envolvidas nessa transação com a Petros, a CSA Project Finance. Ele afirmou ao juiz Sérgio Moro que na operação foi retirada uma propina de R$ 500 mil que serviu para pagar os dois diretores da Petros.

Citados. Os diretores são petistas e já citados em outros dois escândalos, segundo registra a PF. “As negociações eram realizadas pelo lado da Petros pelo senhor Humberto Pires Grault Vianna de Lima, gerente de novos projetos da Petros, e pelo senhor Luis Carlos Fernandes Afonso, diretor financeiro e de investimentos.”

TRECHO DO RELATÓRIO DA PF QUE CITA OS DIRETORES ENVOLVIDOS NA NEGOCIAÇÃO

Afonso foi nomeado diretor em 2003 e depois nomeado presidente da Petros, em 2011, cargo que ocupou até fevereiro de 2014. Lima era diretor de Novos Projetos e foi nomeado diretor de investimento da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).

O ex-presidente da Petros foi condenado em primeiro grau por improbidade sob a acusação de ter cobrado ‘pedágio’ de uma fundação para que ela ganhasse um contrato na Prefeitura de São Paulo, em 2003. Na época, ele era secretário de Finanças do governo Marta Suplicy (PT). A condenação é de 2012 e está em fase de recurso.

E-MAIL APREENDIDO PELA PF ENCAMINHADO PARA LUIS CARLOS FERNANDES AFONSO

Ferro velho

A transação na Petros envolveu a compra de título de crédito emitido por uma empresa falida que havia sido adquirida por Janene e por Youssef. A Indústria de Metais Vale (IMV) foi criada para reciclar ferro velho e vender o material para siderúrgicas, mas estava parada. Ela foi registrada em nome do advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, réu da Lava Jato.

Com a empresa falida, o grupo aportou nela R$ 4 milhões em 2007 e firmou contrato com a CSA Project Finance, que é do doleiro e está em nome de Costa também — para que essa fizesse um projeto de recuperação e captasse recursos antecipados. Para isso, fechou um contrato de venda com recebimento antecipado de uma grande siderúrgica nacional. “Com o objeto de antecipar recebíveis oriundos de um contrato de compra e venda de ferro gusa (sucata), celebra entre a IMV e a Barra Mansa, assim adquirindo investimento necessário para a instalação de uma planta industrial, a IMV emitiu Cédula de Crédito Bancário, no montante total de R$ 13.952.055,11”, diz a PF.

Os termos da cédula de crédito estão no HD do computador de Youssef. Com o título de crédito emitido pelo Banco Banif Primus, o grupo, via CSA e coligados, passou a tratar com os diretores da Petros a compra pelo fundo de pensão.

Documento apreendido pela Lava Jato com o grupo mostra que eles teriam sido recebidos na Petros pelo então diretor, que depois virou presidente.

Vaccari é suspeito de ser o intermediador dos negócios do grupo com a Petros. No capítulo sobre a compra do título de crédito da empresa IMV há um histórico sobre suas relações com o partido. Seu nome foi citado na confissão dos réus como elo de pagamentos de propinas em outras áreas e especificamente na Petros em um e-mail interceptado entre os alvos da Lava Jato.

Estadão Online

Aécio: ‘Primeira coisa para sair do buraco é tirar o PT do poder’

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Em coletiva de imprensa um dia após o primeiro debate, tucano rebateu acusações de presidente contra sua gestão em Minas e pediu uma campanha mais propositiva

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu nesta quarta-feira as críticas de sua adversária, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, sobre sua gestão no governo de Minas Gerais. Depois de ironizar a petista destacando que ela conhece muito pouco o Estado em que nasceu, ele lembrou um provérbio que diz que se alguém quer sair de um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar. "Então, a primeira coisa que precisamos fazer para sair do buraco é tirar o PT do poder."

O tucano convocou a presidente a fazer uma campanha propositiva nesta reta final de segundo turno. "Convido Dilma a deixar o gueto da difamação, da calúnia e da infâmia, vamos discutir o Brasil em alto nível, com propostas para a geração de emprego e para a retomada do crescimento", emendou.

O presidenciável tucano disse que essa campanha, "talvez influenciada pelo seu marqueteiro e pelo desespero, de desconstrução, ódio e rancor não levam a nada". E ao citar as propostas que pretende levar à arena política, disse que, se for eleito, quer ser conhecido como o presidente que revolucionou a educação no Brasil.

Aécio participa nesta tarde na capital paulista de encontro com lideranças políticas do Estado que apoiam sua candidatura, além de mais de 200 prefeitos, de várias legendas, como PDT e PSB. "Temos inclusive prefeitos do PT", disse o candidato do PSDB. "Um profundo sentimento de mudança permeia a sociedade brasileira", destacou ao falar dos apoios que tem recebido.

Na rápida entrevista coletiva, Aécio disse que nesta quarta, no dia do professor, assumia o compromisso com a educação e com a valorização da categoria. Este tema, aliás, foi usado pela campanha petista, no horário eleitoral do rádio, para criticar a gestão do tucano em Minas Gerais.

Antes de participar do ato político, Aécio assinou o documento da Abrinq, de compromissos com a infância e juventude. E disse que foi um dos mais importantes documentos que tinha assinado nesta campanha.

No evento, que lotou o auditório de um clube da capital, o então candidato do PSDC à Presidência, José Maria Eymael, também estava presente para dar o seu apoio à candidatura de Aécio. O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que foi vice na chapa de Marina Silva, também compareceu, além de tradicionais aliados como o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito José Serra.

Estadão Online

Apoio de Marina à Aécio – Mais um passo à frente

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Marina Silva anunciou no domingo, finalmente, seu apoio à candidatura de Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial. Coerente com sua proposta eleitoral de promover uma "nova política" no País, Marina destacou o fato de seu apoio à candidatura tucana não se dar da forma "como sempre é feito", pela composição em torno de espaço no aparelho governamental e outras vantagens, mas com base "em um programa".

Com a atitude da ex-candidata do PSB, tende a se definir em seus grandes contornos o quadro eleitoral para o próximo dia 26, com provável reflexo na ampliação da vantagem de Aécio Neves sobre Dilma Rousseff, captada pelas pesquisas divulgadas até o momento.

É irrelevante qualquer especulação sobre a exata medida dos votos que o apoio de Marina Silva deve transferir para o candidato tucano, até porque as pesquisas levam a crer que a maior parte dos eleitores dela no primeiro turno já se antecipou nessa direção.

O que é realmente importante, na atitude da ex-ministra do Meio Ambiente, é a determinação e a coerência com que colocou até mesmo o timing de sua decisão a serviço de uma exemplar manifestação de que, na contramão das práticas vigentes, alianças políticas devem ser construídas em torno de propostas programáticas.

Marina fez questão de destacar que, quando Aécio Neves lhe apresentou pontos de convergência, em sua plataforma eleitoral, não o fez com o sentido de um pedido individual de apoio, mas de um compromisso de governo.

E enfatizou: "Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos".

Com certa dose de malícia, Marina comparou a "carta de compromisso com os brasileiros", proposta agora por Aécio, com a iniciativa adotada por Lula na campanha de 2002, quando lançou a famosa e surpreendente — para quem não conhecia os métodos petistas — Carta ao Povo Brasileiro, por meio da qual assumiu compromisso com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Esse compromisso não impediu que, após a posse, Lula e os petistas passassem a chamar o Plano Real de "herança maldita". Considerando que haviam votado contra o Plano Real em 1994, pode-se aceitar que, ao assumir o governo, Lula e a companheirada tenham decidido apenas agir com coerência.

O que resulta na constatação inescapável de que a Carta ao Povo Brasileiro consumou um engodo precursor de muitos outros aplicados pelos petistas nas campanhas seguintes e de modo especial, por força do desespero, na atual.

A preocupação de Marina Silva de destacar o caráter programático de seu apoio a Aécio Neves faz ainda mais sentido e merece o aplauso de quem luta para promover a elevação do padrão ético da política brasileira quando os jornais, no mesmo dia em que estampam sua manifestação, abrem espaço para as declarações do mais deslavado oportunismo do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, o reeleito Eduardo Cunha (RJ): "Não vejo dificuldade nenhuma de (o PMDB) se posicionar em apoio a um futuro governo Aécio".

O PMDB, depois que renegou suas origens de frente ampla de resistência à ditadura militar, fez uma clara opção por ser governo. Qualquer governo.

Mas Eduardo Cunha atingiu o ponto mais alto do "pragmatismo": "Não deixamos de integrar a base do governo, mas optamos pela independência. Tanto que não indicamos nomes para substituir ministros". É esse o parlamentar que está trabalhando para, qualquer que seja o resultado da eleição presidencial, se tornar o próximo presidente da Câmara dos Deputados.

As urnas do segundo turno se abrem daqui a 11 dias. Para quem ainda tem a capacidade de se indignar diante das aberrações da nossa política, resta lutar para que venha a se cumprir a esperança manifestada por Marina Silva de que "a alternância de poder fará bem ao Brasil".

Editorial do Estadão

Written by Abobado

14 de outubro de 2014 at 07:20

Coisa de retardada – Ao lado de Collor, Dilma promete combate ‘sem trégua’ à corrupção

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Ao lado do governador eleito Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do senador reeleito Fernando Collor (PTB), a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (9) em Maceió (AL) que o governo dela "não varre corrupção para baixo do tapete".

Na capital alagoana, Dilma encerrou seu périplo de dois dias por cinco Estados nordestinos. Antes de chegar a Alagoas, ela passou nesta quinta por Bahia e Sergipe. Na quarta-feira (8), esteve no Piauí e na Paraíba.

Candidata à reeleição, Dilma cumprimentou Renan Filho, eleito no primeiro turno com 52% dos votos, e Collor, reeleito com 56% dos votos para o Senado. O senador e ex-presidente da República, no entanto, não foi convidado a discursar. Dilma disse que seu governo tem como princípio o "combate sem dó à corrupção, doa a quem doer".

"O meu governo não varre a corrupção para baixo do tapete. E o combate a ela tem que ser sem tréguas", disse a presidente ao lado dos políticos cujas famílias já se envolveram em diferentes escândalos. Desde o primeiro turno destas eleições, Dilma tem o apoio de Renan Filho e Collor.

Em Alagoas, Dilma conseguiu 703,6 mil votos (50%). Seus adversários, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), obtiveram, respectivamente, 356,6 mil (25%) e 311,5 mil (22%) dos votos alagoanos. Esta é a primeira vez que Dilma visita Alagoas nestas eleições. Ela não gravou participações nos programas eleitorais de Renan Filho e Collor no primeiro turno.

Folha Online

A faxineira porca tem 30 dias para explicar uso criminoso dos Correios na campanha petralha

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Pedido de apuração do MPF se baseou em reportagens do ‘Estado’ que revelaram uma ‘exceção’ aberta pelos Correios para entregar 4,8 milhões de panfletos da candidata sem chancela ou estampa digital

O procurador da República Frederick Lustosa de Mello deu prazo de 30 dias para que a presidente Dilma Rousseff dê explicações sobre as suspeitas de uso político dos Correios para beneficiar sua campanha à reeleição. Uma investigação preliminar foi instaurada pela Procuradoria da República no Distrito Federal, com base em representação do PSDB, partido do seu adversário na disputa pelo 2º turno, Aécio Neves.

O pedido de apuração se baseou em reportagem do Estado que revelou o envio de 4,8 milhões de panfletos da campanha petista em São Paulo sem chancela — selo de controle que permite conferir a quantia de material enviado. O PSDB incluiu na representação um vídeo, também revelado pelo Estado, no qual o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) diz que Dilma só aumentou suas intenções de voto em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios” atuando na campanha.

Sem Reagir

O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, e outros dirigentes da empresa pública estavam presentes no evento em que Durval Ângelo fez as declarações e não interromperam o parlamentar durante esse trecho do seu pronunciamento. A campanha petista nega ingerência na estatal, sustenta que as declarações do deputado petista foram tiradas do contexto e afirma que outros partidos políticos, incluindo os da oposição, também enviaram material de campanha sem a chancela — apesar de Dilma ter feito isso em maior quantidade.

O procurador avaliará se há indícios de improbidade administrativa na conduta dos envolvidos no caso. Se entender que sim, abrirá inquérito para aprofundar as investigações.

Outros

Além de Dilma, o procurador também pediu explicações de Durval Ângelo, de Wagner Pinheiro e dos diretores regionais José Pedro de Amengol Filho (Minas), Divinomar Oliveira da Silva (Interior de São Paulo) e Wilson Abadio de Oliveira (Grande São Paulo).

O ofício endereçado à Dilma ainda precisa ser analisado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que decidirá se vai remetê-lo ou não para a presidente. No entanto, é praxe o envio da intimação com pedido de explicações. Até esta terça, 7, o documento ainda estava na Procuradoria da República do Distrito Federal e não havia chegado ao gabinete de Janot.

O PSDB acusa a campanha da presidente de infringir os artigos 332 e 377 do Código Eleitoral, que caracterizam como crime impedir o exercício de propaganda política — o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB), acusa os Correios de não entregarem panfletos de sua campanha em Minas.

A legislação citada pelo partido também prevê como crime o uso de empresas públicas para beneficiar partido ou organização de caráter político. A pena é detenção até seis meses e pagamento de 30 a 60 dias-multa.

A campanha da presidente afirmou nesta terça-feira, 7, que ela não vai comentar o assunto.

Estadão Online