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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Graças à altivez do diplomata Eduardo Saboia, o senador boliviano escapou do cerco armado por Evo Morales e Patriota

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24 de agosto de 2013: Conselheiro da Embaixada do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia chega ao aeroporto de Brasília

Se conseguisse manter na vertical a espinha dorsal, o chanceler Antonio Patriota estaria celebrando desde sábado, a exemplo dos democratas do mundo inteiro, a chegada ao Brasil de um perseguido político asilado há 15 meses numa representação do Itamaraty — e impedido de dali sair pela arrogância de um tirano de ópera-bufa. Como vive de joelhos, Patriota determinou a a divulgação da seguinte nota sobre a libertação do senador boliviano Roger Pinto Molina:

O Ministério das Relações Exteriores foi informado, no dia 24 de agosto, do ingresso em território brasileiro, na mesma data, do senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado há mais de um ano na Embaixada em La Paz. O Ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do senador boliviano da embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. O Encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, Ministro Eduardo Saboia, está sendo chamado a Brasília para esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

"A nota de hoje do Ministério das Relações Exteriores reflete a crise moral por que passa a diplomacia brasileira”, retrucou o advogado Fernando Tibúrcio, que defende o parlamentar cassado e caçado por Evo Morales. “Ao invés de proteger e prestigiar um funcionário que deveria ser visto como exemplo, alguém que corajosamente tomou a única medida cabível numa situação de emergência, o Itamaraty optou por jogar Eduardo Saboia aos leões. Pior, inviabilizou a sua volta à Bolívia, por razões óbvias de segurança”.

Tibúrcio constatou que, na ânsia bajular o lhama-de-franja [Evo], o chanceler “não foi capaz nem mesmo de lembrar que a esposa do Ministro Conselheiro Eduardo Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, e os filhos do casal, permanecem na Bolívia”. A nota oficial abjeta confirma que, se dependesse do ministro, a clausura de Pinto Molina se estenderia por muitos meses, ou anos. A sorte do senador é que ainda há no Itamaraty homens que honram o legado da instituição, cultivam valores morais e não desengavetam os direitos humanos apenas quando lhes convém.

Março de 2013: Senador brasileiro Ricardo Ferraço (direita) visita seu colega boliviano Roger Pinto Molina, asilado na embaixada brasileira em La Paz

“Se tudo deu certo, se uma grave questão humanitária foi resolvida, foi graças aos funcionários da embaixada”, afirma Tibúrcio. Segundo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e um dos participantes do resgate de Pinto Molina, a vítima de Evo Morales viajou de La Paz para o Brasil acompanhado por Eduardo Saboia e escoltado por fuzileiros navais que integram o esquema de segurança da embaixada (nessa espécie de missão no exterior, militares se subordinam não ao Ministério da Defesa, mas ao chefe da representação diplomática).

Na viagem de 22 horas até Corumbá, a 1.600 km de distância, os dois carros com placas consulares que transportaram o grupo passaram por cinco postos policiais antes de alcançar a fronteira da Bolívia com Mato Grosso do Sul. Já em território brasileiro, Saboia telefonou para Ferraço. “Ele me disse que não tinha como levar o senador até Brasília”, relata o parlamentar capixaba. “Tentei falar com o presidente Renan Calheiros e com outras autoridades, sem sucesso. Então consegui um avião e fui buscá-lo e levá-lo para Brasília”.

Ferraço confirmou que Saboia se vinha mostrando crescentemente preocupado com a situação de Pinto Molina: “Ele me disse que advertiu o Itamaraty, porque a situação logo ficaria inadministrável. Molina estava com depressão, sua saúde estava se deteriorando”. Inconformado com o teatro do absurdo, Saboia avisou que, se aparecesse alguma oportunidade, ele próprio trataria de resolver o impasse. “Não sei se o governo acreditou”, diz Ferraço.

Não acreditou, grita a reação repulsiva dos condutores da política externa da cafajestagem. Também surpreendido com a viagem rumo à liberdade do senador que ousou enfrentá-lo, Evo Morales determinou ao Ministério das Relações Exteriores que rebaixasse Pinto Molina a “fugitivo da Justiça”. Se pudesse, o chanceler de Dilma Rousseff já teria deportado o perseguido. Agora é tarde: por enquanto alojado na casa de Ferraço, Roger Pinto Molina é um asilado político que o governo está obrigado a proteger.

Os democratas venceram mais uma. E terminaram o fim de semana estimulados pela reafirmação de que um Eduardo Paes Saboia vale mais que centenas de antonios patriotas.

Augusto Nunes

A serviço do eixo do mal

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Irmãos bandidos: ‘Evo Morales pode lucrar com a desgraça dos motoristas e continuar tendo tratamento fraterno de Brasília? Se Cesare Battisti matou e, se brincar, vai obter passaporte especial, o boliviano pode dar superávit para suas quadrilhas conterrâneas’

Demóstenes Torres*

O governo aposta que o escárnio mundial em que se transformou o caso Battisti vai ser sepultado nesta semana cheia de medida provisória inconstitucional (como as demais), referendo na Itália, escolha do (novo) procurador-geral da República e a estreia do trabalho de ministras. Seria, enfim, o começo da gestão Dilma Rousseff e nenhuma pauta superaria tal acontecimento planetário. A guindá-lo, pesquisas mostrando que a presidente continua popular, imune a crises e quaisquer outros percalços. Antonio Palocci seria relegado ao esquecimento, desfrutando o patrimônio, após se esbaldar na mansão celestial praiana.

Mas o clima paradisíaco desejado pela presidente pode ser sacudido por um espectro que ronda a impunidade, a voz rouca das ruas. O cidadão brasileiro que teve o carro levado por bandidos vai se lembrar de Lula e Evo Morales usando colar de folha de coca, amigos, irmãos. Agora, o governo da Bolívia deu até o próximo dia 23 para legalizar carros sem documentos. Oficialmente, são 10 mil; na realidade, 120 mil veículos, a maioria roubada no Brasil. Dizem que serão rejeitados os produtos de crime; na prática, arrecadarão US$ 360 milhões, com até US$ 3 mil para esquentar cada documento.

Morales pode lucrar novamente com a desgraça dos motoristas e continuar tendo tratamento fraterno de Brasília? Entra a analogia: se o italiano Cesare Battisti matou, cometeu crimes sexuais, entrou clandestinamente no País e, se brincar, vai obter passaporte especial no Itamaraty, o boliviano pode dar superávit para as quadrilhas conterrâneas suas. No Brasil, todos perdem, porque pagamos seguro mais caro em razão da incidência de furtos e assaltos. Apenas em janeiro e fevereiro de 2011, o governo Dilma multiplicou os números de Lula, com o dobro dos 191 mil veículos apanhados por bandidos no semestre inicial de 2010. Em poucas horas atravessam a fronteira, pagam R$ 1 mil para quem pega o carro, mais os dólares de Evo e o possante fica legal. Do lado de cá, restam as vítimas assassinadas, feridas, traumatizadas.

Battisti e Evo têm salvo-conduto no território nacional, porque estrangeira perigosa de verdade é a advogada iraniana Shirin Ebadi. Como tem a petulância de combater o bem-aventurado Mahmoud Ahmadinejad? O que ela está achando que é? Alguma merecedora de Prêmio Nobel da Paz? Pois luta contra o ditador persa e recebeu mesmo o reconhecimento na Suécia, mas isso é pouco para compará-la com esses três beatos queridos do governo brasileiro. Para não melindrar o nanonanico atômico, a presidente cometeu a grossura de esnobar uma mulher que, grosso modo, é tudo o que Dilma diz já ter sido.

Primeira magistrada do Irã, pesquisadora da Unicef, fundadora de Centro de Direitos Humanos, Shirin Ebadi tem uma biografia que espanta qualquer democracia latina. Bom mesmo é trabalhar pela liberdade do assassino condenado a prisão perpétua e pelo sucesso do cocaleiro que endossa roubo de carro. Ebadi lembra o triste episódio em que o mesmo ministro que aconchegou Battisti aceitou o sequestro pela ditadura de Cuba de dois boxeadores que caíram na bobagem de acreditar na seriedade do governo brasileiro. Cuba, Bolívia, Irã… Estão faltando um bandoleiro da Coreia do Norte para ser endeusado e os sanguinários da África pedindo asilo. A próxima reunião do Foro de São Paulo vai ser interessante como esta semana cheia de Battistis.

*Procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

Opinião do Estadão: As bondades do compañero Lula

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Lula e Evo Molares (colaleiros). Isso é que é presidente popular. Ou vocês têm alguma coisa contra?

Cerca de 70% da droga [produzida na Bolívia] vem para o Brasil. Parte é consumida aqui e o restante é contrabandeado para outras partes do mundo. Trata-se da principal atividade do crime organizado – com o poder de corrupção e de violência que transformaram os morros do Rio de Janeiro em áreas liberadas, onde não entram as instituições do Estado, e que já ameaçam cidades do interior de vários Estados. Não se pode dizer, portanto, que a sorte dos cocaleros bolivianos não interessa a nós, brasileiros.

O problema é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sobre esse problema uma visão muito peculiar, própria de quem acha que deve fazer o possível e o impossível para ajudar o compañero Morales. No sábado, na região do Chapare, o principal centro cocalero da Bolívia, ele não apenas usou um colar feito com folhas de coca, como liberou crédito de US$ 21 milhões para a compra, pelo Brasil, de têxteis bolivianos. Esse crédito era, até 2008, fornecido pelo governo americano, como parte do Programa de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas. Deixou de ser fornecido porque Morales interrompeu o programa de erradicação da coca. Agora, o Brasil faz seu programa às avessas: dá dinheiro para quem produz a droga que envenenará a juventude nas grandes cidades brasileiras.

Leia mais aqui.

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25 de agosto de 2009 at 12:35

Gente fina – Morales anuncia que só dará entrevistas a jornalistas estrangeiros

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Evo Morales come um bolinho com Michelle Bachelet (Chile) na Costa do Sauípe, Bahia

O presidente boliviano, Evo Morales, vai convocar apenas a imprensa internacional para as suas entrevistas coletivas, enquanto os jornalistas do seu país “não pedirem desculpas ao povo pela manipulação que fazem das notícias”, informou nesta terça-feira a estatal Agência Boliviana de Informação (ABI).

Morales falou sobre o assunto na segunda-feira no departamento de Cochabamba, na região central do país, antes de viajar para o Brasil onde está participando das cúpulas do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), do Grupo do Rio e da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc).

“Em todo o caso vou convocar jornalistas das agências internacionais, porque penso que são mais responsáveis no tratamento da informação”, disse o presidente, segundo a ABI.

Morales mantém uma relação conflituosa com a imprensa do seu país, acentuada após um incidente, na terça-feira passada (09), quando exigiu que um repórter do jornal “La Prensa” ficasse ao seu lado durante uma coletiva no palácio presidencial. O presidente disse que se o repórter não se aproximasse, para receber documentos que supostamente desmentiriam uma matéria do jornal, isso significaria que tinha mentido na reportagem. Folha Online

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16 de dezembro de 2008 at 17:55

Publicado em América Latina

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Negociação enfrenta primeiro impasse na Bolívia

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As negociações entre governo e oposição na Bolívia chegaram a um impasse neste domingo, o quarto dia de diálogo após o pior período de crise vivido pelo país na gestão do presidente Evo Morales.

Morales propôs um acordo para que o Congresso Nacional aprove antes do dia 1º de outubro a data para o referendo que vai ratificar ou não a nova constituição do país, aprovada no fim do ano passado sem a participação da oposição.

Mas os quatro prefeitos (governadores) da oposição pediram mais tempo para dialogar nas mesas de negociação formadas em Cochabamba, no centro do país.

Foi a primeira diferença entre as partes desde que começou o chamado "diálogo nacional", que conta com presença de observadores internacionais, ou "testemunhas", como prefere o governo.

Constituição

A carta magna é o assunto mais polêmico nesta rodada de discussões, que começou na última quinta-feira.

O presidente Morales e o vice Alvaro García Linera já afirmaram, mais de uma vez, que a idéia é discutir apenas o capítulo das autonomias – uma das demandas da oposição.

Com isso, não se tocaria em outros temas polêmicos para a oposição como a reforma agrária.

"O governo já disse que pode fazer concessões na Constituição em relação às autonomias e nada mais. Se o governo abrir a discussão para outros itens, então se derrubará a revolução social", disse o assessor jurídico do governo Morales, Eusébio Gironda, em entrevista à rádio Fides, de La Paz.

Assembléia da ONU

Morales viaja para Nova Iorque, nesta segunda-feira, onde participará da Assembléia Anual da ONU (Organização das Nações Unidas) e pretendia, segundo a imprensa local, chegar a um entendimento com a oposição antes do embarque.

Nas últimas horas, o representante da oposição, o governador de Tarija, Mario Cossío, disse: "Não devemos ter pressa. São discussões profundas que pretendem pacificar o país. Precisamos de mais tempo. E não podemos votar a nova constituição às cegas".

Em um comunicado, os governadores da oposição informaram que as mesas que discutem as autonomias dos departamentos (estados) e a arrecadação do setor petroleiro vão continuar e os resultados deverão ser divulgados na quinta-feira, dia 25.

No texto, eles recordam ainda que o pré-acordo, assinado na semana passada com o governo, prevê um prazo de um mês, no mínimo, para a definição da data do referendo sobre a carta magna.

Autonomias

O porta-voz da Presidência da Bolívia, Ivan Canelas, disse que na proposta apresentada neste domingo por Morales à oposição está previsto avaliar o sistema de autonomias aprovado nas eleições realizadas nos estados opositores -Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando-, contra a vontade do presidente.

Além destes, ele também incluiu Chuquisaca, que apesar de não ter realizado as votações, quer a mesma autonomia política, financeira e administrativa do governo central.

O governador de Pando é o único ausente entre os nove governadores do país. Leopoldo Fernández, que governava o estado até a semana passada, está preso, acusado de ser o responsável pelas mortes de pelo menos 16 pessoas e ainda por ter "desobedecido" o estado de sítio decretado pelo governo Morales no lugar, vizinho ao Acre.

‘Golpe civil’

A postura da oposição, neste domingo, levou o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Lllorenti, a dizer que a oposição "não tem disposição para acabar com o conflito" e pretende continuar com o "golpe civil" que teria provocado a onda de violência das três últimas semanas.

"Golpe civil" também foi a definição que Morales usou ao falar da situação de seu país durante reunião da Unasul (União das Nações da América do Sul), em Santiago, no Chile.

Mas o encontro entre governo e oposição também já registrou o primeiro entendimento. Eles concordaram, no sábado, que os impostos petroleiros devem garantir o pagamento de um benefício aos aposentados com mais de 60 anos, como o governo central vinha fazendo. BBC Brasil

Written by Abobado

21 de setembro de 2008 at 23:07